Notas iniciais
OLÁ, GENTE! Então... Acontece que meu notebook deu um pau e resolveu excluir várias coisas minhas, que provavelmente devem estar em Nárnia agora. Os capítulos que estavam prontos e... minhas fotos do orkut T_T eu tive que me virar nos 30 pra tentar escrever algo que se parecesse com o que estava escrito e saiu isso. Não é o meu melhor, mas queria mostrar um pouco de SasuSaku. Agora... vocês não imaginam a minha felicidade por acordar às 10 da manhã de um dia normal e... Três recomendações. TRÊS! Eu não poderia ficar mais feliz. É muito bom me divertir tanto escrevendo sobre a família Uchiha e saber que vocês também se divertem e se sentem emocionados pelo Sasuke sendo pai. Obrigada MESMO, Paul W, Emelli e Gaby Uchiha! E ainda por cima, chegamos a mais de 100 reviews

Se Sakura risse um pouco mais alto, ele provavelmente teria que tomar medidas drásticas. Todos estavam começando a olhar, o que fazia com que se sentisse ridículo.

– Não tem tanta graça – murmurou, interrompendo as risadas de sua esposa e sua filha – Já posso tirar?

Os Uchiha tinham tirado o dia para comprar óculos para Sarada e andar um pouco pela vila. No meio do caminho, como “pagamento” por não ter tomado um sorvete com as duas, Sasuke foi desafiado a usar os óculos de armação vermelha – e chamativa – até chegarem em casa. A princípio, negou até não poder mais, porque aquilo era ridículo. Contudo, sentiu um peso no coração quando Sarada fez um biquinho. A maldita tinha puxado todas as chantagens emocionais que a mãe fazia.

Até mesmo Sai, que passava carregando sacolas de compras com uma Ino a tiracolo, tinha tirado sarro dele. Até Sai.

Onde tinha ido parar o orgulho Uchiha? Já estava ficando ridículo. Tinha certeza de que vira Tenten se espremendo em um poste para conseguir tirar uma foto de um bom ângulo. Como se adivinhasse o que o marido estava pensando, Sakura puxou o braço de Sasuke, forçando-o a abaixar para que ela pudesse beijar sua bochecha e sussurrar:

– Nada mal, Uchiha. Combinou com seus olhos... – e disparou a rir novamente – última chance. O sorvete já chegou na casquinha. Vai querer ou ainda agüenta mais alguns anos de zoação?

– Eu não quero sorvete – lançou um olhar cheio de ódio a ela, que pareceu não se abalar.

– Papai – pela primeira vez depois do desastre, ouviu a voz de Sarada – eu deixo você tirar os óculos se comprar uns livros que eu ando querendo.

Só não imaginava que a filha ia querer doze livros. Sendo alarmada sobre o absurdo que era comprar doze livros em um dia, aceitou levar apenas seis, mas não sem a promessa de que comprariam o resto na próxima semana, porque ela já teria terminado tudo e ficaria entediada sem nada para ler.

Mesmo para um Uchiha, livros podem ser pesados. Seis livros ultrapassavam o limite de livros que uma pessoa em sã consciência carregaria pela rua. Vendo o esforço nítido de Sasuke, Sarada começou a correr em direção a um banco e sentou, chamando os pais para fazerem o mesmo, mas Sakura ficou imóvel. Aos poucos, seus lábios se repuxaram num enorme sorriso e seus olhos verdes começaram a brilhar, como se aquele banco fosse a coisa mais preciosa...

O banco.

De repente, o corpo do Uchiha pareceu pesar mais. Para ser sincero, não se lembrava muito do banco até ver o olhar de Sakura. As partidas, as discussões, todas num mesmo lugar. E pela primeira vez, se sentiu irritante por não ter lembrado.

Viu sua esposa caminhar até o banco e sentar com Sarada, que parecia confusa. Foi na mesma direção e fez o mesmo, colocando os livros ao seu lado.

– Vocês não parecem muito um casal na rua – comentou a filha – a tia Ino sempre beija o tio Sai na frente de todo mundo. O que é nojento.

Sentiu que não poderia definir Yamanaka com a palavra que queria na frente de Sarada, então ficou calado.

