Notas iniciais
Estou muito desmotivada em relação ao livro, até mesmo de continuar a escrever a continuação desse...

Ando em direção a área da piscina onde todos estavam. O lugar estava muito bem decorado, tinha uma tenda com DJ, área para adolescentes e adultos, um open-bar, já estava bastante cheio, uns olhavam-me discretamente outros diretamente, mais que se danem eles têm olhos pra olharem não é mesmo? Depois de algum tempo de procura avisto meu pai e pelo visto ele me vê também, pois acena pra mim, agora esse povo sabe quem eu sou, ou já sabiam, a tanto faz. Vou em direção ao meu pai.

— Oi pai! Rosa me falou que estava me procurando.

— Estava sim querida, quero te apresentar a algumas pessoas.

Fiquei com meu pai no mínimo uma hora rodando a festa inteira, isso porque ele queria me apresentar só pra algumas pessoas, cruzes têm muita gente mais a maioria e do trabalho dele eu acho.

— Filha já ia me esquecendo tenho que te apresentar a uma pessoa muito importante pra mim – Meu pai me guia ao um homem alto moreno e forte tinha maior cara de mau, aquela que te dá medo de ver, que você normalmente passa longe, mas ele sorri ao ver meu pai – Mat olha quem está conosco novamente, filha esse é Matheus Tobson.

— Prazer Sr. Tobson – Digo educadamente como fiz com os outros em que fui apresentada.

— O prazer é meu em revê-la, como você cresceu, mais continua linda como sempre, quem diria que um dia te peguei no colo, é Pedro estamos ficando velho – Meu pai dá uma cotovelada nele – O que foi?

— Cala a boca Mat, ainda não contei a ela, a gente chegou ontem pelo amor de Deus não vou despejar um caminhão de informações assim.

— É verdade – Ele suspira – Me desculpe então Suzi.

— Não se preocupe, mas se me der licença.

— Toda – Eles respondem.

Esses segredos me incomodam principalmente quando eles resolvem comentar sobre eles na minha frente, e não me esclarecem nada, ficar no escuro não é legal, preciso clarear a mente.

Acabei parando perto da piscina, decido por sentar na beira com os pés na água, mas é claro na parte rasa, e fico ali pensando, estou em uma festa pra mim onde não conheço nada nem ninguém, e todos me parecem mesquinhos metido a bestas, só porque tem dinheiro e pra piorar morando com alguém que está muito fim de esconder meu próprio passado, onde até pessoas que faço a mínima ideia de quem seja deve saber mais que eu mesma, pra que tanto mistério? Estou começando a ficar revoltada, mas agora não tenho pra onde ir.

Um garoto resolve interromper meus pensamentos, pelo menos ele é lindo, ele tem cabelo preto meio zoneado daquele jeito sexy, pele clara, olhos azuis, um pouco mais alto que eu, tamanho físico perfeito forte na medida perfeita, mas o que realmente chama a atenção é seu sorriso que combina com seus lindos olhos azul.

— Posso me sentar com você? – Ele me pergunta.

— É... Claro – Nossa meu pensamento chegou a ficar lento, mas ele se senta ao meu lado.

— Então você é a Suzanne? – Ele me pergunta.

— É acho que sou – Quem mais eu poderia ser.

— Prazer em te conhecer Suzanne, eu me chamo Thomas – Acho esse nome lindo e cai entre nós combina perfeitamente com ele.

— Belo nome – Acabo pensando alto.

— Obrigado – Ele me pareceu encabulado com o elogio.

Ficamos um bom tempo em silêncio a não ser pelo barulho que eu fazia ao chutar a água.

— E aí, está gostando de Seattle? – Ele me pergunta, praticamente está se esforçando para ter assunto

— Ainda não conheci muita coisa daqui.

— Jura? – Mas porque diacho mentiria

— Sim – Respondo – Apenas conheci o aeroporto e essa casa.

— Que pena!

— É mesmo.

— Você é de onde mesmo? – Ele me pergunta

— Sou do Rio de Janeiro.

— Jura? – Qual o problema desse garoto tudo ele duvida.

— Sim – Digo já irritada.

— Que legal, sempre quis conhecer uma carioca – Ele diz todo sorrisos.

— Que bom que realizei seu desejo – Digo zombetiva.

— É verdade – Ele diz envergonhado, essa é nova, os meninos daqui sentem vergonha.

O silêncio volta a reinar, continuo a balançar meu pé, até ele quebrar novamente o silêncio.

— Tive uma ideia – Ele diz empolgado.

— Qual?

— Vamos dar um mergulho? – Aí não Thomas, porque Senhor? Agora vou ter que pagar mico, affs.

— Eu acho melhor não – Digo sem graça.

— Por que não? Está com medo da água gelada ou é medo de estragar o cabelo – Eles sempre querem zoar meu cabelo.

— Meu cabelo é natural tá, então nem vem de gracinha e também não é medo da água gelada – Digo revoltada e ele simplesmente ri de mim affs.

— É o que então?

— É que bem.... Bem.... Eu, não.... Não sei nadar — Ele me olha em choque.

— Tá de sacanagem né? – Ele me pergunta, ele tem sérios problemas de duvidar de tudo!

— Não – Digo como o rosto vermelho.

