Notas iniciais
Oooi!
Bom, eu tinha uma fic aqui no Nyah, mas a Categoria foi deletada e consequentemente a fic tambem, daí decidi fazer uma fic Original. Espero que gostem desse primeiro capitulo,tenham uma boa leitura!

A maioria das historias não começam com funerais. Não começam com caixões, choros, e orações, mas a nossa historia começou diferente. Foi como se o mundo que eu conhecesse aquele mundo normal onde eu não precisaria me preocupar com nada tivesse sido só uma lembrança boa, um passado que não condizia com o meu presente. Com o nosso presente.


De repente me vi apagando a minha adolescência e sendo obrigada a ser uma adulta, uma pessoa independente, que tinha responsabilidades, problemas e perigos pra enfrentar.

Normalmente meninas de 16 anos como nós já tem uma historia de vida, conhecem a si mesmos, conhecem seus pais, mas depois daquele dia percebemos que a nossa historia nem tinha começado. Quem éramos e o que a gente ia fazer a partir dali?

Lagrimas brotavam dos meus olhos, eu queria gritar, mas a voz simplesmente não saia. Eu estava apavorada, desesperada e sem rumo.

Minha irmã segurou minha mão, com um aperto fraco enquanto observávamos os corpos sem vida dos nossos pais logo a frente.

–Precisamos ir- aquela voz grossa ecoou atrás de mim- Agora.

Dei uma ultima olhada neles. Não era assim que eu ia me lembrar deles, definitivamente não. Pra mim eles sempre iriam ser aqueles que me deram a primeira bicicleta, que colocavam by Text-Enhance\">dinheiro embaixo do meu travesseiro quando eu trocava de dente, que me ensinaram tudo que eu sei hoje, mas era hora de ir, de me separar deles, de crescer, era hora que descobrir o que eu esperava o que eu teria que enfrentar, era hora de me vingar.



I



“-Vocês tem que ir agora Elena. Agora.- minha mãe falou enquanto colocava uma arma em cima da mesa.


–O que é isso?- perguntei olhando pra arma. Que diabos ela estava fazendo com uma arma? Por que ela estava nos mandando embora?

–Elena, corra. O maximo que você puder, eu quero que vocês corram muito, e vão pra o mais longe que vocês conseguirem daqui. Não dá tempo de explicar, eu só quero que você obedeça o seu pai- meu pai falou me encarando com um olhar de medo e confiança ao mesmo tempo- Acorde a Ariel e eu quero vocês bem longe daqui.

–Pai, por favor o que ta acontecendo? Que armas são essas? Por que a gente tem que fugir? Tem alguém atrás de vocês?- perguntei enquanto começava a chorar.

–Agora Elena. Vai- minha mãe me empurrou para o corredor.

Concordei enquanto começava a correr em direção ao quarto de Ariel. Eu não sabia o que estava acontecendo. Seria aquilo um pesadelo?

Um barulho. Não olhe pras trás, não olhe, você tem que sair Elena.

–Ariel, Ariel- sacudi a minha irmã- Levanta Ariel a gemte tem que fugir.

Ela abriu os olhos sonolentos

–Tá doida? Fugir do que?- ela me perguntou.

Um tiro, dois tiros. Silencio.”


Acordei com os olhos molhados. Aquele sonho de novo, já faziam 3 dias.


Olhei pra frente e vi Tyler me encarando, com aquele olhar misterioso, com aquele olhar de pena, mas ao mesmo tempo tão frio.

–Me desculpe- falei limpando as lagrimas e olhando para a janela do trem.

Ariel me abraçou e beijou minha testa.

–Você não precisa se desculpar- ela disse colocando minha cabeça em seu ombro.

Brice piscou pra mim enquanto me entregava um café.

–Onde estamos indo?- perguntei olhando para os dois.

–Nova Iorque- ele me respondeu abrindo um mapa — O pessoal da CIA ofereceu um abrigo temporário lá, enquanto organizamos um plano, e uma estratégia. Eles virão atrás de vocês então, temos que não ser tão óbvios.

Eles virão atrás de vocês” “Plano”.

–Nada de usar seus antigos celulares, conversinha com estranhos, etc- Tyler disse entregando um Black Berry e duas identidades a nós duas- Agora vocês se chamam Kate e Jane. Vocês não tem mais amigos, familiares, nada. Aqui só pode existir confiança entre nós quatro, entendido?

–Entendido- Ariel respondeu firme.

A verdade é que ela estava encarando tudo isso bem melhor que eu, ela estava sendo forte, estava me apoiando enquanto tudo que eu deixava transparecer eram meus sentimentos de ódio, revolta, medo e insegurança.

Fechei meus olhos por um instante e me lembrei de como a quatro dias atrás eu estava na escola com meus amigos, sendo cheerleader, andando no meu carro, abraçando meus pais e como tudo isso tinha mudado de uma hora para a outra. Eu não sei quem são meus pais mais, o que eles eram, o que faziam pra ganhar a vida. Aparentemente eles não eram Veterinários, eles não tinham uma vida normal, não eram do subúrbio.

Até agora ninguém tinha explicado nada pra nós duas.

Talvez em NY fossemos obter respostas, ou talvez não. Não dava pra prever, nem pra exigir explicações, estávamos por conta daqueles dois.

Depois que invadiram nossa casa, de fato eu e Ariel corremos muito, saímos correndo e acabamos entrando numa em uma cabine telefone no meio do nada, e lá ficamos espremidas por horas; pernas bambas, coração a mil. Aqueles tiros podiam ser dos nossos pais ou nos nossos pais.

Quando o dia amanheceu voltamos a nossa casa, e ela estava intacta por fora, como se nada tivesse acontecido, mas quando entramos tinha sangue e corpos pra todo lado e dois deles eram dos nossos pais.

Logo depois dois garotos da escola apareceram o Tyler e o Brice. Já tinha os visto na escola, eles eram aqueles veteranos bonitões que todas as garotas babam, ou pelo ou menos era isso que eles queriam que todo mundo achasse. Eles explicaram que eram agentes, e que o trabalho deles sempre foi ficar de olho na gente, por isso estudavam na mesma escola e moravam tão perto da nossa casa. Mas é claro faziam isso sem que a gente percebesse.

Eles eram uma espécie de guardiões, e agora o dever deles era nos ajudar.

Não entendemos nada de toda aquela historia, mas decidimos nem questionar. Agora ali estávamos indo pra N.Y, com aqueles totais desconhecidos. Não sabíamos se eles eram bonzinhos ou se a gente ia acabar como nossos pais, mas o que poderíamos fazer? Estava tudo na mão de Deus agora.

Basicamente ta ai um resumo do que aconteceu, um resumo rápido, mas era isso. Eu não saberia falar mais que isso, porque eu não sei de mais nada. Tudo que eu sei que por algum castigo divino eu estou viva e fudida. Que minha irmã chama Ariel e meu nome é Elena. O resto foi tudo mentira.

Olhei pra Tyler que tomava seu café tranquilamente como se fosse apenas mais um dia normal na vida dele, mas aquele era o dia que a minha vida começava.

Notas finais
EAEEEE! Você leu até o final!
Muito obrigada pela a sua atenção.
Por favor, deixe um comentario dizendo se gostou, se não gostou, o que preciso mudar, etc. Não vai doer e vai nos deixar muito feliz!
Beijos e até o proximo capitulo!
;*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.