Dance Club - Life Is a Suprise

25 Season 3 / chapter 5 - "Seriously, Simon?”


Notas iniciais
Se alguém estava se perguntando como era a aparência dos personagens, agora estou liberando as aesthetics, então se deliciem! Tenham um bom dia e apreciem a leitura ♥

Capítulo 5 – “Seriously, Simon?”

Na manhã seguinte eu estava melhor, sem dor e feliz. Preparado para as aulas e para descobrir qual aula seria vaga. Porque nada melhor que aula vaga. Por sinal, seria a de matemática do primeiro período. Ótima maneira de começar o dia.

Sentei no pequeno muro e fiquei observando o resto da minha sala ir jogar na quadra. Então senti alguém sentar do meu lado.

— Você também está matando aula? – Alvin me perguntou e eu ri.

— Claro que você está. – Eu disse, vendo-o colocar a mão aberta no peito se fingindo de ofendido. – Mas não, não estou matando aula, eu to em aula vaga.

— Nossa! Como você pode agüentar ficar horas dentro da sala? – Ele questionou e eu ergui a sobrancelha.

— Alvin, essa é a primeira aula. – Eu falei e ele riu, assentindo como se tivesse se lembrado agora. Revirei os olhos e ele se levantou, mandando beijinhos enquanto saía do local.

— Nos vemos mais tarde, pirralho! – Ele sorriu provocante e eu ri. Era engraçado, Simon e Alvin faziam aniversário nesse dia, eu só no seguinte. Eles haviam nascido antes da meia noite, Simon sendo o mais velho e eu o mais novo. Gêmeos não idênticos. Graças a Deus porque eu não creio que agüentaria mais piadas em relação a isso.

Coloquei meus fones e deitei no muro, fechando os olhos sentindo os leves raios de sol da manhã na pele. Puxei as mangas do meu casaco verde para cima, colocando os braços por debaixo da cabeça, aproveitando aquele pouco tempo, quem sabe eu conseguiria dormir... o que eu duvidava, para mim era muito difícil dormir fora da minha cama ou sofá, mas nada que o sono não desse jeito, não é mesmo?

Do nada senti alguém cutucar meu joelho.

— Alvin, pelo amor de Deus, cai fora. – Eu disse, escutando uma risada. A pessoa tirou meu fone e sussurrou no meu ouvido.

— Não é o Alvin. – Ele avisou e eu abri os olhos, me deparando com Miles sorrindo. Os olhos azuis do moreno brilhavam.

— Meu Deus, desculpa Miles! – Eu disse e ele riu, dispensando com a mão.

— Escutando o quê? – Ele perguntou.

— Hide Away da Daya. – Ele assentiu e eu ofereci um dos fones, vendo-o pegar e colocar no ouvido. – Você não deveria ter aula agora?

— Não, minhas aulas costumam ser nas últimas da grade escolar, ou no horário das extras. Afinal, a minha é uma extra. – Ele sorriu e eu assenti. E ficamos em um silêncio confortável, ele sentado ao meu lado, minhas mãos no joelho, a direita tocando a esquerda dele que estava apoiada no muro.

...

— Soube que é seu aniversário amanhã. – Ele disse, quebrando o silêncio e eu sorri, assentindo.

— Sim, dezoito anos. – Ele assentiu e o silêncio se tornou constrangedor. – Vou ser maior de idade...

— Vai poder tomar mais decisões próprias. – Ele brincou e eu ri, assentindo.

— Não vai mudar drasticamente, eu só vou ter que procurar trabalho, começar faculdade, comprar um carro... é, na verdade vai mudar tudo de pernas pro ar. – Assumi, vendo-o rir.

— Não é impossível, mas não é fácil. – Ele constatou o óbvio e eu olhei para ele com minha cara típica de AVÁ vendo-o rir. – Mas é verdade, pode ser clichê, mas não há fato mais verídico que esse.

— Eu sei. – Falei, olhando para o céu, meus dedos encostaram na mão de Miles de novo e eu olhei para ele, que retribuiu o olhar. Me imaginei beijando ele, puxando-o contra mim e por um momento percebi que estávamos quase encostando nossos lábios, então nos afastamos.

