Damage
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Aquela sexta-feira passou bem rápido em relação à qualquer outra. Geralmente sextas-feiras são os dias da semana em que as coisas passam mais lentamente, todo mundo está cansando e implorando para que o relógio de alguma forma desobedeça seu curso padrão e gire mais depressa. Contudo, nos quartéis esse sentimento é dobrado, pois os recrutas são livres para fazerem o que quiserem nos finais de semana e isso quer dizer que os bordéis da cidade estarão cheios. Heiner é um dos que volta para o quartel tão bêbado e cansado que mal consegue alcançar o dormitório e na maioria das vezes Damien é quem volta o carregando depois de uma noite conturbada. O recruta costumava mesmo acompanhar o amigo, mas há algum tempo que não fazia isso, pelo simples motivo que achava errado dormir com meros ficantes enquanto se estava apaixonado por alguém em específico.
Essa era pelo menos uma regra que Damien seguia, porque durante as sextas-feiras até o ar do quartel parecia se tornar mais denso tamanha a quantidade de hormônios que aquele pessoal exalava. Depois de toda uma semana contendo seus instintos animais a maioria dos recrutas estava bastante semelhante a um cão sentindo o cheiro de uma fêmea no cio. Era impressionante a felicidade e bom humor, de repente todos eram gentis uns com os outros o quartel transbordava solidariedade. Heiner era um dos que se transformavam na sexta-feira, sem contar Arthur que provavelmente ficava feliz porque teria dois dias de descanso merecido embora naquele dia ele estivesse aparentando estar mais feliz que o usual.
– Aconteceu alguma coisa? – Damien teve que perguntar, era curioso demais para ver o louro feliz daquele jeito e não perguntar porque.
– S-Sim. – Arthur respondeu um pouco ofegante, estavam correndo em volta do pátio há alguns minutos. – O capitão disse que me deixaria fazer o que quiser com ele se conseguisse um bom desempenho nas notas. E eu consegui.
– Wow, parabéns! – aquela era realmente uma vitória, mas de repente a súbita obsessão do louro por estudar fez sentido.
Arthur vinha lendo sem parar a algum tempo e às vezes chegava até a pedir para que Damien lhe fizesse perguntas. Bom, Henry tinha encontrado um modo de fazê-lo estudar por conta própria bastante efetivo e ele realmente parecia mais feliz que o normal, não pelo fato de ter conseguido a nota, mas pelo prêmio.
– O que vai fazer no fim de semana?
– Eu não sei, acho que vou ficar aqui lendo ou fazendo algo do tipo. – realmente não tinha planos grandiosos para o que faria, provavelmente iria dormir.
Arthur entreabriu os lábios para comentar, provavelmente dar alguma sugestão, mas antes que o fizesse o primeiro-tenente levantou a voz para dizer algo a alguns dos homens que ficaram para trás na corrida. Ele era sútil como um encouraçado* quando se tratava de apontar os defeitos dos recrutas mais fracos, pelo menos em serviço, bom, era o trabalho dele ser um filhodaputa com quem não conseguia acompanhar o treinamento. Damien não o culpava, mas tinha que confessar que às vezes ficava com um pouco de medo quando Krieg começava de repente a repreender algum dos recrutas, ele não poupava a voz e nem os adjetivos. Mas em nenhuma das vezes ele parecia estar irritado de verdade, Damien só se lembrava de tê-lo visto bravo na vez em que o empurrou dentro da piscina.
– Cansei. – o capitão bufou. – Mais cinco voltas, um nas costas do outro e depois revezem.
Não era a primeira vez que Henry dava aquela atividade e rapidamente assim como em todas as vezes Heiner apareceu do nada e colocou a mão sobre seu ombro, lhe dando um susto.
– O Damien é meu. – avisou.
– Sem chances, eu vi ele primeiro. – Arthur defendeu-se colocando a mão sobre o outro ombro do recruta.
– Isso é injusto, você fez com ele da última vez.
