Damn It

1 Um dos Muito Talentos de Lily Evans


Notas iniciais
Hey, amores! Damn It é uma fanfic que eu queria escrever há muito tempo. Ela mistura várias ideias antigas, como Never Fall In Love With Your Best Friend - que eu exclui -. É minha primeira fanfic +16. Sempre tive vontade de trabalhar num texto mais hot, porque ideias não me faltam hahah. Quem sabe eu não mude ela para +18 alguma hora? Provavelmente, por se tratar de uma fic UA, tenha várias referências. Nem sempre eu vou lembrar de explicar todas já que nenhum capítulo é escrito todo de uma vez. É isso. Beijos!

APARTAMENTO DA LILY, 03h27 da madrugada.

Puta. Merda.

Minha respiração estava alta, ofegante. Meu corpo foi absorvendo a realidade aos poucos, de modo que consegui sentir meu cabelo grudado no colo. Ainda estava alta. Incapaz de racionalizar direito, depois de um orgasmo prazeroso.

Empurrei as cobertas tentando me livrar do calor.

E que calor.

Apertei os olhos com força, tentando me acalmar. Flashes de mãos firmes subindo pelo meu dorso, acariciando todos os lugares. Beijando pontos estratégicos mas minhas coxas... James.

Soltei um gemido de frustração.

Cobri meu rosto com as mãos, envergonhada ao me lembrar o motivo de ter acordado repentinamente. Eu tivera um sonho com meu melhor amigo. Um maldito sonho erótico com o meu melhor amigo, James Potter.

O imbecil pretensioso. Sempre sentindo prazer em ser inconveniente, tinha que aparecer até mesmo meus sonhos íntimos. Babaca.

Aliás, eu sou a babaca. Sim, pois James Potter é, pela primeira vez na minha vida, completamente inocente nessa história. Eu sou a tarada que está tão carente desde que terminou com Amos, à ponto de descontar nos pobres amigos.

É só uma questão de tempo até eu ter um sonho lésbico erótico com Marlene também.

Oh, sim. Foi apenas isso. Meu corpo avisando que eu claramente já estou pronta para sair de novo. De reoriente aceitar os convites das meninas para aquelas festas. Dançar um pouco, conhecer um cara e flertar.

É isso. Preciso conhecer um cara.

Lembrei da boca molhada, descendo pelo meu pescoço, meu colo, sem pressa alguma, alternando entre mordidas e beijos. Um arrepio percorreu meu corpo.

Um cara bem quente, por favor.

CABEÇA DE JAVALI, 20h03.

Nem preciso dizer que no dia seguinte, eu mal conseguia encarar meu amigo nos olhos. James falava sem parar algo sobre seu time de futebol estar indo bem nessa temporada, enquanto roubava minhas batatas e traçava ketchup nelas. O normal seria eu fazer comentários irônicos, mas meus olhos insistiam em fazer um caminho sorrateiro até sua boca. Sua maldita boca suja de molho no canto esquerdo.

Achei mais seguro olhar em volta, procurando algo para desviar minha atenção. Meus olhos recaíram num grupo de adolescentes, a mais velha tendo uns dezesseis anos, dando risadinhas e apontando de maneira nada discreta para nossa mesa. Uma garota de pele morena sentada na ponta estava toda corada. Parecia prestes a explodir.

Rolei os olhos.

— Vejo que ainda faz sucesso com as colegiais — provoquei.

James seguiu meu olhar e deu um sorriso torto para elas. A loirinha derrubou o líquido do copo na amiga, surpresa, fazendo meu amigo rir discretamente.

Eu riria também. Se ele não tivesse limpado a maldição boca com a maldita língua dele. Senti minha boca ficar seca, diferente do meio das minhas pernas.

Será que devo pedir para o garçom uma toalha para enxugar a minha cadeira?

Merda. Eu vou para o inferno.

— Algumas coisas nunca mudam — seu tom de voz estava ligeiramente mais sério quando me perguntou — Você prefere ir para outro lugar? O Três Vassouras, quem sabe...

