Danganronpa 4: Poisoning Love

8 Alguém forte que entenda de mecanismos


Carolina: Uma morte...

Vicent: O Saudt...! Ele...! — Engoliu em seco. Não conseguiu falar mais nada.

Nana: Tá, quem liga? Não fazia falta nenhuma mesmo. — Estava enojada com a situação do cadáver.

Arie: Nana-sama... — Ela babava. — Sempre tão... linda e reluzente!

Agatha: "Odeio essa Carolina..."

Nana: Que nojento! Não babe, seu verme! Vá se limpar, antes que eu limpe-a com um soco!

Erina: Temos que investigar agora... certo?

Carolina: Sim. Vamos começar analisando o... cadáver.

Arie: Sim...! Por favor, Nana-sama! Me bata! — Ela se aproximou de Nana, obcecada.

Livter: Vamos todos... acabar como ele? — Perguntou, melancólico.

Arthur: Você tem alguns conhecimentos de investigação, Carolina-san... por quê?

Nana: Pelo amor de Deus, tirem essa doente daqui! —Afastou-se de Arie e depois olhou para Livter. ​— Se você for trouxa, irá acabar pior do que ele.

Agatha: "Como ela é grossa... eu gosto disso."

Carolina: ...Eu tenho uma prima policial.

Ayumi: Devemos enterrá-lo?

Nana: Garota, não precisamos enterrá-lo. Jogamos seu corpo na sauna com uma toalha quente, e o seu corpo vai derretendo de pouco a pouco.

Ayumi: Eu não sabia... ninguém me diz nada...

Nana: Quem liga para o que sabe ou deixa de saber?

Vicent: Pessoal! Se o Saudt morreu... alguém o matou, certo?

Carlos: É óbvio.

Nana: Não! Magina, você é idiota ou algo do tipo, Vicent?

Vicent: Olha, eu sei lutar muay thai, mas... não bato em mulheres. Sorte sua.

Nana: Vamos improvisar aqui mesmo, te derroto com um dedo.

Vicent: Tsc.

Agatha: Nossa. Eu não deixava, Vicent! — Exclamou Agatha, jogando lenha na fogueira.

Livter: Ei, vamos focar na investigação... Eu não sei bem o que fazer, mas...

Nana: Concordo com o tal de Livter, o garoto com voz de menina.

Arthur: É melhor m-mesmo! — Arthur mal conseguia olhar para o cadáver.

Agatha: Só tem gente estranha aqui. Tirando a Nana.

Nana: Um beijo para você.

Arie: Verdade!

Nana: Calada, verme de supermercado!

Carolina se aproximou do cadáver e começou a investigá-lo.

Livter foi ao corpo, enjoado, e se agachou, para analisá-lo. Os outros também.

Erina: A perna direita do Saudt... Está levantada, com uma corda amarrada no tornozelo.

Agatha: Nós podemos ver.

Carolina: Uma armadilha...?

Franklin: Parece aquelas armadilhas em que o cara pisa numa corda e ele vai pra cima.

Carolina: Sim, você está certo.

Agatha: "Eles investigam o óbvio?"

Carolina olhou para cima, para o teto.

Nana: Agatha, quer fazer algo? Qualquer coisa voltamos para analisar melhor quando não houver ninguém.

Agatha: Claro, isso aqui é "perca" de tempo.

Arie: Também quero ir!

Nana: Otária, não me referi a uma deb como você. — Nana foi até Agatha, e entrelaçou seu braço em torno da nuca dela, indo com ela até o Despair Hotel.

Agatha seguiu Nana, ignorando Martin.

Martin as seguiu.

Agatha: Ela chamou apenas eu, não você.

Carolina: A outra extremidade da corda, amarrada na lâmpada... — Observava a lâmpada, pensativa. — Esta lâmpada é bastante resistente.

Martin: Eu posso ir com vocês, garotas? — Ele pergunta, se aproximando de Agatha com um sorriso.

Arthur: Eu irei fazer uma autópsia do cadáver...!

Carolina: Sim, o faça.

Franklin: Caramba, o rosto dele está todo desfigurado...

Kuro: E ele parecia estar chorando antes de morrer.

Carlos: A perna esquerda e o braço direito estão "distorcidos". Ele parece ter morrido violentamente...