– Hey, calma gente, tem Damien pra todo mundo. – riu, o que sempre acontecia durante esse tipo de atividade era que Damien não era só mais magro como também menor que o restante dos recrutas e por isso era mais fácil carregá-lo. Contudo ele não era só leve como também não era um frango e tinha sim bons músculos então podia também podia carregar alguém sem problemas. – Todo mundo pode fazer com o tio Damien.
Heiner tirou a mão do seu ombro e o fitou com as sobrancelhas juntas depois do comentário, dando passagem para que Arthur puxasse o recruta para mais perto possessivamente.
– Venci. – o louro mostrou a língua infantilmente para o colega de quarto.
De repente percebeu que Henry apontava para os dois enquanto dizia alguma coisa para o primeiro-tenente que ficou vermelho e levou a mão até as têmporas como se elas doessem. Rapidamente Damien percebeu que uma orgia tinha sido mencionada com êxito pelo capitão que sorria malevolamente. Arthur de repente lhe deu um tapa nas costas lembrando-o que alguns dos recrutas já tinham começado a corrida e ele não queria ficar por último. Contudo, no momento em que os dedos do louro tocaram suas costas ele soltou um grito por reflexo e colocou as mãos na boca logo depois ficando totalmente constrangido pelo escândalo.
– Hey, suas costas ainda estão machucadas não é? – Arthur lembrou-se de repente. – Me desculpe!
– Ah...é verdade. – ele mesmo já tinha se esquecido daquilo. – Acho que não vou conseguir carregar você, eu sinto muito.
– Tudo bem. – Arthur respondeu com um sorriso sem graça pelo que tinha acabado de fazer.
Damien somente meneou a cabeça agradecendo pela compreensão e se pôs a caminhar na direção dos dois superiores que comandavam a atividade. Henry era assustador mesmo sendo baixinho ele conseguia causar terror em qualquer recruta que precisasse falar com ele. Mesmo que já tivesse conversado com ele algumas vezes e tivesse Krieg para protege-lo caso Henry repentinamente fosse cumprir suas ameaças ele ainda sim ficou com as pernas bambas ao chegar perto do capitão Wardraig.
– S-Senhor, eu machuquei minhas costas recentemente e não consigo carregar ninguém. – gaguejou.
Henry virou seus olhos na direção dele e Damien imaginou por um minuto se o capitão não podia ver sua alma. E devorá-la.
– Então se por ventura você for baleado vai abandonar todos os seus amigos?
– Não, senhor, eu jamais abandonaria um amigo. – respondeu, mas Henry não pareceu muito convencido.
– Mas não é o que está fazendo agora. – retrucou. – Não disse que não pode carregar ninguém porque está ferido?
– Sim, mas...não estamos no meio de uma guerra. – teve que juntar muita coragem pra dizer aquilo.
– O objetivo do treinamento é justamente esse. – arqueou uma sobrancelha. – Prepará-lo.
Se fosse olhar por aquele lado o capitão tinha razão, o treinamento era para prepara-lo para uma situação como aquela e se estava hesitando em carregar Arthur por causa do ferimento então também faria isso durante algum conflito ou algo do tipo.
– Certo, me deixe ver se é mesmo tão grave. – Henry disse depois de se deliciar com o pequeno conflito interno que causou em Damien.
O recruta balançou a cabeça positivamente e retirou a camisa branca que cobria seu tronco, colocando-se de costas para o capitão de modo que ele pudesse constatar por si mesmo qual era a situação física de Damien.
– Não sabia que estava tão ruim assim. – o primeiro-tenente comentou antes do capitão.
– Você estava junto quando isso aconteceu? – Wardraig perguntou. – Que tipo de amante deixa um negócio desses acontecer?
– Cala a boca, foi um acidente, não tive como prever que ia cair em cima dele. – defendeu-se.
– Você já devia estar em cima dele quando isso caiu. – Henry semicerrou os olhos e lembrou-se que Damien ainda estava ali. – Dê quantas voltas conseguir até todo mundo acabar as cinco.
