Dangerous Love
12 Capítulo 12
Notas iniciais

Quando chegamos perto de casa, Oliver carregou todas as compras e foi cômico o modo que ele pareceu tão doméstico apenas carregando sacolas pardas. Eu ajudei levando apenas uma, enquanto ele equilibrava cinco em seus braços. Era aquela famosa pose:
“Eu consigo!”.
Nós subimos de elevador sem trocar uma palavra, mas Oliver estava encostado no fundo do elevador e inclinado de lado para mim. Nossos ombros se tocavam, e ele não parecia bravo pela situação Adrian Chase na Macy’s.
Estávamos bem... Eu acho.
Eu abri a porta e segui ele em direção á cozinha. Colocamos as sacolas na ilha de granito e o almoço chegou antes mesmo que eu me sentasse no sofá. Oliver havia pedido no caminho de volta e até que o serviço delivery foi bem rápido.
Comemos no sofá assistindo o primeiro filme da franquia “Esqueceram de Mim” com comidas natalinas. Macarrão com queijo, fatias de peru... Até ganhamos uma porção de salada de ovos do restaurante como cortesia. Eu fiquei cheia rapidamente, mas Oliver parecia ter a fome de nove mendigos dentro de si, porque ele comeu o dele e o meu junto!
Assistimos o primeiro, segundo e no meio do terceiro filme com Macauly Culkin, Oliver se levantou e foi em direção ao corredor que levava até os quartos. Não demorou dois minutos para reaparecer com os meus remédios em mãos e um copo de água. Eu tomei e me recostei no sofá querendo relaxar. Foi uma semana? Não, apenas dois dias.
Dois dias turbulentos com Oliver pareciam ser duas semanas na minha vida normal. O que já dizia muita coisa. Eu dei uma espiada na tela do meu celular e só encontrei mensagens e desejos de boas festas, mamãe tinha me respondido também, mas com apenas um áudio no iMessage, ou seja... Ela não estava no próximo voo de volta para os Estados Unidos.
Oliver teve a mesma ideia e começou a digitar rapidamente na tela de seu próprio celular, parecia concentrado e determinado ao mesmo tempo, com uma pequena carranca em seu rosto. Esse homem, simplesmente, não conseguia ser feio. De jeito nenhum. Era quase injusto com o resto da população mundial... Reles mortais.
Quando ele começou a encarar o chão como se fosse uma coisa muito interessante, eu decidi agir. Seu sofá era muito confortável... E minha mente teimava em imaginar como seria sexo nele, então eu deixei a versão pervertida de mim mesma que ficava enterrada no meu subconsciente, aflorar. Estava na hora dela se divertir também.
O que infernos está acontecendo comigo?
Oliver Queen está acontecendo comigo.
Sorri com esse pensamento e engatinhei até meu querido Dr. Ranzinza. Ele notou meus movimentos e olhou para mim, curioso. Sentei em seu colo e encarei seu rosto. A mandíbula bem marcada, a barba rala nascendo ali, as orbes azuis me encarando como se conseguissem ler a minha alma... Tentadoramente irresistível. Essa expressão existe?
— O que? – perguntei passando os dedos em seu queixo.
Sua barba crescia rápido. Ele inclinou a cabeça contra a minha mão e fechou os olhos. Sorri. Continuei passeando os dedos por ali, subia até as bochechas e voltava para o pescoço. Oliver parecia um gato, se você soubesse como agradar, ele agradaria de volta.
Deixei um beijo na base de seu pescoço e fui subindo lentamente. Mordiscava, beijava e... Bem, marcava. Não lembrava de ter feito um hematoma em Oliver nas noites passadas, mas ele estava ali. Bem vermelho, quase roxo. Na verdade, eu lembrava sim, e foi tão bom. Oliver só faltava ronronar de prazer.
Quando cheguei na altura de seus lábios, ladeei seu quadril com meus joelhos e beijei seus lábios calidamente. Oliver havia mantido seus olhos fechados o tempo inteiro, apenas aproveitando o carinho que lhe era oferecido, mas assim que meus lábios tocaram os deles, a coisa mudou.
E eu adorava cada vez que isso acontecia. Era uma metamorfose muito agradável. Ele nos virou no sofá e me deitou. Senti ele entre minhas pernas. Era o lugar dele ali. Simples assim. E eu gemi de desgosto quando ele se afastou.
— Fique aqui e não se mova... – ele disse e se levantou e deu uma corridinha até a porta de vai e vem da cozinha.
