Damon And Elena - A True Love
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Elena narrando
Mal entrei no Mystic Grill e já tive vontade de sair. Matt estava lá com Caroline, ambos jogando sinuca. A cada ponto que eles faziam, se beijavam.
Andei até a mesa onde Bonnie estava e sentei de cara feia.
-- Eu não sabia que ele viria, Elena. Desculpe-me.
-- Tudo bem.
-- Então... Por que você atrasou hoje? — perguntou ela. O que eu diria? Que passara um tempo com aquele jovem que eu nem mesmo conhecia direito?
-- Ah... Tive que buscar Jeremy na biblioteca — menti. -- E Jenna no trabalho.
Ela me olhou desconfiada, mas logo começou a rir.
-- Você é uma péssima mentirosa, Elena — comentou. — Aposto que estava com aquele garoto lá.
-- Ok, Bonnie — falei, mexendo as mãos. — Eu estava com ele. Feliz agora?
Ela fez um som de "awwn" e pediu a comida. Então Matt e Caroline vieram se sentar conosco.
-- Oi Elena! — disse Caroline, animada. É claro que ela estava animada. Com um namorado daqueles, que não estaria?
-- Olá, Caroline! — respondi no mesmo tom de animação.
-- Elena? Será que podemos conversar? — pediu Matt.
-- Acho melhor não, Matt — respondi firmemente.
Por sorte — para quebrar o clima que havia ficado — o garçom chegara com a comida. Conversamos mais um pouco sobre várias coisas e acabamos de comer. Então uma ideia veio à minha cabeça.
-- Acho melhor eu ir indo... Tenho algo para fazer ainda hoje — falei. Bonnie pareceu entender e riu secretamente.
-- Aonde você vai, Elena? — perguntou Caroline
-- Visitar alguém.
Peguei minha bolsa no encosto da cadeira, despedi-me deles e saí pela porta do Grill. Eu não sabia o que tinha dado na minha cabeça, mas eu tinha que vê-lo. Acho que não conseguiria dormir sem falar com ele outra vez.
Liguei o carro, mas percebi que não sabia o endereço de sua casa. Mas, por alguma bênção divina, vi a xerife da cidade — mãe de Caroline, por sinal — passando na praça. Saí do veículo e corri até ela.
-- Anh... Ei, Liz!
-- Ah! Oi, Elena! Como vai?
-- Estou ótima e você? Olhe... Preciso de um favor, se não for pedir muito...
-- Claro, peça — disse ela.
-- Hm... Você pode me dizer o endereço da casa de Damon? Damon Salvatore...
Damon narrando
Eu ainda estava fincado no lugar. Stefan veio até mim e me olhou dos pés à cabeça.
-- Então, irmão... Onde está Elena?
-- Você não chegará perto dela. Eu não deixarei ninguém machucá-la, principalmente você.
-- Ah! Olhem só! Temos um protetor aqui! — zombou ele. -- Vamos lá, Damon... Você não quer que eu saia procurando por ela na cidade, quer?
-- Onde esteve? Por que voltar agora? E quem são aquelas garotas?
-- Parece até que estamos trocando de lugar, irmão. Não era você que costumava matar pessoas inocentes? Veja só como está agora... Apaixonado pela cópia...
-- Eu não estou apaixonado por ela! — gritei.
-- Imagine se estivesse... — disse ele, abrindo uma bolsa de sangue que eu havia deixado na mesinha da sala.
Então a campainha tocou. E eu ouvi sua linda voz chamando por meu nome. Mas Stefan também o fez. E, quando um predador escuta o som de sua presa, nada é capaz de pará-lo.
-- Veja só quem chegou, querido irmão!
Ele caminhou até a porta, mas eu fui mais rápido. Puxei-o pela camisa e disse apenas três palavras:
-- Fique longe dela.
Ele levantou as sobrancelhas e sentou-se no sofá — que também estava empapado de sangue. Eu sinceramente não sabia o que fazer. Não sabia como esconder aquilo de Elena. Muito menos como mantê-la a salvo.
Aquilo tinha que acabar. Sem mais mentiras, sem mais segredos. Eu ia contar a verdade a ela, mesmo que isso custasse tudo o que eu tinha conquistado até agora.
Andei até a porta e abri-a. Ao vê-la, meu coração bateu mais rápido e eu me senti humano novamente. Bem... Quase.
Elena narrando
Ele estava lindo como sempre. Eu ainda não entendia o que estava fazendo ali, mas parecia certo. Estar com ele fazia com que eu me sentisse livre — algo que eu nunca sentira na presença de Matt. Com ele, eu era eu mesma.
Abaixei os olhos para sua camiseta e vi que ela estava suja de sangue.
-- Aconteceu algo? — perguntei desesperada. — Você se machucou?
Ele acompanhou meu olhar e olhou para sua camiseta. Uma expressão um pouco desesperada preencheu seu rosto.
