Dance Made

26 #25: Um último dia para dançar.


Notas iniciais
ÚLTIMO CAPÍTULO! Mil desculpas pela demora, minha vida estava uma bagunça. Enfim, chegamos ao final dessa história que eu amei tanto escrever. No epílogo eu falo melhor com vocês. Boa leitura, mozores!

~Terça-feira~

***POV: Yan***

Nesse momento estou de pé, apoiado na parede, de frente para os meus alunos. O olhar no rosto de cada um, a esperança em conseguir um resultado bom é muito alta. Consigo ver que existem muitos sonhos aqui nessa sala. Eu queria muito que todos aqui conseguissem tudo aquilo que desejam, mas isso não depende de mim. Agora vou tomar coragem para conseguir entregar os resultados. Muitas pessoas não entendem porque escolhi a profissão de professor de dança. Bom, é por isso. Esse momento de ver a conquista dos meus alunos por algo que eu ajudei a construir, não tem preço.

Desencostei da parede, todos se ajeitaram em suas posturas, alguns deram as mãos, outros respiraram fundo. Eles estão prontos.

—Boa noite, gente. Primeira coisa: Eu vou ser muito duro com vocês hoje. Mas eu quero que vocês entendam que, em qualquer profissão, as pessoas serão duras com vocês. Eu confio que cada um aqui já tem maturidade para ouvir uma resposta profissional. Segunda coisa: Não desistam dos sonhos de vocês, nunca. Se algum dia vocês desistirem, lembrem que eu ainda acredito. Estão prontos?

Eles assentiram.

—Tá, agora que eu já assustei vocês, quero dizer que estou extremamente orgulhoso com os seus resultados.

Eles se acalmaram um pouco.

Fui até minha mochila e peguei a lista com os resultados.

—Quando eu chamar seu nome, venha até aqui para ganhar sua resposta.

Olhei novamente e notei que algumas pessoas não ficariam felizes com as respostas, outras teriam que tomar decisões difíceis.

—Letícia.

Ela se levantou e foi até mim.

—Você foi chamada para a maior academia de dança do nosso país. Eles querem que você seja aluna deles.

Ela sorriu e me abraçou, agradecendo por tudo.

—Jane.

Ela me olhou, enquanto apertava suas mãos.

—Não precisa ficar nervosa. —Ela riu. —Você foi chamda para ser dançarina de um clube famoso em Las Vegas. Não é hip hop, eles ainda te treinariam pra isso. Espero que não tenha problema pra você.

Ela começou a chorar. Eu não sabia bem o que fazer, decidi abraçá-la.

—Bea e Diego. —Eles se aproximaram. —Vocês foram chamados para um campeonato em São Francisco. A academia precisava de uma dupla, eles gostaram muito de vocês.

Nunca vi esses dois tão felizes.

—Jake. —Ele fechou os olhos. —Uma academia de Los Angeles quer te treinar para ser professor lá.

—Los Angeles? Você tá zoando, né? —Ele estava surpreso.

—Por que eu estaria? Parabéns, Jake.

—Yan. Obrigado, cara. —Nunca vi o Jake tão emocionado.

—Breno. —Ele estava olhando para baixo, mas com certeza prestando atenção. —Quer tentar adivinhar?

—Não faço a menor ideia. —Ele riu. —Me dá uma dica?

—Hm... Começa com H.

—Mentira. HHI? Não, não precisa responder. Foi um palpite idiota.

—Não sei porquê.

—Eu acertei?

—Os organizadores do evento assistiram. Querem você em uma das crews principais. Parabéns.

Ele me abraçou bem forte. Estranho.

Chamei as outras pessoas. Em geral, todos conseguiram algo. Tirando os principais do espetáculo, apenas quatro alunos não foram chamados.

—E, por último, Elin.

Ela tampou os ouvidos e fechou os olhos. Comecei a rir.

—Não quer o seu resultado?

—Querer é uma palavra muito forte, não acha?

—Tá bom. O que você quer ouvir agora?

—Quero ouvir que eu tenho alguma esperança como dançarina.

—Entendi. Você gosta de Nova Iorque?

—Nem vem, Yan. Já deu de zoeirinhas.

