Danganronpa 4: Poisoning Love

3 Não é preciso esperar para explorar


Agatha andou pelos corredores, ignorando várias salas, visto que já havia explorado muitos lugares antes de ir ao ginásio.

Ela entrou em uma sala com uma placa escrito:

"Armários"

Haviam cadeiras no canto da parede, com algumas pias de banheiro lá na frente. Do lado direito de Agatha tinham vários armários. Na frente dela, tinha um cara segurando uma bola de basquete.

Saudt: Olá, Saudt Kwryscher, madeumoiseláriekokoronocu! — disse o cara, pegando a mão de Agatha e tentando beijá-la.

Agatha soltou a mão dela da mão dele, antes que ele pudesse beijar.

Agatha: Eu sei. Eu estava na hora das apresentações. E é mademoiselle que se fala.

Saudt corou. Havia passado vergonha total.

Ela entrou em outra sala, que estava dentro do banheiro público. A placa dizia:

"Casa de Banho"

O chão era de madeira escura. Tinham vários baldes com água, espelhos, bancos e uma piscina bem grande no centro. Lá na frente, um banco grande com duas "fogueiras" de carvão, uma em cada lado do banco.

Agatha: É uma casa de banho...

Franklin: Óbvio, né? Burra do caralho...

Agatha: Ai, vai se foder, menino. — Ela saiu dali antes que recebesse uma resposta.

Agatha entrou num local aparentemente grande, como se via já de longe pela janela da porta dupla.

"Refeitório"

Haviam várias mesas redondas perto de algumas cadeiras. Tudo de metal. O chão era de cerâmica com dois tipos de vermelho, um "normal" e um escuro. Era como xadrez. Uma mesa maior estava no centro, com mais cadeiras de metal, próximas. Tinham 16 cadeiras perto daquela grande mesa.

Ayumi: OXALÁ! OXALÁ! A MACUMBA VAI PEGAR! — berrou Ayumi, vestida de Iemanjá e dançando funk em cima da mesa grande.

Nana: Sai daí de cima, menina. — disse Nana, tentando derrubar Ayumi. — Parece que tá possuída. Sangue de Cristo tem poder.

Arie: T-tão linda... e perfeita... minha deusa Nana... — Ela estava babando, ajoelhada perto de Nana.

Nana: Garota... não vou cair nos seus contos não. Sei que sou perfeita, sei que sou divina. Mas não precisa explanar, se não vai ter depressão. Vá comer algo na cozinha, vá. Tenho mais o que fazer. — Ela "pistolou".

Arie: Linda, linda, linda!

Agatha entrou em outra porta que tinha na cantina.

"Cozinha"

A cozinha tinha um chão feito de cerâmica preta. Haviam várias cestas de madeira com diversos legumes e frutas. Tinha três geladeiras lá na frente, além de no centro ter uma bancada perto de um forno. Na bancada, havia um microondas, tábuas de corte e tudo o mais. Tinha uma prateleira com pratos, garfos, facas de manteiga, e colheres, além de duas lixeiras, um faqueiro com cutelos, facas de cozinha, peixeiras e machetes. Duas pias bonitas no canto, e, em cima, armários com espetos de churrasco feitos de metal. Haviam outros utensílios de cozinha também.

Agatha: Que lugar chique... — Ela comentou. — Parece até uma casa, com uma cozinha dessas...

Agatha, ao perceber o que disse, deu tapinhas no próprio rosto.

"Não... não posso pensar isto! Aqui não é minha casa, é um presídio!"

Vicent: Aquele ursinho poo é bizarro, não acha? — disse Vicent, fitando o espeto de churrasco. — Esse espeto deve ter cinquenta centímetros de comprimento.

Agatha: Como você sabe?

Vicent: Sei lá... É que, nos meus treinos de muay thai, eu gostava de medir a altura dos meus adversários... pra ter uma ideia estratégica de como atacá-los.

