Damage
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Bom, Damien não era de conversar muito, principalmente sobre esse tipo de coisa, porque mais que Arthur fosse realmente gay ambos se sentiriam estranhos se de um momento para o outro começassem a falar sobre o que achavam dos superiores. É claro que sempre havia uma conversinha ofensiva ou outra entre os recrutas, especulando quem comia quem, mas era exatamente isso, conversinha ofensiva.
Tentou puxar assunto mais algumas vezes, mas Kazimir não estava muito disposto a conversar e não era só porque ele parecia preocupado com sua própria imagem e sobre o fato de Damien tê-la denegrido tanto daquela forma, mas também parecia não achar que o recruta fosse alguém muito interessante que valesse perder seu tempo e saliva trocando mais que frases curtas com ele.
Soltou um longo suspiro e olhou para o céu, estavam ainda no final da tarde e tinham bastante tempo até o amanhecer do próximo dia, principalmente se aquele fino chuvisco continuasse caindo sobre a piscina externa. Estava frio ali, aquele nunca foi um país quente e mesmo no auge do verão você ainda precisaria de uma blusa de mangas compridas para sair de casa, ficar parado dentro da água sendo acariciado pelos dedos gélidos da chuva não era uma das atividades mais comuns entre os cidadãos. Kazimir tinha a pequena vantagem de estar vestido, mas Damien ainda usava só a sunga do treinamento e logo que a noite caísse começaria a ficar com frio.
– Hey, pode me emprestar seu casaco? – pediu depois de algumas horas de silêncio gélido e tenso entre os dois, sabia que o primeiro-tenente não gostava muito de conversar, mas era realmente difícil manter um assunto com ele.
– Sim, mas não acho que vá resolver alguma coisa. – respondeu enquanto levava uma das mãos até o casaco na borda da piscina, jogou-o para Damien que o pegou ainda no ar. – Se estiver com muito frio saia da piscina, Henry não vai se importar se você disser que estava sofrendo uma hipotermia ou algo do tipo.
– Por enquanto eu estou bem, mas se eu parar de respirar pode tirar meu corpo da água? – estava sendo irônico.
– Eu não deixaria um cadáver boiando na mesma piscina que eu. – aparentemente ele não tinha entendido a ironia, porque sua expressão estava séria quando respondeu. – Como está seu rosto?
– Está bem, você não acertou um ponto crítico então só vai ficar roxo por um ou dois dias. – estava falando a verdade, Kazimir tinha atingido a lateral da mandíbula e não a bochecha em si.
Levou a mão até o rosto, sentindo o leve inchaço em sua pele, estava grato por sua mandíbula estar no lugar, mas era exatamente isso que estava errado. Há uma diferença entre um homem que quer dar uma lição no inimigo e um que quer se vingar, Kazimir tinha dado aquele soco em um momento explosivo de raiva, Damien devia estar com o rosto destruído. Voltou novamente seus olhos para o primeiro-tenente, discretamente enquanto vestia o casaco dele, procurando por alguma coisa que tivesse incapacitado seu soco. O homem estava perfeitamente bem, não havia sequer um arranhão em seu braço ou mãos, pelo menos por fora ele estava muito bem.
Não, Kazimir jamais daria um soco tão fraco, mesmo durante qualquer treinamento comum. Subitamente se lembrou de um deles, um no qual o primeiro-tenente estava corrigindo pela décima vez a postura de Heiner, gritando para ele que deveria ter uma boa base de apoio para ter um bom soco. Seus olhos dourados correram por um momento até a cintura de Krieg e depois mais para baixo, mas suas pernas também pareciam bem, não havia nada errado com sua postura e nem com a forma como seu peso estava distribuído entre as duas pernas. Não havia nada de errado com a forma física dele, realmente não havia nada de errado.