—Não entendi.

—Me dá esse papel.

Entreguei a lista para a fera.

—Que mentira. Você que escreveu isso aqui.

—Nossa, achei que uma academia em Nova Iorque seria interessante para uma dançarina. Posso ligar e pedir para cancelarem.

Ela deu um gritinho.

—Eu não acredito, Yan!

—Parabéns, pequena.

Nos abraçamos e ela foi se encontrar com os alunos.

Fui falar com eles mais uma vez.

—Eu não sei dizer o quão orgulhoso eu estou de vocês. Obrigado por terem confiado no meu trabalho. Vou deixar essa aula livre, usem ela para o que quiserem.

Todos aplaudiram e demos um abraço coletivo.

Eu não tenho palavras para agradecê-los.

***POV: Elin***

MEU DEUS. NOVA IORQUE ME QUER?

O que tem de mais em mim? Eu não sei. O que importa é que outras pessoas enxergaram algo. Vou perguntar o que cada um ganhou, com certeza todos foram muito bem.

—Bea! Conseguiu o que?

—Amiga! Eu e o Diego vamos juntos para uma competição!

—Sério? Parabéns!

Nos abraçamos muito forte.

—E você? Deixa eu adivinhar, você foi aceita em todas as academias possíveis da vida e agora tá confusa.

—Até parece! Eu vou pra Nova Iorque!

Ela gritou e começamos a dar pulinhos de alegria.

—Ah, quero também! —Era a Jane.

—Conseguiu o que?

—Vou dançar em Las Vegas!

—Viu? Te falei que você seduziu a plateia inteira!

Ela riu e se juntou aos pulinhos.

—Elin. —Era o Breno.

—Jane, vamos deixar os dois sozinhos. —Elas riram e sairam.

—Conseguiu o que, Breno?

—Vou pro HHI.

—Mentira.

—Também achei que fosse. —Ele riu.

—Parabéns!!!

Abracei ele bem forte.

—E você?

—Peguei Nova Iorque.

—Como assim? Caraca, é muito difícil conseguir entrar nas academias de lá.

—Sim, eu sei!

—Vem cá. —Ele abriu os braços para que eu pudesse abraçá-lo, mas na verdade me colocou no ombro.

—Me desce, idiota.

—Não mesmo. Vou te levar pro HHI comigo.

Comecei a rir, mas depois me toquei de algo que ninguém aqui parou para pensar antes.

—Elin?

—A gente não vai mais se ver...

Ele me desceu, sem dizer nada.

—Elin! A Jane me contou seu resultado, parabéns! Eu disse que eles sabiam reconhecer talentos. —Era Jake, que depois foi me abraçar. —Nossa, por que vocês dois estão com essa cara?

—É que vai ser muito difícil a gente se encontrar... Cada um vai ter um caminho diferente. —Eu disse, segurando minhas lágrimas.

Um tempo depois, a turma inteira estava contagiada pelo fato de que essa poderia ser a última vez que nos vemos.

Algumas pessoas estavam chorando, inclusive eu, e isso chamou a atenção do Yan.

—Galera. —Ele se levantou e pediu para todos fazerem uma roda. —Eu sei que é difícil. Eu sei que vocês vão sentir falta de tudo aqui. Mas, para realizar os sonhos de vocês, abrir mão de algumas coisas é normal. Essa só vai ser a última vez que vocês se veem se vocês quierem. O estúdio sempre vai estar de portas abertas. Bom, já que vocês estão tratando isso como uma despedida, vamos nos despedir de verdade. —Ele ligou o som. —Podem começar a roda.

O Yan é o melhor professor do mundo. Ele sabe exatamente o que dizer e o que fazer para nos acalmar.

Todos se olharam e começaram a abrir a roda. Agora o clima estava uma mistura de saudades atencipadas com competição.

Breno foi o primeiro a entrar na roda. Ele entrou encarando todos, apenas andando. Depois começou lentamente com os passos, até a música se acelerar mais. Nossa, eu sei muito bem porque ele vai para o HHI. O Breno melhorou muito nos passos dele desde a primeira roda que nós fizemos.