-- Não é nada. Juro — respondeu ele, fechando a porta atrás de si. Nesse mesmo instante ouvi um copo se quebrando dentro de sua casa.
-- O que foi aquilo? Você não mora sozinho?
-- Não foi nada... É... — Pude ver o desespero em sua voz. Ele estava escondendo algo. Algo que não queria que eu descobrisse. -- O que está fazendo aqui?
-- Eu... — Certo. Agora era a minha vez de ficar desesperada. Como explicaria pra ele algo que nem mesmo eu entendia? -- Não sei... Parecia certo.
-- Elena, não quero ser rude ou algo do tipo, mas não é realmente uma boa hora... — Outro copo se quebrara, desta vez com fazendo um barulho maior.
-- Certeza de que está tudo bem, Damon?
-- Sim, claro. É... — ele engoliu a saliva. — Como eu estava dizendo... Não é uma boa hora... Eu estou...
Ouvi o som de pratos se quebrando e entrei em desespero. Antes que Damon pudesse fazer algo, passei por ele e abri a porta de sua casa.
-- Elena! Não entr...
Tarde demais.
Dei dois passos no corredor, indo em direção ao que eu imaginei ser a sala, e uma figura humana apareceu. Seu cabelo era marrom claro e seus olhos eram de um verde intenso. Mas então baixei os olhos para suas roupas. Ou eu estava muito, muito enganada, ou aquilo era sangue. E não era apenas uma manchinha... Parecia que suas roupas haviam sido mergulhadas em uma piscina de sangue.
-- Oh Meu Deus... — foi a única coisa que consegui falar. Meu cérebro não conseguia processar o que estava vendo.
Então, mais rápido do que uma bala, ele se aproximou de mim. Foi como se ele tivesse se teletransportado para o espaço à minha frente.
-- Olá, Elena.
-- Que-quem é você?
-- Meu nome é Stefan — disse ele, segurando meu braço com tanta força que ele começara a formigar. Seus lábios estavam sujos de sangue e aquilo me dava pavor. Então Damon correu para o meu lado e empurrou Stefan — que foi parar no fim do corredor.
Meu coração estava tão acelerado que achei que ia explodir. O que era tudo aquilo?! Olhei para Damon, desesperada, e ele me encarou de volta. Depois me enrolou em seus braços e sussurrou em meu ouvido, tirando-me de sua casa:
-- Está tudo bem. Ele não vai te machucar.
Eu ainda estava muito chocada para dizer algo, então simplesmente deixei que ele me levasse para longe daquele monstro ao fim do corredor.
Damon me levou para o lado de fora, onde estava mais fresco. O lugar onde Stefan tocara meu braço estava vermelho e sujo de um sangue que não era meu.
-- Da-Damon... O que era aquilo?! — livrei-me de meu torpor e perguntei-lhe. Seus olhos mostravam seu pavor e ao mesmo tempo sua tristeza. Ele demorou um pouco para responder, como se estivesse pensando sobre o assunto. Mas depois abriu a boca e disse:
-- Vou lhe explicar tudo, Elena.
Damon narrando
Então, antes que eu pudesse reagir, Elena passou correndo ao meu lado, abrindo a porta.
-- Não! — gritei, mas já era tarde. Ela já havia entrado. Corri, tentando alcançá-la, mas alguém já o havia feito.
Assim que Stefan tocou o braço dela, uma fúria tão grande percorreu por meu corpo que eu seria capaz de destruir cada tijolo daquela casa em um só golpe. Corri em super velocidade para o lado de Elena e, com toda a minha força — que era maior do que a de qualquer humano — empurrei-o. Vi, em câmera lenta, seu corpo voar e acertar a parede ao fim do corredor.
Abracei Elena e lhe disse que nada a machucaria. Ele não tocaria mais um dedo nela. Eu não permitiria nem que ele respirasse perto dela.
Ela se enroscou em meu peito, apavorada. Pude ouvir — e sentir — as batidas de seu coração e vi que ela estava em um estado de puro pânico e pavor. Levei-a para fora da casa, para longe de Stefan.
Como eu explicaria tudo a ela? O que ela havia entendido de tudo aquilo?
Pensei em hipnotizá-la para que esquecesse tudo, mas não tinha o direito sobre isso. Era a vida dela, suas memórias. Eu explicaria tudo e, se ela me pedisse para fazer isso, o faria.
-- Da-Damon... O que era aquilo?
Vi lágrimas escorrendo por seu rosto e confesso que algumas caíram pelo meu também. Abracei-a mais firme e disse:
-- Vou lhe explicar tudo, Elena.
Aquilo era o certo a se fazer. Sem mais mentiras. Sem mais segredos. Estava na hora de ela descobrir a verdade sobre mim. Mesmo que isso custasse tudo.
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