Me ergui pelos cotovelos e consegui ver ele procurando algo dentro das sacolas pardas do mercado. O que infernos tinha ali que era mais importante do que fazer sexo no sofá comigo? Oh! Será que ele foi pegar a geleia de pêssego? Sorri perante a ideia. Isso sim, seria algo novo a ser experimentado.
— Quer ajuda, Queen? – perguntei, enquanto tirava a blusa e depois a calça jeans rapidamente, enquanto ouvia latas se chocarem e pacotes caírem ao chão.
— Não se mexa.— ele rosnou com aquela voz autoritária. – Onde está aquela merd...
— Você está perdido em um lugar no qual eu sou a especialista da casa... – eu cantarolei tirando o sutiã em seguida e depois a calcinha. Isso era outra coisa nova a ser experimentada. Eu tinha jogado o pudor pela janela, assim como havia jogado meu elástico de cabelo longe e os óculos.
Ouvi mais xingamentos de sua parte e mais coisas caindo ao chão.
— Só um momento e depois eu te mostro onde eu sou especialista... Achei!
Aleluia. Oliver voltou e estancou ao me ver deitada nua no sofá, esperando por ele. Em sua mão tinha uma caixa grande de preservativos. Ele riu e seu sorriso chegou aos olhos. Era tão raro isso acontecer. Ele parecia... Bem.
— Começando sem mim, Smoak? – perguntou tirando sua camisa e me oferecendo a visão de seu peito musculoso.
— Você está atrasado...
— Eu nunca me atraso.
Ele se aproximou e voltou para o seu devido lugar. Suas mãos prenderam as minhas acima de minha cabeça e passou seu nariz por todo meu colo. Eu me arrepiei por completo, é claro, e ele riu.
— Imaginei você assim em uma daquelas gôndolas do mercado... Gritando o meu nome. – ele confessou e eu ri.
— Eu não grito.
— Grita sim.
— Então prove.
Com o desafio lançado ao ar, Oliver não precisou de outro incentivo. Senti seus dentes morderem um dos meus seios e eu me segurei para não gritar mesmo. Eu ainda estava presa por suas mãos, mas o abraçava com as pernas, ele não iria fugir tão cedo. Sua língua era quente e provocadora. Aposto que teria mais marcas até o final da noite em meu corpo.
Quando ele decidiu me soltar, foi para abrir minhas pernas e começar a tortura com os dedos novamente. Será que transar com um pianista era tão bom quanto isso? E por que infernos eu estou pensando nisso, enquanto... Ahhh. Isso era bom. Arqueei meu corpo e ouvi o riso baixo ecoar. Eu não estava ligando para nada agora, apenas para o prazer que estava recebendo.
Era egoísta, eu sei, mas era tão bom também. Oliver sabia onde tocar e quando tocar. Eu me contorcia debaixo de seu corpo, enquanto ele continuava mapeando cada centímetro de pele minha com sua boca. Não demorou muito para eu começar a sentir o prazer se construir dentro de mim, era como uma bomba relógio maravilhosa.
— Oliver...
— Shhhh, apenas sinta. – ele respondeu perto das minhas costelas.
Agarrei o que alcancei. A almofada do sofá e o cabelo de Oliver. Tentei ignorar a risada dele, porque ela fazia coisas estranhas acontecerem dentro da minha barriga e eu estava muito focada em apenas sentir agora.
— Goze.
E assim eu fiz.
Oliver me abraçou com seus braços, enquanto eu ainda sentia espasmos de prazer por todo o meu corpo. Sentia seu corpo vibrar levemente embaixo do meu. Merda, ele era bom demais para o próprio bem dele. Senti seu jeans contra minhas coxas. Ele ainda estava vestido? Por que?
— Tem noção de quão alto você estava gemendo, Smoak?
Não, eu não tinha. Corei forte e ele riu antes de me beijar novamente. Foi aquele beijo impulsivo e violento. Meu segundo tipo favorito. O primeiro lugar era o tipo cálido que apenas o homem entre minhas pernas sabia como fazer, mas em ambos os casos, eu me sentia em chamas. Puxei sua nuca e aceitei o beijo como nunca e ainda retribuí com a mesma dosagem de tudo que recebi.
Escorreguei as mãos por suas costas, até chegar em sua bunda. Apertei, porque eu tinha uma tara por aquele traseiro em especial. Depois corri os dedos para sua barriga. Eu também tinha uma tara por ela. Abri o botão de seu jeans e senti seu amigo mais do que pronto para brincar. O beijo nunca cessou, Oliver apenas se aproximava cada vez mais de mim. Empurrei sua calça e sua boxer para baixo.
