Danganronpa: Tag Murder Party!

1 Capítulo 1 - Prisão e Desespero


Notas iniciais
Aqui começa tudo. Venho planejando essa história há tempos, e agora, finalmente, o primeiro capítulo está pronto. Espero que gostem, e obrigado!

...

Qual os limites da razão humana...? Até onde as pessoas vão para se manterem em segurança...? Cada um faz o que é necessário para o seu próprio bem, principalmente quando o assunto sobrevivência está em jogo. Egoísmo? Talvez. Mas, em horas como essas, isso é o que menos importa, afinal... o desespero não te permite pensar em coisas tão... fúteis.

9:04, Prisão de Kurosa

A Prisão de Kurosa é bem antiga. Se localiza em uma ilha, e não é utilizada há décadas. Como se fosse uma "prisão fantasma". Mas... ultimamente, não se pode mais afirmar que ela está... deserta.

— Uh... — Diz um garoto que aparenta ter 18 anos, com cabelos castanhos e curtos, baixo e magro, de pele clara.

— Onde est- — A fala do garoto é interrompida pela surpresa ao observar o lugar onde está.

— O QUÊ!? Estou preso em uma cela? — Ele havia acordado no centro da mesma, e logo correu até as grades e começou a balançá-las e a gritar por ajuda.

— EI! TEM ALGUÉM AÍ? ME AJUDA! — Disse o garoto desesperado.

O garoto tentou olhar o corredor que se localizava a frente de sua cela, mas estava deserto, parecia abandonado.

— Dá pra parar de gritar? — Disse uma garota que estava sentada no canto da cela.

O garoto se vira e se assusta com a presença da garota, de cabelos curtos e rebeldes, aparentava ter 25 anos, alta, com a pele bem clara, e magra, e Mashiro, por causa de seu desespero, não havia notado ela antes.

— Quem é você!? Desde quando você está aí? — Disse o garoto com um pouco de medo.

— Não tenha medo, eu sou tão humana quanto você. — Respondeu a garota, tentando acalmar o garoto assustado.

— ...Meu nome é Mashiro. — Disse o garoto, um pouco mais calmo.

— Philia. — Respondeu a garota, e logo após espreguiçou, demonstrando um pouco de tédio.

— Como você pode estar tão calma estando presa em uma cela... em um lugar que você nem conhece? — Pergunta Mashiro, ainda desconfiado.

— Não adianta eu ficar preocupada. Já tentei de tudo, não tem saída. — Disse Philia, com um tom desinteressado.

— Como assim!? Então você pretende ficar aí sentada? Esperando a morte chegar...? E se você ficar com fome? — Disse Mashiro, preocupado com a situação.

— Caramba... você gosta de perguntar, hein. — Respondeu a garota, debochando.

Mashiro percebe que Philia não seria de grande ajuda no momento, então resolve dar uma olhada na cela onde estavam. Havia um beliche à esquerda, com lençóis e travesseiros velhos e rasgados. Os pés das camas estavam enferrujados. O teto estava repleto de goteiras e rachaduras, e as paredes com alguns insetos e teias de aranha. À sua direita estava Philia, sentada no canto, e próximo à ela havia uma pia, bastante suja e enferrujada também. Mashiro tentou abrir o registro, mas nenhuma gota saiu da torneira. Ao lado esquerdo da pia, havia um vaso sanitário, sem tampa, e também sujo. Não havia água no fundo do mesmo, demonstrando que aquele lugar não havia sido usado há anos. Em sua frente, era possível ver apenas as grades enferrujadas e outra cela, que estava fazia e parecia estar nas mesmas condições na que Mashiro estava. Nada parecia fora do comum, eram apenas celas normais.

— Droga... parece que não tem saída. — Reclamava Mashiro.

— Eu já fiz o mesmo que você acabou de fazer, e como não achei nada... fiquei esperando você acordar. — Disse Philia.

— Me esperando acordar? Por que? — Questionou Mashiro.

— Talvez você conseguiria encontrar alguma coisa que passasse despercebida por mim... mas parece que você também não foi muito útil. — Disse Philia com um tom debochado.

— Ei... se está me chamando de inútil, por quê não levanta daí e vem me ajudar a procurar uma solução? — Disse Mashiro, revoltado.

— Quem você acha que você é, moleque? Eu não aceito ordens de ninguém! — Disse Philia, estressada, que se levantou para enfrentar Mashiro.

— Ei... vai com calma... — Disse Mashiro, já receoso.

— Calma!? Você vem querer me dar ordens, e quer que eu fique calma? — Disse Philia, que se aproximou de Mashiro e o derrubou no chão com um golpe de arte marcial, demonstrando que a mesma sabia se defender.

— Aaah... — Disse Mashiro ao cair no chão.

— Não precisava fazer isso... — Murmurou Mashiro.

— Isso é pra você se colocar no seu lugar. — Disse Philia.

Um pouco antes de se levantar, Mashiro deu uma rápida olhada para a sua esquerda, e notou que abaixo do beliche havia um buraco, parecido com um túnel, onde parecia ser possível a passagem de pessoas.

