Notas iniciais
No próximo capítulo terá mais Delena e Defan, aguardem.

Elena narrando


Damon me levou até meu carro, onde sentamos e começamos a conversar.

-- Elena... O mundo em que você vive é diferente do que você pensa. Há coisas aqui... Coisas que você nem imagina.

-- Damon... Eu não estou entendendo nada — admiti. Eu ainda estava assustada com o que havia acontecido.

-- Eu sei; acredite, eu sei. Eu não sou quem você pensa Elena. Eu sou diferente. Eu sou... Um monstro.

-- Não, Damon! Você não é um monstro. Aquilo lá dentro — apontei para sua casa — é que é.

-- É disso que estou falando. Eu e Stefan... Ele é meu irmão. E nós... Nós somos vampiros.

Olhei para ele, incrédula. O que?! Vampiros eram personagens de histórias fictícias!

-- Mas... Vampiros?

-- Eu sei que você deve estar pensando que estou maluco e inventando coisas, mas é verdade Elena. O que você viu lá dentro foi meu irmão descontrolado. Ele não está passando por um bom momento — disse Damon, abaixando o olhar.

Então ele começou a me explicar sobre sua história e como eles haviam se transformado. Explicou também sobre os mitos e as verdades sobre os vampiros e me pediu para confiar nele.

-- Eu não lhe farei mal algum, Elena. Nunca. Sou seu guardião e te protegerei até o final.

-- Eu confio em você, Damon. Sei que não faria mal a mim... Ou se quisesse, já teria feito. É no Stefan que não confio... Ele me assustou.

-- Olhe, vou lhe falar uma coisa e não sei como você vai reagir, Elena.

-- Fale — pedi.

Sim, eu realmente confiava em Damon. Ele me contara a verdade, não? Nem me machucara ou algo do tipo. Ele havia me salvado. Ele não quisera me matar. Bem... Quando você ama alguém, não há defeitos que os separem.

-- Havia uma garota pela qual eu era apaixonado no passado. Ela que nos transformou. Seu nome era Katherine.

-- E você está me dizendo isso porque...? — perguntei.

-- Porque quero que você saiba que não estou te substituindo ou algo do tipo. Quando eu lhe mostrar ela... Não sei como irá reagir.

-- Mostrá-la? Damon o passado já passou.

-- Eu sei, mas... Veja por si mesma — ele engoliu em seco, tirou uma fotografia do bolso e me mostrou.

A foto estava dobrada ao meio e eu tive medo de desdobrá-la. O que eu veria? Por que ele havia escondido-a de mim?

Respirei fundo e desdobrei o papel. Quando olhei para a garota, quase desmaiei. Ela era idêntica a mim. E isso era impossível. A data da foto era de 1864. Era impossível... Eu não tinha uma irmã gêmea!

-- Damon, eu... O que isso significa?

-- Não sei Elena... Sinceramente.

Minha mente estava mais confusa do que nunca. Eu não fazia a mínima ideia do que significava tudo aquilo e nem se era real. Meus instintos diziam para correr, afastar-me de Damon. Mas não era esse meu desejo. De alguma forma eu queria estar com ele durante todo o resto de minha vida. Sendo ele perigoso ou não, vampiro ou não. Não podia negar o que estava na minha frente.

-- Eu confio em você, Damon — repeti. -- Confio em você como nunca confiei em alguém na minha vida. Cada parte do meu corpo me diz para me afastar, mas não quero isso.

-- Também não quero ficar longe de você, Elena. Nunca mais.

Olhei novamente para a sua casa e vi Stefan saindo pela porta, vindo em direção ao carro. Meus batimentos aceleraram e percebi que Damon havia notado minha preocupação.

-- Ele não vai te ferir, Elena. Fique aqui.

E eu obedeci.

Damon narrando


Contei toda a verdade a ela. Eu lhe devia isso. Cada parte do meu corpo doía quando eu ficava longe dela. Stefan chamaria isso de "minha humanidade", mas eu diria que era outra coisa. Aquilo que eu sentia por ela era amor.

Sim, porque eu realmente amava Elena. Admitir isso não faria mal algum, pelo contrário. Estava mentindo para mim mesmo ao tentar negar o que estava na minha frente. Eu estava apaixonado por ela e queria ficar com ela pelo resto de nossas vidas. Mas e se eu não fosse bom a ponto de merecê-la?