O primeiro tenente tinha obviamente uma forma física excelente que podia ser observada por causa da roupa molhada grudada ao corpo. Seus músculos eram desenvolvidos sem exageros e em proporções bem distribuídas pelo corpo de modo que tudo combinava perfeitamente com suas ameaças e servia de base para cada uma delas. As gotas de água que escorriam dos fios de cabelo louros até os ombros contornavam o peito definido embaixo da fina camisa branca de botões da mesma cor. Contudo, suas mãos tremiam um pouco dentro da água, também estava com frio e deveria sentir o mesmo sono que Damien agora que a noite já havia caído por completo e a lua iluminava o ponto máximo do céu.
A maioria das pessoas achava que a lua era algo romântico e suave, mas para Damien ela era uma dançarina de cancan. O modo como era redonda e branca daquela forma lhe lembrava da parte interna da saia de uma dançarina e sempre achou que as crateras cinza parecessem com as bolinhas de uma calcinha. Até mesmo as estrelas combinavam, pareciam glitter e confete jogado em meio ao calor da música e da agitação ou até mesmo um calor de pérolas arrebentado em meio à dança. A noite escura era o veludo negro que cobria o palco, as cortinas que se abririam para o sol surgir na manhã seguinte cantando sua música quente de verão.
– Não durma. – Krieg alertou quando percebeu o recruta sonolento olhando para o céu.
– É impossível que eu durma com tanto frio. – Damien deu de ombros, mesmo com o casaco molhado do primeiro-tenente estava sentindo frio o bastante para manter sua mandíbula em movimentos involuntários e os dentes batendo uns nos outros irritantemente.
– Eu estava falando sério quando disse que podia sair da piscina se não aguentasse.
Damien arqueou as sobrancelhas e não respondeu, cada vez que Krieg reforçava aquilo ele sentia que estava sendo desafiado, ou no mínimo sendo subestimado. Tudo bem que nunca foi o mais resistente ou o mais forte dos recrutas, mas não era nenhuma criança brincando de soldadinho naquele lugar. Olhou para os dedos enrugados e pálidos e cruzou os braços no intuito de tentar manter pelo menos o calor das mãos, já era bom o suficiente estar em desvantagem por vestir apenas sua sunga enquanto Krieg estava ainda com as meias nos pés.
– Saeger, saia da piscina. – Kazimir disse, o garoto estava tremendo demais e não aguentaria ficar muito tempo naquele estado, logo começaria a ficar tonto e acabaria perdendo a consciência. – É uma ordem.
– Eu estou aqui cumprindo uma ordem do capitão Wardraig, suponho que as palavras dele valham mais que as suas, primeiro-tenente. – deu ênfase e ambos os títulos.
– Você é burro? – cuspiu as palavras. – Se alguma coisa acontecer com você não será o único atingido por isso.
Realmente, Kazimir mal podia imaginar o tamanho do problema que seria gerado se por um acaso aquele idiota não estivesse respirando mais ao amanhecer, e não só para Wardraig, mas para o próprio quartel. Damien balançou a cabeça alheio a sua própria situação e balançou os ombros despreocupadamente. Kazimir se sentiu ofendido naquele momento, tudo o que mais quis foi ir até ele e jogá-lo para fora da piscina com as próprias mãos, mas não conseguiria, pelo menos não naquele momento.
– Tudo bem, pelo menos fique mais perto então, isso deve retardar sua morte. – disse ironicamente.
– Ah, bem que você queria que eu morresse de verdade.
– O que? Por que eu iria querer você morto? – cerrou os olhos com o comentário absurdo.
– Eu não sei, vingança.
– Claro, você realmente fez algo que necessite de vingança, afinal, matou toda a minha família. – respondeu com escárnio.
– Você tem?
– O que?
– Uma família. – Damien finalizou.
– Se com família você se refere à esposa e filhos, não, eu não tenho. – respondeu um pouco surpreso com a pergunta, mas não aborrecido com a mesma.