— Bom – Ele para pra pensar – Eu poderia te ensinar?

— Acho melhor não.

— Bem você que sabe – Diz ele sem graça – Mas poderia ser fácil comigo – Ele ruboriza – Eu fiz aulas de natação.

— Mesmo assim eu agradeço – Digo sem querer ofender ele, pois não é questão de não saber nadar é questão de ter medo da água.

E tudo volta ao silêncio novamente, pelo menos uns cinco minutos dessa vez.

— Sua recepção estava linda – Ele diz, mas pera aí, eu tive uma recepção, há sim me lembro do meu pai dizer algo sobre recepcionar os convidados, mas nunca imaginaria que seria algo desse modo.

— Recepção?

— Vai dizer que não sabia? – Ele me pergunta e balanço a cabeça negativamente – Então é por isso que não estava lá para receber seus presentes.

— Presentes? – Ele concorda com a cabeça, mas pra que presentes não é meu aniversário, esse povo rico gosta de desperdiçar dinheiro.

— É melhor eu te amostrar – Ele levanta e me estica a mão — Você vem? – Ele me pergunta, mas porque não, não tem nada pra fazer mesmo.

Pego na mão dele que me ajuda a levantar, agradeço e ele sorri, seguimos por fora da casa pelo jardim, fico observando as flores até Thomas me tirar dos meus devaneios.

— Quantos anos você tem?

— Tenho 16 e você?

— Tenho 18 quase 19 sou mais velho – Ele ri – Tem que me respeitar.

— Só quando você receber sua aposentadoria? Velho!

— Rá, muito engraçada você em?

— Mas é claro! – E nos dois sorrimos.

Até que chegamos à recepção e paro para observar, estava muito linda com várias guirlandas de flores de todos os tipos e essências, com um caminho de grama sintética e mini flores, balcão todo em cores, uma recepcionista e dois seguranças a mais para a portaria, tinha um lugar lindo para fotos com um balanço de flores para dois aqueles dos tipos de filmes de romance, muito lindo. O meu pensamento de tudo isso é ''UAU''.

— Vem? – Thomas me arrasta até a recepção – Poderíamos ver os presentes? – A recepcionista nos olha de cima a baixo com uma cara de desdém.

— Vocês quem seriam? Apenas os donos da casa podem ter esse acesso.

— Então acho que não tem problema – Digo e a mulher se vira pra mim e rir.

— E você quem é garota? – Não gostei do tom dessa mulher.

— Sou Suzanne Guilbirti, por quê? – Pergunto no mesmo tom.

— Você – Ela ri – Uma Guilbirti, nem aqui, nem na china minha querida, pode ser alguma riquinha metida à besta, mas uma Guilbirti nem passa perto, agora pare de ocupar meu tempo – Ah eu vou dar na cara dessa mulher.

— Me desculpe Suzanne por fazer você passar por isso – Diz Thomas e acho muito fofo da parte dele.

— Está tudo bem Thomas, vou dar um jeito – Por coincidência vejo Taylor passando pra dar algum checape, então trato de gritar por ele – Taylor!

— Sim Srta. Guilbirti – Consegui tirar essa mania de todos os empregados menos às dos seguranças, pelo menos isso agora teve uma vantagem. A mulher passa por todas as cores ao ouvir meu nome, vermelho, verde, azul, amarelo, rosa até o transparente.

— O que houve Srta. Suzanne? – Ele me pergunta novamente.

— Está mulher – Aponto para a recepcionista – Resolveu me humilhar, me esnobando dizendo que não sou digna de carregar o sobrenome Guilbirti e ainda me chamou de mesquinhas metida à besta, só porque pedi para ver meus presentes – Vejo Taylor ficar revoltado com a situação.

— Você perdeu a noção – Ele pergunta a mulher – Por favor, se identifique?

— Me chamo Rebel – Ele responde toda mansa agora.

— Bem Sra. Rebel, você acabou se cometer um grande erro, você realmente estava falando, falando não, você estava se dirigindo a Srta. Guilbirti, agora eu te garanto que você perderá seu emprego e ainda corre o risco de receber um processo por danos morais, e faço questão de sujar seu nome na área de trabalho.

— Por favor, Sr. não faça isso – Pede a mulher desesperada – Meu irmão está doente necessito do trabalho.

— Pensasse antes de fazer merda! Não é a mim que deve clamar. — Por favor, Srta. – Ela me implora.

— Bem – Demoro um pouco para dar um ar de suspense — Sobre te despedir quem decide é meu pai não eu, porém sobre o processo não irei dar queixa, e não irei sujar seu nome na área de trabalho – Me viro ao Taylor — Por favor, Taylor chame meu pai.

Taylor passa um rádio para Ryan, que irá trazer meu pai, após alguns minutos meu pai aparece e se informa do assunto e fica furioso pele rispidez que a mulher me tratou, ele literalmente parecia um pai defendendo a filha, e isso é algo muito novo pra mim, e logo de despedi a mulher.

— Querida tenho a solução! – Meu pai diz todo sorridente!

Notas finais
Aos interessados, tenho esse livro com mais capítulos disponível no Wattpad https://www.wattpad.com/myworks/79530389-da-%C3%A1gua-para-o-champanhe-sim-champanhe Obrigada aqueles que leem até o final.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.