Dangerous

5 I Don't Shave For Sherlock Holmes


Notas iniciais
OOOOOOI GENTE. capítulo dedicado pras gatinhas da Sherlock Brasil, que quando fui indicar minha fic ~tcharam~ elas já leram *o* sei que prometi o capítulo antes, mas ainda tava em choque com os tapas, fim de noivado e coisa e tal. Tá aí capítulozinho pra vocês fofinhas. E Nicole, sua viciada, se controle. Obrigada por cada comentário positivo, todas vcs !

Ele perdeu a hora dentro do banho. Deixou a água gelada escorrer sob seu corpo e acalmar seus nervos. Foi eficaz, pôs definitivamente fim aos seus pensamentos idiotas envolvendo Molly Hooper e junto com o fim dos pensamentos, o fim da ereção. Aquilo ainda era ridículo demais para ele... Mal conseguia pensar nisso sem sentir vergonha. Mas por incrível que pareça, conseguiu não pensar em nada. Tudo que existia em seu palácio mental era branco: branco e um infinito dessa cor. Isso o acalmava de uma forma inimaginável. Depois de passar boas horas dentro do chuveiro, saiu do banheiro apenas com uma toalha pendurada nos ombros. O celular vibrava em cima da cômoda.

– Merda. – Sussurrou para si mesmo enquanto atravessava o quarto para alcançar o aparelho.

Tinha duas novas mensagens. Uma de sete da manhã e outra de oito, ambas da mesma pessoa. Abriu a primeira.

"Estive. Algum problema?"

"Não seja irritante. Não fiquei por mais de dois minutos."

Sorriu com seus resultados. Ela realmente estivera lá; e realmente admitira isso sem vergonha alguma. Mas agora Molly achava que ele estava ignorando–a de novo. Não, ele não pretendia fazer isso.

"Desculpe, estava no banho. O que veio fazer aqui?"

Talvez a mensagem fosse um pouco ignorante. Era. Mas ele não se importava muito – e sabia que ela também não se importaria –, afinal, uma mensagem rude era realmente melhor que o silêncio.

Ela revirou os olhos quando sentiu seu celular vibrar no bolso. Era ele, mas ela decidiu que não leria agora. Assustou-a às seis da manhã, fazendo-a pular da cama e até mesmo acordar Tom... Ela sinceramente sentiu seu próprio coração congelar quando leu aquela mensagem. Como o maldito Sherlock Holmes sabia? É claro que ele sabia... "Maldito Sherlock! Maldito!" Pensou distraída, enquanto vestia uma camiseta qualquer de sua mala. Em seguida saiu, deixando Tom ainda adormecido. Foi direto ao restaurante, sabia que os noivinhos estariam lá e só precisava falar com Mary.

– É de você que preciso. – Disse segurando o braço da loira e dando um sorriso de desculpas para John.

"Tudo bem," ele sussurrou "eu sobrevivo." Deixaram John sozinho e afastaram-se, caminhando para perto das árvores. Se aproximaram de um banco de madeira e sentaram-se lado à lado.

– Fiz algo errado. – Sussurrou. – Eu fui até o quarto dele ontem e...

– Jura? – Mary parecia extremamente animada. – Como foi?

– Não aconteceu nada.

Então ela pareceu decepcionada. "Como assim não aconteceu nada?"

– Você foi até o quarto dele e não fez nada? – Revirou os olhos, deixando Molly mais vermelha do que um tomate. – Ele não é realmente virgem, Molly.

– Calma! – Ela gritou, sorridente. – Ele não estava lá.

Mary continuou em silêncio, esperando que a patologista completasse sua confissão.

– Eu estive lá, visitei a cama e... – Viu um sorrisinho crescendo no rosto da loira, mas ignorou. – Ele sabe que estive lá. Me mandou uma mensagem muito cedo. Eram seis da manhã...

– Me dê o celular.

Seu tom foi tão autoritário que Molly nem ao menos piscou antes de entregá-la o aparelho. A loira provavelmente leu as últimas mensagens trocadas com Sherlock, Molly sabia disso pois o sorriso no seu rosto entregava-a de forma indiscreta.

– Você tem uma mensagem nova, sabia? – Provocou–a. – De um tal... Sherlock Holmes.

A castanha revirou os olhos e deu tapas extremamente falsos na mulher sentada ao seu lado, que se contorcia em gargalhadas.

– Uh. – Disse simplesmente. – Ele estava no banho e quer saber o que foi fazer lá ontem.

– Como ele sabe que eu estive lá?

– Ele estava no banho... – Repetiu, realmente divertindo-se com a situação. – Já imaginou Sherlock Holmes saindo do banho? Ele estava provavelmente nu enquanto digitava essa mensagem... Imagine, Molly.

– Não seja... – Revirou os olhos. A imagem nitidamente passando por sua cabeça. – Não faça isso comigo, Mary!

– Ele é Sherlock Holmes... – Balançou os ombros, tornando-se séria e mudando de assunto. – Deve ter achado um fio de cabelo em algum lugar... Fez o DNA e...

– Mary! – Riu, divertindo–se de verdade imaginando–o procurando os fios de cabelo dela na cama.

"Espera aí!" Pensou totalmente desesperada. "Será que ele sabe que eu estive na cama dele?" Sua própria mente fez questão de respondê-la... Era tão óbvio.

– Fico feliz que esteja usando meu presente. – Mary piscou. – Holmes está vindo te interrogar pessoalmente. Seja segura, não deixe–o te controlar. Você vai se sair bem!