— Você vai gemer agora. – eu disse e vi seus olhos transbordando luxúria.
— Felicity... – ele suspirou pesadamente.
Havia algo ali que eu não entendi, mas não me importei. Eu me abaixei até encontrar seu amigo. Poderia soar estranho, mas ele era lindo. Comecei a massageá-lo com carinho e observava as veias saltarem enquanto ele inchava cada vez mais, Oliver já havia desviado o ar e olhava para o teto. Uma veia em seu pescoço havia saltado também.
Passei a língua por todo o trajeto da veia mais saliente e observei Oliver que havia voltado a olhar para mim. Não sei o que se passava dentro daquela cabeça, mas sabia o que fazer com a outra. Beijei demoradamente e isso fez Oliver ofegar e suas veias saltarem ainda mais.
Eu gostava de tê-lo assim.
A cabeça era muito sensível. Eu abocanhei ele e senti sua extensão tocar o céu da minha boca. Eu lambia e massageava em um ritmo lento. Entrando e saindo da minha boca. E eu tive o prazer de ver Oliver jogar a cabeça para trás e gemer o meu nome.
Há! O meu nome!
— Felicity...
Não parei o movimento. Apenas aumentei um pouco o ritmo quando o senti pulsar dentro de mim. Ele alcançou meu cabelo e tentava controlar o ritmo, mas eu não deixei. Não. Eu estava no comando agora. Eu não parei. E ele explodiu. Engoli tudo como uma esfomeada pervertida e senti as coxas de Oliver vibrarem, enquanto pegava cada gota de seu prazer que foi dado por mim.
Seu peito descia e subia em um ritmo acelerado e ele estava com um sorriso largo e satisfeito no rosto. Ele apontou algo atrás de mim e eu me virei para ver a caixa de preservativos na mesinha de centro da sala. Eu alcancei ela e a abri. Peguei um pacotinho laminado e o abri. Oliver havia chutado suas roupas para bem longe.
Peguei o preservativo e deslizei ele sobre toda a extensão de Oliver que já estava pronto para outro. Tudo era excitante. A situação. O prazer no rosto de Oliver. Suas mão ociosas que nunca paravam de me tocar.
Ele estava recostado no sofá como se fosse o dono do universo, e ele poderia ser se apenas sorrisse do jeito que estava sorrindo agora, enquanto me observava. Subi minhas mãos por seu peito, enquanto montava em seu colo. O calor entre minhas pernas já estava ali desde o primeiro gemido de Oliver, mas agora... Sentei e acomodei ele completamente dentro de mim e isso me tirou um gemido alto. E de Oliver.
Senti uma de suas mãos agarrem minha bunda e a outra estimulava meu clitóris. Eu apenas me contorcia em seu colo. Senti sua boca no vale entre meus seios e me arqueei toda. Eu precisava de mais. Rebolei em seu colo e sua mão em minha bunda começou a ditar o ritmo. Eu não me importei. Nenhum pouquinho mesmo. Nossos corpos se colidiam e eu não sabia se era o pau, a língua ou os dedos de Oliver que estavam me dando tanto prazer. Era um ótimo problema para se ter.
— Oliver. – chamei e fui deitada no sofá.
O ritmo mudou. Eu agradeci por Oliver conseguir ser mais impaciente do que eu. Era mais acelerado. Mais duro. Mais forte. Assim como na noite de ontem e na anterior. Era o melhor tipo de sexo. Não consegui me conter e arranhei as costas de Oliver e depois cravei as unhas em seus ombros. Ele gemeu e eu também. Tomei sua boca com a minha e em meio este show de anatomia, consegui dar um beijo cálido em seus lábios.
Tentando mostrar o que ele fazia comigo.
O orgasmo veio para nós dois, ao mesmo tempo.
Abracei seu corpo pesado e não deixei ele se levantar. Queria ele ali. Bem ali.
Oliver me abraçou de volta e eu suspirei satisfeita. Minha versão perva era divertida.
—-
— Não, você não precisa tirar as sementes! – eu disse olhando Oliver cortar os tomates com o maior cuidado do mundo. – Não são cérebros, Queen!
Ele riu e eu me coloquei ao lado dele para amassar e cortar dois dentes de alho para fazer o molho da nossa macarronada. Eu sabia que nunca ficaria tão boa quanto a de Lyla, mas a minha não era de se jogar fora não. Nós tínhamos tomado banho, e quando estávamos nos vestindo, eu fiquei com fome. E cá, estamos, cozinhando juntos.
