Notas iniciais
Ciao! Oi meninassssss, tutu pom? Espero que tenham tido um ótimo começo de ano e que ele venha recheado de coisas boas, oportunidades e muita felicidade! Meninas obrigada pelos comentários no capítulo passado e espero que vocês gostem deste aqui, vamos conhecer um pouco mais do passado de Felicity e finalmente o significado do anel dela! ♥ Boa Leitura!

— Houve um tempo em que eu acreditava em tudo. Em mentiras, em promessas, em destino feito por nós mesmos, em estrelas cadentes, em sorte e azar. Mas uma pessoa mudou isso em mim. Mudou o que eu pensava sobre tudo, minha visão sobre o mundo. Mudou meus planos, meus princípios e verdades, meus desejos e vontades. Mudou minha vida, me mudou. Eu acreditava que nós fazíamos o que quiséssemos, mas aprendi que nada é por acaso. Tudo acontece por uma razão. Ele era uma pessoa comum, no início. Não era importante, não fazia falta, mas isso mudou, e talvez tenha sido a melhor coisa que já me aconteceu… — disse olhando para a janela e via as luzes do centro de Starling brilhando mesmo de madrugada.

Oliver ainda estava ao meu lado. Sem lágrimas agora. Elas cessaram depois de um tempo que ficamos abraçados juntos entre os lençóis.

— Eu passava por ele, na rua ou em qualquer outro lugar e o cumprimentava apenas por educação. Era quase todo dia, em quase todo lugar que eu já havia me acostumado com sua presença. Estudávamos na mesma faculdade, oras! É assim que uma amizade começa, mas não foi assim que terminou. Dávamos-nos as mãos, como um gesto simples de carinho, que para nós era comum. Abraçávamos-nos sem malícia. Conversávamos sobre toda e qualquer coisa. Frequentávamos um a casa do outro, sempre. — eu disse bufei quando as memórias começaram a me invadir. — Ainda não conhecia Cait e nem Thea, mas todos comentavam e estranhavam, mas nós não nos importávamos. Certo dia, depois de tantas conversas, ele me perguntou algo que nunca havia perguntado. Me assustei, não com a pergunta, mas com a forma como perguntou. Ele costumava falar num tom de voz baixo, mas sussurrou a pergunta, com a cabeça baixa, sendo que tinha o costume de olhar nos olhos da pessoa com quem conversava, quem quer que fosse ela. Ele me perguntou se eu já havia amado alguém.

Arrisquei uma olhada para Oliver, mas seu rosto permanecia sereno e contemplativo.

— Era estranho, pois não havia nada que ele não soubesse sobre mim, pensava eu. Apesar de estar espantada, minha resposta foi sincera e tímida. “Não”. Eu o observei por alguns longos minutos. Suas bochechas ficaram vermelhas, e eu percebi que aquele silêncio já estava constrangedor. Foi difícil ir embora, mas eu fui. — eu disse dando ombros levemente e depois ri levemente. — A primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi ligar para ele, e ele atendeu rapidamente.

"Eu não disse nada. Ele também não disse nada. Até o silêncio era constrangedor. Nós tínhamos algum tipo de conexão. Se ele sofria, eu sofria também e vice-versa. Não tinha como evitar. Silêncio. Enfim, ele desligou. No outro dia, acordei com olheiras profundas e pesadas. Havíamos combinado que nos veríamos nesse dia, como de costume. Eu estava tão feliz, tão animada com a ideia de que veria ele novamente que, depois de passar horas em frente ao espelho, achei que estava realmente bonita. Mas ele não apareceu. Esperei por alguns minutos. Nada de ele chegar. Eu não conseguia acreditar que ele não estava ali. Só conseguia pensar que alguma coisa tinha acontecido. Ele não teria esquecido, nem tampouco feito para me magoar. Liguei para ele. Ele não atendeu."

— O que aconteceu? — perguntou Oliver em voz baixa.