Kuro: Ele foi torturado?

Carolina: Me parece que sim.

Track Found: Corda Amarrada à Perna Uma corda resistente, com uma das extremidades amarrada à perna direita do Saudt, e a outra à lâmpada no teto. A corda podia-se ser encontrada naquele mesmo lugar.

Track Found: Lâmpada A lâmpada da sala de armazenamento deve ser bastante resistente para resistir ao peso dele.

Amber: E este martelo...?Amber segurou o martelo ensanguentado com nojo, e observou que as partes quebradas de Saudt também haviam sangue. Foi usado pra... "foder" esse cara?

Carlos: É.

Track Found: MarteloUm martelo ensanguentado. Ele foi utilizado para quebrar o braço direito e perna esquerda de Saudt. Pode ser encontrado em uma das estantes da sala de armazenamento.

Livter levanta lentamente, frustrado.

Livter: Sou um inútil...

Vicent colocou a mão no ombro do amigo e sorriu para acalmá-lo.

Vicent: Não é não, cara.

Track Found: Desfiguramento e Lágrimas O rosto desfigurado de Saudt e suas lágrimas indicavam que ele havia sido torturado antes de morrer.

Erina: Mas... qual foi a motivação do assassino para matá-lo?

Kuro: Pra sair daqui, é claro.

Erina: Entendi... é mesmo.

Track Found: Sistema de Armadilha A corda estava toda sistematizada como uma armadilha de pisar.

Carolina: O golpe no rosto deve ter sido o final. E não foi apenas um, foram vários.

Franklin: Ei, isto tem a ver com a armadilha de antes? Do refeitório.

Carolina: ...Provavelmente sim.

Ayumi observou silenciosamente a corda e a lâmpada.

Ayumi: "Isto é impossível..."

Track Found: Armadilha do Refeitório Duas bolas de arremesso configuradas para caírem quando a porta do refeitório fosse aberta. Isto foi feito antes do corpo de Saudt ser encontrado, e foi nesta manhã. Saudt abriu a porta com um chute, então elas caíram no chão.

Vicent: Ei... O que é isto aqui no chão?

Carolina se aproximou dele para ver o que era.

Uma peça de tecido rasgada de uma cor marrom meio alaranjada estava no chão, próxima à mão esquerda de Saudt.

Track Found: Peça de Tecido Uma peça de tecido rasgada. Sua cor é marrom meio alaranjada. Ela foi encontrada por Vicent, próxima à mão esquerda de Saudt, que era a do braço que não estava quebrado.

Monokuma: Olá, pessoal!

Kuro: É ele! O maldito do Monokuma!

Carlos: Foi o Monokuma que matou o Saudt.

Monokuma: Errado! Eu não posso matar ninguém!

Carlos: E se você estiver mentindo?

Monokuma: Eu não minto! Bem, só às vezes...

Carlos: Sei.

Monokuma: Vim aqui para anunciar a vocês... — Não completou a frase.

Um som de bip foi ouvido no bolso de todos.

Monokuma: ...O Monokuma's File! Vejam seus e-Handbooks!

Todos pegaram seus e-Handbooks e viram a nova aba, com uma notificação.

O Monokuma's File.

Abriram-a.

Continha informações não só da vítima, mas também do assassinato.

Carlos: ...Mas o que é isto...?

Monokuma: São as informações da vítima e do assassinato! Porém... sem dizer o assassino!

Franklin: Sem dizer o assassino? Aff.

Arthur: Eu acabei a autópsia...

Carolina: Que bom. Quais são os resultados?

Arthur tirou do bolso da camiseta um bloco de notas. Com um lápis, também do bolso, começou a anotar tudo. Ele entregou a ela em seguida.

Arthur: Aqui...

Carolina pegou o bloco e leu tudo com atenção.

Track Found: Autópsia de Arthur A perna esquerda e o braço direito de Saudt tiveram os ossos fraturados. O rosto dele foi atingido diversas vezes por alguma coisa, o que causou no seu desfiguramento.

Monokuma: Ei, leiam o Monokuma's File também! Ele é bastante importante e pode ajudá-los na investigação! Até mais!

O Monokuma desapareceu.

Carolina: Ok... — Carolina deu uma olhada no seu e-Handbook.

