Damage

19 Capítulo 19


Notas iniciais
OLÁ PESSOAS! Já comi todos os meus chocolates. Q Estou no momento mendigando os dos meus irmãos mais novos. -Q

Damien podia muito bem dizer que tinha ficado a noite toda acordado, mas isso seria mentira, porque ele sonhou a noite toda com cenas doces e mundos feitos apenas de primavera. Quando acordou levantou antes mesmo que Arthur e logo acendeu a luz para a infelicidade de Heiner, que novamente começou a dizer todo tipo de elogio.

– Que dia é hoje? – perguntou para o louro que esfregava os olhos verdes.

– Quinta...eu acho. – ele respondeu bocejando.

O recruta balançou a cabeça e logo pegou sua toalha e uniforme entre suas coisas no armário. Abriu a porta de supetão e foi para o corredor, dirigindo-se para o banheiro, alguns dos recrutas mais animados também já estavam de pé e não demorou até que Arthur corresse para alcança-los.

– Hey, Samuel. – Damien cumprimentou o garoto sonolento e cansado que e aproximava, com um pouco de pena dele já que o menor era explorado pela maioria dos outros recrutas e tinha que fazer as tarefas alheias além das suas. – Você não parece ter tido uma boa noite de sono.

– Você pelo contrário, parece ter dormido muito bem. – respondeu. – Aconteceu alguma coisa?

– Não, nada em especial.

Arthur soltou uma risadinha, mas não disse nada, o que fez Damien pensar por um momento se ele não se fingia de distraído e bobo já que parecia saber exatamente o que havia acontecido para o humor de Damien estar tão agradável.

– Sinto que estou por fora de alguma coisa. – Samuel comentou, odiando não saber do que falavam.

– Não está por fora de nada muito interessante. – acrescentou e dessa vez Arthur tossiu. – Arthur!

– O que foi? Só estou tossindo! – respondeu indignado. – Me desculpe se não estou tão bem, é que Wardraig me fez ficar estudando até tarde.

– Estudando? – Damien arqueou uma sobrancelha.

– Infelizmente, sim. – confirmou que não havia nada nas entrelinhas dessa vez. – Ele diz que eu sou um aluno abaixo da média e que não vou conseguir ser ninguém se continuar desse jeito.

– Ele só está preocupado com você. Isso não é ruim, significa que ele se importa. – Damien deu de ombros.

– Isso foi muito...estranho. – Samuel comentou sentindo-se totalmente afastado da conversa, jogado para fora do assunto dos únicos amigos que tinha naquele lugar.

Aquele típico sorriso com várias interpretações de repente brotou no rosto de Damien e ele levou a mão até os cabelos do colega para bagunça-los, podia fazer isso porque Samuel era bem baixinho e na verdade o topo da cabeça dele batia em seus ombros. Se fossem comparar Krieg e Samuel então Samuel iria parecer um anão ou Kazimir um gigante.

Bem, Kazimir iria parecer um gigante de qualquer jeito, porque parado com os braços cruzados daquele jeito, naquele sensual posição que os militares costumavam usar, com as pernas mais abertas e expressão de mal ninguém iria chamar mais sua atenção do que ele. Ah, como Damien gostava daquela expressão, com as sobrancelhas juntas e olhos exalando faíscas, aquilo o fazia querer pedir para ser abusado e ele com certeza pediria isso na primeira oportunidade que tivesse, só para ver o quão surpreso Kazimir ficaria e com sorte, ser atendido.

Passou por ele sem fitar seus olhos, mas percebendo que os dele se viraram discretamente em sua direção, quase podia sentir as mãos dele o segurando com força de novo, mas tudo não passou de mera lembrança, porque estavam em meio a todos os outros recrutas e não podiam fazer nada além de olhar um para o outro. Ainda tinham esse direito, e como abusaram de tal direito naquele dia. Damien não se lembrava de um minuto sequer que não tivesse olhado para o rosto do primeiro-tenente uma só vez, não eram adolescentes envergonhados, cada olhar era mais carregado de malícia que o anterior.