— Estava começando a me preocupar, então liguei na casa dele. Sua mãe atendeu, e me disse que ele havia saído algumas horas atrás; nervoso e sem dizer para onde ia. Só havia dois lugares para onde ele ia quando estava nervoso. Para o meu dormitório ou para um prédio abandonado, onde ele gostava de ir para pensar. Se ele não estava comigo, ele só poderia estar lá. Fui até lá, sem pensar em outras hipóteses. — contei querendo revirar os olhos para minha própria impulsividade. — Quando cheguei me senti aliviada por encontrá-lo. Ele estava de costas e não me viu. Queria me aproximar e perguntar o que estava acontecendo, mas não disse nada, apenas fiquei parada, olhando para ele. Ele ficou de pé, depois se virou para mim. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Era quase impossível controlar o impulso de sair correndo e abraçá-lo. Quando fui até ele, ele ergueu a mão direita, como se estivesse pedindo que eu parasse, e então parei e ele disse que não poderíamos mais nos ver.

"Demorei alguns longos minutos para digerir aquelas palavras e a forma como ele disse num tom de voz frio e rude. Ele prometeu que eu não o veria mais. Eu comecei a chorar e abracei ele. Ele não disse nada por um longo tempo. Até que ele disse que me amava e foi aí que nada fez sentido mesmo. Se ele me amava por que queria se manter longe de mim?"

Ergui uma sobrancelha para Oliver que teve a decência de ficar levemente corado.

— Ele me beijou e me disse adeus. — disse sentindo lágrimas pinicarem nos meus olhos. — Quando eu telefonava, ele não me atendia e, quando fui até sua casa, não havia ninguém. Eu estava em casa, pensando em onde ele poderia estar, quando minha mãe veio conversar comigo, com os olhos cheios de lágrimas e uma expressão de dor. Tentei imaginar o que era, e quando ela me disse, senti muitas coisas ao mesmo tempo. Dor, surpresa, preocupação, saudade, e mais dor. Foi um impacto muito forte. Disparei pela porta e, sem pensar duas vezes, fui direto ao hospital, onde, segundo ela, ele estava. Tentando me controlar, fui até a recepção e perguntei por ele, dando à recepcionista seu nome. Ela me indicou o número do quarto e disse que talvez ele não pudesse receber visitas. Não me importava, eu precisava vê-lo.

"Procurei o quarto, e, assim que o encontrei, bati na porta. Ninguém abriu. Bati novamente e abri a porta. Ainda sem entrar, olhei o quarto e não havia ninguém além dele. Entrei. Ele estava lá, de costas para mim. Esperava que ele estivesse acordado, então ele se mexeu. Ele olhou por sobre o ombro, depois abaixou a cabeça novamente."

— Felicity... — Oliver me chamou quando viu que as lágrimas começaram a escorrer de novo, manchando meu rosto. Deus. Eu deveria estar parecendo um show de horrores, mas tinha que continuar.

— Ele sabia que eu iria encontrar ele alguma hora. Seu corpo estava cheio de hematomas, manchas escuras. Talvez ele não quisesse me dizer, mas eu sabia que ele não estava bem. — eu disse e abracei meus joelhos ao mesmo tempo que senti a mão de Oliver em minhas costas. Quente, carinhosa... Presente. — Ele disse que ia morrer, mas que queria ficar com a família dele até a hora chegar.

"Quando ele voltou para casa, quase nada havia mudado entre nós. Era quase como antes, nós ainda xingávamos um ao outro, discutíamos sobre seu gosto musical e ele ainda criticava meu cabelo cobrindo meu olho... Eu tive minha fase gótica, mas sabia que ele gostava. Era bom fazê-lo sorrir enquanto podia. Eu sentia como se tivesse um prazo de vida. Um dia, depois de eu ter criticado bastante a música que ele estava ouvindo, ele parou, me olhou e sorriu como na noite em que eu descobri que o amava. Ele disse que sentiria minha falta."

Me agarrei ao toque de Oliver em minhas costas. Subindo e descendo, traçando o osso da minha espinha dorsal com calma e carinho. Respirei fundo e continuei falando.

