Dangerous Feelings
13 Distrito 15
Notas iniciais
^^
Espero que curtam.
Abro meus olhos, me situando naquele lugar.
Estava deitada sobre algo gélido e desconfortável.
Onde estava?
Endireito-me dando uma olhada geral.
Estava no teto de algum prédio.
-O que está fazendo aqui? – pergunta alguém atrás de mim.
Viro-me deparando com um adolescente de talvez 14 anos, com um cabelo azulado, curtinho e de um corte bastante diferente, os olhos vermelhos rubros, a pele branca quase translúcida revestia o corpo magro e meramente alto.
-Eu...
-O que aqueles deuses estão fazendo? – ele me corta me olhando critico – Onde está Leon e Aiden?
-Não sei – respondo com franqueza enquanto ele vinha ao meu encontro – Juro que não sei.
-Vejo que não sabe – replica ele duro fazendo o brinco em sua orelha direita reluzir – Como veio parar aqui?
Antes que pudesse abrir minha boca, ele põe seu indicador na minha testa fechando os olhos em seguida.
Ouço apenas um estalo em minha mente antes de mergulhar junto com ele nas minhas últimas lembranças.
Um minuto se passa antes de voltarmos para o prédio.
-Que notável – resmunga ele girando em seus calcanhares – Venha.
Ele caminha até o parapeito dando uma rápida olhada para baixo antes de se voltar para mim.
-Preciso repetir duas vezes? – indaga ele de maneira aborrecida.
Levanto-me sentindo o frio gélido que fazia, ergo minha cabeça deparando com um céu coberto por nuvens e algumas coisas além delas que não sabia o que era, mas emitiam chiados assombrosos.
-São Quilins – informa o piralho ao ver para onde meu olhar estava direcionado – Não vai querer cruzar com eles certamente.
Retorno meu olhar para ele.
- O que são? – pergunto não conseguindo refrear minha curiosidade.
-Uma mistura de anjos com deuses – responde ele dando de ombros – São criaturas perigosas que vivem nas alturas, nas colinas sustentadas pelas nuvens. Geralmente não são muito vistos, mas é confiável não chegar perto delas.
-Por qual motivo? – pressiono, não conseguia refrear minha sede de querer saber mais.
-Não seja irritante – ele agarra meu pulso – Espero que não tenha medo de altura.
-O q-u.
Antes que acabasse de falar, já estávamos caindo numa velocidade exorbitante que me fez ter vontade de gritar, mas me contive não deveria pagar um mico agora.
Fecho meus olhos não querendo sentir o impacto do meu corpo contra o concreto, mas algo, ou melhor, alguém me toma em seus braços.
Prefiro ainda manter meus olhinhos fechados enquanto exalo o perfume de girassóis que vinha do peitoral definido de quem me segurava.
-Pode abrir seus olhos agora – recomenda os lábios colados a minha orelha.
Sinto um grande arrepio percorrer cada parte de meu corpo.
Além do que Sean ainda não abrira a boca.
Lentamente abro meus olhos deparando-me com um homem de aparência única e estonteante.
Isso já está ficando manjado.
O cabelo era de um tom castanho avermelhado que ia até sua nuca liso com uma grande mecha de lado, os olhos de um tom azul-escuro que até poderia me perder neles se gostasse dominavam a pele branca brilhosa sobre o corpo alto e musculoso.
-Crisis! – berra alguém por minhas costas – Por que se intrometeu?
Ele deixa seus olhos caírem sobre o adolescente antes de sua boca repuxar um sorriso sem humor.
-Jet – disse ele suave – Não combinamos que não tentaria matar ninguém que viesse para cá?
-Ela não morreria – replica o garoto convicto.
-Sei disso também – concorda Crisis deixando seu olhar sobre mim – Selena Angelique Cross, não é?
-Há dezessete anos sou chamada assim — satirizo meio trêmula para ser franca.
Um sorriso irrompe nos lábios dele antes de desaparecer com um chiado acima de nossas cabeças. Ele trinca os dentes antes de me colocar em seus braços.
