Dam Bright e a Caixa de Alexandrita

1 Capítulo 1 - Reino Desconhecido


Notas iniciais
Boa Leitura!

Há milhares de anos atrás, quando os dinossauros habitavam a terra, ou pelo menos os poucos que ainda existiam e lutavam sanguinariamente pela própria sobrevivência, um reino dominava todo o planeta terra, mas não como os reinos que conhecemos, de majestosos reis e rainhas, grandes cavalheiros e princesas, plebeus e soldados. Não, este reino possuía um poder absoluto sobre todas as criaturas e seres magníficos, o seu rei era o homem mais poderoso e inteligente da face da terra, o rei Helíaf, já bem vivido e de cabelos brancos como a neve, assim também era a sua pele, bem branca e já marcada de tantas guerras que viveu e vencera a todas, seus olhos azuis como o céu demonstrava a beleza de seu reino, incrivelmente forte, não mais pelos músculos que já não possuía devido sua idade avançada, mas pelo imenso poder adquirido ao longo dos anos, poder considerado absoluto, acima de todos os bruxos, duendes, anões e até mesmo feiticeiros, era um rei que todos amavam e ao mesmo tempo temiam, capaz de controlar naquela época a fúria infinita dos poucos tiranossauros existentes, o seu Castelo era formado por ossos dos inimigos, daqueles mortos em combate juntamente com as feras místicas que os seus inimigos possuíam, os ferozes dragões e cães baldulentos, uma espécie de cão gigante com garras mortais e os olhos negros como a noite. O castelo é para o rei Helíaf um dos seus maiores feitos e tesouros, pois demonstrava para os outros inimigos que aquele poderia ser o fim deles, habitar junto aos esqueletos todos os que ousassem enfrenta-lo, apenas no salão Glorioso do Castelo permaneciam os corpos incorruptos dos Confiáveis do Rei mortos em batalha. Rei Helíaf sempre estava acompanhado de sua amada Rainha Cevar, uma mulher que conseguiu manter sua admirável e estonteante beleza, mesmo com o passar do tempo e claro, através de muita magia, seus olhos também azuis como o céu e o imenso cabelo negro cacheado, os lábios carnudos e vermelhos como o fogo e a pele como a de uma virgem intocável, muitos guerreiros perderam suas vidas tentando rouba-la de Helíaf e hoje estão cravados a porta principal do imenso Castelo de Ossos e certamente o Rei sabia que ainda entrariam muitos ossos em sua coleção, não apenas dos que sofreriam pelas suas mãos, mas dos guardiões que moravam em cada torre de seu Castelo. rei Helíaf e rainha Cevár tiveram três filhos que herdaram suas magias e simbolizavam a descendência deles e a dominação do planeta, porém os próprios filhos também eram o motivo de suas grandes preocupações a começar por Múngor o mais velho que ao nascer assustara até mesmo a bruxa parteira, uma velha de cabelos bem longos e brancos, curvada e de aparência macabra e que sempre foi respeitada no reino e rejeitada por ser uma velha bruxa feia, mas ainda sim ela também se assustou pela aberrante aparência da criança, boatos que se espalharam pelo reino é que a sua aparência teria sido provocada por feitiços, Múngor possuía três dedos em cada mão, os olhos com a expressão de dor e tristeza, sendo um de cor preto e causava pânico até mesmo na rainha Cevár e o outro olho azul que tentava disfarçar um pouco de sua medonha aparência, na cabeça poucos cabelos e a pele queimada como que por brasa, o nariz arredondado e grande, sua boca torta mal conseguia falar, mas a sua força era extrema, os músculos pareciam aços e ele era capaz de levantar um filhote de dragão, isto quando criança, Múngor então ficou conhecido como “O Rejeitado”, até o Rei que sempre amou seus filhos às vezes demonstrava seu terror e decepção pelo mais velho e claro, não permitia que saísse do castelo e que ninguém o visse; Já a outra criança era a linda Mila que herdara então grande parte da beleza inconfundível de sua mãe, os longos cabelos cacheados e a pele rosada, olhos azuis e os lábios idênticos ao da rainha, mas a sua expressão era de olhar sério e desde que nascera, jamais sorriu, e os mesmos comentários à cerca de Múngor circulavam também a respeito de Nálla, algum feitiço teria sido cravado a bela criança e que a fez ter a triste Fama de Mila – A que jamais sorriu, por fim veio o caçula Malcon, este antes de nascer era o receio do rei e rainha e também de todo o reino, pois seus dois primeiros filhos eram um tanto diferentes e o medo tomava conta e se perguntavam se o menino também teria alguma deformidade ou esquizofrenia, mas incrivelmente Malcon era o bebê mais Lindo que existiu, a pele branca e o cabelo castanho claro e liso como uma folha de seda, olhos do rei, azuis e capazes de transmitir a paz aos que olhassem, sua beleza parecia a da mãe e o poder que corria em sua alma era tão forte que assustava o inimigo e mais uma vez os boatos no reino agora eram sobre Malcon – O Invejável, pois nenhum outro bebê de nenhum habitante da terra, incluindo os bruxos, feiticeiros e até mesmo a tropa dos Anões possuíam tamanha beleza e isto era causa de grande inveja que cercava o menino Malcon, o qual todos diziam herdeiro absoluto do trono do Rei Helíaf, o único filho abençoado e o mais amado de vossas majestades.