— Temos uma tradição aqui, Potter. E elas são sagradas para mim. Não sou se desrespeitar nossas noites de quarta-feira — cruzei os braços.

Estávamos no Cabeça de Javali. Um pub de quinta categoria, localizado bem no centro comercial de Hogsmead. Não era tão popular quanto o Três Vassouras e a cerveja não era tão boa, mas eles deviam a melhor porção de batata frita de toda Grã-Bretanha. Íamos lá toda semana, desde que Aberforth nos deixou passar da porta, sem alegar que não queria moleques como freguesia.

— Agora, me passe as batatas, seu bastardo ingrato. Droga, sobrou alguma sem molho? É sempre assim...

— Não era você que gostava de tradições até dois segundos atrás? — provocou pescando algumas batatas sem molho para mim.

— Todo mundo sabe que maionese é melhor. Você é o único anormal.

— Os iguais se reconhecem — retorquiu.

— Eu sei. Por isso aquela velha da praça lembra seu nome. Como é que ela sempre fala mesmo... — fiz uma voz grave — "Oh, James. Onde está seu papel alumínio? Não sabe ainda? Eles estão vindo! Proteja-se. E eu não estou falando de camisinha?"

Joguei a cabeça para trás, rindo com vontade. James bagunçou o cabelo, rindo de leve.

— Você só está com inveja por que ela não lembra seu nome.

— Sonha.

Quis me bater pela escolha de palavras.

— Sempre, Mily — sujou a ponta do meu nariz com a espuma de sua cerveja. Estremeci de leve.

Passei meu dedo no meu copo e sujei seu nariz de volta. Sorrimos apreciando o silêncio confortável.

Após alguns minutos, James abriu a boca para dizer algo mas um toque de telefone cortou, o que provavelmente teria sido uma resposta bem humorada e provocativa. Não olhei para a tela. Não precisava. Eu sabia exatamente quem era, só de ver a expressão positivamente surpresa de James.

Indiquei a porta com o queixo e ele me deu um sorriso de desculpas.

Sinalizei para a garçonete loira me trazer outra cerveja, me lembrando automaticamente de Dorcas. A garota, criada por pais extremamente religiosos, repugnava a bebida e alegava que era impossível que algo alcoólico, que deixava os jovens fora de si, fosse tão bom. Marlene concordava sarcasticamente, afirmando que era feitiçaria.

Não tinha como contra argumentar isso, a freguesia do bar é realmente esquisita.

Incluindo a ruiva pervertida, sentada na mesa na janela aqui.

Beberiquei minha cerveja, vendo James gesticular animado, através da janela. Provavelmente Amber voltara de viagem antes do planejado.

Amber é uma garota legal. Os dois se conheceram por minha causa. Ela estuda medicina veterinária e trabalha na recepção do consultório da tia. Quando Snuffles, o cachorro dos meus pais, vomitou durante o jantar de noivado de Petúnia, Jay e eu corremos com ele até lá.

As coisas simplesmente aconteceram entre eles. E continuam a acontecer. Há uns cinco meses já.

Pensar na morena de sorriso simpático não melhorou muito o meu humor. Por mais que tentasse, o sonho parecia cada vez mais vívido. E errado.

— Desculpe — James sentou-se de volta, mas percebi que ainda não havia tirado o casaco.

— Amber?

— Sim.

Suspirei encarando minhas unhas. Essa era a parte difícil de ter amigos comprometidos.

— Pode ir.

James arregalou os olhos.

— O que... não, Lily, eu... não!

— Pode ir, James. Tá tudo bem. — estendi minha mão para acariciar a sua, mas o gesto pareceu errado e eu parei no meio do caminho. — Você não vê sua namorada desde sexta passada. Vai.

— Mas é uma tradição. Lil, eu sei o quanto elas são importantes pra você.

Sorri de leve, finalmente olhando em seus olhos.

— Sempre teremos as próximas quartas-feiras.

James e eu nos despedimos com um abraço. Voltei a me sentar, me sentindo esquisita. Gostaria que ele tivesse repetido o que eu disse. Que reafirmasse que as quartas seriam nossas. Sempre.

Mas ele não disse.

