Damon Salvatore - O Principal Suspeito

14 Capítulo 14 - Consequências.


Notas iniciais
CAPA NOVA NA FIC!!! UHUL O/ kkk (Momento orgulho) Não sou tão boa no photoshop sabem, mas gostei do resultado.
Continuação do POV STEF e POV DAMON.
Uma conversa cheia de sentimentos entre Stefan e Elena que definirá tudo. Capítulo enorme pra vocês *---* haha Espero que gostem. BOA LEITURA!!!

POV STEF.
Entrei na casa sem fazer barulho. Não vi Elena no andar de baixo, então subi. Abri a porta do quarto dela delicadamente e a vi afundada no travesseiros chorando.
– Chorando porque? – perguntei. Elena deu um pulo na cama mudando de posição e me encarou assustada.
– Stefan... – ela sussurrou e começou a secar o rosto com as costas das mãos.
– Não devia me importar, mas posso saber o motivo?
Elena respirou fundo e olhou por lado procurando uma resposta. Depois voltou a me encarar decidida.
– Você.
– Eu? – perguntei surpreso. – Achei que fosse Damon ou Bonnie. A cara deles não estava muito boa quando saíram daqui...
– Você viu eles saírem? Estava me espionando, Stefan?
– O que te faz pensar que o mundo gira em torno de você? – Eu já tinha feito isso, mas é tão óbvio assim que eu faria isso?!! Ouvi um carro estacionando e a voz de Jenna. Era hora de levá-la comigo, pra uma conversa privada.
Num movimento rápido peguei Elena e coloquei um pano na boca dela com éter, assim ela iria desmaiar e não gritar ou se debater. Coloquei-a sobre os meus ombros e desci as escadas. Jenna me viu e se assustou. Saí da casa, corri e a coloquei no banco de trás do meu carro. Eu e Elena daríamos um passeio...
(...)