A manhã passou mais devagar do que Damien queria e as explicações de Henry que pareciam sempre tão atrativas de repente se tornaram repetitivas e chatas. Mas o recruta não costumava ser irresponsável e desatento, por isso tentou várias vezes se concentrar no que Henry dizia, porque sabia que o capitão não estaria gastando saliva naquilo se não fosse algo importante. Impossível. Toda vez que tentava prestar atenção acabava se perdendo em vários pensamentos e quando percebia estava sorrindo bobamente como um retardado mental e recebendo olhares de desprezo dos recrutas que o viam daquela forma ridícula. Era um bom aluno, mas naquele dia seu raciocínio estava focado em algo mais interessante, algo que estava parado no canto da sala de braços cruzados.

Tentou não ficar encarando Krieg demais, Wardraig não era idiota e faria sim algum comentário maldoso se percebesse algo, mesmo que somente apenas um olhar não que Damien fosse reagir mal, só namorava outros garotos desde a adolescência, mas não tinha tanta certeza a respeito do primeiro-tenente. Acreditava nos sentimentos dele, afinal, que tipo de heterossexual iria fazer sexo oral em outro homem sem gostar muito dele?

Bufou e mudou o braço de posição na mesa, fazendo com que a caneta rabiscasse sem querer um pedaço branco e inutilizado do caderno. Era só um risco torto, mas Damien estava inspirado naquele dia, pessoas apaixonadas são realmente mais avoadas que pessoas comuns. De repente não era mais um risco torto, mas sim um vale verde repleto de grama e um grande sol no fundo com raios largos e majestosos, alguns pássaros em forma de “V” para complementar a paisagem e Damien tinha desenhado um campo verde de caneta no caderno, subitamente.

Estava até bonitinho, ele sempre gostou de desenhar. Enquanto seus colegas da quinta série desenhavam pênis nos livros didáticos e mesas da escola Damien desenhava gatinhos e cachorrinhos correndo um atrás do outro no canto das folhas do caderno. Anos mais tarde juntou sua arte com a dos colegas idiotas e passou a desenhar cachorros fazendo sexo nas portas do banheiro masculino, a primeira vez que foi para a diretoria foi exatamente por causa disso. A diretora o obrigou a limpar as portas do banheiro com o colega que o havia ajudado a fazer a bagunça, mas não adiantou muita coisa já que alguns minutos depois de entrarem no banheiro os dois estavam fazendo sexo. Aquela foi sua primeira vez com outro homem e não foi muito agradável já que seu parceiro era um idiota da sua turma com hormônios demais, mas não foi uma experiência de todo ruim.

Arqueou os olhos por um momento para Kazimir e depois voltou-os para o desenho que continuava rabiscando. Krieg nunca tinha estado com outro homem, então se corresse exatamente como Damien tinha planejado na noite anterior antes de dormir ele seria seu primeiro. Tinha certeza que seria o passivo, não conseguia imaginar-se comendo o primeiro-tenente, realmente não conseguia, quer dizer, Kazimir tinha praticamente metade do seu peso em músculos enquanto Damien não tinha mais que os músculos adquiridos fazendo flexões, ele não era tão punido como Arthur então não precisava de um corpo muito forte.

Deu uma retocada no cabelo do primeiro menininho e acrescentou sobrancelhas de mau no rosto do outro. De repente havia surgido duas pessoinhas no desenho contornadas com vários coraçõezinhos, o primeiro estava sorrindo bobamente e o segundo estava de braços cruzados com as sobrancelhas juntas, ele tinha cara de mal. Puxou uma setinha na cabeça do primeiro e escreveu “Saeger”, fez a mesma coisa com o segundo e escreveu “Krieg”. Ainda faltava alguma coisa, tentou se lembrar do que. Ah, claro. Puxou um risco na sua mão e desenhou um cachorro com orelhas caídas e língua para fora amarrado em uma coleira. Perfeito, admirou sua obra de arte enquanto mordia a tampa da caneta, mas não teve muito tempo para contemplar aqueles traços tão artísticos já que Henry puxou o caderno irritado e fitou o que tanto distraia a atenção de Damien.