— Seu acompanhante te deixou sozinha? O que tem de errado com ele? — uma voz divertida, provocante e extremamente familiar me tirou de meus devaneios.

Levantei os olhos para o cara, ou melhor, homem de vinte e cinco anos, cabelos loiros curtíssimos e olhos tempestuosos.

Senhoras e senhores, Oliver McKinnon, o filho mais velho dos McKinnon, estava de volta à Londres. Mais gostoso do que nunca.

— E o que te faz pensar que ele é o problema?

Sua risada baixinha saiu tão facilmente, que me deixou arrepiada.

— Eu te conheço, Lily. Desde que você tinha oito e eu treze anos. Você definitivamente não é o problema — garantiu me deixando confusa. Ele não estava.... ou será que estava?

Limpei a garganta e tentei desviar o assunto.

— Mas então... o que está fazendo aqui? Em Londres, quero dizer. Achei que advogar em Nova York nunca ficasse entediante.

Riu mais alto dessa vez.

— Longe disso. Vim à pedido dos meus pais — colocou a mão nos bolsos casualmente — Meu pai, principalmente, está lidando com uma causa trabalhosa e achou que eu seria útil. Já que seu cliente está promovendo uma ação contra uma empresa americana e tudo mais.

Assenti já sabendo da tal causa. Marlene se queixara a semana toda do constante humor do pai.

— Se incomoda em ter companhia? Novamente? Prometo não te deixar sozinha — sorri negando.

— Fique à vontade. Vou pedir mais uma cerveja, quer? — assentiu tirando o sobretudo e colocando-o no encosto da cadeira — E o cara... era apenas um amigo.

— Que pena... — lamentou falsamente, me fazendo rir.

Enquanto Oliver analisava o cardápio, aproveitei para passar os olhos mais atentamente por seu rosto. Não tinha mudado muito desde o Natal. Não que precisasse.

Mordi os lábios incerta. Não era correto usá-lo dessa forma, apenas para liberar a tensão causada por sonhos inconvenientes, uma vez que ele não era um cara qualquer e sim o irmão mais velho de Marlene. Por outro lado, não era nada inconveniente Oliver ter voltado à Londres, e ainda por cima vir ao Cabeça de Javali.

Correção, pensei. Ele não era um cara qualquer, e sim o irmão mais velho sexy e gostoso de Marlene.

— Pois é. Mas quem sabe você não aproveita a oportunidade?

APARTAMENTO DA LILY, 23h47.

Depois de uma hora de conversa, flertes e um pouco de álcool, pegamos um táxi e fomos para o meu apartamento.

Chutei a porta com o pé, pouco me importando em tranca-lá. Oliver me prensou contra ela, seus lábios encontrando os meus, selvagens. Famintos. Desabotoei sua camisa, enquanto sentia suas mãos subindo minha saia, fazendo um caminho tortuoso pela minha coxa, até finalmente me tocar lá.

Me apertei contra ele, buscando algum apoio. Sua respiração quente e pesada na minha orelha aumentava as sensações.

— Tão linda... — sorri deixando um gemido baixinho escapar.

Mas só aquilo não bastaria. Não depois do inferno que passei por causa daquele maldito sonho.

Afastei sua mão delicadamente, vendo-o limpar os dedos com a língua. Caralho.

Trouxe-o de volta para mim, puxando-o pela camisa, aproveitando para morder seu pescoço.

Tirei minhas botas apressada e as joguei em qualquer lugar. Não importava, desde que toda essa roupa estivesse fora do meu corpo o mais depressa possível.

Comecei a andar até meu quarto e parei no corredor, me virando para ele.

— Vem.

ESTACIONAMENTO DA UNIVERSIDADE DE HOGWARTS, 8h24.

— Quem geme o nome de outro cara no meio da foda? — a falta de sutileza de Marlene era quase palpável.

— A Lily, pelo visto — Alice andou até nós, incerta. — Achei que estivesse com o Jay ontem. Não é tradição?

— Eu estava — disse simplesmente, fazendo-nas arregalar os olhos. — Não, quero dizer, sim. Mas aí Amber ligou avisando que já estava de volta. Depois que ele saiu eu encontrei um amigo meu. Conversamos um pouco e aconteceu.