Elena foi recobrando os sentidos lentamente. Quando percebeu que estava amarrada a cadeira me encarou sem entender.
– Stefan... O que? Porque estou amarrada? Onde estamos?
– Calma... Uma coisa de cada vez. Te amarrei por precaução. Estamos em um lugar seguro. Não vou te machucar.
– Não vai me secar, matar e desmembrar como fez com aquelas pessoas inocentes??! – Elena perguntou ríspida jogando na minha cara a farra de ontem.
Eu apenas sorri. Elena estava com medo, dava pra ver nos olhos dela e mesmo assim ela mantinha a postura firme.
– Não respondeu minha pergunta... Eu sei que tudo que aconteceu foi difícil pra você, mas não justifica suas atitudes. Stefan, isso é errado!
– O que você fez comigo foi certo, Elena??! – a interrompi ironico.
– Não sei... Stefan, eu só estou tentando dizer que aquelas pessoas não mereciam morrer por você estar com raiva de mim. Foi injusto. Me sinto culpada por aquelas mortes. Não vê que isso não mudou nada... Você ainda provavelmente me odeia. A dor não vai acabar se você sair por aí matando as pessoas. – Elena começou a chorar. Ela tinha razão. A dor e raiva que sinto não acabaram. Mas no momento em que o monstro dentro de mim tomou o controle eu não me senti tão miserável e rejeitado.
– Não se sinta culpada, Elena. Eu sinto muita raiva de você. Porém te ocorreu que eu queria fazer aquilo??! Depois de tanto tempo me reprimindo e segurando o monstro dentro de mim. E bom me sentir no controle de tudo.
– E depois??! O que você sente??! Um vazio? – Elena falou brava. Onde ela queria chegar com essa conversa. – Stefan, você não é assim. Você é um homem bom.
– O bonzinho agora é o seu namorado Damon.
– Damon não é meu namorado. – ela mentiu de cabeça baixa. Como ela podia mentir daquele jeito??!
– NÃO MINTA PRA MIM, ELENA! – gritei a assustando. – Eu vi vocês! Na praça, na mansão e depois saindo juntos pra Deus sabe onde! Quanto tempo achou que poderia esconder isso de mim??! Não sou idiota, Elena!
– Stefan... Não queria que você descobrisse assim. Eu queria te contar. Mas depois do que você fez comigo e Jenna! Eu fiquei com medo de você! E agora ainda mais! Não te reconheço...
– Nem eu te reconheço! Onde está a Elena verdadeira??! Que sempre foi sincera comigo??!
– Estou aqui, Stefan! Eu só adiei essa conversa! Não contei a ninguém porque não quero que me critiquem, além disso tenho medo de que você machuque mais pessoas ou machuque o ... – ela parou de falar.
– DAMON! Seu amado! – completei e ela assentiu. – Você o ama, se importa com ele, mente por ele!
– Eu amo o Damon, sim! Se eu pudesse escolher, não amaria. Mas eu amo, droga! – Elena gritou.
A raiva tomou conta de mim. Que porra! Ouvir Elena falando assim, em alto e bom som que ama meu irmão é doloroso demais. Não sei o que fazer. Elena respirava fundo e a pulsação dela estava acelerada. Pensei no sangue dela. O gosto maravilhoso que o sangue dela tem. Quando dei por mim já estava com os dentes cravados no pescoço dela, sentindo todo o prazer que isso me dava. Elena chorava e gemia de dor ao mesmo tempo.
– Stefan, se vai me matar por sentir o que sinto. Faça rápido... – ela implorou.
Ela aceitaria morrer assim?!! Sem reclamar ou se opor. Parei de sugar o sangue e a encarei atordoado. Antes que eu pudesse falar algo ela desmaiou. A observei até que acordasse de novo. Estava curioso com as palavras dela.
– Não vai pedir pela sua vida, Elena? – perguntei.
– Não... Sempre soube que as escolhas que fiz teriam consequências. Só não sabia que chegaria a esse ponto. – ela respondeu encarando o chão. – Então vai Stefan! Me mata! Acaba com isso! Mas saiba que escondi de você as coisas, pois me importo contigo! Me dói tanto te ver assim... Magoado, triste, cheio de ódio de tudo e todos! Eu me sinto tão mal por você. Em raros momentos eu sou feliz porque sempre que lembro de você, do que aconteceu com a gente... Meu coração aperta. Me sinto responsável por você! Estou presa a isso! Queria ser seu motivo de alegria como antes, mas não posso passar por cima dos meus sentimentos! Me odeio por causar seu sofrimento... Eu... – Elena parou de falar e se rendeu a um choro incontrolável.
Esse tempo todo eu achei que ela estivesse feliz, e não está. O laço que nos prende a deixa triste. Como Damon mesmo tinha dito, sou uma pedra no caminho dela. Eu ainda a amo, não quero vê-la sofrer. O que estou fazendo??! O que eu deveria fazer??! Ela me machucou tanto... E eu estou devolvendo isso.
Nos encaramos e ela ainda chorava, mas agora de um jeito mais contido. Elena é tão bonita. Mesmo descabelada e chorando ela conseguia ser linda. Eu sou um idiota! Saí de perto dela e fui tomar um ar. Estávamos na casa abandonada, onde os espíritos das bruxas costumavam ficar. Agora é só uma casa afastada de tudo.
– MALDIÇÃO!!! – gritei dando um soco em uma árvore, que caiu com tudo no chão fazendo um enorme barulho. O que eu faço com Elena??! Conversar com ela só me deixou mais confuso do meu julgamento. Eu precisava saber mais. Entrei novamente na casa e fui até o quarto onde Elena estava. Ela não reconhecia o lugar porque em todas as vezes eu fomos ali, não visitamos esse cômodo.
– E o Damon??! Se você não está feliz, aquele traidor está! – falei e a expressão dela foi de total discórdia.
– Stefan! Não seja egoísta! O Damon sempre assistiu você sendo feliz. Com Katherine e depois comigo. Ele não pediu pra ser vampiro, e não pediu pra amar quem te amava. Você acha que foi fácil pra ele? Não foi! Pare de olhar pra sua recente angústia e pense na que ele carregou por todos esses anos. – Elena me repreendeu brava e as palavras me atingiram como estacas por todo meu corpo. Quando Damon falava isso era uma coisa, mas ela me dizendo foi totalmente diferente.
Eu estou sendo egoísta. Ela não merece sofrer por sentir o que sente. Sempre pedi a Damon que se importasse, que sentisse, e quando ele finalmente faz isso eu o culpo??! Eu estou errado. Sou um monstro! Matei quem não merecia morrer e me afundei no sentimento cego da raiva. Soltei as cordas que prendiam Elena na cadeira e ela me olhou confusa. Estava cheia de sangue e desajeitada. Já era noite. Depositei um longo beijo na testa suada dela e saí dali o mais rápido que consegui.


