Da dor nasce o amor
5 O Começo
Notas iniciais
Anteriormente em Dar Dor Nasce O Amor:
– Bom então vamos para casa nos trocar, e...- olhou no relógio em seu pulso- e nos encontramos 20:30 no-pareceu pensativo- Palacio Español?
–Ótimo!-disse.
Cheguei no banheiro, e em vez de me despir e entrar na banheira, para tomar um relaxante banho, abri o armário do banheiro, e tirei duas toalhas de lá, encontrando, uma coisa que pensei que não iria usar tão cedo. Um teste de gravidez.
Engatinhei até seu lado, e o abracei por trás, dando um beijo em sua bochecha, deixando a marca de meus lábios com o batom vermelho, e juntamente deixei o presente em seu colo.
– O que é isto? -disse dando um sorriso, e ao mesmo tempo pegando o presente.
– Abra e verás.
Sentei em seu colo antes dele abrir, então ele finalmente, tirou o laço vermelho, e logo depois resgou o papel de embrulho, que também era vermelho. Quando viu os sapatinhos abriu um largo sorriso, e olhou para mim.
– Meu amor, isso é o que eu acho que é?
Eu peguei sua mão, e botei juntamente a minha em cima do lado direito de minha barriga, e seus olhos estavam marejados, e eu já estava chorando, ele me olhou me fazendo olhar para ele, e deu um sorriso, maior do que o outro, me fazendo sorrir também, colei nossas testas e disse:
– Surpresa!
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POV'S VIOLETTA
Lê fechou (bateu) a porta com o pé, e me imprensou na parede, e em nenhum momento paramos de nos beijar, depois de alguns minutos, estávamos andando e nos beijando, indo para cozinha, ele me sentou no balcão, fazendo ele ficar entre minhas pernas.
FLASHBACK ON
Estávamos eu e León no Palacio Español, esperando Diecesca, estávamos tomando suco, e conversando animadamente. Até que me lembro de ontem, quando estávamos na farmácia, e Lê disse que era meu namorado.
–Lê.
–O que foi?
–Lembra ontem na farmácia?-ele assentiu-Por que falou que era sua namorada?-ele bufou- Por que?
–Até parece que você não viu, aquele cara te comendo com os olhos.
–Ah, por isso?-ele assentiu novamente- Ciúmes?
–Não!- ele bufou novamente, botou o cotovelo na mesa, e começou a girar o dedo na boca do copo.
–O que foi?-disse sussurrando no ouvido dele, ele me olhou.
–É que eu faço tudo, te protejo, te ajudo, faço tudo, só para te proteger.-eu meio que me derreti nessa parte-Eu tenho medo...-disse num sussurro, quase que não deu para escutar.
–Ah Lê, medo do que?
–De te perder, igual a Lara.
–Você ainda a ama?-perguntei abaixando a cabeça.
–Não, eu não sinto mais nada por ela, só um carinho, mesmo ela não estando mais aqui. E alias, estou completamente apaixonado por outra garota, é um sentimento... Que não sei explicar, é mais forte do que sentia por ela.
–Quem é?-perguntei enciumada. (N/A: Sabe nessa parte, eu comecei a rir, descontroladamente, porque tipo, ela ta com ciúmes dela mesma. Tá isso não foi engraçado, tá parei :p)
–É ...
– Oi gente!-diz Fran chegando juntamente a Diego
– Pessoas.-diz Diego, puxando a cadeira para Fran se sentar.
Maldita hora que eles chegaram!
–Oi.-dou um sorriso forçado.
Já León logo começa a falar.
***
O jantar tinha sido ótimo, eram 23:30 da noite e eu e Lê estávamos indo para casa, na moto dele, estava agarrada a sua cintura, até que percebo que não estávamos indo para casa.
–Lê?
–O que foi?
–Onde estamos indo?
–Surpresa!-disse rindo e eu apenas bufei, voltando a encostar minha cabeça, em suas costas.
***
León tinha me levado a um parque, que eu nunca tinha visto em todo minha vida. Tinha um banco branco, e uma árvore caindo pétalas rosas, loga acima do banco.