A magia que envolvia todo o planeta naqueles tempos era tão poderosa que nenhum historiador da atualidade conseguiu desvendar o reino mais forte e incrível que habitou nosso planeta.

Rei Helíaf recebeu a missão dos Deuses de governar a Terra e fazer de seus descendentes os herdeiros do trono e manter o máximo a tranqüilidade e a ordem mundial e assim foi durante décadas, um reino praticamente perfeito e o primeiro que existiu em toda a humanidade, apenas os seres irracionais viviam em conflitos pela sobrevivência e aos poucos foram sendo eliminados e com isto começou uma acelerada diminuição da espécie em todo o planeta.

Porém em uma noite algo cruzou o céu e fez um arco de fogo que despertara apenas Helíaf de seu sono e ao chegar até a catedral de seu castelo encontrara com uma criança de cabelos negros e olhos castanhos, aquela criança era mais do que um simples bebê, era um ser especial dado de presente dos Deuses para o Rei e ao mesmo tempo Helíaf escutara do arco de fogo que cobria o céu a voz que o orientava sobre o que seria aquela criança e o tanto que ela é importante, a voz instruiu ao rei que ensinasse os principais fundamentos da vida, da força e da magia ao pequenino e dizia que ele se chama Dam Bright e o rei sabia que aquela criança não era um simples presente dos Deuses, mas sim um presságio do que estava por vir, afinal Helíaf possuía em um de seus vários dons aquele de pressentir o perigo e aproximação do inimigo e claro, ele têm muitos inimigos, uns não tão fortes, mas outros quase poderosos quantos ele. O rei admirava o pequeno Dam Bright e se vislumbrava com tamanha força que o garoto possuía, era mais velho que seus três filhos e por ordem dos Deuses, ninguém poderia conhecer aquela criança, pois o inimigo o procuraria para matá-lo e a saga de Dam reservava a ele muitos mistérios, magias e segredos revelados, poderes e seres cairiam pelas suas mãos, a sua missão era a mais importante de todas, inclusive do próprio rei Helíaf que durante anos ensinou quase tudo que lhe fora ordenado a ensinar até que chegasse o momento certo, que nem ele mesmo sabia, do menino ser revelado, e assim escondeu a criança por quinze anos, até mesmo de sua rainha e seus confiáveis (os principais guerreiros e magos de Helíaf carregavam este nome), pois o Rei uma vez disse:

– Eu entrego a minha própria vida em vossas mãos, pois sei que a mim também confiariam suas próprias vidas para proteger a mim, minha rainha e também aos meus filhos.