POV DAMON.
Procurei Stefan pelos hotéis da cidade, que não são muitos e encontrei. A recepcionista lerda não soube me dizer se ele tinha entrado ali com uma garota na noite anterior, apenas que não o via muito. Voltei pro meu carro e observei a entrada do hotel de longe. Eu precisava conversar com ele. Meu celular tocou. Bonnie.
– O que você quer rainha do vodu? – atendi.
– Eu não faço vudu. Sou uma bruxa! E não é hora pra provocações. Stefan levou Elena.
– O que??! – perguntei incrédulo.
– Stefan levou Elena, Damon! Jenna chegou em casa e viu Stefan carregando Elena desacordada nos ombros. Ele a colocou no carro e foi embora. A pobrezinha da Jenna não teve tempo nem de falar ou fazer algo... Preciso da ajuda de todos pra encontrá-la.
– Faça um feitiço de localização! Você não é uma bruxa... – falei irônico.
– Não posso. Andei praticando algumas coisas... Estou fraca. Além disso, a localização não é exata.
– Inútil! Vou procurar. – desliguei o telefone sem esperar resposta. Do que adianta ser uma bruxa se não pode fazer feitiços o tempo todo??! Essa Bonnie só me irritava. Entrei no hotel com a falsa esperança de que Stefan poderia tem entrado lá com Elena sem que a humana percebesse. Mas o quarto estava vazio. Cheio de cacos de vidro no chão e um cheiro forte de bebida. Saí de lá sem que alguém me visse, entrei no carro e fui pra casa de Elena. Eu não sabia onde procurar.
(...)


– Onde Stefan iria se não quisesse que o encontrássemos... – Caroline pensou alto andando de um lado pro outro.
– Isso é inútil! Vamos procurar em qualquer e todos os lugares. – falei impaciente.
– É perda de tempo! Temos que diminuir as possibilidades. – Alaric me cortou.
– Não faço a mínima ideia de onde o meu querido irmão tenha a levado. – respondi nervoso.
– A floresta... Temos a tumba, a caverna com os desenhos sobre os originais... E o lugar onde o Tyler se transformava na propriedade dos Lockwood. São afastados e escondidos... – Caroline sugeriu.
– É óbvio que ele não a levaria a nenhum desses lugares que NÓS conhecemos. – respondi a barbie. – Sem contar que vampiros não entram na caverna!
– Mas já é um começo. – Bonnie defendeu a amiga e todos começaram a se mover. – Ele pode manter Elena presa nos túneis que dão acesso a caverna.
Jeremy e Bonnie ficaram com a tumba. Tyler e Matt com a caverna, Caroline e Alaric na propriedade dos Lockwood e eu com o resto que sobrava, a floresta inteira.
– Por favor, não façam nada estúpido! Stefan matou pessoas inocentes ontem. Machucaria vocês sem piscar! – alertei a todos.
– Se não a encontrarem voltem pra cá. – Bonnie pediu e todos assentiram.
(...)