– Sério? Nessa idade se eu fosse você estaria pensando em seriamente em filhos se quiser ir para um bom asilo quando ficar velho. – existe aquele ditado “Cuide bem dos seus filhos, são eles quem vão pagar seu asilo” e Damien sempre acreditou bastante nisso.
– Não gosto de crianças. – respondeu simplesmente, embora seu tom tivesse sido um pouco mais baixo. – Vai continuar aí ou vai ouvir meu conselho?
Damien balançou a cabeça e se moveu lentamente, desafiando o líquido denso com pontapés e joelhadas até conseguir finalmente chegar a Kazimir que o fitava com certo desgosto por ter demorado tanto, como se a culpa da água ser pesada fosse de Damien. O recruta soltou um tsc e se encostou a borda da piscina ao lado dele, mas nenhum dos dois acabou dizendo nada.
Kazimir desviou o olhar do recruta e tentou se concentrar em algo mais importante, como sua cadela que devia estar morta de fome em uma hora dessas, isso se já não tivesse latido tanto que os vizinhos decidiram chamar alguém para resolver aquilo. Devia ter pedido a Henry que passasse em sua casa e a alimentasse. Não, ele não faria isso, ele odeia cachorros. Jamais se esqueceria de como tinha sido excomungado quando disse a Henry que tinha ganhado um filhote de labrador, ele o acusou de ser insensível e diversas outras coisas que absolutamente não condiziam com a situação. No final finalmente entendeu que ele só estava com ciúmes porque achava que Kazimir daria mais atenção ao cachorro do que a ele. Bufou, de qualquer forma, iria se certificar de recompensá-la por passar uma noite de jejum por sua culpa, ela não tinha culpa se Krieg tinha conseguido arrancar uma punição de Wardraig.
De repente sentiu a cabeça de Damien encostando-se ao seu ombro, os olhos dele vacilavam e o primeiro-tenente duvidava muito que estivesse completamente lúcido, faltava pouco para cair em sono profundo. Kazimir já tinha sido recruta uma vez, sabia exatamente que inferno era esse, mas tinha de confessar que a tortura recebia um bônus quando era Wardraig o instrutor. Embora fosse ele mesmo quem gritasse e ofendesse os recrutas na maior parte do tempo era o seu trabalho, não gostava necessariamente de fazer aquilo, mas a disciplina no exército era daquela forma há centenas de anos, não seria um primeiro-tenente a mudar isso. Damien devia estar realmente exausto e na humilde opinião de Krieg privar um ser humano do sono divino era a pior coisa que se podia fazer.
Passou o braço ao redor do pescoço do recruta e o puxou para que o corpo dele ficasse apoiado ao seu, os olhos dourados dele se abriram por um breve momento, mas ele não pareceu incomodado com o gesto e somente ajeitou melhor seu rosto no ombro do primeiro-tenente.
–x-
Damien sonhou com uma macia terra feita de marshmallow, chocolate quente e sorvete, esquiou um bom tempo nas montanhas flocadas antes de embarcar em um cruzeiro pelo mar de chocolate quente. Não costumava ter sonhos tão criativos desde que era uma criança e aquele tinha realmente o surpreendido, mas principalmente feito com que ele acordasse com a boca cheia d’água e faminto. Não tinha jantado na noite anterior e parte de toda sua ilusão com um país de guloseimas era justificável.
Não ousou abrir os olhos, ficou mais alguns minutos fingindo dormir apenas para curtir o breve conforto providenciado pelo primeiro-tenente. O ato foi realmente inesperado, mas não deixou de agradá-lo e na verdade estava tão cansado naquele momento que o poupou da sua voz irritante. Outro motivo para não ter se movido quando acordou é que os dois corpos estavam em um quase perfeito equilíbrio, dormir em pé não era uma tarefa fácil e por isso Damien usava o ombro de Kazimir como apoio para seu próprio peso, mas em que momento da noite o queixo do primeiro-tenente tinha se encostado a sua cabeça ele com certeza não se lembrava. Talvez Krieg tivesse finalmente cedido ao sono também e sem perceber tinha adormecido com a respiração soprando os cabelos castanhos do recruta, era uma sensação gostosa ter alguém tão próximo de si daquela forma acolhedora, mas parte de Damien sabia que aquilo era fruto de pura exaustão e piedade mútua, nada além disso.