– Sim senhor. – Damien respondeu enquanto se dirigia de volta para onde os outros recrutas estavam correndo em duplas.
O recruta quis sorrir para o primeiro-tenente ao escutar o breve comentário do capitão, mas só fazia lamentar por realmente ainda não ter tido o corpo de Krieg em cima do seu. Kazimir realmente não tinha culpa do que havia acontecido, mas se lembrando do evento acontecido Damien se sentia com um pouco de remorso por não ter feito nada além de roubar-lhe um beijo. Estava em cima do homem que gostava e este estava imobilizado, podia ter feito tanta coisa com ele. Bem, as circunstâncias não eram as mesmas de agora, mas com certeza se algo do tipo acontecesse de novo Damien não hesitaria em fazer muito mais do que só beijá-lo. Sorriu de forma indecente.
Arthur tinha decidido fazer dupla com Heiner e era engraçado ver os dois discutindo o peso um do outro. Quando entrou para o exército Damien realmente só esperava encontrar babacas e idiotas com músculos no lugar do cérebro, mas tina realmente feito amizades fortes e que provavelmente durariam bastante. Não importava o quão preguiçoso Heiner fosse ou o quanto Arthur fosse desligado e ingênuo, Damien sempre confiaria neles, porque de alguma forma ambos realmente o tinham conquistado. Bem, sua mãe sempre dizia que as amizades mais verdadeiras são forjadas em meio ao inferno e isso era verdade. Ali era mesmo o inferno, Damien não tinha sido feito para o exército como Heiner ou Arthur, ele não se encaixava ali.
Ele não entrou para o exército por vontade própria, Damien sempre gostou de números e construções, almejava ser Engenheiro Civil ao invés de militar. Bem, sua família não tinha a mesma opinião. Seu pai nunca aprovou sua opção sexual e Damien não se lembrava de quantas vezes já tinha levado surra só por não querer namorar uma garota ou por não sentir desejo por uma. Nunca se interessou em garotas, na verdade Damien só tinha dormido com uma mulher uma vez em toda sua vida e só fez isso por causa da pressão que era obrigado a aguentar todos os dias. Quando disse que iria morar fora para estudar aparentemente seu pai entendeu que ele ia e prostituir e foi assim que Damien entrou no exército. Estava ali porque seu pai achava que virar militar iria torná-lo homem ou no mínimo ia ensiná-lo a esconder a atração que sentia por pessoas do mesmo sexo.
A última coisa que o velho podia imaginar é que Damien se envolveria com um superior, com o primeiro-tenente Krieg que não tinha absolutamente nada de homossexual. Qualquer um que olhasse para ele concordaria com tal afirmação, mas apesar disso Kazimir tinha dito que gostava do recruta e até agora só tinha feito confirmar isso com mais ênfase. Ah, como Damien gostava daquele idiota, como o desejava.
– Saeger, eu preciso...olha só, se vai ficar feliz o tempo todo então vá embora, não preciso de você estragando minha comida com esse cheiro horrível de felicidade. – Hans resmungou e puxou a massa que o recruta misturava.
– Ahh, não seja chato. – cantarolou e o cozinheiro o fitou com uma expressão feia.
– Eu sou cozinheiro, mas continuo sendo seu superior. – lembrou-o. – Mais respeito, vou manda-lo dar voltas ao redor do pavilhão.
– Aham, e quem vai te ajudar aqui?
– Eu consigo me virar sozinho. – ele deu de ombros.
– Sei. – o recruta puxou a tigela com a massa de bolo de volta e continuou a misturando enquanto Van Bursliet o metralhava com o olhar. – Se ficar fazendo essa cara feia vou começar a cantar.
– Você é quem sabe, eu tenho uma faca. – mostrou-a.
– Ich will deine seele, lass mich in dich, Ich will dein herz~ – cantarolou, não era sua música preferida, mas era a única cuja letra ainda se lembrava.