— Arrume a bagunça que você fez e eu faço isso... – eu disse tirando a faca de sua mão.
Ele se deu por vencido e começou a recolher todas as latas e pacotes que havia derrubado no chão mais cedo enquanto fazia a caçada ao preservativo. Eu estava apontando o armário que iríamos guardar os pães quando o interfone tocou ruidosamente.
— Sim? Quem?... – Oliver olhou para mim estranho e depois sorriu. – Mande-os subir.
Ele colocou o interfone no gancho e olhou para panela onde o macarrão cozinhava.
— Temos duas visitas...
Ele beijou minha cabeça e eu apenas caminhei ao seu lado até o hall de entrada. Quem era? Era época de feriado e Oliver era a pessoa mais reclusa que eu conhecia. Oliver foi até o lado do elevador e ouvimos o “plin” estridente soar. Moira e Robert estavam dentro da caixa de aço com os braços dados e sorrindo um para o outro.
Eles se viraram para Oliver, e sorriram ainda mais.
— Mãe. Pai.
— Viemos buscar você para jantar...
Eu piro agora ou mais tarde? Essa dúvida me fez ter uma pequena coceira atrás da orelha. O que os Queen iriam achar deste circo que Oliver montou e eu ainda por cima deixei? Oliver cruzou braços fazendo seus bíceps saltarem e se virou para mim. O casal notou minha presença e abriram sorrisos ainda mais largos.
— Ou melhor, viemos buscar vocês para jantar. Como está se sentindo, Felicity? – Robert corrigiu-se e eu respirei fundo.
— Isso vai ser divertido. – disse Oliver sorrindo e Moira ergueu uma sobrancelha para o filho.
— Bem, eu acho.
— O que aconteceu?
— Eu esqueci de tomar os remédios, aí senti uma tontura de leve, mas achei que era por causa da minha falta de senso de profundidade, mas não era. Agora eu tenho uma mini-bomba aqui e estou tentando desarmá-la, mas não é tão fácil como no Call Of Duty... E eu vou calar a minha boca agora, em 3... 2.. 1. – eu balbuciei na velocidade da luz batucando o dedo em minha têmpora fazendo Oliver rir e o casal levemente confuso.
— Você refez os exames? – perguntou Robert e Oliver assentiu voltando a vestir sua carranca linda de sempre.
— O coágulo aumentou e ela pode ter todos ou nenhum dos sintomas. A paciente rebelde precisa de vigilância contínua. – ele explicou simples assim e eu vi a preocupação no rosto de Robert. Era tão ruim assim? Cacete. – Se ela desmaiar sozinha pode ser prejudicial e não saberemos.
Isso fazia mais sentido do que sua primeira sentença.
— Oliver está cuidando de você então? – perguntou Moira.
Oh. Ela estava me encarando. Era para mim a pergunta? Por que para mim?
— O molho! – exclamei e corri para cozinha e salvei o molho de tomate, mas o trio de ouro me seguiu.
— Sim, mãe. Você sempre reclamou que eu nunca tirei férias... Estamos trocando serviços aqui. Cuidados médicos por chef particular, mas acho que só eu estou fazendo minha parte. – Oliver alfinetou e seus pais riram.
Há. Há. Há.
Oliver, o piadista.
— É por isso que estamos aqui. Fui até o hospital pegar os nossos passaportes e Sara me contou que você havia passado por lá no Natal com Felicity, e tinha tirado férias, ela também me perguntou se você estava se auto medicando. – explicou Robert.
Moira se juntou á mim no fogão e escorreu o macarrão já pronto sem esperar convite.
— Felicity... Você fez compras para casa? – perguntou Moira e eu assenti.
— Eu e o doutor aqui. – eu disse mexendo o molho e apontando a colher para Oliver. – O que me leva á dizer que o seu filho não sabe se comportar em público.
Oliver virou para mim bem lentamente e piscou duas vezes com surpresa muito bem disfarçada. Robert riu e se sentou em uma das banquetas do balcão, enquanto Moira terminava de cortar o manjericão para o molho. Continuei mexendo o molho e Oliver voltou a guardar as compras.
— Ele não sabe andar ou fazer nada dentro de um supermercado. Nem sabia que vendia refeições congeladas lá! – eu exclamei e os dois riram.
— A última vez que fomos ao supermercado com Raísa, a nossa antiga governanta, ele parecia ter entrado dentro de um parquinho. Oliver conseguiu derrubar uma torre de picles em conserva e me deixou mais do que envergonhada... – disse Moira raspando a faca no manjericão cortado na tábua de madeira para dentro da panela.