– Primeiro-tenente? – murmurou abrindo os olhos por um instante para constatar que já estava amanhecendo e o sol subia aos céus imponente e presunçoso como sempre.
O louro abriu os olhos lentamente fazendo certo esforço para tal, mas assim que estava acordado rapidamente separou seu corpo do dele, como se repente Damien tivesse adquirido alguma doença contagiosa.
– Me desculpe. – pediu, parecendo constrangido pelo descuido de ter adormecido e incrédulo por ter achado uma boa ideia acolher Damien em seu ombro.
– Tudo bem. – respondeu, não se importava com aquilo. – Obrigado.
Kazimir meneou a cabeça e olhou para o céu tentando calcular a hora pela altura do sol, mas estava tão acostumado à ociosa vida moderna que não conseguia fazer isso tão bem quanto seu avô fazia. Se tivesse que chutar diria que os recrutas já estavam acordados tomando seus banhos matutinos e Henry deveria estar chegando ao quartel o que dava a eles mais alguns minutos antes de serem finalmente recolhidos do molho pelo capitão com algumas palavras doces de apoio emocional.
Damien se espreguiçou esticando os músculos e retirou o casaco de Krieg, devolvendo para ele logo em seguida, não estava com calor, mas não seria agradável sair por aí andando só de sunga e com o casaco do primeiro-tenente. No mínimo seria estranho.
Avistou com o canto dos olhos Krieg massageando o bíceps com a mesma mão que tinha puxado o recruta para mais perto do seu corpo, parecia incomodado com aquilo e logo a imagem do primeiro-tenente furioso voltou a sua mente em um rápido flash.
– Você distendeu o músculo do braço quando se levantou, não foi? – perguntou encaixando todas as peças uma nas outras de repente, é claro que tinha sido incrível o modo como Kazimir tinha saído tão rápido da piscina daquela forma, tanto que ele tinha conseguido romper algumas das fibras musculares do bíceps de um dos braços. – Deve estar doendo, posso ver?
Ele balançou a cabeça positivamente não parecendo incomodado com isso, ou no mínimo fingindo não estar considerando que uma distensão muscular causa sim alguma dor considerável. Tinha sido por isso que seu soco perdera a força e a mandíbula de Damien estava no lugar, de alguma forma ele estava grato por Krieg estar com o braço lesado.
O recruta aproximou-se novamente dele e segurou sua seu antebraço, subindo as mãos até chegar ao músculo levemente inchado, havia algumas veias salientes sobre a pele e Damien podia senti-las tensas na ponta dos dedos. Provavelmente não estavam assim antes e de alguma forma Kazimir tinha conseguido fazer com que o sangramento interno voltasse de novo ao massagear o local.
– Não massageie, vai agravar a lesão, idiota. – comentou enquanto recuava suas mãos, percebeu que ele o fitava com um sorriso cretino no rosto. – O que foi?
– Até parece que você sabe o que está fazendo. – respondeu com certa ironia.
– Eu sei o que estou fazendo, você é que não sabe. – franziu o cenho e cruzou os braços, tinha um complemento para a resposta na ponta da língua, mas antes que pudesse dizer avistou Wardraig se aproximando de longe, ainda demoraria alguns minutos até ele chegar, mas decidiu que ficar calado era a melhor opção ou o capitão podia pensar que a punição não tinha sido ruim o suficiente.
O capitão não parecia feliz como normalmente estaria depois de buscá-los de uma punição tão severa, aparentemente Krieg tinha mesmo conseguido deixá-lo irritado, o que não era uma surpresa já que algumas horas antes do acontecido Henry disse que não queria que o fato se repetisse de novo e Kazimir respondeu com todas as letras “Eu não vou bater em nenhum recruta de novo”. Era tão mais fácil resolver as coisas na porrada que os outros métodos pareciam ineficazes.