Dali dava para ver uma das coisas mais bonitas da vida, era extraordinário e belo. O horizonte. Botei minha cabeça em seu ombro, e me permitir ficar assim.
Ficamos assim cerca de 10 a 15 minutos, estava maravilhoso.
Era certo mas ao mesmo tempo era errado. Ama-lo era certo e errado. Eu não podia. Mas eu não tinha culpa. Se apaixonar é inevitável. Me apaixonar por ele foi inevitável.
– Podemos conversar? -assenti tirando minha cabeça de seu ombro, e olhando fixamente em seus olhos verdes- Sabe, uma das melhores e piores coisas da vida é se apaixonar, é o amor, ele é uma das coisas mais puras de toda nossa vida, ele é lindo, mas como nem tudo é um mar de rosas-ele suspirou olhando para o chão- o amor também tem coisas tenebrosas, como o sofrimento.-ele parou de olhar o chão, e me olhou- Você mais do que ninguém sabe como eu sofri, com o amor, mas se apaixonar é inevitável.
Meus olhos estavam marejados pelo simples fato de León me recordar de Lara e ao mesmo tempo falando pela "paixão" dele por outra mulher.
–Lembra da nossa conversa no restaurante, que Diego e Fran interromperam?-disse e eu apenas assenti- Você ainda quer saber quem é ela?
Eu fiquei com certo receio eu falar um "sim" ou até mesmo um "claro".
Se você descobrir quem é ela, vai poder mata-lá.-pensei, mas logo tirei esse pensamentos de lá.
Então apenas murmurei um "Sim" e ele deu um sorriso de lado, e fixou seu olhar no horizonte.
–Ela é fantástica, me entende como ninguém me entende ou entenderá e...
–Opá, pera ai-ele me olhou- Eu to aqui!! Violetta Castillo, sua melhor amiga! Aquela que sempre esteve ao seu lado!
–Posso terminar?-eu apenas assenti- Ela é linda, o sorriso dela é o mais belo, seus olhos da cor chocolate, os cabelos loiros, eu sinto algo inexplicável por ela, o que sinto por ela, é muito forte, mais do que eu sentia por Lara.-a cada palavra que ele falava, era uma facada em meu coração-As vezes penso que é errado me apaixonar por ela mas é inevitável... Ela é simplesmente... Perfeita.
–E quem é essa garota?-disse olhando para o chão para tentar esconder um pouco as lágrimas.
–Bom...-ele coçou a nuca-Ela é irmã de uma ex-namorada minha...
–Hum...
–E também é minha melhor amiga...
–Ah León fala logo quem é ela!-explodi
–Violetta Castillo.
Na mesma hora eu levantei a cabeça e o olhei, e nossos olhares se cruzaram, eu não sabia o que fazer. Ele se aproximou de mim, e foi se aproximando mais e mais, eu podia sentir sua respiração descompensada pela nossa aproximidade, e a minha não estava nem um pouco diferente.
Eu logo fechei os olhos, sentindo seus lábios sendo prensados nos meus. Eu tentava não retribuir mas era inevitável.
Nos separamos do beijo ofegantes, e depois de um tempo tive coragem para abrir meus olhos, e lá estavam elas: Duas iris verdes me encarando.
Um sorriso involuntário surgiu em meus lábios, e nos dele também.
–Vamos voltar para casa?-disse me dando um selinho, e eu em nenhum momento parei de sorrir, e nem ele.
Subimos na moto, e novamente agarrei León pela cintura, eu não poderia estar mais feliz com aquilo.
***
León estacionou sua moto na garagem, eu desci primeiro, e logo depois disso ele desceu, antes de eu pronunciar algo, seus lábios atacaram os meus.
FLASHBACK OFF
Lê fechou (bateu) a porta com o pé, e me imprensou na parede, e em nenhum momento paramos de nos beijar, depois de alguns minutos, estávamos andando e nos beijando, indo para cozinha, ele me sentou no balcão, fazendo ele ficar entre minhas pernas.
–León...-disse ainda com os olhos fechados.
–Eu te amo.-disse fazendo meus olhos abrirem.
Eu estava em cima do balcão, da minha casa, com o meu melhor amigo, ex-cunhado, amor da minha vida entre munhas pernas, falando que me ama.
O que faço?
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