Damon Salvatore - O Principal Suspeito
16 Capítulo 16 - O adeus que era impossivel.
Notas iniciais
Boa Leitura.
– Que tal relembrarmos os velhos tempos agora? – ela sugeriu com um sorriso malicioso nos lábios.
– Preciso ir. – me levantei a tirando do meu colo. – Não faça nada estúpido! – falei antes de sair praticamente correndo do quarto.
Emily sabia muito bem como me provocar, mas eu precisava resistir. Tarefa essa que não seria nada fácil. Eu amo Elena, mas a falta de atitude dela me deixa nervoso. O que a impedia de assumir logo nosso relacionamento??! Humanos e suas complicações. Que se dane o que vão pensar! Eu não dou a mínima pra opinião dos outros. Só tenho medo de que ela esteja arrependida de me amar e acabe desistindo disso. E ainda tem o maldito do Stefan! Continua me atrapalhando e passando dos limites, eu tinha que encontrar aquele desgraçado.
POV ELENA
– Descanse bastante, ok?! – Jenna falou antes de sair do quarto. Eu tinha sido rude e rebelde com ela nos últimos dias e mesmo assim ela me tratou muito bem. Tirei minhas roupas sujas e as joguei no lixo. Tomei um longo banho e não pude evitar que as lágrimas se misturassem a água quente. Saí do chuveiro me sentindo mais leve, mas ainda tenho um coração apertado e uma cabeça confusa. Vesti meu pijama e me deitei encarando o teto. Minha vida é uma completa bagunça! Será que um dia eu vou conseguir viver em paz, sem o perigo de ser morta e ao lado de alguém que eu ame de verdade. Hoje eu amo Damon, não tenho mais duvidas quanto a isso, mas quando eu estava com Stefan o amava também... Como posso ter certeza que amanhã meu sentimento por Damon não mudará, assim como aconteceu em relação ao Stefan??! Será que é isso que deixa a paixão e o amor mais interessantes? As incertezas. A vontade descontrolada de querer mais do outro hoje, porque amanhã será outro dia e não sabemos o que acontecerá. Aquele beijo na testa que Stefan me deu me fez sentir falta dele, dos momentos que riamos juntos... Queria muito vê-lo feliz de novo. Eu só estrago a vida das pessoas, e isso não é drama. É fato!
(...)
Acordei cedo sem a mínima vontade de sair da cama, mas como estava sentindo muita fome, me levantei. Tomei um café reforçado na companhia quieta de Jenna.
– E Jeremy? – perguntei.
– Não dormiu em casa... – ela respondeu sem me olhar.
– Ele avisou onde dormiria?
– Não. Mas acho que era na casa de algum amigo. Não me prendi nos detalhes quando ele saiu, estava com a cabeça cheia por outras coisas... – Jenna me encarou demonstrando que essa "outras coisas" na verdade era eu.
– Ok, tia Jenna. Não quero esse clima estranho entre nós. Eu sei que tenho sido um pouco rebelde, mas é que as vezes sinto que vocês querem controlar minha vida. Tudo é na tentativa de me proteger?! É. Porém é sufocante! Se coloque no meu lugar um pouco. Quero tomar minhas próprias decisões, errar, sofrer as consequencias e aprender com tudo. Eu... – Jenna me encarava com certa tristeza no olhar, mas parecia entender o que eu sentia. Respirei fundo e olhei pra baixo.
– Tudo bem, Elena. Eu entendo. Só não me peça pra me preocupar menos, porque é impossível. É minha responsabilidade cuidar de você e Jeremy. Quero que isso dê certo.
– Você está fazendo um ótimo trabalho. – deu um meio sorriso e ela correspondeu. Nos olhamos um pouco e eu levantei estendendo os braços. Jenna se levantou também e me abraçou como não fazíamos a um tempo. Agora que tudo estava resolvido ali, eu tinha que conversar com Damon. Ouvimos uma buzina e Jenna me soltou apressada.
– Já vou, Elena. Até mais tarde. – Jenna pegou a bolsa e saiu de casa. Provavelmente a amiga dela tinha passado pra buscá-la de carro como fazia algumas vezes. Subi, tomei um banho rápido, coloquei uma roupa qualquer e liguei pra Damon.
"– Este telefone se contra fora de área de cobertura ou desligado."
Ótimo. Peguei o carro e fui até a casa de Damon. O estranho é que parecia que ele tinha acabado de chegar em casa. Estava com a mesma roupa de ontem. Saímos dos nossos carros e paramos em frente a porta.
– Onde passou a noite toda? – perguntei sem pensar e ele arqueou as sobrancelhas.
– Bom dia pra você também, Elena. Você devia estar em casa descansando ou algo assim, não?
– Descansar de quê, Damon. Estou muito bem. – pausei e ficamos nos olhando. – Faça o favor de ligar seu celular ou trocar a operadora dessa merda. Te liguei algumas vezes até chegar aqui.
– E posso saber o que te trouxe aqui, Elena?