Procurei pela cidade enquanto dirigia e depois na floresta. Sem sucesso. Voltei pra casa de Elena e ninguém havia a encontrado. Como eu ja esperava, Stefan não a levaria nesses lugares. Já havia escurecido e Bonnie resolveu tentar outro tipo de feitiço. Ela se trancou no quarto de Elena e depois de um tempo voltou fraca e com sangue escorrendo pelo nariz. Jeremy subiu as escadas correndo e a apoiou.
– Ela estava na casa abandonada, onde eu costumava ir pra praticar magia. Fiz um feitiço que me permite ter uma visão do que ela estava vendo e eu vi a casa. Elena está fugindo de lá.
– Como não pensou nesse lugar, antes?!! – perguntei pra bruxinha de meia tigela.
– Porque você não pensou! – Jeremy me respondeu com raiva. – Ela já fez a parte dela.
Nos dirigimos a casa abandonada, com exceção de Bonnie, Jeremy e Jenna. Acelerei o mais rápido que meu carro conseguia e vi Elena caminhando na estrada. Parei e ela parecia aliviada ao me ver.
– Damon! – Elena me abraçou forte e eu retribuí.
– Fiquei preocupado com você, Elena. – a soltei e segurei seu rosto entre minhas mãos. – Você está bem?
– Sim... – ela respondeu, mas reparei que estava cheia de sangue, suada e descabelada.
– O Stefan te mordeu??! Onde está o desgraçado??! Você fugiu dele??!
– Não fugi... Ele me soltou.
– Te soltou? – perguntei confuso. Não faz sentido alguém te sequestrar e depois liberar.
– Sim. Ele não me queria me machucar...
– Não queria??! Ele te mordeu, Elena! Quando encontrar Stefan ele vai ser um homem morto!
– Damon... Não é assim... Stefan só queria conversar... Ele... – Elena não terminou a frase e desmaiou nos meus braços. A peguei no colo a apertei contra meu peito. Maldito Stefan!!! Os outros carros chegaram e eu a deitei no banco de trás do meu carro.
– Como ela está? – Caroline perguntou aflita.
– Só desmaiou... Stefan a mordeu... – respondi. – Vou levá-la pra casa.
– Não. Ela vai comigo. – Alaric falou se aproximando do meu carro.
– Ela já está quieta no meu carro! Posso muito bem levar minha garota pra casa.
– Sua garota??! – Matt se manisfestou. Merda! Não era pra contar nada, lembra Damon?
– Não minha garota... Quer dizer... Não é segredo pra ninguém o que sinto por Elena. Vou leva-lá e pronto! – Entrei no carro, manobrei e saí dali. Elena acordou confusa durante o caminho.
– Oi, meu amor. Como se sente? – perguntei preocupado.
– Minha cabeça dói... E meu pescoço. – ela respondeu pensativa.
Pelo retrovisor pude ver que Elena estava ferida no pescoço. Mordi meu braço e ofereci pra ela.
– Toma. Assim, você não fica com as marcas nem nada. – falei e ela bebeu um pouco do sangue fazendo cara feia. Eu estava com ódio de Stefan por fazê-la passar por isso.
– Estou com fome... Pode comprar algo pra mim antes de me levar pra casa? – Elena pediu com uma voz suave depois de limpar a boca com as mãos. Ela tinha sido sequestrada, mordida, largada ao relento e queria um McLanche Feliz??!
– Me conte tudo que aconteceu primeiro. Ficamos todos preocupados, Elena. Não sabíamos onde te procurar. Aquele maldito não tinha o direito de...
– O Stefan só queria conversar... – Elena me interrompeu. – Ele está confuso... Essa mordida não foi nada...
– Não foi nada?! – a interrompi dessa vez. – Foi tudo! Ele acabou de ultrapassar um limite, Elena. E sofrerá as consequências.


Continua...

Notas finais
Se tiver erros me desculpem. Digitei loucamente e não tive tempo de revisar muito bem. Estou com pena do Stefan... O Damon agora está com raiva. E a gangue da Eleninha também. A coisa ficou séria gente. HAUSHAUS
GOSTARAM DA CAPA NOVA? Quero saber nos reviews. Beijos!