Bea começou a tirar o Breno do centro. Ela também melhorou muito nos passos. Tudo que eu senti nessa roda foi orgulho. Eu fiquei tão concentrada vendo os outros dançando que ainda não havia entrado na roda.

Jake estava no centro e começou a me desafiar. Igual na primeira roda, mas nela foi ao contrário. Nós rimos e entrei.

Deixei a música decidir o que aconteceria com o meu corpo. Isso sempre funciona nas rodas. Quando olhei em volta, todos estavam com um olhar de aprovação. Essa é a melhor sensação que eu poderia sentir naquela hora.

A roda acabou e todos se despediram com abraços muito apertados e sinceros. Daqui a dois meses todos iram seguir os seus destinos com a dança. Mas com certeza vamos nos encontrar antes.

Breno perguntou se podia me acompanhar até em casa, eu concordei.

Até sairmos do estúdio, nenhum dos dois disse uma palavra.

Ele quebrou o silêncio quando chegamos na rua fora do bloco do estúdio.

—Então... —Ele suspirou.

—O que?

—Nós desistimos.

—Sim...

—Por que, mesmo?

—Porque se desistíssemos iríamos ficar juntos.

—Aham. E aí?

—Não sei aonde você quer chegar.

—Nós dois termos um relacionamento vai ser algo impossível.

—Por que?

—Elin, você vai estar em Nova Iorque e eu viajando pelo mundo. Como você acha que isso daria certo?

—Relacionamento à distância? A gente conversaria bastante e se encontraria uma vez por mês ou algo do tipo.

Ele riu.

—Eu to falando sério, Breno.

—É, eu também.

—Você não quer tentar?

—É bem mais complicado do que você pensa.

—Você já teve um?

—Já.

—E o que aconteceu? Você traiu ela?

—Não. —Ele riu—Engraçado como pra você eu tenho que ser o malvado da história. —Eu dei de ombros. —Na real, ela que me traiu.

—Nossa, você deve ter ficado muito mal.

—Na verdade não. Eu não sentia mais nada por ela. Foi indiferente.

—Ah. Eu não sei como é isso.

—Você é muito boazinha pra olhar com indiferença pra alguém.

Revirei os olhos.

—Então... —Prossegui. —Você acha que eu te trairia?

—Não.

—Você acha que você me trairia?

—Não mesmo.

—Então... Eu seria indiferente pra você?

Ele parou de andar. Olhei para ele.

—Elin, você realmente não entende essa situação.

—Tá, Breno. Mas eu não quero ser covarde que nem você e ter medo de tentar.

—Covarde? Tá bem. A gente tenta então. Daqui a dois meses, quando estivermos nas novas cidades, você me diz se vai querer tentar ou não.

—Fechado.

Ele ergueu as sobrancelhas e continuou andando.

—E até lá? —Continuei a andar também.

—Até lá?

—É, o que acontece até chegar nesses dois meses? Se você vai ser meu possível futuro namorado, eu tenho que te conhecer melhor.

—Me conhecer melhor? —Tinha malícia em sua voz.

—Não nesse sentido, Breno.

—Que sentido? Eu não disse nada, foi você quem pensou.

—Eu não pensei no sentido corporal.

—Bom, agora pensou.

—Idiota. —Dei um tapa no ombro dele. —A sua mente é muito poluída, temos que dar um jeito nisso.

Ele colocou uma de suas mãos no meu cabelo e aproximou os lábios. Me inclinei um pouco, mas ele saiu.

—Tinha uma folha no seu cabelo.

Revirei os olhos.

—Ah, você achou que eu ia te beijar? Nossa, mas que mente poluída a sua.

—Você é definitivamente a pessoa mais idiota do mundo.

—Sua mãe tá em casa? —Ele perguntou, me olhando de um jeito que é só dele. É um olhar que eu não sei descrever, mas ele sabe que mexe comigo.

—Ela não tá, mas você não vai entrar lá.

—E quem disse que era pra eu entrar? Na verdade eu quero te levar pra um lugar.

—E por que eu deveria ir?

—Você não tem escolha.

—Hm?

Ele me carregou. Comecei a bater nas costas dele para que ele me descesse. Como sempre, ele nem se mexeu.

—Beleza, estamos chegando. —Ele me desceu, me colocando na sua frente.