— Na manhã seguinte recebi um telefonema de sua mãe. Ele havia piorado, e foi levado novamente para o hospital. Fui até lá assim que soube. Ele mal conseguia falar, então não exigi esforços dele. Fiquei sentada ao seu lado, falando com ele, sem esperar resposta. Eu estava falando com ele, sobre coisas do nosso passado, quando ele me interrompeu. “Você fica linda quando prende o cabelo” ele disse sorrindo. Sabia que ele havia reparado em meu cabelo, só não esperava que ele falasse disso. — disse lembrando naquele dia em específico com tanta dor e saudade. — Ele segurou minha mão e a apertou, usando a maior força que pôde. Beijei sua testa. Ele sorriu e fechou os olhos. Ele faleceu naquela noite, em meus braços. Foi difícil para mim, deixá-lo ir, mas agora é como se ele nunca tivesse partido.

Olhei para o anel brilhando em meu dedo e sorri levemente em meio as lágrimas.

— Cooper havia comprado esse anel para mim antes de saber que o câncer havia voltado, ele queria que o nosso namoro fosse a moda antiga. A mãe dele me entregou no funeral dele junto com um buquê de rosas. — eu sussurrei e observei o pequeno diamante brilhar na luz do luar que entrava pela janela. — Não quero que Cooper se vá completamente. Ele sempre vai ser representado no anel que eu uso todos os dias, no rabo de cavalo que eu faço no cabelo... Ele sempre vai estar presente aqui.

Oliver me abraçou assim que minhas palavras acabaram e entramos mais uma vez na espécie de limpo que havíamos criado desde que entramos dentro de casa. Do mesmo jeito que ele havia deitado em meu peito antes, eu deitei no dele. Da mesma forma como eu sussurrei que amava ele enquanto mexia em seu cabelo, ele fez comigo.

Não havia mais nada a ser dito. Havia? Todas as cartas foram postas na mesa e agora tínhamos que conviver com a verdade um do outro. Eu sabia que a história de Cooper era um passeio no parque em um dia ensolarado em comparação a história de Samantha, mas ambas traziam tanta dor para o presente. Eu já estava cansada de sofrer pelo passado, eu sabia que Oliver também, mas só por hoje nos permitimos chorar pelos mesmos motivos de anos atrás.

— Eu acho que precisamos de um banho... — ele sussurrou com a voz rouca depois de um tempo mexendo em meu cabelo. — E de água e comida.

Concordei levemente, mas não me mexi. Nem ele. Era quase seis da manhã. O céu estava começando a mudar agora. Ficamos conversando e chorando e consolando um ao outro por quase cinco horas. Deus... Realmente éramos feitos um para o outro. Ri sem nenhum pingo de humor e me levantei.

Oliver e eu tomamos um banho quente e mais demorado do que eu me orgulhava em admitir, mas nos lavamos por completo e em mais de um sentido. Eu me sentia mais leve sabendo que agora ele sabia sobre Cooper e eu não tinha mais nada "escondido" dele. Sabia que ele se sentia do mesmo jeito pelo jeito que me olhava e sorria levemente, mas havia uma pontinha de insegurança em seus olhos que eu iria apagar com o tempo.

Assim que voltamos para o quarto, o Sol havia começado a nascer. Sem planos para o resto do dia, eu vesti minha camisola que estava na cama de Oliver e ele sua calça de pijamas. Assistimos o espetáculo da mãe-natureza por alguns minutos na sacada do quarto, abraçados. O silêncio era acolhedor, mas foi quebrado pelo ronco da minha barriga.

Próxima parada... Café da manhã.

Oliver fez o café, torradas e preparou a bancada para nós comermos. Eu fiz os ovos, bacon e piquei algumas frutas que já estavam quase passando do ponto em uma salada de frutas para nós dois. Comemos em silêncio, até que eu notei Oliver franzindo a testa novamente.

— O que foi? — perguntei depois de morder um pedaço de manga.

