Danger

21 Por que tão sério?


Notas iniciais
Hoje é dia 15 (V-I-V-A) Não sei o que dizer sobre esse capítulo askakskas eu gosto dele, leiam e tirem suas conclusões u.U

Avião/ 16h32

– Mary – A voz soou longe. — Mary Sue Potts. – Escutou a voz novamente enquanto corria atrás das árvores. Não queria ser encontrada, não depois de ter suas esperanças destroçadas novamente. Tudo o que ela queria era uma família, alguém que a amasse como ela era, mas aquilo parecia ser impossível. – Por favor, Mary apareça. – Escutou passos por perto e logo em seguida uma mão surgiu em seu ombro, sorriu amarelo para Anna.

–Acho que você me achou.

– Mary Sue Potts – Revirou os olhos, odiava aquele nome. Um dia ainda iria muda-lo. – Pare de fugir toda vez que algo dá errado.

– Se eu não fugir quando algo dá errado vou fugir quando? Nada certo pra mim...

– Hey. – Anna abraçou-a apertado. Ela era a melhor de todos aqueles funcionários do orfanato. – Como que uma criança pode ter esse tipo de pensamento? Mary, é claro que as coisas vão dar certo pra você. Sabe o que eu acho? – Fez que não com cabeça. – Que você vai conhecer alguém muito especial, que vai ficar na sua vida para sempre.

E então como se Anna houvesse profetizado algo, um garoto que Mary nunca vira na vida aparecera na frente delas. Ele sorria abertamente como se vê-la fosse a melhor coisa de sua vida, ou uma das. Sem saber muito bem o motivo ela sorriu para o garoto.

– Mary, esse aqui é o seu novo irmão. – Anna disse-lhe num tom quase sussurrante, como se aquilo fosse um segredo só delas. E então olhou para o menino. – Vou deixar vocês conversarem um pouco a sós, como a sua mãe me pediu. Mas vou estar logo ali. – Apontando para os balanços mais à frente ela se afastou.

– Você vai ser meu irmãozinho? – Perguntou não contendo o sorriso de felicidade. Era mais forte que ela.

– Acho que sim. – Ele respondeu e a abraçou apertado. No momento ela desejou que aquilo fosse verdade, que ele fosse sim ser seu irmão, que ele fosse sua nova família. Estava se permitindo novas esperanças. Envolveu o rosto dele com as suas mãos pequenas e plantou-lhe um beijo na bochecha. Ele olhou-a bem no fundo dos olhos e aquele olhar a preencheu de uma ternura tão intensa que ela pensou que coisas boas iam mesmo acontecer e que nada fosse separa-los.

Criança tola.

– Skye? – O garoto chamou com as feições preocupadas. Ela o encarou espantada, aquele não era seu nome, ela era Mary, a garota do orfanato. – Por favor, Skye, acorde... Acorde... – Sentiu um leve sacolejar em seu corpo. Olhou para o garoto, os olhos castanhos dele estavam preocupados e lhe davam a certeza de que ela não estava bem. Mas se algo não estava bem por que não sentia? Piscou duas vezes enquanto continuava a ser chamada de Skye. Queria ver as imagens mais claramente, então as feições do garoto foram se tornando mais maduras. Só os olhos permaneceram os mesmos, grandes olhos castanhos repletos de preocupação. Os olhos castanhos que ela tanto amava.

– Ward? – Indagou sentando-se de supetão e sentindo o mundo girar.

– Cuidado, lerdinha. – Ele riu fraco. – Nossas vindas a este quarto estão bem frequentes, hã?

– É verdade. – Concordou rindo também. Parecia que todas as missões a levavam para “ala hospitalar” do ônibus. – Acho que não tenho sido muito útil...

– Ei, nem pense em se culpar. – Ward acariciou o rosto dela. – A culpa não é sua, okay?