-Vamos nos separar – instrui ele olhando Jet – Nos vemos na torre.
Jet apenas assenti com a cabeça e depois apenas vejo que estava caindo novamente. Não prestei atenção nisso, e sim no que estava em nosso encalço.
As asas negras tomavam toda minha visão do céu, os olhos eram de uma brancura fantasmagórica na pele morena do corpo musculoso e alto pelo que parecia, sem falar em seu cabelo extremamente longo que esvoaçava para trás devido à velocidade em que nos encontramos.
Num todo, ele causava mais medo que qualquer cobra que pudesse ver.
-Quilin – informa Crisis enquanto suas próprias asas entram no meu campo de visão diferente do que previa.
Uma única asa. E prateada.
Ele declina-se para a esquerda enquanto a estranha criatura vinha em nosso encalço feroz.
-Por que ele está nos perseguindo? – pergunto nervosa.
-Você – responde ele com os olhos procurando algo – Realmente não deveria ter vindo para cá tão despreparada.
-Onde estou primeiramente? – pergunto o olhando intrigada, não queria está aqui idiota.
-Distrito 15 – responde ele me encarando por um segundo – Não sabia?
-Não sei nem porque estou aqui – replico erguendo minhas mãos – O que esse carinha quer comigo?
Ele abre a boca para responder, mas a fecha no segundo seguinte.
-Alguém em seu mundo lhe dirá isso – responde ele dando uma volta em um prédio espelhado com sua asa roçando nos espelhos que vão se estilhaçado deixando para trás o Quilin que solta um agudo grito.
Crisis me aperta ainda mais de contra si enquanto murmurava algumas coisas que não entendia nada, parecia latim, mas tinha minhas dúvidas.
-Tape os ouvidos – recomenda ele com seu hálito no meu rosto, cheiroso e atraente.
Levo minhas mãos sem demora a eles, mas ainda sim ouço o estrondoso barulho seguido de um intenso clarão que me força fechar os olhos.
-Pode abrir os olhos agora – informa Crisis pondo novamente seus lábios na minha orelha.
Acabo por me espantar com sua aproximação abrindo meus olhos instantaneamente. Deparando-me com ele envolvendo-me em seus braços e Jet mais atrás encostado numa grade de ferro com seus olhos voltados para o céu, parecia meio melancólico. Retorno meu olhar para Crisis.
-O que você fez com o Quilin? – pergunto meio pausadamente.
-Os anjos cuidaram deles – responde ele com calma.
-Anjos! – exclamo o olhando surpresa.
-É – disse ele calmamente – Não virá nenhum ainda?
-Morreria se os visse – digo o olhando confusa – Ninguém pode vê-los.
Ele simplesmente fica calado, apenas solta um suspiro.
-Entendo – disse ele por fim.
-Ela deve voltar – disse uma voz rouca e ressoante pelas costas de Crisis.
Afasto-me de Crisis para ver quem falou, me deparando com um moreno de cabelo vermelho vivo preso em um alto rabo de cavalo com as pontas repicadas, os olhos negros frios, os músculos claros em seus braços e no peitoral nu. Em parte de seu pescoço e no braço esquerdo estava repleto de tatuagens.
-Kaleb – disse Crisis solene – Ela deveria andar um pouco por aqui.
-Não – nega com veemência ele – Ela esteve aqui por tempo demais, viu demais.
-Engano seu – intrometo-me na conversa – Se está se referindo ao fato de ter visto algo acusador, desconfortante. Pode tirar seu cavalo da lama.
Ele ergue uma sobrancelha antes de deixar um sorriso sem humor sair de seus lábios vindo na minha direção.
-Hora de voltar para o seu lugar – anuncia ele.
Depois a escuridão torna-se minha amiga novamente.
Notas finais
:P
Logo saberão o que aconteceu para ela ter ido parar lá, além do que eles só aparecem nesse cap. por hora e logo Selena retorna para o Distrito, mas não tão cedo como se pensa.
Hora de ir pro próximo cap.
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