— Eu não sei, isso é um pouco estranho... — ele disse encarando sua xícara de café como se um alien tivesse boiando ali. — Eu estou feliz.

Ri baixinho e beijei sua bochecha com carinho.

— Se acostume doc, porque eu não vou embora tão cedo. — disse de boca cheia depois de morder uma das torradas com geleia de pêssego.

Assim que acabamos de comer, limpamos tudo e voltamos para a cama. Observamos a cidade acordar durante a manhã preguiçosa quando algo estalou dentro da minha cabeça.

— Oliver... Não usamos camisinha. — eu disse levantando o olhar do seu ombro para o seu rosto.

— Eu sei. — respondeu ele tranquilo ainda fazendo carinho na minha perna que estava em cima do seu quadril.

— Você é médico, então eu não preciso explicar as possíveis consequências disso, preciso? — perguntei incerta e ele apenas ri.

— Eu sei que estamos seguros, Felicity. — disse ele e se virou para mim com olhos risonhos. — Você não está no seu período fértil ainda e toma anticoncepcional. Foi o único remédio que você não esqueceu de tomar religiosamente depois do acidente.

— Como é que você sabe disso?

— Eu sei tudo sobre você, Smoak.

— Gosto de ser consultada nesse tipo de decisão futuramente, Queen. É o meu corpo também e você disse que não queria filhos...

— Como posso querer filhos depois de tudo que te falei essa manhã? Não consigo me ver como um bom pai.

— Você não tem como saber disso com certeza absoluta. — rebati na hora seu auto-julgamento. — Você é ótimo com Sara. Agora eu entendo porquê ficou na defensiva no almoço depois da apresentação, mas isso só prova o contrário do que acabou de dizer.

— Me peça qualquer coisa menos isso, Felicity. Eu não posso, não espere isso de mim. Não vou arriscar com uma criança. Nunca. — ele disse olhando para a paisagem mais uma vez com um tom de voz que não dava brechas para qualquer tipo de argumento. Parecia uma sentença para a vida inteira.

Eu nunca tinha pensado sobre querer filhos, mas ter filhos que não fossem meus e de Oliver... Isso sim estava fora de cogitação. Eu conseguia imaginar um futuro sem crianças, tínhamos Sara e os filhos de Cait e Tommy que viriam seguidos pelos de Thea e Roy. Agora um futuro sem Oliver? Até imaginar era difícil o suficiente.

— Você quer um bebê, não quer?

— Nunca pensei sobre isso ou até mesmo desejei ser mãe, mas com você... — fui o mais sincera possível. — Você mudou tudo. Como eu vejo o mundo, as pessoas e até eu mesma. Não sei o que pensar ou sentir, mas um bebê com você não seria o fim do mundo, mas nunca vou sabotar nosso relacionamento desse jeito. Não se preocupe.

Ficamos em silêncio novamente deixando o significado das palavras cimentar entre nós dois. Não me importava com uma criança. Eu me importava com uma vida inteira com Oliver.

— Por que abre mãos das suas escolhas, do seu futuro para estar aqui?

Bufei uma risada para a pergunta absurda de Oliver.

— Porque eu te amo, Oliver.

Ele beijou minha cabeça e eu acabei dormindo depois disso.

—-

Pela tarde fizemos uma viagem até a minha casa mais uma vez e encontramos com Sin na porta com mais um arranjo de rosas me esperando. Eu assinei e Oliver carregou o arranjo até o apartamento. O cartão era diferente hoje.

"Eu te amo, Smoak".

Assim que eu entrei, abri as janelas e fui até o meu escritório. Salvei alguns relatórios eletrônicos dos novos softwares de segurança que havia começado a escrever junto com Eve. E depois fui para o quarto fazer minhas malas. Quando fui pegar algumas coisas dentro do banheiro que não tinha na casa de Oliver, a campainha tocou. Oliver foi atender e eu continuei embalando minha mini-perfumaria para que nada vazasse dentro da mala.

Eu estava indo morar com ele para valer agora. Uau.

Sem pressa.