— Eu queria isso, mas... – O professor disse, deixando a frase morrer no ar.

— Eu sei, sou menor de idade e não é legal isso rolar entre a gente. E claro... você é meu professor, outro problema pela nossa lei. – Ele assentiu e eu crispei minha boca, sabendo que por enquanto eu não poderia ter o que queria, mas tudo bem, não era legal fazer uma coisa não muito boa e se arrepender depois das circunstâncias. – Enfim, aquele dia que nos vimos no bar, você estava com alguém, estava saindo?

— Não, era minha prima. – Ele sorriu como se reconhecesse meu tom e eu sorri meio corado, sabendo que ele devia ter realmente percebido sobre meu pequeno gesto de curiosidade não ser totalmente de curiosidade. – Ela estava visitando a cidade e fomos para o bar beber e escutar música. Por sinal, as meninas de lá eram do clube de dança, não é?

— Sim, estamos tentando arrecadar dinheiro para participar da Competição desse ano.

— Tem como eu ajudar? – Ele perguntou e eu assenti.

— Você doando uma quantia para a escola, mesmo que seja pequena, é de grande ajuda. Já conseguimos mais da metade. – Avisei e ele abriu a carteira, tirou duas notas de dez e me entregou. Eu neguei com a cabeça e ele insistiu. – Você pode dar na escola, não na minha mão. – Ele riu.

— Eu confio em você. – Ele disse e foi minha vez de rir, de nervoso, claro.

— Obrigado. – Agradeci, peguei o dinheiro e guardei. Coloquei a mão direita no ombro dele, dei um beijo na sua bochecha e levantei, saindo dali, para diminuir um pouco da dor de saber que era correspondido e apesar de tudo não poderia acontecer.

...

— Qual sua próxima aula? – Perguntei, vendo meu irmão me mostrar o livro de física. – Deus é mais!

— Não exagera. – Alvin riu. Um dos Players se aproximou por trás dele e fez “shiu” com o dedo para mim e continuei a conversa.

— Não estou exagerando. No primeiro e segundo ano até não estava um desespero, mas adivinha o que eles inventam no terceiro ano? Só Deus sabe o que é aquilo. – Comentei, vendo-o gargalhar, os ombros tremendo.

— Você está exagerando, a matéria não é muito difícil, mas como todas, têm seus pontos que dedicam de um pouco mais do esforço. – Alvin disse e o olhei estático.

— Menino, você incorporou Simon? – Ele soltou um riso nasal e revirou os olhos, ao mesmo tempo que o Player tampava os olhos dele e sussurrava nos seus ouvidos. – Que foi Max?

— Você também se chama Max? – Perguntei intrigado, mas pensando bem eu não entendi o porquê da minha surpresa já que muita gente devia ter o mesmo nome que outra. Talvez tivesse outro Theo na época e eu não conhecera. Ele assentiu. – E aí, Max!

Acenei para o nosso amigo do clube e ele sorriu para mim.

— Ele se chama Max?! – Eu assenti. – Meu Deus, pais, por que vocês me deram um nome comum? – Max olhou para o céu como se estivesse arrependido e eu ri.

— Licença, eu gostaria de enxergar, obrigado. – Alvin colocou as mãos nas de Max, vendo-o rir. Percebi que suas mãos não se desgrudaram, eles continuaram com elas dadas e eu sorri discretamente.

— Vou deixar vocês aí, tenho uma aula para enfrentar. – Eu disse, indo para a sala de Espanhol.

...

Sentei no palco e observei os outros treinando pela décima vez a aula do dia, e a aula do dia já havia acabado. Eu desistira de praticar depois da oitava vez treinando. Não digo desistir de “não vou tentar novamente”, mas desistir de “preciso respirar, por isso vou sentar”. A aula do dia havia sido bem puxada e havia sido exigido muito de exercícios de alongamento, com puxa-puxa e levantamentos de pessoas. Eu só sabia que o tanto de gente que havia levantado, sabia que já estava intimo da metade. Ri com meu pensamento e levantei do palco, indo para perto do pessoal, preparado para ensaiar um pouco mais.