-- Eu não lhe farei mal algum, Elena. Nunca. Sou seu guardião e te protegerei até o final — falei.

-- Eu confio em você, Damon. Sei que não faria mal a mim... Ou se quisesse, já teria feito. É no Stefan que não confio... Ele me assustou.

Eu ganhara sua confiança. E nada me faria mais feliz do que vê-la feliz. Custe o que custar, eu só queria vê-la feliz. Mesmo se ela quisesse ficar longe de mim.

Mas ainda havia mais um segredo que estava pesando sobre meus ombros. O fato de ela ser uma cópia de Katherine. Eu não sabia como isso era possível, mas era verdade. Porque elas eram idênticas fisicamente.

-- Olhe, vou lhe falar uma coisa e não sei como você vai reagir, Elena.

-- Fale — pediu ela.

-- Havia uma garota pela qual eu era apaixonado no passado. Ela que nos transformou. Seu nome era Katherine — falei.

-- E você está me dizendo isso porque...?

-- Porque quero que você saiba que não estou te substituindo ou algo do tipo. Quando eu lhe mostrar ela... Não sei como irá reagir.

-- Mostrá-la? Damon o passado já passou.

-- Eu sei, mas... Veja por si mesma — engoli em seco, tirando uma fotografia do bolso e lhe entregando. Aquela fotografia... O que Elena pensaria?

Observei-a enquanto ela olhava a foto. Seus olhos ficaram grandes ao verem a foto e ela se surpreendeu. Seu cabelo caiu no seu rosto e eu tive um impulso de colocá-lo atrás de sua orelha, mas me contive. Ela já havia parado de chorar, mas ainda havia uma lágrima escorrendo pelo canto de seu olho.

-- Eu confio em você, Damon — repetiu ela. -- Confio em você como nunca confiei em alguém na minha vida. Cada parte do meu corpo me diz para me afastar, mas não quero isso.

-- Também não quero ficar longe de você, Elena. Nunca mais.

Quando estava perto dela, eu me sentia livre. Sentia-me eu mesmo. Não precisava fingir ou me conter. Eu era como um pássaro voando no céu, sem limites. Porque era isso o que significava amor verdadeiro. Ser livre. Ser livre junto de sua alma gêmea. Se sentir livre.

Ouvi seus batimentos aumentarem e segui seu olhar. Stefan estava saindo de casa, vindo diretamente em nossa direção. E só olhava para um lugar: Elena.

Não. Ele não faria mal algum a ela. Eu não permitiria isso.

-- Ele não vai te ferir, Elena. Fique aqui — pedi.

Abri a porta do carro e andei até Stefan, parando-o. Encarei-o e disse de forma bem clara:

-- Você não fará mal a ela.

-- Saia da minha frente, Damon.

-- Não.

Abaixei-me rapidamente, prevendo seu golpe. Ele tentara me atacar! Com uma força maior do que a maioria das pessoas, segurei seu pulso.

-- Pare — falei.

Mas ele não deu ouvidos. Era essa a consequência de ser o estripador. Ele não ouvia ninguém além de si mesmo. E eu tinha que trazê-lo de volta.

Stefan se libertou e me jogou contra a parede, prendendo meus braços.

-- Deixe-me sozinho — pediu ele. -- Não impeça.

Elena saiu do carro e começou a aproximar-se de nós.

-- Não o machuque! — gritou ela. Que coragem... pensei.

-- Elena, não!

Tentei me livrar de Stefan, mas ele estava mais forte. Era isso o que o sangue humano fazia. E ele havia se alimentado de vinte garotas na última hora.

Stefan virou-se para ela, fazendo-a estancar no lugar. Elena começou a se afastar, com medo dele. Ele então me deu um soco no rosto e me jogou no chão. Depois — em ultra velocidade — avançou para cima de Elena. A garota tentou fugir, mas não foi rápida o suficiente. Várias coisas aconteceram ao mesmo tempo, então.