— Mãe... Sem entrar no túnel do tempo, por favor. – disse Oliver guardando duas garrafas de vinho dentro da geladeira junto com o leite e suco de laranja natural.
— Ele não derrubou nada, espero eu. – comentou Robert rindo.
— Não, quase atropelou uma senhora com o carrinho e saiu na mão com um homem por causa de uma calda de chocolate... Mas sem picles pelo chão. – eu disse e senti o olhar de Oliver em mim.
— A senhora teria pronto atendimento e o cara... Estranhos não devem brincar com meus desejos pessoais, a coisa pode ficar feia. – Oliver retrucou e Robert e Moira riram sem entender a mensagem nas entrelinhas.
Oliver começou a limpar a área onde eu estava. Jogando o lixo no lixo e o material usado para dentro da pia.
— Eles vão ir embora eventualmente e depois eu irei mostrar o que acontece quando brincam com os meus desejos pessoais, Smoak. – ele sussurrou enquanto seus pais contavam histórias vergonhosas de sua infância e eu tentava prestar atenção neles. Bom, Oliver gostava de derrubar coisas. Como uma bola de boliche humana. Picles em conserva, garrafas de óleo mecânico, e qualquer coisa que poderia sujá-lo.
— Estou completamente satisfeito com as mudanças por aqui, Srta. Smoak. Eu disse que alguém como você seria perfeita... – comentou Robert roubando um tomate que havia sobrado e comendo com um sorriso.
Eu corei forte, e Oliver e Moira ficaram confusos.
— Ah é coisa de velho... – Robert resmungou.
Ele e Oliver montaram a mesa no balcão mesmo e nós nos servimos. O clima ficou bem doce. Moira continuou contando histórias de infância de Oliver, mas desta vez ele tinha Thea como sua parceira. Oliver apenas retocava um ou dois detalhes aqui e ali, e sempre que parava de comer, colocava a mão na minha coxa ou arredor dos meus ombros. E isso fazia Moira e Robert nos observarem como se fossemos experimentos científicos ou aliens dançando Macarena vestidos de Telletubies.
Depois do jantar, Oliver colocou sua cafeteira para funcionar e esperamos o café ficar pronto na sala de estar. Robert e Moira se sentaram inocentemente no sofá que eu e Oliver havíamos tido sexo alucinante há pouco tempo.
— Pode ficar tranquila e só volte para a empresa quando estiver pronta. – disse Moira e eu vi Oliver empurrar a camisinha que usamos com o pé e fiquei vermelha e completamente surpresa.
— Obrigada?
Oliver parecia estar se divertindo com a situação toda.
— Felicity, você vai para Boston no Ano Novo? Tommy mencionou que você sempre passa a virada com colegas de faculdade... – mencionou Robert.
— Até eu conhecer Tommy. – eu disse e eles riram. – Mas já é Ano Novo?
— Em cinco dias, querida.
— Vou ver com os meus pais, mas ainda não sei...
O toque xilofone soou abafado e eu soube que era o meu celular tocando. Pedi licença e corri para atender. Era Thea. Contei o que estava acontecendo, mas ela não soltou nenhum comentário indecente. Parecia bem preocupada, porque só havia pegado a mensagem de Caitlin esta manhã e Oliver não estava atendendo as ligações dela pela tarde. Corei com isso, mas a tranquilizei. Ela mandou beijos para o irmão e depois desligou dizendo que iria fazer uma maratona sexual com Roy pelo Just Dance do Kama Sutra e eu não entendi muito bem a última parte, mas tudo bem.
Quando finalmente voltei para sala de estar, Robert e Moira já estavam indo embora.
— Thea e Roy mandaram beijos.
— Oh! Obrigada querida. – disse Moira me abraçando e depois se virou para o filho. – Se decida o que irá fazer no Ano Novo já que sua irmã e Roy estão indo para Nova York, okay?
Oliver assentiu e eu recebi um beijo na testa de Robert.
— Preciso dizer para você ter juízo? – perguntou Robert erguendo uma sobrancelha para Oliver que sorriu um pouco, constrangido.
— Não, mas não quer dizer que irei usá-lo. – retrucou Oliver abraçando o pai rapidamente. Eles entraram no elevador e nós acenamos.
Um pouco antes das portas se fecharem, Oliver me puxou e eu vi Moira sorrir com isso.
Cacete.
Fale com o autor