E realmente os confiáveis jamais trairiam o rei e venceram diversas batalhas mortais em nome de Helíaf, mas o que os Deuses ordenaram o rei a cumprir teria que ser em segredo absoluto até que chegasse o momento certo, o momento em que Dam Bright viria à tona e sua força apresentada aos inimigos. Dam se tornou então forte, sua força era surpreendente, a pele branca de tanto que vivera em um lugar isolado do castelo e que somente o rei conhecia e tinha acesso e através de sua magia conseguia ensinar e mostrar a Dam Bright todo o reino, todos os seres malignos e os místicos e apresentara a grande parte de seus inimigos, ensinara tudo sobre seus filhos e sentia que sua última missão estava cumprida, Dam aprendera com afinco e dedicação, foi uma tarefa árdua para o rei, muitas vezes escondendo de sua rainha o que fazia quando partia para uma jornada, mas mal ela sabia que era dentro do próprio castelo, em um lugar secreto que ela jamais conheceu e que era o lar de Dam Bright, onde aprendera sobre os principais inimigos do rei e até outros bruxos, aprendeu sobre a incrível Tropa dos Anões, liderados pelo magnífico Soél Guingol, mais conhecido como Mestre Guingol – O Velho Anão Sábio, o feiticeiro dos anões e grande amigo do rei, defensor de toda a tropa, incluindo esposas e filhos dos destemidos anões que pareciam pessoas comuns, apesar de pequenos, mas que possuem uma inteligência acima da média, são capazes de criar poções poderosas e dominantes, viviam na floresta, um lugar muito encantado e calmo, que permitia ali morar todos os que estavam com tranquilidade e segurança.

Soél Guingol têm o respeito de todo o mundo pelo seu grande poder e inteligência, por isto considerado um verdadeiro mago e participou do nascimento de todos os filhos do rei, a começar em uma certa manhã quando foi convocado a comparecer ao castelo de Helíaf, afinal, o primeiro filho do rei havia nascido e Mestre Guingol o abençoaria com a sua proteção, ao chegar ao castelo pressentiu que o rei e a rainha estavam um tanto quanto decepcionados pela abominável aparência do filho e de imediato comunicaram a Guingol que o filho mais velho Múngor não sairia jamais do castelo e apesar da rejeição receberia muito amor e atenção, então mestre Guingol respeitou a decisão do rei e com um instrumento mágico que parecia uma esfera dourada colocou sobre as mãos de Múngor, a esfera brilhou intensamente e a marca de suas mãos foram gravadas, em seguida o velho anão recolheu a esfera.

– Para quê esta esfera Guingol? – perguntou o rei.

– É para abençoá-lo e dar as boas vindas diante dos Deuses – respondeu o Anão, mas na verdade a esfera representava vida viva e com magia correta permitirá o surgimento de um amuleto sagrado, conhecimento este que somente Mestre Guingól sabia, assim como muitas outras coisas que o velho anão conhecia e guardava consigo, um deles é saber que o rei cria um jovem rapaz já há dez anos escondido em algum lugar secreto do castelo em completo segredo e apesar do rei jamais ter mencionado a existência de Dam Bright a ninguém e inclusive a ele, misteriosamente o anão sabia da existência de Dam, mas também levava aquele segredo com ele, agora abençoara Múngor — O Rejeitado, que nasceu quando Dam tinha dez anos.

Os próximos cinco anos que se seguiram foram de muitas tensões, guerras entre a população eram cada vez mais freqüentes e os dinossauros estavam morrendo aceleradamente, abatidos pelo próprio homem. Nestes cinco anos a rainha já esperava pelo nascimento de mais um filho e na esperança que este não nascesse como Múngor que até então vivera com todo o carinho e amor, mas trancado no castelo, sem jamais ter saído para conhecer a população e os seres diversos que habitavam o planeta, mas mesmo assim se portava como um bom filho e evitava preocupar os pais, mesmo com cinco anos de idade tinha uma mente de uma criança de doze anos e agia como um verdadeiro adulto, passava a maior parte da vida na biblioteca do rei, inclusive nos últimos dois anos, já que a rainha convocou Monsenhor Bravonni – O Misterioso, para que ensinasse seu filho a ler e escrever com três anos de idade apenas, afinal a fama de Monsenhor Bravonni era de um exímio educador e disciplinador, sua aparência chega a dar medo pelos quase 1m e 90cm de altura e já com as primeiras rugas da idade em seu rosto branco e pálido, cabelo preto com as beiradas grisalhas, sobrancelhas sempre curvadas com expressão de raiva, por não enxergar muito bem em seu olho direito usava um óculos, aparelho que ninguém conhecia, nem o próprio rei e muitos debochavam do óculos que Monsenhor Bravonni usava sem saber para que aquilo servia e como ele havia adquirido tamanha tecnologia. A rainha Cevar confiou então a educação de Múngor aos cuidados de Monsenhor, apesar dela e do rei desconfiarem dele, inclusive naquela época em que muitos inimigos começavam a ganhar força, mas Monsenhor cumpria o que fora ordenado e ensinou em poucos meses o primeiro filho do Rei a ler e a escrever como ninguém. Aquilo era mais que um feito mágico, uma criança de apenas três anos lendo e escrevendo em pouco tempo surpreendera e despertou a atenção de Monsenhor, pois ele educava crianças, mas não nesta idade e levava anos para que elas aprendessem como Múngor aprendeu e em um de seus pensamentos Monsenhor concluiu:

