Dangerous

11 Feel It


Notas iniciais
Can you feel it? AGORA É SÓ LEVANTAR AS MÃOS PRO CÉU E AGRADECER POR CADA NOVA SHERLOLLY FANFIC QUE VEIO COM A TERCEIRA TEMPORADA! estou apaixonada por todas as escritoras de Sherlollys, obrigada! E agora, sintam...

Molly levantou-se e encarou-o, sorrindo. A cada segundo que o olhava, ele parecia mais bonito e atraente, como isso poderia ser verdade?

Ajoelhou-se e distribuiu beijos pela cintura do moreno, tentando fazê-lo acordar. Tudo na cabeça dele se acendeu com uma força inexplicável. Era verdade. Eles estavam mesmo ali. Os lábios de Molly contra sua pele faziam cócegas e ele não sabia se isso era certo, mas soltou uma gargalhada alta. "Você acha isso engraçado?" Ela perguntou, rindo junto com ele. Molly tomou as gargalhadas como desafio para seguir em frente, mas assim que colocou-o em sua boca, sentiu seu próprio corpo ser atirado com violência contra a cama.

Ficou tonta. Não esperava aquilo. A gargalhada já tinha ido embora e no lugar dela haviam beijos no pescoço e mãos hábeis colocando a camisinha.

Antes que Molly pudesse pensar em qualquer coisa, ele afastou suas pernas e penetrou-a. Ela sentiu-se derreter em poucos segundos. Sua cabeça dava voltas e voltas enquanto ele estocava contra ela com força e a cama arrastava-se para lá e para cá sem parar. Era o paraíso.

Sherlock encontrou uma das mãos da patologista no meio de toda aquela confusão. Ele não conseguia pensar claramente. Apenas deixava seu corpo guiá-lo — o que era bastante difícil para ele. Ao encontrar a pequena mão por acaso, agarrou-a e pôde sentir o quanto a pulsação dela estava alterada. Além disso — ele reparou com facilidade — ela tremia bastante e mal conseguia respirar. Ele precisava parar.

E foi isso que fez, mesmo deixando-a louca de raiva.

"Mas..." Ele balbuciou. Pensava que tinha algo de errado. Ele não presenciava aquelas reações quando transava antes. Nenhum coração loucamente acelerado e corpo tremendo. Aquilo definitivamente não era normal.

— Me desculpe! — Ele deixou outra gargalhada escapar assim que percebeu o quanto estava sendo inocente. — Eu achei que tivesse algo... Errado.

— Eu fiz algo errado? — Ela perguntou instantaneamente.

Ele gargalhou ainda mais profundamente. De forma gostosa, como uma criança. Molly se sentiu aliviada, ele não riria daquela forma se não estivesse em seu melhor humor.

— Você é maravilhosa. — Encontrou novamente a mão direita da patologista. — Me desculpe por parar.

— Não vou te desculpar coisa nenhuma! — Revirou os olhos e afastou sua mão. — Você me assustou.

— Molly! — Ele exclamou, parecendo aborrecido. — Me dê sua mão... Agora.

Estendeu sua delicada mão à ele, que com violência, levou ao seu próprio peito. "Sinta isso." Ele sussurrou. "Você não fez nada errado." Ele afirmou, enquanto um sorriso enorme crescia no rosto da moça. "Ele não está acostumado com essa velocidade."

Os dois gargalharam.

Ela sabia que aquilo era mentira. Com toda uma vida de adrenalina de "Sherlock Holmes", aquele coração devia acelerar o tempo inteiro. Mas sentiu-se tão lisonjeada com aquilo que beijou-o novamente. E logo depois, levantou-se, correndo para o lado contrário do quarto.

Ele pareceu confuso no primeiro minuto. Passou pela cabeça dele, por um momento, que ela não o queria mais. Então ela sorriu. E ele sentiu seu peito esquentar-se de forma estranha. Uma sensação que nunca havia sentido antes.

— Você precisa me conquistar! — Ela chamou-o com o indicador. — Venha me pegar!