O cozinheiro-chefe ergueu uma sobrancelha e apontou a faca para ele, parecia mesmo bravo e Bursliet tinha mesmo uma cara de mal bastante convincente. Fazia parte dos funcionários do quartel, afinal. Ele jogou a faca em cima do balcão rapidamente e dirigiu as mãos até a barriga de Damien antes que ele pudesse reagir, fazendo cócegas naquela região.
– Ah! B-Bursliet! – tentou manda-lo parar, mas estava se consumindo em risadas da mesma forma que lenha em uma lareira de inverno.
– Cante agora, filhodaputa. – ele estava sorrindo, Damien quase nunca o via sorrindo.
– P-Porra! – xingou em voz alta, tentando afastar o cozinheiro-chefe, mas sua força foi toda sugada pelas risadas incessantes que faziam seu rosto ficar vermelho e a barriga doer. Estava se divertindo bastante até olhar para a porta e perceber um espectador. – K-KAZ!
Hans puxou suas mão imediatamente e deu dois passos para trás, suas bochechas ficaram imediatamente um pouco vermelhas, obviamente ele tinha ficado constrangido pelo ato indecente que fazia com o recruta. Era um funcionário do quartel e não deveria tratar um recruta da mesma forma que um colega, porque não eram colegas, isso era anti-profissional.
– Estou interrompendo alguma coisa? – ele cruzou os braços, estava puto e dava para perceber isso não somente pela expressão no rosto quanto na voz e postura.
– Não. – Hans respondeu imediatamente. – Não preciso de mais nada por hora, posso terminar o que restou sozinho, Saeger.
– Senhor. – o recruta meneou a cabeça e enxugou as mãos em um pano de prato.
É claro que haviam mais ajudantes na cozinha além de Damien e outros cozinheiros além de Hans, apesar dele ser o chefe, mas os dois sempre ficavam até mais tarde sozinhos para limpar a bagunça ou fazer outras coisas que considerassem importantes. No momento estavam apenas os dois na cozinha, Kazimir deveria ter chegado quando Damien começou a cantar e a letra da música não ajudava em nada sua situação.
Passou por Krieg com a cabeça abaixada e o rabo entre as pernas, porque sabia que ia escutar muito. O primeiro-tenente não moveu um músculo quando o garoto passou por ele e continuou fitando Hans por alguns segundos, o cozinheiro retribuiu o mesmo olhar, mas passados alguns minutos ele deu de costas e voltou a fazer outra coisa. Hans sabia que Damien pertencia a Kazimir e nada mudaria isso tão facilmente.
– Espere. – rosnou para Saeger que já se distanciava sorrateiramente.
Damien sentiu os ossinhos do pé tremerem e obedeceu parando de caminhar e só voltando a fazer isso de novo quando Krieg conseguiu acompanha-lo, mas não conseguiu olhar para ele durante os cinco minutos seguintes porque sabia que tinha feito algo errado.
– Está bravo? – perguntou subitamente depois de tensos momentos caminhando ao lado dele.
– Se estou bravo? – riu com escárnio. – Só não estou socando a cara de Bursliet nesse momento porque prometi a Henry que não atacaria mais as pessoas.
– Me desculpe. – era a única coisa que podia fazer e não ia consertar o que fez.
Kazimir agarrou seu braço e empurrou uma porta com a mão livre, puxou Damien para dentro de repente. Era a Sala de Arquivos, repleta de estantes metálicas com pastas cheias de nomes, números e informações que datavam desde a abertura daquele quartel e isso tinha realmente um bom tempo. O lugar não costumava ser usado com frequência por isso cheirava a poeira e nada iluminava as estantes pálidas a não ser a luz fraca que conseguia entrar pelas janelas de vidro transparente.
O primeiro-tenente empurrou Damien de modo que suas costas encontrassem a parede e colocou ambas as mãos ao lado dos ombros dele, impedindo-o de sair do lugar. Não perdeu sequer um segundo olhando para ele.
