Da Penitência Ao Amor
6 Capitulo 5
Notas iniciais
Capitulo 5
O Winchester mais novo paralisou ao ouvir a voz do Arcanjo, sua mente começou a lembrar do tempo em que ele foi torturado no inferno pelo ser sentado bem a sua frente. Lúcifer mantinha o mesmo sorriso que usava para esfolar, rasgar e cortar sua pele. Aquilo foi demais para Sam, ele não respirava, não conseguia, sua agonia estava o levando a tremer inteiro, mas só percebeu isso quando seu irmão pôs a mão em seu ombro como para assegurar que estava tudo bem.
– Lú- Lúcifer. — Sam gaguejou.
– Sam pega o Cas e vai para o quarto do Bobby! — Dean ordenou, Sam não se moveu, ele respirou fundo, arrumou a postura e encarou o ser a sua frente.
– Não, eu vou ficar! — Sam respondeu e Dean não iria discutir com ele, não na frente do Diabo.
A MorningStar por outro lado não esperava essa reação de Sam, talvez ele esperasse que o rapaz tivesse superado, mas pelo que ele pode ver não era o caso.
– O que você quer? — Rosnou Dean, Lúcifer se levantou e andou até ele.
– Ei Cassie! — Castiel apenas encarou, deu um pequeno sorriso e depois afundou o rosto na curva do ombro de Dean.
– Fala logo Lúcifer! — Dean exigiu.
– Nossa para quê tanta pressa? – O Caído perguntou como se não entendesse o desconforto dos irmãos — Mas vamos lá, afinal eu tenho pouco tempo e espero que em uma semana arrumem um quarto para Miguel, Adam e eu.
– Por que Gabriel... – Sam começou a perguntar,
– Meu irmão tem mais o que fazer Samuel! Ah Dean já ia esquecendo! Gabriel pediu para você não surtar pois nem um de nós sabia! — Disse o caído com uma expressão dissimulada — Tenho a leve impressão que ele está achando que eu sou garoto de recados. — Disse o Arcanjo resmungando a última parte.
– O que.... — Dean ia perguntar, mas o Arcanjo já havia sumido.
– Você está bem? — Dean perguntou para Sam.
– Sim, é eu vou ter que me acostumar não vou? — Sam respondeu se levantando, ele foi para o lado de fora.
Dean contou para Bobby o ocorrido, quando foi deixar Castiel aos seus cuidados, e assim que o anjinho estava distraído com seus brinquedos os irmãos partiram para a delegacia da cidade com o intuito de descobrir coisas sobre a caçada.
Chegando ao local eles se apresentaram como Agentes Rogers e Plant.
– Senhores eu vou pedir para que esperem aqui, eu vou pegar as informações que precisam! — Disse o jovem policial.
Os irmãos pegaram suas informações e já estavam indo quando repararam numa menina sendo arrastada pelo braço para dentro da delegacia, o estranho era que a menina não parecia ter mais que 15 anos, o que fez Dean ranger os dentes para a cena, ele realmente sentiu vontade de socar o policial por destratar uma criança.
– Larga ela! — Dean falou para o policial.
– Que? Quem você pensa que é? — Perguntou o policial gorducho e bigodudo.
– Eu sou o Agente Rogers, e esse não é o jeito de tratar uma criança! — Dean falou mais alto que o normal.
– Federal se meta nos seus negócios! — Respondeu.
– Ei quem "cê" tá chamando de criança velhote? — A menina respondeu e Sam tentou segurar a risada.
– Viu? — Disse o policial.
– Tudo bem, mas o que ela fez? — Sam perguntou.
– Invadiu a sala do diretor da escola...
– Ninguém acredita em mim, mas...
– Cala a boca! Eu vou ligar para sua mãe e aí você conta sua fantástica história para ela! — O policial continuou a levar a garota para dentro.
Aquilo era estranho, das duas uma, ou a menina era realmente uma delinquente ou sabia de alguma coisa e queria ajudar, Sam pareceu pensar a mesma coisa que Dean.
– Bem temos que cruzar os casos, ver o que eles têm em comum e ver se tem alguma coisa na escola! — Sam falou.
– Pensei a mesma coisa! – falou Dean.
Eles foram para o quarto de Bobby e viram o mais velho sentado na cama, olhando enquanto Castiel fazia uns rabiscos em um papel, claro que Sam foi esperto o bastante para tirar uma foto.
– Você apague essa porcaria seu idiota! — Bobby falou irritado.
– Claro! — Sam respondeu guardando o celular no bolso, ele estava tentando agir com naturalidade, mas não parava de pensar que em uma semana estaria morando sobre o mesmo teto que Lúcifer.
– Sam temos que cruzar os dados sobre o caso! — Dean parecia animado.
– Tá, olha pelo que diz aqui na ficha da polícia, todos eles eram estudantes da mesma escola, nenhum desses adolescentes teve problemas com a polícia, agora temos que ver como eles eram na escola! — Explicou Sam.
– Claro, amanhã temos que ir até lá- Dean comentou. — Mas agora eu vou pegar esse rapaz, dar o jantar e agasalhar ele para dormir! — Dean falou enquanto fazia cócegas em Castiel, as risadas do menino eram altas, Sam e Bobby se encararam por um instante.
– E o prêmio de mãe do ano vai para: Dean! — Bobby zomba.
– Não teve graça! — Diz o Winchester mais velho saindo do quarto.
Na manhã seguinte, mas uma vez deixaram o pequeno com Bobby, e seguiram para a escola, era uma estrutura como qualquer outra, alunos correndo para lá e para cá, professores desanimados, algumas alunas olharam para eles com certa malícia, mas nada que parecesse fora do comum.