—Pra aonde a gente tá indo?

Ele colocou uma mão tapando os meus olhos. Senti seus lábios roçarem no meu ouvido.

—É segredo. —Ele sussurrou. —Elin, não precisa arrepiar por qualquer besteira.

—Eu sei que eu já disse isso umas mil vezes, mas eu vou repetir: Você é um idiota, Breno.

—Beleza, pode ver.

Ele tirou a mão. Breno me trouxe para um campo com flores.

—Um campo?

Ele assentiu e segurou minha mão, me levando para algum outro lugar.

—Esse lugar te lembra alguma coisa?

Tinha um espaço com banquinho e uma fonte.

—Me lembra a Noite de Luzes.

—É... Algum momento em especial?

—Sim... Eu tava muito irritada com você.

—Eu também.

—Daí ficou tudo bem depois.

Ele riu.

—Eu vou sentir falta disso. —Eu disse, olhando em volta.

—Do que exatamente?

—Acho que de tudo.

—É, entendo. Quer voltar?

—Não, queria ficar aqui mais um pouquinho.

—Tá bem. —Ele se sentou.

Olhei para o Breno. Ele estava com a cabeça apoiada no encosto do banco, de olhos fechados. Por algum motivo aquilo me passou tranquilidade.

Me aproximei, sem ele perceber. O Breno tem traços muito bonitos. Sou do tipo de pessoa que consegue encontrar beleza em tudo. Mas no Breno isso é muito fácil.

Fui para trás do banco e abracei ele, encaixando minha cabeça em seu pescoço. Ele encostou os lábios no meu cabelo. Levantei devagar. Ele fez de novo. Aquele olhar.

Aproximei meus lábios e beijei sua bochecha. Ele sorriu, puxando minha mão para que eu sentasse ao seu lado. Em vez disso, puxei a mão dele de volta, para que ele ficasse de pé. Ele fez uma expressão em protesto, mas levantou mesmo assim.

Breno colocou uma mão em volta do meu pescoço, me puxando para um beijo. Nossos lábios se tocaram. Sempre que ele me beija eu sinto que não poderia ficar sem aquilo. Ele foi acelerando o ritmo, eu segui sua velocidade. Breno me levantou, colocando minhas pernas em volta de seu corpo, sem quebrar o beijo. Ele me apoiou na beirada da fonte e foi descendo para o meu pescoço, enquanto eu acariciava seu cabelo. Ele sabe bem como criar um clima.

Desci minhas mãos por suas costas, até chegar em seu quadril, puxando-o mais para perto. Ele me segurou com mais força, e voltou a me beijar. Quando sentimos que os dois precisavam de ar, nos afastamos um pouco, ainda nos olhando.

—Agora eu devia te deixar em casa. —Ele disse, com um sorrisinho.

—É, também acho.

Breno estendeu a mão, eu segurei, e começamos a andar. Eu amo segurar a mão dele. Ultimamente as pessoas não demonstram muito afeto pelas outras. Deixam de abraçar, cumprimentar com sorrisos, segurar a mão... Felizmente nem todos estão perdidos nisso.

Fomos para a minha casa falando sobre o futuro, e relembrando nossos momentos passados também. Nos despedimos e fui para o meu quarto. Minha mãe havia chegado em casa, me parabenizando. Ela nunca foi muito ligada à dança, mas sempre apoiou. É incrível ver como ela está orgulhosa de mim.

~2 meses depois~

Hoje é o último dia. Amanhã todos vão seguir seus caminhos. Decidimos nos encontrar em um restaurante para fazer a despedida. Eu estou com muita saudades de todos eles. Não vi ninguém nesses meses, mal posso esperar para ver como todos mudaram. Na verdade, eu andei vendo o Breno. Faz só uma semana que não nos encontramos.

Eu fui a última a chegar, para variar. Todos estavam sentados em uma mesa e conversando.

—Oi!

—Elin! —Jane e Bea se levantaram e foram me abraçar.

Matei a saudade que eu estava sentindo de todos.

—Elin, quanto tempo. —Breno, irônico.

—Sim, 2 meses, muito tempo.

Ele deu um sorrisinho e me beijou, na frente de todo mundo.

