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Capitulo 3

Perplexos os Winchester continuavam a olhar para o homem que consideravam um pai, embora as recentes notícias tenham sido avassaladoras nada se comparava a isto; ver Bobby vivo e bem ainda era inacreditável.

– Bobby...- Dean sussurrou indo em direção ao velho Singer e o abraçando, logo Sam se juntou para abraçar o ressuscitado.

– Gente eu entendo que vocês estão felizes em me ver, eu também estou feliz em ver vocês, mas essa coisa de abraço coletivo não é comigo! — Bobby reclamou.

– Nem comigo, sério se eu tiver que ver mais disso eu juro que arranco meus olhos! — Disse outra voz bem conhecida.

–Ah ótimo, Balthazar! — Dean falou com desgosto.

– Recue o sarcasmo Winchester, eu nem estaria aqui se não fosse obrigado. – Balthazar estava sentado na biblioteca tomando algo que parecia conhaque. – E por falar em obrigação, onde está meu adorável irmãozinho?

– Ele ainda está dormindo mas por que o interesse? – A pergunta deixou Sam desconfiado, afinal foi Castiel quem assassinou Balthazar.

– Não é nada o que você está pensando Samuel, infelizmente tenho que ajuda-los a cuidar do pirralho que se você não for lá pegar vai chorar em poucos minutos! — Balthazar falou apontando para Dean e o loiro depois de insultar o anjo intrometido correu para o quarto, pois alguma coisa dentro do primogênito Winchester não queria ver o pequeno Cas chorando, ele queria defender o anjinho.

Quando Dean voltou com Castiel em seu colo, Sam estava conversando com Bobby e Balthazar enquanto aparentemente fazia o café da manhã, ele parecia aceitar as coisas com muita naturalidade ao contrário de Dean que sempre teve problemas com mudanças bruscas. Embora, a situação com Castiel não o incomodava como o esperado.

– Bem esse menino é mesmo o Castiel? — Bobby perguntou olhando embasbacado para o bebê de olhos azuis.

– É! — O pequeno respondeu, e logo fingiu voltar a dormir.

– Ele fazia isso...- Balthazar riu. — Ele fingia dormir para ficar no colo, Gabriel e eu sempre caiamos nessa! — Falou ainda com um pequeno sorriso.

– Isso não parece o estilo de Castiel! — Bobby falou ainda analisando o anjinho.

– Quando ele era um principiante aprontou bastante, mas quando Gabriel foi embora Cassie foi mandado para Naomi, então ele ficou.... Bem mais sério. — Dava para sentir um pesar na voz de Balthazar, ele parecia se ressentir por não ter ajudado o irmão mais novo.

Num time perfeito Gabriel carregando uma criança apareceu no centro da cozinha fazendo Sam derrubar uma pequena pilha de panquecas.

– Droga Gabriel qual seu problema? – Sam pareceu ficar imediatamente tenso na presença do Arcanjo – Não sei por que Diabos moramos num Burker se todo tipo de idiota entra aqui sem permissão!

– Se eu soubesse que você ficaria tão chateado com minha demora, teria voltado mais rápido Samsquatcha! – O Arcanjo estalou os dedos fazendo com que a bagunça de comida derramada fosse organizada.

– Não vai me dizer que esta garotinha é outro anjo que encolheu? — Dean perguntou enquanto tentava comer e carregar Castiel ao mesmo tempo.

– Não acredito que vocês não sabem da prole de minha irmãzinha aqui? – Balthazar perguntou sorrindo descaradamente.

– Como assim prole? – Sam olhava para a pequena garota que parecia muito à vontade no colo do Trickster.

– Balth o que você ainda está fazendo aqui que não foi cumprir as ordens do Pai? – Gabriel lançou um olhar feroz em Balthazar que sorrindo levantou da mesa e foi andando em direção à sala de estar.

– Hei imbecis! Alguém tem que abrir a porta para que eu possa sair, afinal só os Arcanjos entram nesta droga sem convite. – Samuel acompanhou o anjo para a porta enquanto seu irmão explicava para Bobby como eles encontraram o Burker.

– Se só Arcanjos entram sem convite como você entrou aqui mais cedo? – Sam estava bem interessado na resposta.

– Pai me enviou – Foi a resposta simples dado pelo anjo que saiu da casa e desapareceu num bater de asas. Ainda analisando as condições de segurança no Burker Sam retornou à cozinha, o assunto sobre o avô dos meninos e os últimos anos que Bobby não estava presente ainda acontecia mas o jovem Winchester preferiu dar atenção a garota que estava sentada sobre a mesa. A pequena tinha olhos azuis e longos cabelos castanhos, parecia bem tranquila enquanto comia pedaços de maçã.

– Você vai ficar aqui ou tem outro lugar para ficar? — Sam perguntou para o Arcanjo que parecia bem à vontade.

– Papai me proibiu de usar minha casa ou qualquer dinheiro adquirido de forma desonesta ou por meio de meus poderes, então sim de vez em quando eu tenho que ficar com vocês, imagina como eu tô feliz! — Disse com seu habitual sarcasmo.

– Ter você conosco é um sonho realizado! — Dean falou também com sarcasmo e com uma certa pitada de deboche – Agora que temos sua adorável companhia, que tal você explicar quem é a garota?

– Sou Hel, mas podem me chamar de Hella se for mais fácil para vocês. – A garota tinha a voz infantil mas se expressa com a naturalidade de um adulto.

– Hel como a guardiã do Submundo? – Perguntou Sam

– Ela não tem só o nome parecido – Disse Bobby — Ela é a própria ou vocês esqueceram que o arcanjo aí passou uns séculos fingindo ser um deus pagão.

–As histórias são reais? — Sam não sabia o porquê mas ele não podia evitar o pequeno incomodo que o assolou. – Quer dizer que todas as esposas e filhos existem?

– A “mamãezinha” aqui tem duas esposas e cinco filhos mas com certeza não vai levar o prêmio de Pai do Ano. – Hel respondeu enquanto descia da mesa e caminhava em direção a Dean e Castiel, quando ela chegou perto o bebê abriu os olhos e sorriu para a pequena – Olá pequeno anjo.

– Se você é um pagão secular porque ainda é uma criança? — Perguntou Dean.

– Ela não é uma criança, só está usando esta aparência para tentar afetar meu emocional. – Respondeu sombriamente Gabriel.

– Falando neste papo de pai e mãe o que houve com seu navio? — Dean com a delicadeza de uma manada perguntou. – Afinal até onde eu lembro você era um cara nanico não uma stripper vestida de colegial.

– Dean dê um tempo – Pediu Sam enquanto tomava café — Gabriel está nos ajudando.

– Eu não ressuscitei para ter que aturar estas bobagens – Bobby saiu da cozinha ainda reclamando dos idijits que não sabem quando parar.

Notas finais
Olá queridos, Embora Gabriele e eu adoramos escrever esta história, nos gostaríamos da opinião de vocês, para saber como anda a recepção dos leitores. Então o que vocês estão achando?