— Philia! Olha isso aqui! — Disse Mashiro, já de pé.

— O que é agora, garoto? — Disse Philia desinteressada.

— Se abaixa, olhe abaixo do beliche! Tem um túnel lá! — Disse Mashiro, empolgado com a descoberta.

— O quê...? Dá licença! — Disse Philia, que deu um leve empurrão em Mashiro, e se abaixou para observar o túnel, que, de fato, estava lá.

— Um túnel... — Disse Philia, curiosa.

— E então, o que você acha? Vamos ver o que tem do outro lado? — Perguntou Mashiro.

Philia se levanta e responde:

— Bem... parece que é a nossa única opção. — Disse Philia, com um tom desinteressado.

— Mas você vai na frente! — Disse Philia, já empurrando Mashiro.

— E-Ei! Espera aí! Por que eu!? — Disse Mashiro, um pouco assustado.

Forçado, Mashiro se abaixa e deita no chão, e começa a se arrastar lentamente em direção ao túnel.

— Aqui vamos nós... — Disse Mashiro, com medo.

Philia se deita atrás de Mashiro e segue arrastando bem atrás dele. Após entrarem no túnel e se arrastarem um pouco, Mashiro se depara com um dilema: haviam dois caminhos, direita e esquerda.

— Philia... tem dois caminhos, pra qual vamos? — Perguntou Mashiro com um tom de insegurança.

— Não sei... e se a gente se separasse? Poderíamos explorar mais. — Sugere Philia.

— Mas e se a gente não se encontrar mais? Ficar sozinho nessa prisão deve ser assustador... — Disse Mashiro.

— Provavelmente outras pessoas também estão aqui. Eu não tenho certeza, mas se o plano era nos confinar aqui, outras pessoas também foram pegas. — Disse Philia.

— Tudo bem então... já que você quer assim... — Mashiro aceita a proposta de Philia, mesmo que um pouco forçado.

— Eu vou pela esquerda, você para a direita, tudo bem? — Sugere Mashiro.

— Certo. — Confirma Philia.

Então, Mashiro segue para a esquerda primeiro que Philia, que logo após segue para a direita. No começo, eles ainda ouviam os movimentos um do outro, mas com o tempo o barulho foi ficando cada vez mais distante.

— A Philia já deve estar longe... espero que tudo fique bem. — Disse Mashiro, preocupado.

Após alguns minutos, Mashiro finalmente começou a enxergar uma luz.

— Ah... uma luz. Devo estar perto da saída. — Disse Mashiro, aliviado.

E então, depois de se arrastar mais um pouco pelo túnel, Mashiro finalmente chega à saída.

— Finalmente... aquilo foi cansativo... — Disse Mashiro, saindo do túnel e se levantando.

Ao se levantar, Mashiro percebe que foi parar em uma quadra, com cestas de basquete dos dois lados, ambas mal conservadas. No centro, havia uma pequena mesa com uma caixa. Era possível notar rachaduras pela quadra, e haviam grades nas laterais e acima, para evitar uma fuga. Mashiro então decide se aproximar da caixa, pois a mesma havia chamado a sua atenção. Mas, antes de se aproximar da caixa, Mashiro nota duas pessoas saindo de túneis que não havia notado, que ficavam justamente dos lados esquerdo e direito do seu túnel.
Primeiro, havia uma garota aparentemente meiga. Com cabelos trançados, um ursinho de pelúcia nos braços, um vestido rosa e sapatilhas vermelhas. Baixinha e com cabelos castanhos e de pele clara. Aparentava ser bastante jovem. E logo após, um homem bastante misterioso, pois estava enfaixado dos pés à cabeça. Era possível ver apenas seus olhos e nariz, e possuía a pele negra. Entre as suas mãos enfaixadas, era possível ver manchas de sangue. Ele aparentava ser careca, mas era bastante alto.

— Kuma... espero que não tenha se machucado... aquele túnel estava bem apertado, não é? — Disse a garota, com uma voz fina mas ainda fofa.

No entanto, o homem enfaixado, ficou calado e apenas observou Mashiro e a garota.

— PESSOAS! — Mashiro ficou empolgado e logo se esqueceu da caixa, correndo para conhecer as outras pessoas.

Mas, antes de Mashiro ir até elas para cumprimentá-las, um barulho chama a atenção dos três.

— Testando! Testando! — Disse uma voz bastante fina, que parecia testar algum tipo de microfone.

De repente, de dentro da caixa que estava no centro da quadra, sai uma espécie de urso, que aparentava ser de brinquedo.

— Mas o quê!? — Disse Mashiro.

— Olha Kuma... um amiguinho! Ha, ha, ha! — A garota parecia estar adorando o ocorrido.

O homem enfaixado continuava em silêncio.

— Olá! Sejam bem-vindos! — Disse o urso.

— Meu nome é Monokuma... e vocês estão aqui... PARA TESTAR OS LIMITES DO SEU DESESPERO! PUPUPUPUPUPU! — Disse Monokuma, com o objetivo de aterrorizar os três.

Continua.

Notas finais
Se gostaram ou tiverem alguma crítica, sugiro que deixem um comentário!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.