E sem nenhuma pressão, okay.

Ao voltar para o meu quarto, vi as malas abertas em cima da minha cama. Desta vez, Oliver estava sendo mais organizado e não jogando tudo dentro da mala e fechando-a. Fechei a necessaire de viagem com meus produtos e a pouco maquiagem que tinha e passei para as roupas íntimas e pijamas.

Finalmente vou vestir algo além da camisola branca de cetim. Se bem que... Conhecendo Oliver do jeito que eu conheço, eu não dormiria com pijamas. Quando fechei a primeira mala, notei que Oliver estava demorando na porta e fui atrás dele.

Cait estava sentada em um dos nossos velhos sofás com as mãos no colo e uma expressão pra lá de culpada com Oliver sentado ao seu lado parecendo preocupado e relaxado ao mesmo tempo.

— Cait? O que está fazendo aqui?

Nos abraçamos e Oliver saiu de fininho de volta para o quarto.

— Agora eu sei que estava errada. Vocês fazem tão bem um para o outro... — ela disse a beira das lágrimas fazendo um gesto para a porta por onde Oliver havia acabado de fechar. — Me desculpe por não ter apoiado vocês dois quando eu deveria ter apoiado.

— O que? Você não está fazendo nenhum sentido, Cait. — eu disse sentando.

— Quando vocês se separaram, eu fui uma megera. Julguei Oliver como se fosse um vilão e você como se fosse uma princesa de cristal. Eu não queria ver o lado dele nessa situação toda, porque estava ocupada demais focando apenas no seu lado. No seu sofrimento, Lis... — ela disse e eu assenti levemente. — Acabei magoando Oliver, por tabela magoei Tommy e os outros também. Até discuti com Thea e isso fez com que Tommy e eu discutíssemos depois do almoço e ele não voltou para casa até agora.

Oh. Eu não sabia disso. Cait comprou briga com a turma por causa de mim? De alguma forma estranha, isso não me surpreendia, mas não me fazia orgulhosa também.

— Parece que essa é uma conversa que você tem que ter com Oliver e com Thea, não comigo... — disse baixinho e ela assentiu secando as bochechas vermelhas.

— Eu sei, por isso vim aqui pedir que você intermediasse uma conversa entre nós dois. Fiquei surpresa quando ele abriu a porta. Não esperava ver ele aqui depois de tudo, mas ele só abriu os braços e deixou eu chorar no ombro dele antes que eu conseguisse pedir desculpas... — ela disse e depois meio que bufou meio que riu entre suas próprias lágrimas.

— Oliver?

Assim que ouviu seu nome, ele colocou a cabeça pra fora da porta e eu me levantei do sofá. Sabendo que essa era sua deixa, Oliver me entregou uma calça jeans que havia dobrado e foi conversar com Cait, enquanto eu terminava minhas malas, ele já havia feito metade delas. Só faltava meus sapatos e eletrônicos.

Fechei as prontas e deixei perto da porta. Conseguia ouvir palavras sendo murmuradas e os soluços de Cait pela porta e me senti levemente mal. Eu fiz Oliver sofrer com a nossa separação e por tabela afetei o resto do grupo também. Olhando para trás não foi a melhor decisão que eu já fiz na vida, mas eu não me arrependia.

Oliver se abriu comigo sobre os fantasmas em seu passado e eu fiz o mesmo. Estávamos confiando um no outro agora. Nossa relacionamento era estável. Não tinha mais nada que me impedisse de mergulhar bem fundo nesse sentimento. Ou tinha? Vi Felicity Alfa erguer uma sobrancelha para mim e bufei. Não tinha. Então por que estou tão indecisa assim? Olhei para as malas feitas mais uma vez e suspirei baixinho.

Continuei embalando meus eletrônicos e alguns livros favoritos, se eu conseguisse convencer Oliver de ceder o segundo quarto de hóspedes para eu fazer uma estação para mim, levaria o restante do equipamento, se não... Acho que continuaria por aqui mesmo. Não iria quebrar o contrato com o Sr. Jackson, eu iria manter o apartamento como um plano de contingência.

