Notas iniciais
Olá queridos, esta história esta terminada, entretanto nada os impede de comentar e recomendar, na verdade ficaríamos bem contentes com isso. rsrsrs —___________________________________________________________________ Esta é minha primeira fanfic de SPN, e esta sendo feita em parceria com a querida Gabriele Bastos que eu particularmente adoro, por isso esperamos que gostem de ler tanto quanto gostamos de escrevê-la.

ESCURIDÃO.

Todos os dias para Elisabeth Milligan resumiam-se a essa palavra.

Ao nascer a jovem perderá a mãe e a visão, foi adotada por uma senhora de idade avançada que tinha apenas uma filha, no entanto ambas viviam em desentendimento o que obrigou Elisabeth a manter-se afastada da irmã mais velha e do sobrinho que mal conheceu. Embora tivesse todos os motivos para se ressentir da vida, isso nunca foi uma opção para ela. Dona de uma fé inimaginável Elisabeth manteve-se temente à Deus e seus desígnios, tornou-se muito querida na pequena cidade onde morava e quando sua mão adotiva falecera, a jovem passou a viver no convento local.

SOLIDÃO.

Todos os dias para Elisabeth eram vazios.

No entanto naquele dia em especial sentia-se ainda mais só, tinha um sentimento de falta, uma angustia sem explicação, a falta de algo que ela não sabia exatamente explicar. Embora já havia se acostumado com sua condição, ás vezes o isolamento era insuportável.

FÉ.

Todos os dias na vida de Elisabeth eram movidos por esta pequena palavra.

Naquela noite, antes de deitar para dormir Elisabeth sentou em sua cama e como em todas as demais noites ela rezou.

"Deus meu pai, eu sou grata por todas as bênçãos que tem me dado, por nunca me desamparar e por seu amor incondicional para a humanidade. Senhor não quero ser egoísta mas meu pai eu não sei o que há comigo, sinto uma angústia, uma inquietação, me sinto presa, sinto que me falta uma parte, talvez a mais importante para que eu seja feliz, eu sei que o Senhor tem muitas coisas para resolver, muitas pessoas que realmente precisam, mas meu Deus eu não quero mais me sentir assim. O mundo tão cheio e eu aqui me sentindo afogada na solidão, Por favor Pai eu realmente preciso de ajuda e sei que o senhor é bondoso e nunca abandona seus filhos, rogo para que me ajude mas que não seja feita minha vontade e sim a sua, que seja feito o melhor não só para mim mas também para meus irmãos e irmãs.

Eu não sei se pode me ouvir, mas peço que ajude, peço que me ouça.

Amém!"

ORAÇÃO.

ELE estava sentado numa poltrona enquanto ouvia as inúmeras orações que chegavam, na maioria das vezes ouvir tantas e ao mesmo tempo provocava-lhe uma insuportável dor de cabeça. As futilidades e hipocrisias que ouvia machucavam seu ser, mas naquela noite em meio a tanta podridão, um clamor chamou sua atenção, a verdade nas palavras, a verdadeira humildade, o pedido que vem do fundo da alma, aquela sim era uma oração de verdade, mas o que mais o chocou não foram a fé ou o amor direcionados, o que o fez parar e refletir, o que se prendeu em sua cabeça, foi ouvir da boca da jovem uma frase que ele não normalmente não queria lembrar " Sei que o senhor é bondoso e nunca abandona seus filhos!" Ele fez o melhor para os filhos, queria que aprendessem a viver sem sua supervisão, que usassem suas escolhas para crescer e evoluir mas a questão é que os filhos não achavam isso, seus meninos se sentiam abandonados, embora esse nunca foi o caso.

O tempo que passou com os humanos, o fez ver o quanto errou em seu julgamento, ele deveria ter ficado no céu, ninguém sofreu mais que ele ao ver seu adorado filho cair, ninguém sofreu mais ao ver Gabriel desistir do céu e ir embora, viver como um pagão, seus filhos lutando pelo poder, se corrompendo, isso doeu e ainda dói! Dói saber que quando os deixou, eles perderam totalmente o controle. Quando Castiel, seu pequeno Serafim, um dos mais valentes, se tornou uma versão distorcida de um Deus, ele quase interviu, quase puxou seu pequeno garoto em seu colo e embalou em seu amor. Mas sabia que não era a hora, seus meninos na jaula ainda precisavam aprender antes que ele pudesse intervir.

Seus dois filhos erraram procurando fazer o melhor, erraram para tentar provar que são bons e agora precisam aprender. Contudo doía ver Miguel sofrer com sua ausência, seu pequeno soldado tomou conta da situação quando ficaram sozinhos mesmo quando ele errou, fez por pensar ser o melhor e saber de sua dor na prisão machucava demais.

Mais enfim a dor de seus filhos iria passar, agora que Elisabeth está pronta, Ele percebe que é o momento de voltar à ativa. A situação do céu, estava indo de mal a pior, era hora de tomar as rédeas de sua casa e fazer as coisas se acertarem, para ele, para os filhos, para os Winchester e para a doce menina Elisabeth.

Notas finais
Gostaria de mais uma vez agradecer a Gabriele por tão gentilmente me ajudar com esta história que a dias rondava meus pensamentos.