— Agora fazemos o quê? – Perguntei e eles sorriram.

— Agora a coisa vai ser muito tensa... – A cara que eles fizeram gelou o meu coração, mesmo, eu senti a região do peito gelando como nunca. Sam me deu as mãos e segurou as minhas com força e começou a nos girar, igual a brincadeira de criança. E ficamos os dois girando como bambolê até cairmos, juntos dos outros que fazia a mesma coisa. Aparentemente eles haviam parado de ensaiar e estavam só brincando.

Adivinha o que fizemos na próxima hora? Exatamente a mesma coisa, só incrementando e rindo de cada tombo hilário. Para se ter uma noção, Alvin havia caído fora do palco num desses giros, Simon estava segurando um balde perto do rosto pra ficar preparado se fosse vomitar, China estava rindo descontroladamente dos dois, Autumn continuava girando, em passos de ballet, Max estava rindo como se estivesse bêbado, estirado no chão olhando pro teto e dizendo que tudo estava girando. Eu realmente estava me perguntando se ninguém tinha bebido antes de vir pra cá, porque minha nossa senhora, só faltava eles começarem a cantar Blame It On The Alcohol. E eu estava assustado de deduzir o que estava para acontecer, porque eles começaram a assoviar a música.

— Ah qual é, alguém bebeu? – Eu perguntei e Max levantou os braços e eu revirei os olhos, rindo.

— Dianna e Lea também, assim como China. Kurt só um gole. – Ele assumiu e continuou contando sobre todos.

— Vocês tem sorte do professor ter ido embora já. – Comentei e eles assentiram.

Blame it on the goose, gotcha feeling loose

Blame it on the ‘tron, catch me in a zone

Curtis começou a entoar e eu o encarei com um olhar de “Porra, isso não é sério, né?”. China assumiu as próximas linhas, enquanto todo mundo ia cantando um pouco e eu fiquei rindo deles, me sentindo um pouco deslocado, porque não gostava de bebida e coisas do tipo, tanto por não serem saudáveis quanto por uma experiência passada ter sido o suficiente para uma vida toda sem álcool.

I ain’t saying what you won’t do

But you know what we’re probably gon’ do

— Ah, meu Deus, vocês são inacreditáveis. – Eu disse, vendo-os dançando (bem, por sinal, o que estranhei já que a maioria estava meio dopada) cantando a música como se fosse uma grande apresentação. Sorrisos tão grandes que não cabiam em seus rostos. Eu tive a leve sensação de que aquilo me parecia muito com algo que eu já tinha visto, mas não sabia o quê. – Estou só vendo quando esses marmanjos forem vomitar, vai faltar balde. – Me direcionei até a parte do fundo do palco, peguei mais alguns baldes e deixei-os espalhados para ficar mais fácil deles pegarem.

— EU ESTOU NAMORANDO UMA GAROTA DO TIME RIVAL! – Simon gritou quando a música gritou, terminando rindo e então correu de volta para seu balde e vomitou, o que foi o bastante para todos o fazerem também.

— Mas que porra, Simon...? – Questionei para mim mesmo, revirando os olhos.

...

Havíamos chegado em casa tinha uma hora. Simon estava deitado na cama do seu quarto, os olhos fechados, o remédio começando a fazer efeito, as luzes apagadas, junto das janelas fechadas com cortinas na frente para bloquear qualquer rastro solar. E eu? Estava rindo dele. Ele tinha bebido, estava todo misterioso esses dias e revelou com a bebida. Ele era muito fraco para essas coisas. Alvin já estava melhor, fazendo alguma coisa para comer, com uma música baixinha e conversando com um dos Players pelo telefone.

Fechei a porta do quarto do mais velho e fui para a cozinha aproveitar para comer do que o de vermelho preparava.

— Ei... – Falei e ele me deu um sorriso, me servindo de bacon e suco de laranja, me jogando em seguida duas fatias de pão.

— Bom apetite. – Ele falou e eu agradeci, desejando-o o mesmo. – Tchau, vou comer agora com o meu irmão. Beijos... E aí, o que tem de novo?

— Então...

E passamos a noite acordados conversando, rindo e nos divertindo.