Optei por omitir o nome de Oliver, por enquanto. Marlene era extremamente ciumenta em relação ao irmão. Era mais seguro contar à ela mais tarde.

Tipo uns dez anos mais tarde.

— Hm, — Alice trocou um sorrisinho cúmplice com Marlene — mas diz aí, que nome você gemeu?

— Ryan Gosling — minha voz transbordava sarcasmo.

Marlene revirou os olhos.

— Fala sério.

— Sei lá! — me defendi — Só sei que não foi o nome certo.

Senti minha cabeça latejar. Talvez eu tivesse bebido um pouco mais do que me recordava. Ou talvez fosse por não ter conseguido dormir direito, nervosa e sinceramente um pouco irritada comigo mesma.

E com aquele maldito sonho que me atormentou novamente.

É isso aí. Lily Evans cada dia mais próxima do inferno.

— Como encontrou seu amigo tão rápido?

— É... acendeu o bat-sinal da sua vagina?*

Dei de ombros, me encostando no carro vermelho de Marlene, estacionado à sombra de uma árvore.

— Conhecemos o cara? — Alice ignorou categoricamente a pergunta de Marlene.

— Talvez.

Marlene resmungou algo inaudível.

— Deixa, Lene. Sexta a gente enche ela de vodka na festa do Diggory e ela conta tudo — Alice assegurou.

Estreitei os olhos.

— Não fariam isso... — mas eu nunca tinha certeza quando se tratava das duas.

— Falaremos sobre isso sexta. Agora fala, ele ouviu?

— Quem se importa? O mais importante é... vai rolar de novo? — Marlene se exasperou.

Respirei fundo algumas vezes, tentando ignorar o interesse das duas na minha aparente desgraça. Pensei a respeito da pergunta. Ou melhor das perguntas.

A noite com Oliver tinha sido ótima. Ele claramente não tinha ouvido, uma vez que repetimos a dose. Mas apesar de tudo, eu ainda não me sentia saciada.

— Não e não.

— Tem certeza? — ambas pareceram esperar por uma resposta mais interessante.

Antes que eu pudesse manda-las à merda, senti meu celular vibrando no bolso da calça. Desbloqueei a tela distraída.

1 nova mensagem.

Oliver M.

Oi. Desculpa ter saído tão cedo hoje.

Eu tinha uma reunião. Como você está?

Um sorriso relutante apareceu no meu rosto.

— É ele? O cara com quem você 'tava trepando... Ah, fodendo, fazendo amor e soltando arco-íris pelo rabo. Que seja, Alice. Pare de me olhar assim!

— "Trepando" é tão vulgar... — reclamou a morena.

— Tá, tá... Agora fale. É ele, não é? — Marlene quase dava pulinhos.

— É.

— Uau. Vocês se viram ontem...

— Há, eu sabia. — a loira interrompeu sem se importar com o olhar duro de Alice — Só de olhar para a sua pele... Aquele brilho. Estou tão orgulhosa de você, Ruiva — abriu os braços para um abraço.

— Calma, Lene. Ele provavelmente só quer esclarecer as coisas...

— Não, não é isso. Lily Evans fode muito bem, eu sempre soube — limpou as lágrimas imaginárias do rosto.

Alice tentou sufocar a risada, desaprovando o linguajar da loira, mas nem mesmo ela conseguiu.

Meu olhar encontrou o de Callum, um cara bonitinho que faz Teoria Geral do Direito Civil comigo, que estava passando por ali. Ele me deu um sorriso divertido.

Ótimo. Mais uma pessoa na lista das quais nunca mais terei coragem de olhar na cara.

— Meninas! — dei um pulo me afastando do abraço de Marlene e procurei alarmada por Amber, ao escutar sua voz se aproximando — Oi!

Marlene e Alice pararam de rir. A primeira arqueou a sobrancelha.