– Não, não mesmo. – Balançou a cabeça freneticamente arrancando uma gargalhada do namorado. – A culpa é do meu O.S. incompetente. Não soube me dar um treinamento descente... Fico aqui me perguntando, como esse imprestável se formou “com louvor” – fez aspas com as mãos – na academia da S.H.I.E.L.D.?

– Vai ver que o problema não é com o O.S. – Ele deu de ombros – Afinal, não é ele quem para no hospital todas as vezes, é? Opa, acho que não.

– Pensei que não era pra eu me culpar!

– Você que começou, lembre-se disso. – Piscou para ela. Desprezível.

– Você é o pior namorado do mundo, Grant Ward. – Socou-o de leve.

– Engraçado, eu ia dizer o mesmo.

– Que você é o pior namorado do mundo? – Provocou-o.

– Não, lerdinha. Que você é a pior namorada do mundo.

– Mas isso é mentira!

– Eu sei. – Sorriu beijando o topo de sua cabeça. – Por isso eu não disse.

– Ward. – A porta abriu e a face de Garrett surgiu à frente deles. Skye queria que ele fosse só parte de um pesadelo. Mas não era, infelizmente. – Eu gostaria de falar com Skye. A sós. – Acrescentou a última parte como uma ordem. Surpreendo Skye não só pelo tom autoritário, mas também por Ward ter-se levantado de pronto sem nem ao menos olhar para ela.

– Agente Garrett. – Tentou ser o mais cordial possível ao falar aquele nome. Ignorando o medo sem explicação e súbita vontade de vomitar. – O que deseja?

– Quero me desculpar. – Sentou ao lado dela sorrindo. O mesmo riso que ele dera conhecê-la. Nojento. – Sei que não foi nada cordial a forma como abordei você hoje. – Jura? – Bem, quero que saiba que não foi a intenção. – Duvido muito. – Mesmo. Sei que você pode duvidar, mas como Coulson estava a par dos seus arquivos, achei que você estivesse lidando bem com o fato de ser uma... – Aberração? – pessoa especial. – Deveria ter usado aberração. – Eu sei que pode ser difícil pra você, querida. – “Querida” – Entretanto sua ajuda é necessária, o alienígena segue seu rastro por uma razão. Precisamos descobrir.

– Acho que você sabe qual é razão. – A língua adiantou-se ao cérebro e ela falou sem nem ao menos pensar na consequência daquilo. Ela poderia não gostar dele, ele poderia ser uma má pessoa, mas ainda assim era o “superior”. E mesmo que antes ela não quisesse aceitar esses fatos, e mesmo que ainda não quisesse, ser uma agente tornava um tanto quanto “obrigatório” o respeito pelos “maiores níveis”.

– O que te faz pensar assim, Skye? – A forma como Garrett disse seu nome causou-a arrepios e a fez lembrar-se de certa asgardiana que a torturara horas atrás.

– Acho que você não viria aqui à toa. – Desta vez mediu as palavras tentando não soar rude e sim firme. Ele levantou-se e virou as costas para ela. Entendeu aquilo como um sinal de prossiga. – Quero dizer, você deve ser ocupado. E mesmo que esteja seguindo o tal garoto pelo mundo à fora, mesmo que tivesse uma leve suspeita de que algo tem a ver comigo, não viria aqui sem ter certeza.

John Garrett ficou em silêncio por um longo período. Skye pensou que ele fosse acusa-la de alguma coisa, talvez tivesse ido longe de mais. Entretanto a virar-se para ela o agente tinha um grande sorriso nos lábios. Como um cosplay do Coringa. Encarou-a como se perguntasse com o olhar “Why so serious, Skye?”. Diante de sua reação de espanto ele gargalhou, o que a fez se encolher na maca e abraçar as próprias pernas. Não podia dizer que odiava aquele homem, mas certamente estava longe de gostar dele.

– Você é esperta Skye. – Você dá medo John Garrett. Pensou em dizer, mas apenas tentou recupera-se do susto e manter o expressão neutra. – Tem razão. A criatura está mesmo atrás de você. Mas eu fui sincero ao dizer que não sei de onde ele é.