– Essa é a Elena? – uma terceira voz falou alto entrando na conversa. Me virei pra olhar quem era. Uma mulher, muito bonita por sinal. Cabelos vermelhos e o sol os deixavam ainda mais vibrantes. Ela estava relativamente longe de nós, longe demais pra ter ouvido o que estávamos falando. Seria então uma vampira? Ela tinha um sorriso brincalhão estampado no rosto e se aproximou de nós rapidamente. Sim, agora tenho certeza de que é uma vampira. Uma privilegiada vampira por poder andar em plena luz do sol. Damon travou a mandíbula e me olhou nervoso. – Pelo silêncio acho que é um sim. Sou Emily, um velha amiga de Damon. – ela se apresentou dando ênfase na palavra "amiga". Julgando pela vulgaridade das roupas, apertadas e curtas, eles eram mais íntimos do que amigos costumam ser.
– O faz aqui Emily? – Damon perguntou com certa raiva.
– Só queria te visitar... Visitar Stefan... Mas você parece ocupado. A menina aqui não está com uma cara muito boa. – ela apontou pra mim. – Você sabe onde me encontrar, querido. – Emily pisco pra Damon, me deu um aceno de cabeça e sumiu.
Damon meu olhava um pouco envergonhado tentando perceber o que achei daquela pequena e estranha conversa. Tentei não expressar nada e ele fez um bico.
– Então, o que faz aqui?
– Quero conversar sobre Stefan.
– Novidade. – Damon ironizou. – Veio me pedir pra pegar leve com ele?
– Damon... Podemos pelo menos entrar?
Ele abriu a porta e eu o segui. A casa estava no seu ar sombrio de sempre, mas uma certa angústia me atingiu quando entrei.
– Fala. – Damon falou frio.
– Vai ficar com raiva de mim por quanto tempo? Já te expliquei minha razões...
– Quem disse que estou com raiva? Estou agindo normalmente. – Damon se fez de desentendido. – Vai. Pode começar a defender o Stefan. – ele jogou as palavras como se fossem acusações sem tirar o sorriso sádico da cara.
– Damon... Não faz isso... – pedi e ele não me deu atenção. Começou a encher um copo com bebida. E tomou um grande gole virando pro outro lado. Ele parecia uma criança fazendo pirraça. – Temos que encontrar Stefan...
– Temos? Eu não sei onde ele pode estar.
– Lugares que ele gostou de visitar... Qualquer coisa, Damon.
– Depois de ontem você devia querer ficar longe dele! Você não devia ter vindo aqui...
– Porque? – o interrompi. – Você queria ficar sozinho com a Emily? Desculpa. – minha boca despejou as palavras antes que eu pudesse pensar no que elas significavam.
– Está com ciúmes dela? – Damon se virou pra me encarar com certa diversão nos olhos. Não respondi a pergunta. Eu não sabia ao certo. – E olha que você ainda nem a conhece...
Pelo jeito, se eu conhecesse ficaria ainda mais. Pelos poucos minutos que a vi já sei o tipo de mulher que ela é. O tipo que rouba o homem de outra por pura diversão. Vulgar e provocante. O extremo oposto de mim.
– Você está com ciúmes do Stefan! – argumentei e Damon não falou nada. – Então me explica. Quem é aquela vampira e porque você chegou em casa só agora, com a mesma roupa de ontem. – exigi.
– Não é o que você está pensando, Elena. E mesmo que fosse. Qual o problema? Não temos nada oficialmente. Ninguém sabe sobre nós mesmo... Você não ficaria com fama de traída. – ele jogou na minha cara mais uma vez nosso relacionamento secreto.
– Damon! Pare de me punir e ficar bravo por não querer nosso relacionamento na boca das pessoas. Tente me entender... Quer saber?! Não devia ter vindo aqui mesmo.
Me virei pra deixar a casa, mas Damon já estava na minha frente me impedindo disso. Nossos rostos estava muito próximos e eu podia sentir o cheiro forte de bebida que vinha da boca dele.
– Eu e Emily somos velhos amigos. Tivemos um caso no passado e ok. Eu estou um pouco bravo com você. Mas não fique com ciúmes.
– Não estou com ciúmes! – reclamei.
– Não minta, Eleninha. Não fica bem pra você. – Damon saiu de perto de mim.
O celular dele tocou e depois de uma rápida conversa onde ele só concordava a ligação acabou.
– Quem era? – falei sem perceber.
– A Carol Lockwood. A prefeita e o conselho solicitam minha ilustre presença para um caloroso debate sobre o que fazer diante da situação de merda que Stefan se enfiou. Eu preciso tomar um banho. A reunião é a noite.
– Você pode me contar os detalhes de como conheceu Emily antes disso? – Damon assentiu e começou a falar sobre a relação que teve com Emily. O problema não era o passado e sim o presente. Porque ela tinha voltado depois desse tempo? O jeito que ela olhou pra Damon antes de ir embora... Droga. Eu estou com ciumes. Que mulher não ficaria? Eu sou apenas uma humana sem graça e cheia de complicações...
– Elena? – Damon me encarou confuso. Eu não tinha falado nada durante a explicação.
– Eu entendi... – pausei. – Por favor. Não deixe o conselho machucar Stefan, Damon.
– Não posso impedir que façam o que tenho vontade de fazer. – ele respondeu sério.