Enquanto os olhos do capitão varriam o desenho e suas sobrancelhas se levantavam em uma mistura estranha de surpresa e indignação, o coração de Damien bateu o mais rápido que podia. De repente fico pálido enquanto Wardraig admirava seu desenho todo o sangue apesar de estar sendo bombeado tão rápido não conseguia chegar ao seu rosto.

– Primeiro-tenente, pode vir aqui um minuto? – o capitão pediu.

Krieg meneou a cabeça positivamente e foi até ele, bastante curioso a respeito do que veria a seguir, Damien ficou tão pálido que o primeiro-tenente logo imaginou que o recruta tivesse desenhado um monte de coisas obscenas no caderno. Pegou o caderno da mão de Henry e fitou o desenho finalmente. Não era nada que uma criança comum não desenharia, um pasto brilhante, um sol, algumas nuvens, um cachorro e duas pessoas. Uma delas parecia bastante brava, apesar de não existir nenhum motivo aparente na imagem, seus olhos demoraram alguns segundos até encontrar as setinhas com seus nomes em cima da cabeça dos personagens ilustrados. Não conseguiu conter um sorriso que imediatamente apareceu no seu rosto.

– Primeiro-tenente? – Henry indagou, não estava achando graça nenhuma, estava muito irritado na verdade, o que fez Krieg imediatamente engolir toda a felicidade súbita que o atingiu ao analisar os rabiscos.

– Me desculpe, senhor. – respondeu enquanto arrancava a folha do caderno e a dobrava até ter menos da metade do tamanho, em seguida bateu de leve com o caderno na cabeça do recruta que ficou tão vermelho quanto uma pimenta. – Não estamos estudando desenhos, idiota, concentre-se na aula.

– S-Sim senhor. – ele gaguejou, estava realmente constrangido.

Kazimir enfiou o desenho no bolso enquanto fitava os olhos dourados dele, indicando que aquele assunto não tinha morrido ali, mas Henry o metralhava com os orbes azuis indicando a mesma coisa.

–x-

Depois do acontecimento com o desenho o restante da manhã passou mais rápido. Henry estava só reforçando alguma coisa e não hesitou em momento algum citar em voz alta o nome dos alunos burros, mas nem chegou perto de elogiar os mais inteligentes. Brigou com alguém durante a aula, Kazimir não se lembrava muito bem de quem, mas Arthur foi dar voltas ao redor do pavilhão por dar uma resposta errada, Henry ficou muito puto, devia ser algo que estudaram sozinhos. Bem, seja como for, ele já estava bravo o suficiente na hora do almoço para dizer que ia conversar com ele ali mesmo na sala, depois que os recrutas saíssem.

– Olha só, eu não me importo se você está comendo o Damien, realmente não me importo, até acho legal isso porque vocês podem filmar e me mandar. E eu também quero que me conte quando vocês resolverem revezar porque eu daria qualquer coisa pra te ver como passivo, mas enfim. – deu um longo suspiro. – Você já não tem namorada?

– Eu vou falar com ela. – respondeu um pouco surpreso por Henry ter sacado assim tão rápido.

– Já devia ter feito isso. – ele o repreendeu. – Vai dizer o que pra ela? – ele ajeitou sua pose para imitar o primeiro-tenente. – “Oi amor, cansei de ser hetero, vou comer bundas agora.”

– Não seja tão irônico. – rosnou. – Ela não precisa saber que estou largando ela por outro homem.