– Não é preciso mostrar nada publicamente para saberem que é real – respondeu Sakura, olhando rapidamente para Sasuke – se eu dissesse há alguns anos que casaria com seu pai, ninguém acreditaria, porque era bem impossível. Mas aconteceu e nós temos você – brincou com o nariz da filha – às vezes eu gostaria de gritar pro mundo sobre o quanto sou feliz com vocês, mas não é preciso, porque sei que sabem.

Conhecendo Sakura como conhecia, tinha certeza de que estava se esforçando para não chorar. Piscava repetidamente e gesticulava bastante. Procurava aquietar suas mãos vez ou outra, mexendo nos cabelos ou repuxando as roupas. Enquanto notava esses pequenos detalhes, soube exatamente o que ela quis dizer. Aprendeu a compreender cada detalhe dela e se afastar quando ela estivesse estressada. Sempre acabava lhe dando uma bronca quando voltava pra casa com ferimentos, mas era gentil em sua cura. Sempre tinha cuidado dele como se tivesse medo de que fosse embora.

Gostava da intimidade que tinham em casa, mas não pensava em mostrá-la para os outros. Já era complicado o bastante se permitir mostrar emoções. Já tinha sido complicado abrir-se tanto, por mais que acabasse se alegrando com as reações que sua esposa mostrava. Que bonitinho, costuma dizer antes de apertar sua bochecha ou abraçá-lo; antes, até agradecia. Não precisava mais.

Ainda assim, era o banco deles. O dia estava ensolarado, ele tinha as duas pessoas mais importantes para ele ao seu lado e não pretendia ir embora. Sem mais partidas perto daquele lugar.

Não sabia exatamente quando tinha se apaixonado por Sakura e não se preocupava em saber. Mas sabia que ela seria alguma coisa desde que respondera a questão na sua vez no primeiro dia da academia. Assim, sem mais nem menos; simplesmente porque sabia a resposta. Naquela hora, não quis saber se ele era um Uchiha ou não. Só era a garota que sabia de tudo. Tinha consciência de que era muito mais do que só uma fã, como as outras. Sempre foi. Não conseguiria imaginá-la pedindo para o marido carregar suas compras, como Ino fazia. Acompanhou Sakura atingindo a maturidade e nada poderia deixá-lo mais orgulhoso.

Resolveu então, fazer alguma coisa. Meio desajeitado, esticou o braço, colocando-o por trás de Sakura, puxando-a para perto e recostando sua cabeça em seu ombro. Do ângulo que estavam, ela e Sarada não poderiam ver o tom avermelhado que aumentava em seu rosto, escondido pela franja.

Ela então arrumou seus cabelos róseos e se acomodou melhor à posição, com um singelo sorriso. A mão dele em seu ombro tremia um pouco, como se fosse um tique. Sabia que isso era demais até para ele. Todos estavam olhando e ele não fazia nem mesmo menção de se mexer.

– Isso não é nem um pouco nojento, – Sarada cortou o silêncio – mas se vão ficar agarrados, posso ler alguma coisa?

– Só quando chegar em casa, ou daqui a pouco teremos que comprar mais livros – respondeu seu pai, relaxando um pouco na posição.

– Sasuke – chamou a voz de Shikamaru, parado perto dos três – foi mal por atrapalhar, mas é melhor você ir no escritório do hokage.

– O que o Naruto quer?

– Nada, mas ele está imprimindo alguns cartazes com fotos suas de óculos – revirou os olhos – e se eu fosse você, impediria, porque isso é bem problemático. Você conhece o Naruto. Já até mandou colar alguns por aí.

Não se pode mais ver sinal de Sasuke. Já deveria estar longe.

A lição mais importante do dia, Sarada tinha aprendido. Que nem tudo que era mostrado publicamente era legal. Babação vinda de seus tios definitivamente não era algo que gostaria de ver. Seus pais juntos, gostaria de ver mais vezes.

Já fotos de seu pai usando seus óculos por toda a vila... com certeza ia querer algumas cópias.

Notas finais
(nyah tá comendo minhas notas) Então, obrigada mesmo pelos reviews, e leitores novos, sejam bem vindos