– Quanto maior se deu a aparência temível e medonha da criança maior foi sua capacidade de aprender a arte da leitura e este aprendizado o tornaria a criatura mais inteligente da face da terra, o prodígio entre seres de aparência desagradável.

Monsenhor Bravonni acompanhou Múngor até o menino completar cinco anos e foi dispensado dos seus serviços pelo rei quando o mesmo viu seu filho estudando um pergaminho de magia negra e dissera que foi presente de Monsenhor Bravonni. Aquilo enfureceu ao rei de tal forma que não hesitou em banir Monsenhor do Castelo com o juramento de colocá-lo junto aos ossos dos fracassados nos buracos que ainda possuíam no muro, o rei soube que ganhara a partir daquele momento um novo inimigo e Monsenhor Bravonni prometeu vingar-se pelo julgamento que recebera depois de dois anos dedicados a ensinamentos ao monstruoso filho do rei e assim ele se retirou e coincidentemente naquele mesmo dia a velha bruxa parteira realizava o nascimento de mais um filho do rei:

– É uma linda menina, bela como a mãe e compensara toda a beleza que Múngor não tinha – disse a Bruxa ao Rei que não gostou de seu comentário, mas por ser aquele um momento de respeito resolveu ignorar.

Porém a criança não chorou e sequer sorriu e Múngor durante o nascimento da irmã falava repetidas frases estranhas que ninguém entendia, deixando Helíaf e Cevar apreensivos e acreditando ser aquilo magia negra ensinada por Monsenhor Bravoni, ordenou que um de seus confiáveis levassem Múngor e o trancassem na Biblioteca que aquela altura já teria sido revistada para descobrir se existia algum outro pergaminho de magia ou algo suspeito e cada vez mais irritado pela menina nascer e não ter chorado ou pelo menos ter dado um sorriso, condenava com olhar o filho mais velho:

– Bom que goste mesmo de ler muitos pergaminhos Múngor, pois a partir de hoje e para sempre ficará trancado na biblioteca lendo livros e aprendendo com um novo educador os conceitos verdadeiros e importantes da vida sobre o bem e sobre os deuses e sua alma será novamente purificada.

E assim se procedeu, Múngor foi trancado na biblioteca e todos pergaminhos de leitura que chegavam a ele eram analisados antes pelo rei.

Mas, no entanto a preocupação do rei era sua filha que herdara uma beleza invejável, porém não havia chorado ainda ao nascer e ao chamar novamente Mestre Guingol repassou a ele esta preocupação e foi acalmado pelo velho amigo anão:

– Não se preocupe Helíaf, a pequena e linda criança goza de inteira saúde o que é mais importante neste momento, gostaria que me revelasse qual será o nome dela.