– Mas imagina.

– Arsgard, talvez. – Lorien, talvez.

– O que eu tenho que fazer pra ajudar? Sair para um lugar conhecido e ficar abanando os braços? – Perguntou com o tom mais sínico que conhecia.

– Bem – Ele comprimiu os lábios. – Quase isso.

~*~

Central Park, Nova York/ 17h45min.

Estavam sentados sobre uma grande pedra. Os últimos raios de sol penetravam através das folhas das árvores deixando tanto ele quanto Skye aquecidos. Algumas crianças corriam e gritavam um pouco mais à frente deles, no campo aberto. E dois adolescentes tiravam fotos do poste negro que tinha uma enorme lâmpada branca na ponta. De onde estavam podia ver as duas bifurcações no caminho. Uma do lado direito da pedra, outra do lado esquerdo. Aquela situação poderia se considerar romântica, se eles não estivessem ali por causa do garoto que, aparentemente, seguia Skye por todos os lados.

– Adoro o pôr do sol. – Ela falou pegando em sua mão.

– Acho que gosto também. – Murmurou ainda atento as pessoas ao redor deles.

– Uma vez robô sempre robô. – Pelo canto do olho pôde vê-la revirar os olhos.

– Concentre-se na missão, Skye. – Falou e ambos gargalharam. – Desculpe, okay? – Disse envolvendo o rosto dela com ambas as mãos. – É que velhos hábitos... Você sabe. – Deu de ombros. – E além do mais, estou preocupado. Não quero que você corra riscos, sabe que ainda está se recuperando...

– Ei Senhor Robô, não se preocupe. Eu tenho um namorado tudo de bom que vai me proteger sempre que precisar. – Ward riu fraco, ele não era tudo de bom.

– Acho que esse seu namorado tem sorte. – Falou beijando a ponta do nariz dela.

– Também acho. – Concordou dando-lhe um beijo.

Entretanto, ao contrário do que pensava, do que sempre sentira, este beijo não lhe trouxera prazer algum. Uma enorme onda e dor o invadiu. Era como se seus ossos estivessem sendo triturados. Abriu os olhos assustados, e só então percebeu a cena. Ele estava no chão, com o tal garoto sobre ele, socando-o sem parar. Tentou libertar-se e se esquivar dos golpes, não obteve sucesso. Um soco atrás do outro, até que ele sentiu o cheiro do próprio sangue.

– Por favor, pare. – Skye se pôs entre ele e o agressor.

O garoto, que trajava roupas estranhas, congelou no ar. Como se a voz de Skye fosse um comando para ele. Como se o garoto fosse um robô destinado a receber suas ordens. As feições dele foram suavizando até que relaxaram por completo. Baixando o braço direito que estava erguido para desferir mais um soco em Ward, ele abriu um sorriso. E ajoelhou-se aos pés de Skye dizendo as seguintes palavras:

Jovem princesa.

Notas finais
~ esse lugar do CP que eu descrevi é real. fucei no google maps com aquele bonequinho legal que percorre os lugares sabem? se quiserem podem até olhar lá askakskaskaks ~ O que me dizem desse capítulo? Algum palpite do que vai acontecer a seguir? Querem uma dica? Uma das coisas tem a ver com o Gabriel também. PS:. Posso fazer um pedido a vocês?? Alguém aqui curte a Merida ou o Soluço? De Valente e Como Treinar Seu Dragão, respectivamente. Well, estou escrevendo uma fanfic sobre eles. É UA, tem mistério e romance, deem uma passada lá, por favorzão. O nome da fic é Perfídia (http://fanfiction.com.br/historia/512451/Perfidia/) Vejo vocês nos comentários, beijos de luz :* PS2:. Tenho uma fanfic muito, muito boa pra recomendar: You Will Never Break Me Down . E sim, é de Agents. Recomendo principalmente pra quem gosta da Srª Cavalaria hahahaha