Da amizade ao amor

19 "And out of all these things I've done, I think I love you better now..."


Notas iniciais
Oi gente! To completamente doida com a faculdade, por isso, talvez eu atrase para postar! Desculpa :( https://www.youtube.com/watch?v=qU4wxPw6t_g Música - Lego House - Ed Sheeran

Cobra POV

Sem que Karina tivesse visto, eu tinha tirado diversas fotos dela e agora eu as olhava e lembrava dos bons momentos que passamos. Ela era linda, ela era o que eu precisava, ela era a mulher da minha vida, meu ar, minha guia. – Ai K, por que tudo é tão complicado para nós. – Sussurrei enquanto passava a mão sobre a tela do celular.

– Desculpa... – Ouvi uma voz e olhei de baixo para cima. Ela usava uma calça jeans e uma de suas blusas largas. Ficamos nos encarando até eu não agüentar mais e me levantar, jogando o celular de qualquer jeito na mesa e segurar seu rosto entre minhas mãos e lhe beijar. Um beijo de saudades. Mesmo que tivéssemos sem nos falar por 1 dia, eu sentia falta da minha loirinha.

Karina POV

Flashback on

Eu estava decidida a esquecer o Cobra. Era isso, eu havia sido enganada de novo, e agora pelo meu pai e pelo cara que eu descobri amar com todas as minhas forças. Pelo Cobra eu era capaz de lutar, era capaz de largar tudo e ir até ela. Ele já tinha se tornado parte de mim, e por isso era mais difícil ainda me afastar dele.

Me deitei na cama depois que ele saiu de casa, enquanto me embrulhava em meu choro cheio de dor. Era insuportável brigar com ele, e pensar que nós não estaríamos juntos no dia seguinte me trazia uma sensação muito pior.

– Podemos conversar? – Perguntou meu pai, já dentro do quarto.

– Pai... eu não quero falar com ninguém! – Falei com raiva. Eu não acreditava que ele havia me usado só para continuar com essa rivalidade com o Lobão.

– Karina, por favor, me escuta! — Pediu meu pai, se sentando na cama de Bianca, que não estava em casa. Ele não ia desistir, então decidi ouvir o que ele queria falar, mesmo sabendo que não ia aceitar nenhuma desculpa que ele desse. – Filha, eu realmente errei, mas eu não usei você. – Começou ele. Eu me sentei na cama, de braços cruzados e olhos vermelhos.

– Ah não? Você pagou quanto pro Cobra me namorar? – Perguntei confusa.

– Pagar? Pra que eu ia pagar o Cobra, Karina? Acorda, o que você está falando é ilógico. – Ok, agora eu tava louca. Mas realmente, o que tinha a ver dinheiro com isso tudo. – Filha, você e o Cobra começaram um namoro, e não pense que foi fácil de aceitar, mas eu percebi que esse rapaz realmente gostava de você, então pra mim era muito mais fácil unir o útil ao agradável. Um dia o Cobra foi na minha academia me dizer que o Lobão e o Haideguer tinham dito algumas coisas como acabar comigo. – Hã o Doutor Haideguer? — Então, eu também fiquei espantado com a notícia de que o Doutor na verdade era o vilão dessa história. Primeiro, eu aceitei esse relacionamento, acreditando que seria bom para você, mas também para tentar recuperar o Cobra e tira – lo da Khan, mas eu sabia que seria difícil. Então eu aproveitei e pedi para ele vigiar a Khan, e ele, surpreendentemente aceitou. – Ok, não tinha acontecido nada de grave! O Cobra não tinha recebido dinheiro nenhum do meu pai e nem meu pai havia me traído como eu pensava. Fui até ele e o abracei, chorando.

– Pai, desculpa por ser tão infantil! Eu só tenho 16 anos e to confusa com isso tudo. Eu nunca imaginei me apaixonar por um cara como o Cobra, ele é instável, mas eu o amo pai. – Falei e meu pai secou minhas lágrimas.

– Oh minha filha! – Ele disse, me abraçando novamente. – Seu pai está aqui. – Ele disse.

Após o momento choradeira, decidi ir dormir para aliviar a dor de cabeça que estava horrível. Eu devia ir pedir desculpas ao Cobra, mas eu era muito orgulhosa pra isso.

No dia seguinte, eu não teria aula, porque era conselho de classe. Decidi dormir até mais tarde. Eu e Bianca estávamos bem, mas eu ainda ia para a academia somente a noite, não tinha falado para o meu pai trocar o horário.

– Karina? – Falou Dandara, entrando no quarto. – Tudo bem querida? – Perguntou, doce como sempre.

– Dandara, eu fiz uma burrada. – Falei. Eu já tinha acordado e estava escutando música no celular e pensando no Cobra. – Eu desconfiei do cara que eu gosto. – Falei.

– K, você tem que conversar com ele. Se vale a pena vocês dois ficarem juntos. – Ela disse e eu fiquei pensativa. Eu realmente tinha que ir falar com o Cobra.

Fui treinar. Cheguei lá e fiquei chutando o saco de areia tão forte que todo mundo me olhou.

– Karina, menos! – Disse meu pai. – Filha, calma. – Ele falou e eu fui tomar uma água.

– K, tudo bem? – Perguntou Duca.

– Tudo sim! – Falei terminando de beber água. – E você e o Alan? – Falei, mudando de assunto.

– Ah K, ele não quer falar comigo direito. Eu e a Nat nos afastamos, e isso ta me deixando muito mal. – Coloquei a mão em seu ombro. – K, o Cobra fez algo contra você? – Perguntou o Duca, me surpreendendo. Achei que tínhamos mudado de assunto.