Ao informar como chamaria a menina, o mestre o elogiou pelo belo nome e estranhamente solicitou ao Rei que mantivesse o primeiro nome dela em segredo e fosse apresentada a todos pelo seu segundo nome “Nálla”. O Rei atendeu prontamente o pedido e mestre Guingol continuou o confortando e as palavras do anão o acalmaram, ele respirou um pouco mais aliviado enquanto via Mestre Guingol usar o mesmo objeto dourado para retirar de Nálla uma gota de sangue do seu delicado dedo, mas respeitando o velho mestre, não ousou pergunta-lo sobre o que era aquilo e para que serviria. E assim permaneceu a linda criança que resplandecia de tanta beleza e encantava o mundo inteiro, mas incrivelmente não sorria, por mais que todos tentassem nada fazia a jovem sorrir e às vezes a sua face sempre séria chegava a dar medo nas pessoas, mas este medo rapidamente passava quando seus compridos cabelos negros cacheados até a cintura e os olhos cintilantes azuis se destacavam enquanto Nálla ficava no seu lugar favorito, o jardim encantado, o único lugar de bastante natureza que predominava em um castelo de ossos, mas de muitas riquezas dentro, principalmente os objetos feitos com ouro puro. Em uma de suas tentativas insistentes de fazer sua filha sorrir o rei Helíaf acabou perdendo a paciência e mandou um de seus confiáveis levar e manter a linda jovem no jardim encantado, de grama esverdeada, pássaros coloridos e borboletas voando rasante entre os botões de rosas e os cipós enrolados nos monumentos do jardim. Apesar do drama com os dois primeiros filhos, o rei se mantinha forte e depositava as esperança em Malcon que a cada dia se tornava forte e inteligente, este o único filho do rei sem problemas aparentes, sempre sorrindo e demonstrando todo o poder que herdara de sua família e parecia até ter o poder que caberia aos seus irmãos e foi tudo para ele, Malcon adorava todo o reino, diferente de seu irmão mais velho que ficava trancafiado na biblioteca e sua irmã que raramente saía do jardim encantado, sendo assim, ele não tinha um lugar predileto, amava caminhar entre os guerreiros e os confiáveis do Rei.

Em uma de suas visitas ao castelo, Mestre Guingol se aproximou de Malcon quando ele estava brincando com espadas e armaduras encantadas que se duelavam para ele, naquela época ele estava com dois anos e enquanto se divertia com brinquedos de guerra uma das espadas encantadas cortou seu dedo, mas o menino não chorou, ele era forte e aquilo para ele era como um leve beliscão, então Mestre Guingol retirou o frasco brilhante que usara para coletar as gotas de sangue de Múngor e Nálla e também a usou naquele momento oportuno para colher as gotas de Malcon sem que ninguém percebesse e após coletar o sangue cicatrizou imediatamente o pequeno corte no dedo de Malcon que continuou brincando inocentemente sem nada o incomodar.

Mestre Guingol se despediu de todos e voltou rapidamente para a toca dos anões onde sempre era recebido com festa, independente de quanto tempo tenha ficado fora da toca, sendo um velho muito sábio e educado, retribuiu todo o carinho que recebeu e foi direto a sua cabana e em um escudo de ouro derramou as gotas dos três filhos do rei e as misturou, naquele instante o céu nublado desapareceu e milhares de estrelas o dominavam, algo jamais visto e que era tão lindo e magnífico que fez com que todos admirassem o céu naquele instante e Mestre Guingol dizia em bom tom algumas palavras lidas do seu pergaminho Sábio mantendo suas mãos e seu pequeno cajado de ouro por cima das gotas dos filhos do rei, foi quando de suas mãos saíram uma luz e ouve um clarão em toda a cabana, uma luz tão forte que Mestre Guingol fechou os olhos, mas ao abrir estavam lá, sobre o escudo de ouro três objetos que antes eram o sangue dos filhos do rei, objetos consagrados, amuletos poderosos, sendo dois deles muito parecidos, o primeiro era como o número 1 com a ponta para a esquerda e o segundo também o número 1, mas com a ponta para a direita e incrivelmente se distinguiam, pois o lado correto do amuleto é um cristal esverdeado e o outro lado um cristal negro, o terceiro amuleto lembra a letra “V” e da mesma forma era o seu material com os dois cristais, o verde e o negro. Tão rapidamente feitos, Mestre Guingol partiu novamente para o Reino com os amuletos em uma corrente de ouro cada, como Mestre Guingol ama o ouro, aquela cor o fascina e tudo que ele pudesse fazer tinha que ter um toque de ouro.

Notas finais
Espero que tenham gostado deste primeiro capítulo e que fiquem ansiosos para os próximos. Comentem o que vocês acharam! Obrigado por ler.