– Me desculpe? – rosnou. – Sabe como estou me segurando para não voltar lá e encher a cara dele de porrada? – Damien não o interrompeu. – Ninguém pode tocá-lo além de mim, droga!
– Como eu ia prever aquilo? – retrucou em tom baixo. Como se ele me tocasse. – Entendo que esteja bravo, mas não foi culpa minha, desculpe-me.
– Eu sei que não foi culpa sua eu só... – ele pausou por um instante dando um longo suspiro na intenção de se acalmar. – ...só não quero perde-lo. Principalmente para um cretino que nem Van Bursliet.
– Ele não é um cretino, mas você com certeza não vai me perder para ele. – sorriu, um pouco lisonjeado e até bobo com os ciúmes do primeiro-tenente.
Ergueu uma das mãos lentamente, mas não hesitou um minuto sequer em tocar a bochecha do seu amado, Krieg podia estar tão bravo quanto fosse e mesmo assim Damien confiaria nele, apesar do primeiro-tenente já tê-lo acertado no rosto uma vez. Tocou a pele dele primeiro com a ponta dos dedos, sua bochecha estava quente, o sangue estava circulando depressa e os batimentos cardíacos acelerados. Kazimir tinha realmente ficado irritado e os dedos que ainda relembravam-se do breve tremor logo apertaram a mão do recruta ao rosto do primeiro-tenente, mais calmos.
– Eu disse que gosto de você. Só de você. – lembrou-o. – Agora, se quiser me embrulhar e levar para casa fique à vontade.
– Certo. – disse abrindo passagem para que Damien saísse. – Estou te esperando no estacionamento.
– Oi?
– Olha só, ainda estou muito puto, não vou deixar você passar o fim de semana aqui sozinho com esses maníacos. – esclareceu. – Não quer vir comigo?
– Sim, mas... quer dizer, tem certeza?
– Claro que sim. – bufou abrindo a porta da sala. – Sabe qual é o meu carro?
– Não. – ele não sabia mesmo, Arthur já tinha falado sobre os carros do primeiro-tenente e do capitão, mas Damien não se interessava por isso e não manteve o nome na cabeça.
– Um Range Rover Evoque cinza. – o recruta balançou a cabeça como se aquilo não tivesse feito nenhuma diferença. – Um grande com quatro portas, escrito o nome na frente e calotas pretas.
– Certo. – Kazimir ia estar dentro, ele o encontraria.
O primeiro-tenente balançou a cabeça tentando segurar um sorriso idiota e foi para o corredor, distanciando-se pouco a pouco em passos lentos e pesados.
Damien ficou mais alguns minutos ali olhando para as estantes de metal da sala de arquivos, sem conseguir acreditar que Kazimir realmente o tinha chamado para passar o final de semana com ele, era como se todas as suas fantasias sexuais estivessem de repente se realizando. Quer dizer, iria dormir na casa dele e passar dois dias inteiros com o bonitão, teria mais do que cem chances para dar alguns beijinhos e fazer algo a mais com ele. Sorriu do modo mais pervertido possível e abriu a porta para o corredor, caminhou o mais rápido possível até o dormitório e empurrou a porta de supetão.
– Hey, calma cara, o quarto não vai sair correndo. – Heiner resmungou, ele tinha acabado de tomar banho e estava jogado em cima da cama sem camisa com uma revista qualquer.
– Heiner, nem seu mau humor vai destruir minha felicidade hoje. – disse logo de cara para o colega e começou a juntar algumas coisas que julgou necessárias.
– Quem disse que eu me importo com o seu humor? – respondeu passando uma folha. – Você triste ou você feliz não vai fazer nenhuma diferença na minha vida.
Damien deu de ombros e pegou a escova de dentes, estava apressado e animado demais para ficar ali somente dando respostas a alguém que não as merecia. Tomaria um rápido banho e iria logo procurar seu homem.
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