– Olha só, se eu fosse uma mulher e meu namorado me dissesse que virou gay eu certamente me sentiria como uma perfeita vadia que dá pior que um homem. – foi totalmente sincero. – Só estou dizendo, faça como quiser, mas devia ter terminado com a sua namorada primeiro antes de fazer qualquer coisa com Saeger.

– Eu não fiz nada com Saeger. – defendeu-se.

– Sério? – ele arqueou uma sobrancelha. – Nem no dia da piscina? Jura que não transou com ele naquele dia?

– Juro. – respondeu.

Henry balançou a cabeça positivamente e depois soltou um longo suspiro, como se estivesse imaginando alguma coisa e realmente devia estar, mas Kazimir não tinha a curiosidade de descobrir o que era. Ele deu uma risadinha de repente que fez o primeiro-tenente gelar a espinha.

– O que foi? – semicerrou os olhos ainda com um pouco de medo da resposta.

– Nada. – guardou suas fantasias para si mesmo e pigarreou. – Bem, só me prometa que vai falar com Catherine, não é justo que fique com os dois.

– Não pretendia fazer isso, vou falar com ela. – confirmou.

O capitão balançou a cabeça confiando no primeiro-tenente e seguiu para o corredor também. Henry sempre soube que Kazimir tinha uma inclinação gay, mas achou que ele fosse preferir morrer como heterossexual do que admitir isso. Ele estar dizendo que gostava mesmo de Damien foi surpreendente, contudo, não foi o suficiente para chocar Henry, o que conseguiu deixa-lo boquiaberto foi o fato de Kazimir não ter terminado com sua namorada antes de fazer qualquer coisa. Ele sempre o repreendeu tanto quanto fidelidade e sempre foi tão responsável que a última coisa que o capitão pensou que ele fosse fazer era trair a namorada. Ele não era o tipo de cara que fazia isso.

Kazimir esperou o menor ganhar alguns metros de vantagem e depois o seguiu pelos corredores. Henry tinha razão em repreendê-lo daquela forma, ninguém deveria trair daquela forma e muito menos com alguém do mesmo sexo, seria completamente degradante. Kazimir nunca faria algo do tipo, mesmo que tivesse coragem para tal jamais conseguiria trair a confiança de alguém dessa forma tão rude e carnal. Ele jamais tinha traído Catherine, enquanto namorou com ela era totalmente fiel, mas eles já haviam terminado há três anos e o primeiro-tenente não teve nenhuma namorada depois disso. Claro que Henry não sabia disso e Kazimir tinha motivos para não ter dito ao seu capitão que estava solteiro no momento em que conheceu Damien e por ter mentido para ele durante todos esses anos.

Soltou um suspiro rápido e cerrou o punho. Não gostava de mentir, estava sendo um cretino somente em fazer isso e sendo mais cretino ainda ao deixar Henry pensar que ele seria capaz de trair a namorada com outro homem, mas tinha concluído que era melhor assim do que contar toda a verdade. Toda a terrível verdade.

Apesar de tudo estava consideravelmente feliz que Henry sabia sobre ele e Damien, seria ainda mais torturante manter outro segredo do seu irmão de leite. Eles tinham nascido com um mês de diferença, Kazimir por último, filho de uma das empregadas da mansão que se dispôs a amamentar também o filho do Coronel já que sua esposa morrera no parto da criança. Eles dividiram desde o mesmo seio quando recém-nascidos até o mesmo dormitório no quartel quando adolescentes e mesmo já adultos agora ainda estavam juntos, não importava o que Henry dissesse ou insinuasse, para Kazimir ele sempre seria o irmão um mês mais velho que apesar de baixinho e frágil nunca precisou dele mais de uma vez.

Um foi o número de vezes que Kazimir precisou ajudar Henry, mas fez isso sem um pedido, o capitão jamais pediria sua ajuda para qualquer coisa, era orgulhoso demais para tal. Talvez se o primeiro-tenente tivesse feito alguma coisa antes ele nunca tivesse precisado da sua ajuda, mas não adiantava ficar lamentando por isso agora, já era tarde demais. Era covarde demais.