Parou de fitar os olhos azuis de Henry quando ele se aproximou e o louro percebeu que não estava de bom humor, uma dica que podia ser dada por qualquer toureiro é não olhar diretamente nos olhos do animal para não enfurecê-lo ainda mais. Naquele instante porém, Kazimir não fitou os olhos de Henry porque sentiu-se um pouco intimidado e arrependido cada vez mais do que tinha feito, quer dizer, Damien tinha se mostrado uma boa pessoa embora o tenha empurrado dentro da piscina.
– Saiam logo da piscina antes que eu decida deixá-los aí o resto do dia também. – ele rosnou, com os braços cruzados e mantendo certa distância.
Os dois se entreolharam e Damien se apoiou na borda da piscina, pegou impulso e se ajoelhou na borda, ficando em pé logo depois. Kazimir hesitou um pouco antes de se levantar, tentou distribuir a maior parte do peso no braço bom, mas acabou precisando de ambos para se apoiar e rangeu os dentes ao sentir o músculo quente e latejando. De repente Henry o fitou com uma expressão interessada, se não o conhecesse diria que ele tinha ficado preocupado, mas como conhecia rapidamente percebeu que ele apreciou por um momento aquela expressão de dor antes de se lembrar que estava com raiva do primeiro-tenente.
Damien estendeu a mão e o ajudou a se levantar, Krieg aceitou a ajuda de bom grado e se colocou de pé também, ao lado do recruta.
– Você. – apontou para Damien. – Espero que tenha aprendido a lição, sua sorte é que o primeiro-tenente foi estúpido o bastante para lhe dar um soco, caso contrário o que fez poderia resultar em um pé na sua bunda para fora daqui. Entendeu?
– Sim senhor. – respondeu com a cabeça abaixada, meneando-a positivamente.
– Ótimo. – ele pigarreou e foi à vez de Kazimir ser apontado com decepção e vergonha. – Você... – se interrompeu subitamente ao olhar de relance para Damien. – Eu converso com você depois, vá para a enfermaria e depois coloque uma roupa limpa.
– Claro. – disse fazendo algum esforço para manter seus olhos vidrados nos de Henry, era impressionante o modo como ele sempre conseguia fazê-lo se sentir extremamente culpado por qualquer pequena coisa que tivesse feito. – Com licença, senhor.
O capitão balançou a cabeça positivamente e Krieg se ajoelhou para pegar os coturnos, colocou o casaco no ombro e começou a andar na direção da enfermaria bem como Henry havia mandado. O turno de Nikolaevich já tinha começado, o que era bom porque Kazimir não queria encontrar a nuvem de negatividade pura que era Barth. Henry costumava dizer que ela era uma velha beata mal comida e Kazimir não gostava de concordar com as frases ofensivas que o capitão lançava contra ela, mas tinha de admitir que ela não fosse flor que se cheire. Na verdade ela nem era uma flor. Bastava cinco minutos conversando com ela e você começaria a ser consumido pelo miasma que exalava dela, a velha reclamava de tudo o tempo todo e tinha um incrível poder de instalar uma ideia suicida em todos que passavam mais de uma hora ouvindo-a falar.
Sentiu um arrepio na espinha ao se lembrar de uma vez em que ficou com febre durante a noite por causa de um resfriado e foi mandado para a enfermaria. Quando amanheceu o dia Kazimir estava perfeitamente convencido de que o mundo era uma doce ilusão e que a vida não valia a pena. Depois disso nunca mais se atreveu a ficar doente de novo. De certo modo era uma estratégia colocar Barth na enfermaria, já que os recrutas ficavam com tanto medo de adoecer e ter que passar algum tempo com ela que acabavam sendo mais cuidadosos com sua saúde.
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