– Damon. O Stefan pode estar arrependido. Ele pode voltar a ser o que era antes. Você não sabe o que eu vi nos olhos dele quando ele me beijou...
– Ele te beijou? – Damon me interrompeu indignado.
– Na testa, Damon. – respirei fundo. – Vou embora, ok. Me ligue quando a reunião acabar.
Saí da mansão com os pensamentos sobre Emily me perturbando. Além disso eu precisava saber onde Stefan estava. Eu queria ter certeza de que ele não faria mais besteiras. Eu queria me desculpar. Deus! E essa sensação estranha de que algo ruim vai acontecer?!! Nunca senti isso antes.
(...)
Já era noite. Meu celular tocou. Damon.
– Oi. – atendi rapidamente. – O que decidiram?
– A maioria resolveu esperar pelo próximo passo do Stefan. Talvez ele tenha ido embora e não causará mais problemas.
– O que Ric falou?
– Nada. Ele se manteve neutro. O que foi muito estranho. Ontem mesmo ele estava amaldiçoando Stefan até a 7ª geração.
– Eu preciso ter certeza de que Stefan não vai machucar mais ninguém.
– O jeito é esperar, Elena. Nós...
– Onde você está? – interrompi Damon.
– Saindo da prefeitura. Porque?
– Estou indo pra sua casa. Procurar pistas. – desliguei o telefone antes que ele reclamasse.
Cheguei na mansão e o estranho aperto no peito ainda me perseguia. A noite aumentava o ar sombrio e a sensação ruim. Eu havia passado o dia todo preocupada com Stefan e inquieta com a chegada de Emily.
– Estranho. – Damon falou arqueando as sobrancelhas se referindo ao fato de chegarmos juntos novamente.
Entramos na casa e a sensação ruim aumentava cada vez mais.
– Como pretende achar pistas, detetive? – Damon falou sarcástico como sempre.
– Os diários... Ele pode ter escrito alguma coisa... Eu não sei.
– Duvido que achemos algo naquelas velharias. Pense em outra coisa.
– Não Damon. Já é um começo.
Me dirigi a biblioteca, mas Damon passou o braço pela minha cintura me parando.
– Elena. Já pensou que ele pode ficar furioso em te ver??! Que ele não queria mais saber de você?!!
– Preciso conversar com ele. Não posso sentar aqui e fungir que está tudo bem se ele for embora. Porque ele pode machucar outras pessoas por aí. Sem contar que me importo com ele! Quero que ele volte a ser feliz. Se não quer me ajudar pelo menos não atrapalhe.
POV ELENA OFF
(Musica de hoje: Maroon 5 — Good Night Good Night http://www.youtube.com/watch?v=JsFvHI4z17c)
Depois de enfrentar o vampiro, Elena caminhou decidida em direção a biblioteca. Uma enorme angustia atingiu o seu peito de um jeito mais forte dessa vez e ela respirou fundo. A garota não era do tipo de pessoa que prescente acontecimentos. Mas ela sabia que as coisas não ficariam bem. A morena abriu a porta do cômodo e obteve a confirmação. Agora ela entendia o motivo de seu coração ter ficado aflito o dia todo. O corpo dela travou por alguns segundos, que pra ela pareciam minutos. A cena que seus olhos encontraram quando ela abriu a porta ficará marcada pra sempre em sua alma como sinônimo de dor. Stefan, o homem que um dia ela amou, estava no chão com uma estaca cravada no peito. Depois de processar essa informação, ela se jogou ao lado do corpo sem vida. Desesperada, um choro histérico surgiu.
– Não! Não! Stefan! Você não pode fazer isso comigo! – ela disse acariciando o rosto frio dele. Sua mão trêmula pousou delicadamente sobre o peito ensanguentado de Stefan. Com ciudado ela retirou a estaca do coração dele e jogou longe. O sangue estava pastoso, quase seco, sinal de que a morte não era rescente. – Stefan! Stefan!!! – ela gritava em vão.
– Elena... – Damon agarrou o braço dela e puxou delicadamente.
– Não! – ela protestou.
– Elena. – a voz dele agora era mais firme e autoritária.
– Não! Damon! Faça alguma coisa! – ela implorou com todas as forças.
– Elena. Não há nada a se fazer. – ele respondeu frio.
– Damon! É o Stefan! – Elena o encarou revoltada.
– Ele morreu! – Damon gritou a puxando pra longe do corpo.
Damon a tirou do cômodo e fechou a porta. Elena se debatia e chorava histéricamente. Ela começou a bater no peito de Damon pra que ele saísse do caminho, mas ele não se moveu. O corpo dela foi ficando cada vez mais fraco e o choro diminuía a intensidade. Por fim, cansada. Ela apenas abraçou o vampiro se escondendo no peito dele e chorou contidamente. Damon a abraçou forte, confortando-a. A frangil menina não suportou a pressão e a dor. Na cabeça dela, Stefan era alguém que nunca a deixaria. Nunca morreria. Estaria sempre com ela. O sofrimento era demais, então ela apenas se entregou a escuridão de um desmaio, a confortável inconsciencia.
Continua...
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