– Como você está, com Arthur? – perguntou de repente quando se aproximavam do refeitório.

– Estamos bem. – ele respondeu arqueando uma sobrancelha. – Não sei se você já conseguiu acreditar nisso, mas eu amo ele de verdade.

– Não é que eu não tenha acreditado, é que é um pouco difícil depois que ele machucou seu pulso. – retrucou.

– Ah, por favor, ainda está puto com isso? Eu já fiz coisa muito pior e ele nunca reclamou. – deu de ombros. – Eu disse pra você que se acontecesse alguma coisa eu te contaria, não dá para apenas confiar em mim?

– Não. – respondeu com sinceridade.

– Quer conferir? – sorriu. – Deixo você procurar machucados em cada cantinho do meu corpo se quiser, sem reclamar.

– Como você disse, eu tenho que confiar em você. – fingiu não ter escutado a sugestão indecente.

Henry sorriu e se dirigiu saltitante para servir-se, era quinta-feira e a sobremesa era mousse de maracujá e o capitão não hesitava em furtar a sobremesa do primeiro-tenente sem dizer uma palavra. Krieg bufou e olhou ao seu redor procurando por Damien, ele estava sentado na mesma mesa de sempre embora parecesse estar sobre uma leve tensão por parte dos colegas que perguntavam sem parar o que havia no desenho e o recruta parecia realmente estar começando a se desesperar. Kazimir sorriu e pegou um prato, aquilo era algo no qual não podia interferir, se simplesmente mandasse os outros recrutas pararem de encher o saco de Damien eles sentiriam que o garoto estava sendo privilegiado e a situação só ficaria pior. Só torcia para que ele tivesse uma imaginação tão boa para inventar uma história quanto tinha tido para fazer aquele desenho.

E Damien tinha.

– Então você fez uma caricatura do primeiro-tenente? – Heiner perguntou.

– Sim. – o recruta confirmou.

– Bom, ele deve ter ficado feliz em ter sido sua inspiração, porque acho que o vi sorrindo. – comento Samuel.

– Ele não sorriu, foi impressão sua.

– Eu o vi sorrindo também, bonitão. – Heiner adicionou.

– Olha só, vocês me perguntaram o que eu desenhei e eu contei, se querem saber o porquê da reação dele então perguntem para ele. – disse agarrando a faca para cortar um pedaço do bife. – Arthur, diga algo.

– Eu... – ele não sabia o que dizer, porque duvidava muito que Damien estivesse falando a verdade e nunca foi bom em mentir. – ...bom, talvez ele tenha sorrido com escárnio, deve ter ficado muito puto.

– Bom, ele guardou o desenho. – lembrou alguém que também estava sentado naquela mesa.

Por algum motivo a mesa que Arthur e Heiner estavam sentados estava sempre cheia. As pessoas gostavam de ouvir sobre os acontecimentos polêmicos do quartel, já que na grande maioria das vezes um dos dois estava envolvido em algo, contudo Damien era encarregado de só contar as peripécias dos colegas e eram muito menos numerosos os casos em que ele estava envolvido.

– Acha que ele vai te repreender por causa disso depois? – Arthur perguntou.

– Eu não sei. – dessa vez não inventou nada, realmente não sabia se Kazimir iria ficar bravo, afinal, com aquilo Henry obviamente tinha percebido o que estava havendo entre os dois.

Imaginou se o primeiro-tenente tinha sido repreendido, Henry parecia ter sim ficado bravo. Damien não queria ser motivo para que o primeiro-tenente fosse repreendido de novo, já bastava a primeira vez na piscina em que ele foi tratado como mero recruta. Bufou e levou a mão até o rosto se sentindo culpado, gostava mesmo de Krieg e não desejava de maneira alguma que seu relacionamento trouxesse apenas mais problemas para a vida dele. Queria ser motivo de felicidade e não de dor de cabeça.