Danger
19 Give me the fucking beer
Max acordou um pouco tonto e olhou ao redor. Ele estava em um quarto de hospital. Ele parou por um segundo para tentar se situar. Ele estava em um quarto de hospital, recebendo sangue por um tubo conectado ao seu braço, respirando com a ajuda de um cateter e seu abdômen doía demais.
"Ah, o senhor acordou." um médico disse entrando repentinamente no quarto dele.
"Ér, me desculpe mas... Quem é você e o que eu estou fazendo aqui?" Max perguntou.
"Eu sou o Dr. Simon Miller e o senhor está no hospital geral de Essex. Perda de memória recente é comum em acidentes de trânsito, o senhor bateu a cabeça." Simon respondeu.
"Então foi isso!" Max sussurrou se lembrando do acidente. "Mas... Por quanto tempo eu dormi e quanto tempo eu vou ter que ficar aqui?"
"O senhor só ficou inconsciente por esta noite e, depois de alguns exames, será liberado ainda hoje." o médico respondeu.
"E quanto vai sair tudo?" ele perguntou.
"Na verdade suas despesas já foram pagas." o doutor disse checando alguns papeis.
"Por quem?" Max perguntou confuso.
"Por uma garota. Jessica Cornish, ela disse que era sua namorada." o médico respondeu. "Se o senhor me der licença, eu tenho uma coisa para resolver antes de voltar aqui para examinar-lhe e te liberar."
Max assistiu o médico sair do quarto e voltou a olhar para o teto. Então Jessica tinha pagado suas despesas e, o mais importante, tinha dito que era sua namorada? Não fazia sentido. Eles haviam acabado de brigar por causa disso e agora ela estava pagando contas de hospital e dizendo a médicos que ela era a namorada dele. "Mulheres..." ele pensou mais uma vez respirando fundo. Será que ele deveria procurá-la quando saísse do hospital? Talvez sim...
Não muito tempo depois o médico voltou, fez alguns exames em Max e o liberou. Fizeram um curativo em seu abdômen e ele descobriu que tinha um corte enorme abaixo do seu umbigo. "Isso vai deixar uma puta cicatriz." ele pensou enquanto vestia sua camiseta e ia embora.
Ele pegou um táxi para casa, já que ele não fazia a menor ideia de onde estaria seu carro e, segundo os para-médicos que o atenderam, o carro tinha virado apenas um monte de ferro retorcido. Quando chegou em casa a primeira coisa que ele fez foi pegar um maço de cigarros e ir andando até a casa de Jessica, que não ficava muito longe da dele.
Ele tocou a campainha umas 4 vezes e não teve resposta. Andou até o jardim e olhou para a casa, estava tudo fechado e não havia sinal de que Jessica estaria ali. Ele insistiu na campainha mais umas duas vezes e desistiu, ascendeu um cigarro e começou a andar na direção de um velho bar que ele conhecia.
"Me dá uma cerveja, por favor." ele pediu se sentando no balcão.
"Você tem idade pra beber, garoto?" um velho barbudo perguntou do outro lado do balcão.
"Quem se importa se eu tenho idade pra beber? Me dá logo a porra da cerveja." Max respondeu irritado.
"Escuta aqui moleque, se você não tiver idade e me pegarem te dando cerveja, vai ficar ruim pro meu lado." o velho respondeu.
Max pensou em arrumar uma briga, mas conseguiu se segurar.
"Sim, eu tenho idade pra beber." ele disse mostrando a carteira de motorista que ficara em seu bolso. "Agora me dá logo essa merda de cerveja."
O velho analisou a carteira de Max e o passou uma garrafa pequena de cerveja, ele a pagou e saiu do bar com a garrafa e o cigarro ainda entre os lábios. "Agora tudo o que eu tenho que fazer é achar Jessie." ele pensou. Onde ele deveria procurar? Ele deveria procurar? Melhor não. O que ele deveria fazer era esquecê-la e voltar a sua vida normal de cafajeste solteiro.
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