Notas iniciais
Queridos leitores, estou começando agora com a fanfic e espero muito que gostem. Espero também que vocês interajam o bastante comigo e deixem bastante comentarios. Boa leitura anjos, Bjs /Ju

Mas na verdade se alguém dali soubesse o que a senhora havia dito, esse alguém seria apenas o garoto desconhecido. Era como se eu já soubesse que ele iria se levantar e vir até aqui, então o mesmo faz exatamente isso, enquanto ele se aproxima a senhora ao ver ele, se retira deixando as mal ditas palavras no ar. As pessoas se recompõem e finalmente param de olhar em minha direção.
— O que exatamente acabou de acontecer aqui? – Valerie pergunta desentendida. Esbanjando medo no fundo dos olhos.
— Também gostaria de saber. – Falo procurando respostas. Brotam perguntas em todos os cantos do meu cérebro que trabalha para saber o que aquilo queria dizer. Aquelas palavras em uma língua não identificada me deixavam um tanto curiosa, assustada, confusa, louca.

— Desculpa interromper, mas vocês duas precisam vir comigo. Agora. – O tal garoto com capuz preto, se dirige para nós duas, na qual parecia mais um comando do que um pedido.
— Desculpa, mas quem é você? – Valerie solta a pergunta dos seus lábios sem mais.
— Depois explico, mas vocês precisam vir. – Ele parece meio nervoso.
— Para onde? – Pergunto assustada. Quem ele pensa que é? Para chegar assim sem mais nem menos mandando a gente ir com ele?
— Não posso dizer agora, mas se vocês não vierem agora, acabarão vindo á força. – Ele joga um olhar um tanto quanto insistente. — Apenas me sigam. – O sujeito começa a caminhar até a porta do metrô, e o mesmo alcançará a qualquer minuto a próxima plataforma. Eu lanço um olhar horrorizado para Valerie e ela retribui nada mais do que um olhar amedrontado.
— O que vamos fazer? – Val sussurra com a voz falhando.
— Eu não sei você acha que devemos seguir ele? – Engulo em seco e a saliva desce rasgando minha garganta.
— Rápido, a próxima plataforma está a alguns metros á frente. – Ele fala alto lá da frente, e um segundo após ele terminar de falar o metrô para e as portas se abrem. — Venham. – Ele grita mandando. Valerie e eu trocamos um olhar estranhamente duvidoso entre nós e começamos a ir em direção dele. Quando saltamos do metrô um vento forte se debate contra nossos corpos e começamos a seguir ele. Minhas pernas começam a ficar trêmulas, eu que costumo não ter medo de nada estava tremendo? Poupe-me, quem aquele sujeito era para me fazer ficar desse jeito? Meus neurônios queimam.
— E nem pensem em fugir, por que as consequências não serão nada legais. – Ele penetra seu olhar sobre o meu sem transmitir grande emoção.
— Você pode fazer o favor de nos explicar, eu estou assustada com tudo isso. – Cuspo as palavras e seguro seu braço. Ele me encara duramente com cabelo negro caindo sobre os seus olhos e sua a mandíbula flexionada, em um gesto de confiança ele tira o capuz.
— Confie em mim, irei explicar tudo quando sairmos do meio de todas essas pessoas. – Ele lança um olhar mais confiante. E logo em seguida começa a andar, Valerie e eu o seguimos. Corpos e mais corpos apareciam e desapareciam no meio daquela estação, pareciam mais estarem correndo do que andando, pessoas ansiosas para chegar aos seus lares depois de uma longa manhã de começo de ano, a maioria dali ainda teriam o resto do dia pela frente. Após sairmos da estação do metrô, começamos a caminhar pelas ruas com passos apressados, Valerie abraça seus próprios braços e eu começo a pensar em que infernos estávamos fazendo, surge uma rajada de medo sobre mim, o que ele irá fazer com a gente? Poderia ele ser um estuprador ou um assassino apesar de aparentar ser jovem. Ele vira uma viela e chega em um beco úmido, no fim há uma porta, quando chegamos ao final do beco com paredes totalmente pinchadas ele retira uma chave do seu bolso e abre a porta enferrujada.
— Entrem. – Ele indica. Ao passo entramos naquele lugar totalmente escuro onde parecia haver uma escada. Ele fecha a porta verificando se alguém tivesse nos visto. Como eu previa, ele se volta para a escada instituindo para o seguirmos, até aonde aquilo iria chegar? Estou cansada de perguntas sem respostas.
Após subirmos uma longa escadaria enferrujada, chegamos á um galpão vazio, com uma prateleira de livros empoeirados no centro. E dai cai minha ficha, o que uma prateleira de livros faz em um galpão vazio? E o mais interessante, somente uma prateleira centralizada. Eu aperto os olhos verificando qualquer sinal de ser uma porta secreta.
Val me olha de escanteio e solta um rugido.
— Qual vai ser agora cara? Dá pra explicar? – Ela explode as perguntas em cima dele. Ele olha a mesma fixamente e quase a ignorando, ele se vira para a prateleira empoeirada e puxa um dos livros. Bingo! A “prateleira” começa mover-se no ângulo oposto. Uma sala secreta acertei em cheio. Ao atravessarmos a parede, antes de chegar a algum lugar, primeiramente há um corredor com uns sistemas de tubulação passando pelo teto.
— A onde isso irá chegar? – Pergunto calmamente, esperando qualquer migalha que parecesse uma explicação.
— Chegaremos á um lugar secreto onde ficam os antigos e novos guardiões.
— Hã? Guardiões? – Val rebate não entendendo nada, muito menos eu, o que é que ele estava falando?
— Agora vamos dar inicio. – Ele continua com passos apressados naquele corredor sem fim. Finalmente consigo captar como era sua voz. — Tudo o que direi a vocês é a mais pura verdade, isso ás fará duvidar de seus conceitos sobre religiosidade adquirida pelos seus pais. – Eu o fito, aperto os olhos tentando identificar o que ele queria dizer. Ele retira o único fone que estava no ouvido, pois o outro estava no bolso.
— No princípio, Deus criou seres sobrenaturais para comandar os elementos da terra. Tais elementos conhecidos como, água, ar, terra e fogo, e esses seres eram nada mais nada menos do que bruxas. – Ele sussurra a palavra “bruxas” e é então que eu começo a achar aquilo tudo mais estranho ainda. Afinal o que aquele indivíduo estava falando?
— O que você tá falando? Isso não faz sentido. – Jorro as palavras expressando desentendimento.