Não estava gorando minha relação com Oliver, longe disso, mas eu me conheço e ás vezes preciso de um espaço só meu, ter um tempo só para mim e esse apartamento era perfeito para isso. Sorri levemente olhando as quatro paredes que foram minha casa desde a formatura da faculdade com um misto de nostalgia e melancolia. Era uma nova fase. Sem dúvida.

Quando eu fechei o zíper da última mala, Oliver reapareceu no batente da porta com um sorriso pequeno e a manga da blusa molhada. Eu conseguia ouvir barulhos vindo do banheiro, então Cait deveria estar lá.

— Vamos a caça de um marido fujão? — perguntei e ele assentiu erguendo três malas minhas sem esforço algum do chão e indo até a porta da frente.

Okay. Isso era um bom sinal.

Senti meu bolso traseiro tremer. Peguei meu celular e vi uma mensagem de Thea com vários emojis. Vários mesmo. Abri e li seu conteúdo.

Thea, Q: Lis, S.O.S! O sistema do clube pifou total e eu não tenho energia! A companhia elétrica não atende hoje, e você entende disso, não é? Eu estou desesperada!

Seguido por vários emojis chorando, corações partidos e mais emojis chorando.

Felicity, S: Eu vou aí dar uma olhada, não se preocupe! Estou á caminho!

Sua resposta foi praticamente instantânea.

Thea, Q: OBRIGADA! Será que você pode me ajudar a chutar Tommy do meu sofá também? Isso iria resolver 50% dos meus problemas hoje...

Bingo.

Tommy estava na Verdant com Thea? Provavelmente era sua forma de protestar contra Cait, se aliando com Thea e automaticamente com Oliver. Quis revirar os olhos para isso, mas só mostrava o quanto os dois eram leais ao meu namorado... Que já havia voltado para pegar o restante das malas.

— Já achei ele. — eu disse pegando uma das malas, enquanto ele pegava duas. — Verdant.

Oliver revirou os olhos e eu ri levemente. Cait saiu do banheiro.

— Pronta?

Ela assentiu e eu enlacei meu braço ao dela ao sairmos pela porta.

—-

— Lis! Obrigada! Obrigada! — disse Thea quando eu apareci na porta de sua boate. Estava um verdadeiro breu do lado de dentro, mas eu reconheci Thea de longe.

Algumas lanternas foram posicionadas em cantos da pista de dança, então eu conseguia me situar.

— De nada, mas eu trouxe companhia. Vocês vão conversar, enquanto eu e Roy... Roy? — chamei e Roy apareceu atrás do balcão.

— Hey!

— Enquanto eu e Roy consertamos o problema da afiação. — eu disse e Oliver e Cait apareceram atrás de mim fazendo Thea fechar a cara e um copo de espatifar no chão.

Segui o barulho e vi Tommy na área VIP parecendo assustado e bravo ao mesmo tempo. Respirei fundo e liguei a lanterna no celular caminhando até Roy, enquanto os outros quatro conversavam em voz baixa. Awn. Eles até estavam sendo civilizados.

— Vamos Roy... — eu disse e ele aceitou sem pensar duas vezes deixando uma garrafa de Bicardi de lado.

— Bem-Vinda á Família Queen-Merlyn, Felicity.

Eu apenas revirei os olhos e Roy riu.

Notas finais
Alguém quer um pouco de Olicity no modo doméstico, ou sou só eu?? Comentem! Indiquem! Recomendem! Acompanhem! Favoritem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/715451/Broken/ (Finalizada!) https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ (Atualizada!) https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ Grupo do Facebook_ https://www.facebook.com/groups/1015217841832543/?ref=bookmarks (Respondam as perguntas e avisos quando solicitarem autorização para entrar no grupo!) L.W PS: Vamos bater #700 comentários? Ou mais uma recomendação? PS²: Venham conversar comigo no Twitter meninas, achei várias de vocês por lá! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! ♥