Livter e outras pessoas também viram.

Monokuma's File #1:

VÍTIMA: SAUDT KWRYSCHER

TALENTO: ULTIMATE BASKETBALL PLAYER

ALTURA: 193cm

PESO: 79kg

TIPO SANGUÍNEO: B

Situação:

O corpo da vítima foi encontrado na sala de armazenamento.

A causa da morte foi traumatismo contuso. O rosto da vítima foi acertado repetidas vezes por um objeto pesado. A perna direita e o braço esquerdo foram quebrados por este mesmo objeto.

O assassinato ocorreu entre 9:40 da manhã. Além disso, não há mais nenhuma outra ferida no cadáver, e nenhuma substância foi injetada nele.

Erina: Isto é bem útil!

Carolina: Sim.

Despair Hotel

Agatha chega ao local, ainda sendo abraçada pela sua nova amiga, Nana.

Nana: Eaí! Como vai, gata?

Martin as seguiu e ficou na esquina do corredor, stalkeando Agatha.

Agatha: Péssimo. O Martin não para de puxar saco.

Nana: Puxar saco? Esse cara não gosta de você?

Agatha: Pelo contrário...

Nana: Boa sorte, mas... quer que eu faça algo?

Agatha: Não precisa. Eu sei cuidar disso.

Nana: Qualquer coisa me avise.

Agatha: Tudo bem.

Os monitores da academia ligaram-se, mostrando o Monokuma numa poltrona.

Monokuma: Olá, estudantes! Todos se dirijam até o elevador no fim do corredor próximo às salas de aula e enfermaria! É hora do julgamento escolar agora!

O monitor desligou-se depois disso.

Nana: Bem, parece que temos que ir agora.

Agatha: É...

Corredor Próximo à Sala de Armazenamento

Carolina havia puxado Arthur para este local, para que eles pudessem conversar a sós. Erina cuidava para que o pessoal dentro da sala de armazenamento não saísse e acabasse ouvindo a conversa.

Carolina: Ei, pirralho. — Carolina chamou, ríspida. — Antes de irmos, quero saber uma coisa.

Arthur: Sim...? D-diga.

Carolina: Ele foi morto com isto? Você sabe me dizer, sabe?

Arthur: Bem, parece que sim... única arma contundente ensanguentada...

Carolina: Não é pra parecer. Você tem que ter certeza.

Arthur: Eu t-tenho certeza... As marcas do martelo podem ser vistas... — Respondeu escondendo seu nervosismo.

Carolina: Ok. Bem, só mais uma coisa. — Ela se aproximou dele e o observou, soberana.

Arthur: S-sim...?

Carolina: Armas como esta de impacto têm um desvio. As feridas podem ser laceradas e profundas, indicando se a pessoa é mais alta ou mais baixa, mais fraca ou mais forte.

Arthur: Pelas feridas, a pessoa é mais baixa... Afinal, Saudt é o mais alto dentre todos nós aqui.

Carolina: E mais fraca?

Arthur: Um pouco mais forte... é como se... — Arthur colocou a mão no queixo e olhou pensativo para o chão.A pessoa tivesse... tipo... treinamentos constantes. Levantamento de peso. Ela é especializada em... machucar... torturar pessoas.

Carolina sorriu.

Arthur: Ele deve ter bíceps bem definidos... — Comentou, um pouco corado.

Carolina: Esta pessoa... — Ela disse por fim, lembrando-se da armadilha.Alguém forte que entenda de mecanismos... Aliás, como ela alcançou a lâmpada... Erina não está aqui para me ajudar... Vamos.

Arthur: Ok...

Carolina entrou na sala de armazenamento apenas para chamar Erina. Arthur a seguiu silenciosamente.

Sala de Armazenamento

Carolina: ...Vamos, Erina.

Erina: Certo...!

Livter: Vamos morrer...

Vicent colocou a mão no ombro dele.

Vicent: Não vamos não, cara.

Todos foram para o elevador que ficava no final do corredor, como Monokuma havia falado, e entraram nele. Suas portas se fecharam... e ele começou a descer.

Alguns deles estavam tensos... outros não.

Será que iriam descobrir o assassino?

Agatha:"Assassino filho duma merda. Vai ser descoberto."

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.