Eu levantei-me do chão, correndo em super velocidade para cima de Stefan. Este por sua vez, pegou Elena pelo braço e aproximou os dentes de seu pescoço. Ela tentou se livrar dele, mas não conseguiu. Então tudo o que pôde fazer foi gritar.

No segundo seguinte eu estava empurrando Stefan com toda a minha força, lançando-o para bem longe. Mas ele havia conseguido mordê-la e seu pescoço espirrava sangue. Elena, por sua vez, chorava de dor e gritava.

Tudo isso aconteceu em cerca de três segundos, no máximo.

Sem pensar duas vezes, mordi o meu próprio pulso até sair sangue. Depois aproximei meu braço da boca de Elena e fiz com que ela bebesse meu sangue. Ela pestanejou no começo, mas depois começou a sentir o efeito. Rapidamente seu pescoço estava curado.

Abracei-a e deixei que ela chorasse em meu ombro. Senti-me terrível por deixar isso acontecer. Mas eu também não podia culpar totalmente Stefan. Ele estava fora de si e eu tinha que ajudá-lo, apesar do que ele fizera. Porque eu não abandonaria-o. E tenho certeza de que ele faria o mesmo por mim.

-- Desculpe Elena. Eu...

Não encontrei palavras para dizer. Tudo o que eu queria era ficar perto dela e nunca mais soltá-la.

-- Posso fazer com que você esqueça tudo o que aconteceu — ofereci. Se ela quisesse, eu o faria.

-- Não, Damon. Eu preciso lembrar-me de tudo.

-- Se é isso o que quer.

Stefan levantou-se e olhou para mim, depois para ela. Deu meia volta e sumiu na floresta. Levei Elena ao carro e sentei-me no banco do motorista.

-- Vou levá-la para casa.

***

Acompanhei Elena até seu quarto e ajudei-a a limpar o pescoço. Ela não falara nada o caminho todo e eu fiquei me perguntando em quê estaria pensando.

-- Damon posso te pedir uma coisa? — perguntou ela, depois de vestir o pijama e estar limpa.

-- Sim.

-- Você pode ficar comigo essa noite? Não me sinto muito segura depois do que acontec...

-- Claro.

Ela apagou as luzes e nós deitamos em sua cama. Sua respiração e seus batimentos se acalmaram e dormimos rapidamente. Estava tudo completo agora.

Elena narrando


Assim que vi Damon ser lançado contra a parede, uma fúria tomou conta de mim. Abri a porta do carro e andei decidida até Stefan.

-- Não o machuque!

Damon gritou para que eu me afastasse, mas eu não o faria. Então Stefan se virou e encarou-me. Afastei-me com medo. Seus olhos grudaram em mim e eu só vi um corpo avançando em velocidade total contra mim.

A próxima coisa que senti foi dor. Os dentes de Stefan fincaram na minha pele e eu senti ele a perfurando. Era uma dor tão grande que minha visão escureceu quando senti meu sangue ser sugado.

Então algo afastou Stefan de mim, jogando-o para longe. Damon me segurou em seus braços e me ofereceu seu pulso. Não entendi o que ele estava fazendo, mas assim que senti o gosto de seu sangue, meu pescoço pareceu se curar.

Damon me abraçou e eu me aconcheguei em seus braços, chorando de dor, tristeza e raiva. Ele ofereceu fazer com que eu me esquecesse de tudo o que havia acontecido, mas eu não aceitei. Queria me lembrar de tudo. Era importante.

Damon me levou para casa e eu fiquei pensando em como ele havia me protegido. De repente tudo o que eu sentia era amor. E eu não conseguia imaginar uma vida em que ele não estivesse presente.

Depois de ter me limpado e trocado de roupa, a última coisa que eu queria fazer era me afastar de dele. Eu me sentia completamente atraída e apaixonada por ele e não conseguia negar isso.

-- Damon posso te pedir uma coisa? — perguntei.

-- Sim.

-- Você pode ficar comigo essa noite? Não me sinto muito segura depois do que acontec...

-- Claro.

Apaguei as luzes e deitei ao seu lado em minha cama. Minha respiração se acalmou e eu me senti segura por ele estar ao meu lado. Não importava se Damon era um vampiro ou não. O que importava era que ele estava ali e agora. Aconcheguei-me em seus braços e dormi profundamente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.