Eles seguiram para a sala da direção, e lá encontraram a menina da delegacia.
– E aí velhote, olá Gigante! — A menina disse com um sorriso.
– Meu nome é Dean e esse é meu irmão Sam, estamos aqui para falar com...
– Saquei, devem estar aqui para falar com o diretor Lowley, ele está lá dentro, vocês estão por conta das mortes não é? — Perguntou a menina agora com um ar de seriedade.
– Sim, você sabe de alguma coisa? — Sam perguntou.
– Senhorita Stuart, o que faz aqui? — Perguntou o homem de meia idade que abriu a porta, ele era magro e alto com um aspecto franzino.
– Não me chame por esse sobrenome ridículo o certo é apenas Robinson e vim por que minha mãe mandou eu me desculpar com o senhor. — Falou a menina.
– Desculpas aceitas e agradeça a sua mãe por eu não te dar uma suspensão! — Disse o homem, a garota saiu murmurando coisas não muito educadas.
– Desculpem senhores, esses alunos só me dão dor de cabeça! — Falou o diretor dando espaço para eles entrarem
– Adolescentes são difíceis! — Dean comentou, mas sua mente estava longe, ele estava pensando naquela menina, ela parecia tanto com Cassie quando era mais jovem e o sobrenome igual o incomodava demais
–Nenhum deles era o que você pode chamar de aluno exemplar, eu tive problemas com todos eles, eles eram alunos tão difíceis quanto Amy Stuart! — Disse o diretor.
– Eles teriam problemas com algum dos alunos? — Sam perguntou.
– Na verdade seria mais fácil se eu te disser com quem eles não tiveram problemas! — Ele disse enquanto abria a gaveta, pegando uns papéis. — Olhem a Amy era amiga dos três, talvez ela possa dizer mais sobre eles! — O homem disse encerrando a conversa.
Então eles foram atrás de Amy, não foi difícil encontrar a garota, ela estava sentada na escada, junto com um garoto um pouco gordinho.
– Falaram com o Diretor? — Perguntou.
– Sim, mas você não deveria estar na aula? — Dean perguntou, mas ela apenas deu sorriso de canto.
– Nada, o professor da última aula faltou, por isso eu estou esperando minha carona! — Ela respondeu com o mesmo sorriso nos lábios, que Sam tinha certeza que já viu em algum lugar.
– Entendo, mas o diretor disse que você conhecia os garotos....
– Eles eram ameaças, não eram nossos amigos tentaram nos afastar! — Disse o gordinho, antes que eles pudessem dizer alguma coisa, um carro parou na calçada e uma mulher saiu dele.
– Mais que demora Cassie! — Disse Amy. — Agente Dean, agente Sam essa é minha mãe.
Naquele instante Dean gelou, era Cassie bem ali na frente dele, seus pensamentos estavam a mil, ela não parecia estar em uma situação melhor que a dele, mas foi aí que Sam falou.
– Sou Sam! — Disse fingindo não conhecer ela.
– Cassie Stuart, algum problema com minha filha? — Perguntou dando ênfase na parte minha filha.
– Não, apenas mais um caso! — Sam respondeu.
– Foi bom conhecer vocês! — Ela disse e saiu.
Mais tarde naquele dia, Dean estava distraído, ele não conseguia tirar Cassie e Amy de sua cabeça, por mais que tentasse juntar as peças era difícil entender como podiam ser mãe e filha se a garota não aparentava ter mais que quinze ou quatorze anos, o que era impossível pois nessa época, Cassie e ele estavam juntos. Dean precisava conversar com Cassie, tinha muitas dúvidas e parando para pensar, a pequena garota tinha o mesmo tom de olhos que seu irmão mais novo, na verdade ela até tinha alguns trejeitos que parecia Sammy, e isso só criava mais dúvidas, Dean não iria aguentar ele iria tirar essa história a limpo assim que terminasse o caso.
Quando á noite chegou os Winchester saíram novamente, aquele era o último dia da lua cheia e era o último dia para pegar o monstro.
Os irmãos decidiram se separar, Dean seguiu o garoto estranho e Sam foi atrás do diretor, afinal eles eram os únicos que tinham motivos, a princípio tudo normal, porém a noite o que antes era um menino gordinho, se transformou em um enorme lobisomem, que nesse momento estava pulando a janela, Dean deu partida no carro e começou a seguir o ser.
Na casa do diretor estava tudo normal, até que um carro, com faróis apagados para bem na frente da casa, Sam vai até lá e vê Amy!
– O que está fazendo aqui? -Sam sussurra.
– Olha sei que não vai acreditar, mas eu estou tentando ajudar, não sei o que é mas tem alguma coisa atrás do diretor, e eu não posso deixar mais ninguém se machucar por minha causa! – Respondeu Amy Sussurrando.
Assim que terminaram de falar, eles viram a porta ser arrancada e o carro de Dean parando bem ali, eles saíram correndo, atrás daquilo que quebrou a porta e de Dean que empunhava uma arma, dois tiros foram ouvidos e o corpo do monstro estava no chão, aos poucos o lobisomem foi mudando e eles viram o garoto, olhando ao redor perceberam o diretor desmaiado, eles o deixaram ali e Sam foi ver se tinha câmeras de segurança na casa, mas graças aos céus não tinha.
Assim que o Lobisomem estava no chão Dean foi verificar Amy que estava ali parada, ela estava tentando absorver o ocorrido e o Winchester não tardou a puxa-la para que eles saíssem de lá, Dean dirigindo o carro que a garota provavelmente roubou da mãe, e Sam seguindo eles no Impala, os irmãos levaram Amy para casa, Dean ia ter uma boa conversa com a mãe dela, e Sam tinha a sensação de que aquela seria uma longa noite.
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