— Bruxas não existem. – Valerie completa minha fala.

— Eu também achava isso, até presenciar com meus próprios olhos. Mas vocês precisam acreditar em mim, para poder entenderam o porquê de estarem aqui. – Valerie decide ser compreensiva e afirma com a cabeça num gesto confiante.
Eu apenas os observo. — Essas bruxas foram dívidas em quatro famílias de acordo com os elementos. Depois de cinco séculos no planeta terra, elas começaram a ser astutas e orgulhosas fazendo assim acharem que poderiam ser mais poderosas do que Deus. Nesse meio tempo houve alguns desentendimentos com Deus, mas Ele tentava explicar que mesmo se Deus desse todos os seus poderes a elas por mais que elas quisessem não conseguiriam ser maior do que Ele pois as mesmas não tem poder próprio, isso foi concebido a elas por Deus. — Ele pausa para verificar nossa reação, meus ouvidos estão apurados por essa explicação, por mais que eu achasse essas coisas sobrenaturais totalmente fascinantes eu não conseguia acreditar naquela situação, era loucura. — Porém, as bruxas orgulhosas como sempre não entenderam e tentaram travar uma guerra direta com Deus, obviamente elas perderam, mas não desistiram começaram a pensar em outra forma de atingi-lo. E a única forma de atingi-lo era por meio de nós, humanos, guardiões e a escolhida. Elas queriam destruir a humanidade, pois acharam que assim poderiam sustentar outra guerra com Deus, e afinal de contas elas odiavam a humanidade, pensavam que os humanos eram orgulhosos e destruidores o que de fato estavam certas, no entanto nem todos são assim. Deus tentou comunica-las que existe um lado bom na humanidade, mas elas querendo provar para Deus que a humanidade estava perdida criaram três criaturas. – Ele toma fôlego e chegamos ao fim do corredor. Era difícil de entender uma coisa que víamos apenas em filmes e livros, era difícil acreditar em algo na qual excluía todo nosso conceito de religiosidade que nossos pais nos ensinaram, era difícil. Ele bate em uma porta presente ao lado esquerdo do corredor e segundos depois, um senhor barbudo abre a mesma.

Notas finais
E ai o que acharam? Demorei tanto pra começar a postar, espero que tenham gostado do. Não esqueçam de comentar. Bjs anjos até o próximo capitulo. /Ju
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.