—Eita. —Jake.

—Caraca, Breno. Não dava pra esperar um pouquinho? —Diego.

—Você fala como se não beijasse a Bea a cada cinco minutos, Diego. —Disse Letícia, fazendo ele calar a boca.

—Que orgulho das minhas crias. —Bea.

—Ué, eles se gostam? —Disse Henrique.

—Nossa, Henrique. Você é lerdo, hein? —Jane.

—Pra mim eles tinham brigado na festa da Letícia por causa da Camila. —Ele tentou se defender.

—Eu não vou nem falar nada, porque eu to com pena da sua velocidade de raciocínio. —Essa doeu, Jane.

—Agressiva ela, né? —Jake.

—Então, gente? Querem um quarto? —Letícia.

Eu e Breno rimos, sentando na mesa.

Todos estavam relembrando dos bons momentos que tivemos juntos. Cantamos músicas das apresentações, comentamos as cenas do espetáculo, falamos um pouco sobre cada um e planejamos nossas ideias de se encontrar no futuro.

Não tem nada que possa separar a gente. Nada.

Nos despedimos e fui para casa me preparar para a viagem.

~No dia seguinte~

Cheguei no aeroporto. Na minha cabeça esse momento seria muito mais fácil do que está sendo agora. Deixar tudo para trás. Nossa, como só pensei nisso agora?

Encontrei com Jane, Jake, Bea e Diego no aeroporto. Nos abraçamos e choramos muito. Só caiu a ficha agora. Infelizmente eu não estava encontrando o Breno. Eu nem despedi direito dele ontem...

Estava no meu horário de embarcar. Me despedi de novo dos meninos e fui para o meu portão de embarque. Estava me sentindo mal por não ter conseguido me despedir do Breno. Ele é a pessoa que eu mais sentiria falta.

Me sentei em uma das cadeiras, esperando a fila do embarque diminuir.

Eu sinceramente estava quase chorando por não ter visto ele.

—Licença, tem alguém sentado aqui?

—Não... —Me virei para ver a pessoa. —Breno!

Levantei e abracei ele muito forte.

—Achei que você já tinha ido, vim correndo. —Ele não saiu do abraço.

—Eu achei que não veria mais você.

—Também achei. A Bea me disse que você estaria aqui.

Abracei ele mais forte.

—Tudo bem, Elin?

Comecei a chorar.

—Ei, eu também vou sentir sua falta. Não precisa chorar. —Ele começou a acariciar minhas costas.

Estava na minha hora de embarcar.

—Queria que você pudesse ir também. —Saí do abraço e sequei minhas lágrimas.

—E eu vou. Não agora, mas com certeza vou te visitar.

Sorri.

—Tchau, Breno.

Ele me deu um último beijo. Esse foi apenas um selinho, mas foi lento e sincero.

Comecei a andar até a entrada.

—Elin?

—O que?

—Te vejo nas competições.

—Eu vou acabar com você.

—É o que veremos.

Sorri e acenei.

Doeu muito me despedir do Breno. Foi como se aquela fosse a última vez que eu veria aqueles traços, aqueles olhos, aquele garoto que foi um problema por um bom tempo.

Entrei no avião. A atmosfera parecia diferente.

Esse tempo todo eu esperei por esse momento. O momento em que eu voasse até alcançar meu sonho.

Com a dança eu aprendi que sonhar é a melhor coisa que existe. Porque é sonhando que você inspira a sua realidade. Agora, eu tenho que sonhar mais uma vez, porque meu sonho antigo se tornou minha realidade.

Eu nunca vou desistir daquilo que me faz feliz.

Eu nunca vou deixar de sonhar.

E você, que leu até aqui: Essa foi a história de como me tornei uma dançarina profissional. Obrigada por ter lido. Ah, sim! Você já está correndo atrás do seu sonho? Eu espero que esteja, sabe por que? Porque eu sei que você consegue realizá-lo.

Nunca, nunquinha, desista dos seus sonhos.

Com amor,

Elin.

Notas finais
Ahhhh! Como eu odeio despedidas! Gente, muito obrigada por ter acompanhado. Nos vemos no epílogo! AMO vocês ♥