Depositou um beijo na testa da castanha e se levantou.

– Por qual motivo exatamente está fazendo isso, futura Sra. Watson?

– Aquele cara não é o certo para você. – Disse antes de se afastar.

"Presente da Mary?" Molly pensou, sentindo–se idiota e olhando imediatamente para a própria camisa. "Não, não, não!" Praguejou a si mesma por ter deixado Tom arrumar suas malas. Ele provavelmente havia colocado todas as camisetas com o nome de Sherlock entre as poucas roupas para usar no fim de semana. Todas eram presentes de Mary.

– Então você não se barbeia para mim? – Deu um sorriso barbaramente maravilhoso, sentando–se ao lado dela.

Molly pôde inspirar seu perfume e sentir seu cérebro derreter. "Seja segura, não deixe–o te controlar." Sentiu sua cabeça girar lentamente, lembrando-se da noite passada. "Controle-se." Então lembrou-se das palavras de Mary e tentou ser um pouco mais firme.

– Na verdade é do Tom. – Balançou a cabeça. – Peguei por acaso hoje de manhã.

– É um pouco pequena para ele, não? – Ergueu uma das sobrancelhas, ela tinha certeza de que poderia desmaiar à qualquer momento.

Mas dessa vez ela não seria tão fraca; não dessa vez. Apenas continuou ali, tentando parecer indiferente.

– Por isso uso às vezes. – Riu, tinha que parecer convincente. – Faço de pijama.

– Não. Convincente para qualquer outra pessoa, mas não. – Ela desviou o olhar, enquanto ele fixava os olhos na camisa. – Ela parece bastante nova e usada apenas uma ou duas vezes. Você cuida dessa camiseta com carinho, Molly, deveria vesti–la apenas em reuniões do fã clube.

– Não seja imbecil, eu não faço parte do seu maldito fã clube! – Aumentou o tom de voz, olhando–o diretamente nos olhos. – E não fale comigo de novo dessa forma... Mary me deu de presente e eu realmente mal uso. Tom colocou–a na minha bolsa por acaso e eu nem sei o motivo de estar usando essa porcaria. Se não reparou, Sr. Holmes, eu não tenho barba!

Ela estava gritando. Gritando bem alto, e bem na cara dele. Ele não conseguiu controlar um sorriso torto; finalmente Molly Hooper se descontrolara na sua frente.

– Existem várias formas de interpretar essa frase. – Sorriu, encarando o bigode bem desenhado na parte superior da camiseta. – Mulheres também...

– Cala a boca! – Gritou ainda mais alto, parecendo ofendida e acertou-lhe um tapa.

Fingiu que era apenas uma brincadeira, mas certificou-se de que fora forte e torcera para que seu braço doesse bastante. Teve certeza de que foi um bom tapa quando viu–o esfregar o local.

– Ok, ok, ok! – Cantarolou. – Se você se barbeia ou não se barbeia não é problema meu. Mas a senhorita invadindo meu quarto de madrugada...

– Não seja um imbecil. Não dessa vez... – Balançou a cabeça. – Eu levei chá e esperava que estivesse lá. Esperava que estivesse acordado e que pudessemos conversar; eu só estava sem sono.

– Seria algo interessante... Conversar. – Balançou a cabeça, imitando o movimento de Molly. – Importa–se se eu perguntar o que o seu noivo acharia disso?

– Ele estava dormindo. Dormindo feito uma pedra. Jamais saberia.

– Então você não é exatamente uma boa garota... Você sabe, boa noiva. – Parecia se divertir com o rumo da conversa. – Fugir para o quarto ao lado enquanto seu noivo dorme... Não me parece muito normal para uma moça comprometida e tão verdadeiramente apaixonada.

– E quem liga para o que é normal? – Os dois gargalharam juntos. – Ele só sabe dormir e Deus sabe o quanto isso me irrita. Eu só precisava respirar e realmente conversar com alguém. Você sabe... Menos sexo, mais conversa.

– Oh... – Sussurrou e deixou o momento de surpresa no ar.

"Ela realmente disse isso?" Perguntou-se mentalmente. "Menos sexo e mais conversa?" Sua mente perturbou-o com tantas conclusões sobre a frase. "Comigo seria mais conversa e nenhum sexo." Foi a conclusão que ele chegou e não gostou nem um pouco dela. "Como ela ousa dizer que eu não faço sexo..." Não que ele realmente fizesse, mas ela não devia dizer isso.

Molly sentiu–se realmente satisfeita com o resultado de suas palavras. Havia deixado-o sem palavras.

– Ok! – Ele disse subitamente. – Então era só isso?

– Basicamente. – Riu. – Talvez fuja para lá de novo essa noite. Quem sabe?

– Brilhante. – Foi só o que ele disse antes de se levantar e se afastar.

Molly respirou fundo um milhão de vezes antes de fazer qualquer outra coisa. Foi uma conversa sem sentido, inútil e sem nenhum objetivo, mas ela conseguiu – enfim – se controlar na frente dele. Isso era basicamente um avanço. Deixou-o sem palavras... E ele não pareceu nem um pouco contrariado ao auto-convite que ela fizera para ir ao seu quarto novamente essa noite. "Isso provavelmente vai ser interessante." Uma noite com Sherlock Holmes... O pensamento era no mínimo interessante.

Notas finais
Espero que gostemmm *-*