Em poucos minutos os dois estavam jogados no chão, suados, com os corpos colados e extremamente excitados. Molly sentia o corpo inteiro responder aos estímulos do detetive. O couro contra sua pele caía definitivamente bem, junto com a mão firme e grande segurando-a pelo cabelo. Ela gostava daquilo — bem mais do que gostaria de admitir.

Trocou de posição com ele — sentando-o no chão e sentando-se em seu colo — e sem pedir, pegou o chicote de sua mão. O sorriso no rosto do Holmes mais novo não poderia ter sido mais sedutor e incendiador como fora. Enquanto forçava seus quadris contra ele, Molly batia em suas costas — sem resquícios de dó. Ele por sua vez, sentia-se tão excitado e sem saída, que tudo que conseguia fazer era abraçá-la e agarrar seus cabelos cada vez com mais força. Os dois tinham certeza de uma coisa: aquela noite não acabaria tão cedo.

Meu primeiro reflexo foi olhar para o relógio, quando acordei. Eram quatro da manhã e eu tinha que voltar para o "meu" quarto... Mas como fazer isso, quando se tem os braços de Sherlock Holmes envolvidos na sua cintura? A respiração calma e tranquila de quem dorme bem acima de sua orelha? Como sair da cama, sentindo o calor do corpo dele envolver seu corpo? Exato: eu não sei como fazer isso.

Me viro com cuidado e encontro-o de olhos abertos. "Meu Deus, esse homem não existe!"

— Achei que estivesse dormindo. — Ele sussurra.

— Eu estava. — Digo, começando a sentir algumas dores estranhas no corpo. — E agora minhas costas doem...

— Culpado. — Vejo um sorriso em seu rosto, apesar da escuridão. — Me desculpe. Eu não queria te...

Interrompo-o colando nossos lábios mais uma vez. É tão bom poder fazer isso sem ter que acordar de um sonho logo depois.

— Foi o melhor sexo que tive na minha vida! — Confesso, sentindo-me um pouco ridícula. — Toda essa dor louca vale à pena.

— Eu diria que foi a minha dor menos dolorosa. — Ele ri baixinho. — Você foi impiedosa, é verdade... Mas se eu disser que não gostei, é mentira.

— Gostou mais da primeira ou da segunda? — Pergunto, levando uma das mãos aos cachos negros.

— Posso perguntar-lhe o mesmo?

— Isso não é justo. — Suspiro, sentindo o cheiro inebriante encher meus pulmões. — Mas eu não consigo eleger qual das duas foi mais alucinante.

— Na primeira você foi esmagada contra o chão frio. — Ele disse, colocando uma mecha atrás de minha orelha, tentando arrumar a bagunça que havia feito no meu cabelo. — Na segunda, prensada contra a parede... Eu acho que preciso pensar um pouco.

— Pensar? Sério? — Pergunto e em seguida, beijo-o novamente.

Entre o beijo, sinto-o sorrindo. Como ele pode ser tão imbecil e tão maravilhoso... Tudo ao mesmo tempo?

— Acho que nesse caso podemos dispensar o pensamento. — Sorriu, espalhando beijos por todo o meu rosto. — E agora eu te dou uma terceira vez bem confortável, em cima da cama. E assim a gente encerra esse assunto de forma agradável. O que acha?

— Acho maravilhoso! — Seguro seu rosto com as duas mãos e ele fica sério.

— Você ainda está usando esse anel? — Revira os olhos. — Que estúpido da minha parte! Você pode ser dele... Quando resolver ser dele. Mas não hoje, Hooper. Hoje você é minha!

Segura minha mão direita e — com mais ignorância que o necessário — retira meu anel de noivado e joga longe. "Pra que lado ele jogou-o?" Me pergunto, mas no fundo não consigo me preocupar com isso quando tenho Sherlock Holmes me segurando em seus braços e começando tudo de novo... Depois eu procuro esse maldito anel!

Notas finais
Pulei a parte da "perseguição" e do "de onde você tirou esse chicote?" porque já estava no bônus e acho que deu pra entender direitinho a ordem das coisas... epa, pegou fogo ! HAUAHAUHA agora preparem-se pra parte séria da Fanfic! Beijos!