Damn Girl
5 Isso é uma banana
Notas iniciais
POV DO VLAD
No caminho para o bar, o Papai Noel não abriu a boca, mas em compensação Jasper não parava de falar, o que percebi que era muito raro para ele. Não ouvi mais nada depois de “Hoje de manhã eu...”, mas minha atenção se voltou pra ele assim que ele disse “Droga, preciso ir ao banheiro!”.
- Faz no muro, ou atrás do posto, oras.
- NÃO! – ele apertou os olhos – EU QUERO CAGAR NA CASA DO PEDRINHO!
- Er... Quem é Pedrinho?
- É o meu amiguinho! – sorriu amarelo, olhando para seu lado.
Dei um pulo pra longe dele, não tinha ninguém ao lado de Jasper, então pra quem ele estava olhando e sorrindo? Enquanto eu tentava ver quem era o tal Pedrinho, eu juro pela alma da Dercy que apareceu o menino do Grito, sabe aquele filme de “terror” que parece que os monstrinhos estão arrotando? Então, ele apareceu pra mim, a boca aberta e os ruídos saindo dela. Seus olhos arregalados e sangrando. O que será que Jasper fez para o pobre coitado? Olhei questionando para Jasper, mas foi em vão. O cara saiu correndo pelas ruas, praticamente voando entre os carros, gritando “EU QUERO CAGAR NA CASA DO PEDRINHO” até que eu não o vi mais.
- Idiota.
Dei de ombros, rolando meus olhos e segui meu caminho ao lado de Papai Noel, que agora estava sorrindo para não sei o que. Credo parece que só eu não vejo gente morta, mas eu sou o que? Vivo? NÃÃÃO, rsrs.
Chegamos logo no bar do seu Joaquim. Quando eu ia abrir a boca pra pedir o leite. A droga do Jasper estava do meu lado de novo. Dei um gritou, misturado com um rosnado pra ele. O carinha apenas riu e murmurou.
- Aqui mão vende leite! DROGA! COMO UM BAR NÃO VENDE LEITE! AAAH EU QUERO LEITE, EU QUERO, EU QUERO LEITE! – ele começou a gritar e voltou a sair correndo. E tenho certeza que dessa vez ele foi pra casa... Mano, depois eu que sou idiota. Até Edward é menos idiota que ele... Ok, peguei pesado, Edward é o mais idiota de todos os idiotas.
Escolhemos uma mesa perto do balcão de bebidas, havia duas pessoas ali, mas não dei atenção pra elas, eu queria mesmo é beber. Encher o cú de cachaça pra quando eu voltar para a casa da Alice, eu agüentar Lele e Edward. Mano, tem que estar chapado.
(...)
- TRÁS MAIS UM AÊ, MANOLO! – gritei pra o seu Joaquim.
- ESPERA AI, OH, APRESSADINHO!
Resmunguei alguma coisa. Logo fiquei em silencio. O Papai Noel havia sumido, mas logo ouvi sua voz atrás de mim. Além da voz dele, eu ouvia uma voz esquisita, completamente bêbada. Virei pra o lado para ver que zumbido era esse. E quando meus olhos encontraram quem era o dono da voz esquisita, engasguei com a pinga.
O Papai Noel estava com os braços em volta de um cara esquisito, de trancinhas coladas a cabeça. O tal cara estava com a expressão completamente estranha. Os olhos quase se fechando de tão travado que estava, o bafo, vixe! O bafo eu podia sentir daqui onde eu estava. O Papai Noel não estava muito diferente. Só que ele estava todo babado e falando coisas que só ele entendia. Meu Deus, que povo esquisito!
- AH! – outro cara soltou um gemido, enquanto massageava sua cabeça – Tom, pelo amor dos Minimoys, você não sabe cantar! Eu quem canto aqui, por favor pára!
- NO DIA EM QUE EU SAI DE CASA, MINHA MÃE ME DISSE, FILHO VEM CÁ. PAASSSOU A MÃO EM MEUS CABELOS, OLHOU EM MEUS OLHOS COMEÇOU FALAR... – o tal Tom, não contente em cantar baixo, resolveu berrar enquanto cantava uma música desconhecida. – CALA A BOCA, BILL!
- POR ONDE VOCÊ FOR EU SIGO, COM MEUS PENSAMENTOS SMEPRE ONDE ESTIVER! EM MINHAS ORAÇÕES EU VOU PEDIR A DEUS, QUE ILUMINE OS PASSOS SEUS! – o Papai Noel berro junto com o outro cachaceiro.
O de trancinha, tinha trancinhas pretas no cabelo, a roupa dez vezes maior que seu corpo, ele usava piercing e alargadores. Enquanto o tal Bill usava roupa justa pra cacete, parecia um pinto. O cabelo lambido e maquiagens. Ual, adorei a make up dele! Tenho que pedir pra ele me ensinar como se faz, mona! Er... Quer dizer... Pra eu me pintar no halloween, gente!
- Papai Noel? Não quer me apresentar seus novos... Amigos?
- AAAAAAH CLAARO! – falou mole – Esse é o Adiano... E isso é uma banana!
Ele apontou pro cara de cabelos lambidos lotados de spray. O “Adiano” virou pra o Noel e praticamente rosnou.
- EU NÃO SOU ADIANO! EU ME CHAMO TTTOOOOOOOOOOOOM!
- OWWWWWWWWWWWW! – gritou Noel.
- EU NÃO SOU UMA BANANA! – Bill berrou se levantando.
- Mas parece! HAUSHDUASHDUAHSDUHASDHADS’ – Tom gargalhou.
- Er... – o que eu tava fazendo aqui mesmo? Quero ir embora pra casa!
- BAMBUAMANRAGA! – Noel riu.
- CALA A BOCA! – dissemos os três juntos.
- HAHAHAHAHAHAH! – Noel riu ainda mais.
Revirei os olhos, virando pra pegar meu copo de velho barreiro. Com o copo na mão, taquei todo o liquido ardido na cara do Noel, que saiu berrando com as mãos nos olhos pelo bar, e finalmente ele encontrou a rua, sendo atropelado pelo caminhão de coca-cola.
Finalmente, filha da puta, tomou tudo a garrafa de cachaça.
- ENTÃO... – o magrelo se virou pra mim, com um sorriso... Boila no rosto.
- Eu já sai dessa vida, mona. – pisquei várias vezes repetidas.
- Que isso, meu irmão! – o magrelo franziu todo o rosto.
Revirei os olhos pra ele.
- ENTÃÃÃO... Eu me chamo Bill Kaulitz... E esse cachaceiro, aqui, se chama Tom Kaulitz.
Notei que dentro dos olhos do carinha magrelo, era vermelhos. E agora vendo melhor os dois, eram pálidos demais.
- Me chamo Vlad... E eu sou um vampi...
- VOCÊ JÁ DISSE ISSO, VLAD, LALA! – chuta quem apareceu. Dou um chupão bem longo no pescoço de quem acertar. Quem disse Jasper acertou.
- JASPER!
- E AI!
- Não foi pra casa? Ou sei lá?
- Ééééé, lá tava chato demais... Edward tava cantando GALOPEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIRA, e não queria continuar lá. Então vim pra cá.
- Aff... – Bill resmungou – Você ia dizer que é um vampiro, ou é impressão minha?
- É, eu sou um vampiro! – sussurrei pra ele.
- Que bom, nós também somos.
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOH! NÃO SABIA QUE TINHA MAIS VAMPIROS ESPALHADOS! *faz dancinha com a bunda*
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