A morena acenou alegremente. Assistimos em silêncio enquanto ela se despedia dos amigos e deu uma corridinha até onde estávamos. O cabelo castanho sedoso balançando atrás dela, como sempre. De repente me senti em um daqueles filmes, onde a mocinha faz uma entrada triunfal e tudo fica em câmera lenta. Onde caralhos desliga isso?

— Lily! — deu um beijo estalado na minha bochecha. Fez o mesmo com as meninas antes de se voltar para mim. — Quero pedir desculpas por ontem. James me contou que estava com você.

— Sem problemas — dei de ombros.

— Eu estava morrendo de saudades dele. Sabe com é, James Potter como namorado... tem que aproveitar! — riu.

É, eu sei. Ou imagino que sei.

Marlene limpou a garganta atraindo nossa atenção.

— Mas então, Ambar — a loira fez questão de enfatizar o erro do nome da garota. —, você não tem aula agora? Aprender a tosar um poodle corretamente ou algo do tipo?

Amber piscou lentamente, visivelmente desconfortável. Abriu a boca algumas vezes sem ter certeza do que responder. Eu entendia. Às vezes me sentia assim quando estava perto de suas amigas. Mas uma coisa que ela parecia não entender era o conceito de não forçar a barra, principalmente com Marlene.

Desviei meu olhar para Alice, que estava atipicamente quieta. Era ela quem geralmente consertava o silêncio que Lene deixava no ar.

Talvez, se eu não estivesse me sentindo uma naja por causa do sonho, eu também não tivesse feito nada. Mas a culpa venceu e eu dei meu melhor sorriso apologético.

— Nossa! Olha a hora. Minha aula começa daqui a pouco e eu já perdi a primeira.... Que tal tomarmos um café? Meninas? Amber?

Oh, sim. Cafeína, por favor. Minha cabeça ainda dói das cervejas de ontem.

Amber sorriu aliviada.

— Um café, claro, ótimo!

— Lene? Al?

Alice deu de ombros mas Marlene lançou um olhar intenso para Amber antes de assentir.

— Tá —, jogou os cabelos para trás e saiu na frente.

Enquanto atravessávamos o gramado até o quiosque, Amber enganchou seu braço no meu e murmurou um "Obrigada" baixinho.

— Sobre o que vocês estavam conversando quando eu cheguei? — perguntou para Alice, enquanto eu pegava meu pedido.

De relance vi Marlene sorrir abertamente.

— Nada de mais — tentou parecer indiferente mas o brilho em seus olhos a traia — Só que Lily Evans dança muito bem, não é Al?

— Com certeza — sorriu.

— Amber, você poderia pegar um guardanapo pra mim, por favor? — quando a garota saiu, sussurrei para as duas bruxas sorridentes — Shiiu, as duas. Não preciso de propaganda, muito obrigada.

— Ah, que isso, Lils. Não seja modesta! — provocou Marlene aumentando a voz — Diz pra ela, Amber.

— Verdade, Lily! — ela sorriu aliviada por finalmente obter alguma simpatia de Marlene — James mesmo me disse que você dança como ninguém!

Engasguei com meu café, sujando minha camisa branca. Alice e Marlene usaram seus copos para esconder o sorriso. Resmunguei puta da vida, aceitando os guardanapos que Amber, sem entender a ironia da situação, me estendia.

E essa foi só a ponta do iceberg.

Notas finais
Mil desculpas por ter excluído temporariamente a fic! Eu realmente precisava fazer algumas alterações para encaixar no final que eu estou planejando. A maior delas, talvez, seja o nome do irmão da Marlene - antes era Andrew -. Também expliquei o que ele estava fazendo em Londres, sua profissão (advogado... Tenho a impressão de que essa não vai ser a última vez que ele e a Lily vão se ver...) e tudo mais. Tirando isso, fiz apenas algumas alterações nos diálogos. Ainda não tive tempo de revisar, então posso ter deixado alguns erros. Me desculpem, eu realmente preciso de uma beta. Mas enfim, se acharem algum, por favor ignorem. Ou melhor, me avisem. *Referencia ao seriado de TV, 2 Broke Girls. Não lembro em qual temporada, provavelmente na primeira, Caroline fala algo parecido para a Max. Até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.