Dançando
1 Algo pra justificar a vida morna
Notas iniciais
Primeira fanfic de 2016 yeeeeey!
Eu sei, estou há mais de um mês sem postar nas minhas fanfics, mas eu estou enrolada com elas e precisava de algo simples.
Além disso, eu acabei me viciando em Folk brasileiro, e ele me inspira a escrever sobre casais gays(?)
E, gente, vocês não sabem como foi difícil fazer essa capa. Eu queria algo tão bonitinho quanto a fanfic, só que procurar por 'Gay Couple' no We Heart It é como pedir para ter ataque de fofura, e eu queria colocar tudo o que via pela frente ahaha
E uma pequena curiosidade: essaé minha primeira fanfic com título em português.
Enfim, espero que gostem!
(Música)
O mundo é um lugar cruel. Era isso que Jason pensava, e ninguém poderia culpa-lo por isso. Seus pais se separaram quando ele ainda era pequeno, mas a memória de seu pai e sua irmã saindo pela porta da frente da grande mansão para nunca mais voltar não fora esquecida pelo loiro; muito menos a primeira vez que sua mãe chegou bêbada em casa, alguns dias depois.
E fora assim por sua infância inteira, uma mansão grande e tão mal cuidada a ponto de parecer que ninguém morava lá. O dinheiro que seu pai deixara, sua mãe gastou com bebidas, e logo que já tinha idade o suficiente, o pequeno teve que começar a trabalhar para não morrer de fome.
E agora já era um adulto. Mesmo estudando e trabalhando, Jason conseguia boas notas na escola, o que permitiu a entrada dele em uma ótima faculdade. Quando ficou sabendo da possibilidade de morar nos dormitórios, abandonou a grande casa e sua mãe, assim como seu pai e irmã fizeram tantos anos antes, e, mesmo deixando a mulher à beira da insanidade sozinha, não sentia remorso; ela nunca fizera nada para merecer, de qualquer forma.
Mas, quando viu em seus olhos o brilho tão bonito de quem ainda consegue ver a bondade, não pôde deixar de repensar sua própria crença, procurando nela alguma brecha de que estivesse errada. O outro homem, com sorriso de garoto, brincava de viver como uma criança, rindo das coisas mais banais. E seu riso era tão puro! Jason surpreendeu-se ao ouvir o som saindo dos lábios dele pela primeira vez.
E, quando viu-se feliz pela primeira vez que podia se lembrar, tentou ao máximo encontrar uma explicação para dias tão pacíficos. Sempre que sentia essa necessidade de sorrir sem um motivo, ou rir de uma piada boba, esperava que algo ruim acontecesse em seguida.
Seus dias eram assim, tomados por uma tranquilidade desconhecida pelo homem, vivendo longe daquele cenário de terror, longe de toda a falta de amor. Apenas com o carinho e paz que o outro lhe proporcionava.
Jason sabia muitas coisas: como cozinhar, como fazer contas complexas ou falar outras línguas. E Percy talvez não fosse tão inteligente, mas ele ensinara ao loiro algo mais precioso e importante do que o que aprendiam sentados em mesas: o ensinou a amar.
Percy ensinara a Jason as pequenas coisas da vida, os bons sentimentos, a alegria, o calor de tardes de verão. O mostrou como era bom sair e apenas passear, sem um destino, como era maravilhoso deixar tudo nas mãos do destino e apenas viver. E Jason aprendeu que nesses momentos não panejados as melhores memórias eram criadas.
Pensava em tudo isso sentado na cadeira giratória que ficava no espaço entre as duas camas. Percy estava deitado em sua cama, mexendo em seu celular, e o loiro apenas não conseguia desviar o olhar. A pele bronzeada e o cabelo negro do homem deitado ali, juntamente com seu pequeno sorriso de quem estava tendo um bom dia, o faziam perfeito aos olhos de Jason.
Percebendo que era observado, o moreno virou sua cabeça na direção do colega de quarto e amigo, seus olhos verdes refletindo o sorriso em seus lábios. E, sem dizer nenhuma palavra, se levantou, e estendeu a mão para Jason, que se levantou também. Colocou, sem pressa, um dos lados do fone que estava em seu ouvido no de Jason, e uma leve melodia preencheu a cabeça do loiro.
Puxando-o mais para perto, com seus narizes quase se encostando, Percy começou a se movimentar levemente, levando o loiro consigo. Balançavam levemente junto com a doce música.
Pela primeira vez em sua vida inteira, Jason não pensou no depois. Se aproximou do moreno, juntando seus lábios levemente. Seu primeiro beijo, onde não sabia muito bem o que fazer, e, ao contrário do que pensara, não sentia vergonha. Apenas continuaram a se movimentar, agora as línguas dançando suavemente também. Não havia palavras no mundo que descrevessem o sentimento de Jason no momento.
E, pela primeira vez em toda a sua vida, não se preocupou com o que aconteceria a seguir. O mundo poderia acabar e ele apenas estaria ali, dançando uma leve melodia nos braços de quem amava. Nos braços de seu pequeno Percy.
Notas finais
Eu estava para escrever outra Jercy há muito tempo, mas só agora criei vergonha na cara. O mais engraçado, é que meu pensamento original foi escrever essa fanfic sendo Yuri, com a Reyna e a Piper, mas eu descobri que ainda não evolui o bastante para escrever algo sobre elas.
Enfim, espero que tenham gostado! Eu realmente amo o projeto Agridoce, mesmo porque eu amo a voz da Pitty, e essa música é tão amorzinho :3
Vou indo amores! No vemos nos comentários!
Tiau :3
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