Dancing In The Rain

1 Capítulo 1: Forever


Notas iniciais
Bem,espero que gostem da fic, e antes de mais nada,gostaria de dedicá-la ao meu amigo kL_tIdUs, como presente de natal. Essa fanfic não possui muita violência ou sequer álcool eu acho.O Yaoi é leve, e para a tristeza de voces, não tem lemon.
Kisses!

Cloud andava pelas ruas desertas de Hollow Bastion, sozinho, calado, como sempre fora. Vestia a mesma roupa de sempre, uma espécie de sobretudo preto que de um lado lhe cobria todo o corpo e do outro deixava todo o braço a mostra.


Suas mechas loiras não se submetiam as leias da gravidade, mesmo quando ficavam encharcadas devido à chuva. Sim, estava chovendo, era só o que faltava naquele “maravilhoso” dia.


Com as mãos nos bolsos, Cloud chutou alguma lata que tinha tido a infelicidade de aparecer na sua frente, sem ao menos prestar atenção para onde a tinha chutado.


-Ai, caramba!-Exclamou uma voz, chamando a atenção de Cloud, que virou imediatamente o rosto para a curiosa figura.


Até aquele momento, Cloud não tinha notado que caminhara sem rumo, vendo que agora estava no cais de Hollow Bastion, uma área que lembrava uma plataforma, com um extenso parapeito delimitando o limite do lugar. Pouco mais abaixo do cais, havia o mar revolto.


Encostado nesse mesmo parapeito, estava um rapaz, com aparentemente 18 anos, olhos azuis e cabelos loiros escuros (ou morenos, a chuva não deixava identificar direito) numa espécie de penteado que lhe lembrava um mullet, aquele usado pelos roqueiros.


Suas roupas, uma calça jeans escura e uma blusa azul-clara com mangas longas, pregavam em seu corpo por causa da chuva, dando a ele um tom mais... Ousado, digamos. Na totalidade, Cloud achou o outro rapaz lindo, mas repreendeu-se por pensar desse modo.


-Ei, qual é o seu problema?-Falou o rapaz, não num tom grosso, mas como se realmente quisesse saber o problema de Cloud.


-Desculpe, não te vi aí.-Cloud falou, se aproximando e se apoiando no parapeito, ao lado do outro rapaz.


-Tudo bem, mas não faça isso de novo. Então, qual é seu nome?


-Cloud.


-Prazer, sou Demyx.-A outra figura disse, sorrindo animadamente e estendendo uma das mãos para Cloud, que a apertou, indiferente.


-Por que está aqui, Demyx?


-Gosto do mar.


-Mas está chovendo.


-Também gosto da chuva, mas por que você está aqui?


-Eu não sei, apenas vim parar aqui enquanto me afastava de casa.


-O que aconteceu?


Cloud olhou surpreso para Demyx, que o fitava. Não é que não quisesse contar ao outro, era só que... O tom da pergunta foi tão sincero que o impressionou.


-Olha... Se não quiser contar, tudo bem.


-Não, é que... Eu peguei minha namorada com outro cara pouco tempo atrás. Estavam se agarrando no sofá, e o cara é um primo meu. Eu entrei em casa e os vi.-Cloud riu com amargura e continuou.- Sabe o que ele fez depois? Pegou uma garrafa de cerveja e jogou em mim, como se eu fosse o errado, como se a culpa fosse minha.


-Sinto muito, cara.


-Não tem porque você se desculpar, não foi sua culpa, você nem me conhece direito.


-Bem, eu sei seu nome, e você sabe o meu, já somos conhecidos.


Demyx sorriu, passando um dos braços por cima do ombro de Cloud, que virou o rosto diante do toque súbito, no entanto, não fez nada para afastá-lo, e até gostava da sensação de sua pele contra a roupa encharcada, tanto dele quanto de Demyx.


-Sabe o que seria bom?-Demyx falou, se afastando de Cloud.


-O que?


-Uma música.


-Eu não sei cantar.


-Mas um trouxe um violão.


-Enlouqueceu? Tocar na chuva?


-Sem problema, depois eu compro outro. O importante agora é aproveitar o momento.


Demyx sorriu novamente. Cloud estava começando a gostar daqueles sorrisos. Demyx tirou o violão da capa, que esteve ao seu lado o tempo todo, mas Cloud não notara. Logo o outro rapaz começara a tocar um ritmo rápido, acompanhado por sua própria voz.


Uma súbita euforia tomou o corpo de Cloud, fazendo com que este começasse a dançar, de forma leve e moderada, mas mesmo assim, aproveitando o ritmo. Deixou que seus membros se agitassem conforme a música, que mudava a cada intervalo.


Então, quando a camisa e o sobretudo começaram a pesar por causa que estavam encharcados pela chuva, que ainda continuava sem parar, Cloud os tirou, deixando a mostra seu peito definido e suas costas perfeitas.


No mesmo instante, Demyx corara tanto que assumira a cor de um pimentão, notando o quanto Cloud era belo. O pensamento de sua mão tocando a pele de Cloud o fez corar mais ainda.


Demyx sorriu, mas seu sorriso murchou em seus lábios, e suas mãos pararam de tocar o violão.


-O que foi?-Cloud perguntou, preocupado, fitando Demyx, que agora se aproximava do outro com um olhar aflito.


-Cloud, você está sangrando!


-Onde?


-Aqui, olha!


Demyx tocou o ferimento de Cloud, feito por ter sido acertado com aquela garrafa de cerveja, na área do peito do lado esquerdo, onde agora repousava a mão de Demyx. O corte não era grande, na verdade, era do tamanho de um polegar e até já tinha cicatrizado, mas por causa da dança, voltou a abrir, deixando escapar um filete de sangue, fazendo o ferimento parecer bem pior do que na verdade era. E agora Demyx notava esse pequeno fato.


Corando mais uma vez, Demyx recolheu a mão, hesitante, no entanto, para sua surpresa, Cloud a segurou e voltou a colocá-la em seu peito, agora aberta, sentindo tanto seu calor como a umidade da chuva.


E olhando nos olhos azuis de Demyx, Cloud, com a outra mão, o puxou para si, segurando sua cintura e colando seus corpos. Ambos começaram a aproximar seus rostos e a fecharem seus olhos. Arrepiaram-se quando sentiram seus lábios se tocarem num longo beijo, repleto de ternura, carinho e até amor.


Suas línguas dançavam juntas, e agora as mãos de Demyx estavam entrelaçadas na nuca do Cloud, que era um pouco mais alto que ele. Pararam somente quando o ar começou a faltar. Ambos estavam ofegantes e corados, além de que sorriam, olhando-se nos olhos.


-E então?-Cloud perguntou, olhando Demyx, que agora brincava com uma mecha de seu cabelo.


-O que?


-Acho que isto nos torna namorados. Ou você acha cedo demais?


-Na verdade, concordo plenamente.


-Quer passar lá em casa? Fica perto e eu não aguento mais a chuva.


Demyx parou de brincar com o cabelo de Cloud e sorriu maliciosamente, de um jeito que fez Cloud pensar...coisas inapropriadas para menores de 18 anos.


-Claro, por que não?


E saíram dali, de mãos dadas, sorrindo. Foi nessa época que Cloud passou a acreditar em amor a primeira vista.

Notas finais
Hey,se voce chegou até o final da fic, não gostaria de deixar uma review? Faz bem pro coração do autor e voce ainda ganha nyah cash!
Kisses e obrigada por ter lido!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!