Sem respondê-lo, Agatha saiu do local, procurando explorar mais.

Ela entrou em outra sala.

"Sala de Armazenamento"

Estava cheia de prateleiras e caixas de papelão. Dentro das caixas, podiam se ver fitas métricas, garrafas de álcool, facas, cordas e fitas adesivas.

Arthur: A-aqui tem muita corda! — Arthur comentou.

Livter: É... Espero que ninguém tente se enforcar.

Arthur: H-huuh?! — Arthur ficou surpreso. — Porquê se suicidariam?

Livter: Não vê o que está acontecendo? — Ele disse, sem olhar para o rosto do menor. — Estamos em um inferno, praticamente.

Amber: Um inferno denominado presídio escolar. — Ela disse, entrando ali. — Acho que aquele urso é pedófilo.

Martin: Agatha-san, porquê não nos esperou? — Martin perguntou, também entrando.

Agatha: Nem conheço vocês. Vai que querem me matar. — Ela respondeu e saiu dali, andando quase um quilômetro de corredor até virar à esquina.

Ela ignorou os banheiros, afinal... não se interessava neles. Não tinham nada de importante ou legal lá.

Entrou numa sala.

"Incinerador de Lixo"

O chão era de cerâmica verde-escura. A sala era grande e bastante vazia, tirando pelas grandes caçambas de lixo verdes, um alçapão estranho no chão, que estava trancado de cadeado, e um enorme incinerador de lixo com um botão verde e um vermelho.

Carlos: O medo humano é algo tão lindo... e desesperador...

Amber: Eu concordo. — disse Amber, entrando ali com Martin. — Gostei de você, Roberto. Vamos nos dar muito bem.

Martin: Vamos explorar o restante, Agatha? — Martin disse, sorrindo.

Agatha: Tá bom.

Martin e Agatha foram explorar um último corredor, que tinha uma placa dizendo:

"Despair Hotel"

Carolina: Que lugar interessante. As salas aqui têm placas brilhantes de neon com nossos bonequinhos em pixels. Iguaizinhos.

Erina: Acho que são dormitórios!

Carolina: Belo palpite. Se estiver certa, vou ser sua amiga, eu acho...

Erina: Yaaaay! Uma amigaaa! — Erina gritou, de mãos pro ar.

Haviam 16 quartos.

Agatha entrou no dormitório que tinha uma placa semelhante com uma pixel art parecida com ela.

"Quarto de Agatha"

O chão era um carpete azul. No centro, um sofá com uma mesa na frente dele. Na lateral do quarto, estantes com decorações que Agatha gostava, um guarda-roupas, e dois criados-mudos. Uma mesa com uma cadeira estava do lado de uma cama. Uma lixeira no canto do quarto.

Ela entrou no banheiro do quarto.

Agatha: Uma suíte. Bem... então dá pra viver aqui.

O banheiro tinha tudo o que um banheiro teria: um box de banheiro, um vaso sanitário, uma pia com gavetas. Sob a pia shampoos, sabonetes, etc.

Tinha também um suporte de papel higiênico.

O Monokuma apareceu, dando um susto em Agatha.

Agatha: Meu deus... — Agatha disse, dando vários suspiros. — O que você quer?

Monokuma: Quero dar um aviso que eu já dei para todos. Bem... os quartos com proprietários femininos têm tranca, enquanto que os de proprietários masculinos não têm! E aviso que toda semana os papeis higiênicos e alimentos são trocados, para manter vocês confortáveis.

Agatha: Tá... — Agatha disse, e... quando ela piscou... o Monokuma havia sumido. — Hã? Minha nossa... Será que este urso é uma alucinação, ou será que ele se teletransporta...?

"Eu espero que eu consiga sobreviver nesta merda." Agatha pensou. "Não sei se devo confiar naquelas pessoas. Nunca os vi na minha vida... eu acho..."