– Não Duca, eu que fiz a burrada. – Falei bufando, com ódio de mim mesma. Bianca veio até nós, descendo da Ribalta.

– K, aconteceu alguma coisa? – Ela perguntou, colocando a mão em meu ombro.

– Ah, nada não Bi. – Falei e saí andando, mas poucos passos depois dei de cara com Jade, com a cara de venenosa de sempre.

– Oi Karina, que cara péssima! – Ela disse, com um ar de alegria. – O Cobra cansou de você foi? – Perguntou. – Ele logo vai vir atrás de mim. – Falou, com maldade.

– Você realmente não se valoriza né. – Falei. Nem sei de onde saiu essa força de me segurar para não dar na cara dela. Eu acho que estou ficando madura. Jade me olhou com desdém e saiu.

Após algum tempo de luta eu decidi sair e ir respirar um ar na praça. Olhei para o QG e Cobra estava atendendo algumas clientes oferecidas, que estavam cheia de risinhos pra cima dele. Me senti mal com isso e me levantei, quando senti uma mão segurando meu braço.

– Karina, o que aconteceu? – Perguntou Pedro, preocupado. Eu ainda tinha vontade de dar um soco na cara dele, mas a vontade era bem menor que antes.

– Eu não to me sentindo bem não Pedro, me deixa. – Falei e me soltei, chegando em casa.

No dia seguinte eu decidi fazer o certo. Era sábado, eu precisava conversar com ele. Tomei café e me arrumei para acertar tudo com ele logo.

Flashback off

Cheguei no QG e Cobra estava olhando alguma coisa no celular, emocionado. Logo ele disse:

– Ai K, por que tudo é tão complicado para nós. – Eu me senti tremer. Eu precisava dele, e ele precisava de mim.

– Desculpa... – Pedi e ele me viu ali. Passaram alguns minutos que pareceram uma eternidade, enquanto nós nos encarávamos. Eu não sabia o que dizer e ele não me respondia. O vi, apressadamente, jogar o celular na mesa e vir até mim, me beijando. Eu tinha saudade do beijo dele, aquele beijo molhado, em que nossas línguas travavam uma batalha, em que nosso desejo estava todo ali. Levei minhas mãos até seu cabelo e os puxei, arrancando um gemido dele. Nos soltamos.

– Calma gatinha, quanta violência. – Falou, e eu ri. – Isso tudo era raiva ou saudade? – Perguntou. Nós nos encarávamos como em um jogo, com malicia.

– Meu pai conversou comigo Cobra, eu devia ter confiado em você. Nem tinha motivo para desconfiar. Eu parecia uma neurótica, surtada. Mas tenta me entender, eu já fui traída de várias formas, eu estou cansada. – Falei triste, e suspirei, realmente cansada.

– Meu amor, eu te amo, eu não ia fazer nada contra você, nunca! Eu já me prometi, muito antes de nós sermos um casal, que eu nunca deixaria ninguém te fazer mal, nem nunca te faria mal. – Sorri com as palavras dele. Era tudo tão lindo, e vindo dele então. O beijei novamente, um beijo provocante. Ele me empurrou até a estante e eu bati as costas com força contra ela, me machucando. – K, me desculpa! – ele implorava, desesperado, enquanto eu sentia a dor forte e me sentava no sofá. – K, deixa eu ver. – Eu senti vergonha, mas levantei a minha blusa. Cobra estava sentado atrás de mim e passou a mão pelo machucado. Logo ele levantou, pegou algo, e passou alguma coisa que parecia uma pomada, devia ser realmente uma pomada. Ele passava com todo o cuidado. Depois, ele deu um beijo e eu me senti arrepiar, logo ele abaixou a blusa.

– Cobra, eu te amo tanto! – Falei, me virando de frente pra ele. Ele sorriu, um sorriso lindo e aberto.

– Eu amo quando você fala isso. Fala de novo? – Pediu. Eu ri da sua carinha de pidão.

– Eu te amo. – Me aproximei dele e lhe dei um selinho. – Te amo. – Outro selinho. – Te amo. – Selinho. – Te amo. – Eu ia dar outro selinho, mas ele me segurou pelos braços e me fez abrir a boca para sentir seus lábios quentes se unir aos meus.

– Nada vai nos separar! – Disse ele, quando paramos de nos beijar. Sorri.

– Nada! – Falei, me sentando em seu colo e o abraçando. Ele colocou sua cabeça em meu pescoço e eu fiquei acariciando, enquanto ele fechava os olhos. Parecia um menino sozinho. – Cobra, eu preciso ir pra casa. – Falei e ele me olhou.

– Já? – Assenti e ele me olhou triste. – Quer que eu te leve? – Perguntou e eu fiz que sim. Nos levantamos e saímos andando de mãos dadas. Era tão bom estarmos assim, juntos de novo. Quando estávamos quase em casa vi um carro preto. Paramos e a mão de Cobra fechou sobre a minha de forma tensa e forte. Senti medo. Dois rapazes saíram do carro e Cobra me soltou para lutar contra eles. Comecei a ajuda – lo. Nós estávamos indo bem, até alguém vir por trás e bater na cabeça de Cobra. Quando vi, ele estava caído. Me desesperei e fui até ele e senti os rapazes me segurando.

– Me soltem! – Mandei. – PAI! – Gritei, tentando ver se meu pai me ouvia. Vi meu pai abrir a porta de casa em desespero, mas senti algo tapando a minha visão e o terror tomou conta de mim.

Notas finais
Comentem!!!!!!!!!! Beijos!!