Da Penitência Ao Amor
45 Capítulo Bônus 6
Notas iniciais
Capítulo Bônus 6
Balthazar andava animado e queria que tudo saísse perfeito era a primeira vez em que estava em um relacionamento sério pois nunca foi alguém de se amarrar, mas agora tudo era diferente e queria mostrar um pouco de seu mundo para seu namorado então por isso marcou um encontro com Fenrir em um dos seus restaurantes favoritos que fica no hotel Four Seasons em New York, esse hotel tem uma das diárias mais caras do mundo mas para o serafim este não era um problema.
O grande problema para Fenrir era que não fazia ideia de como lidar com esse tipo de situação, aquelas roupas, que aliás Hel, Amy e Claire o ajudaram a escolher o fazia sentir-se oprimido e deslocado. Ele não pertencia aquele lugar mas iria até fim por que isso era importante para seu namorado.
Quando Grande Lobo chegou ao restaurante, teve que falar com o Metre, para que o homem que estava vestido como um pinguim o levasse até a mesa onde Balthazar o esperava. Deu um beijo rápido no namorado e se sentou na cadeira, era tudo tão... diferente para Fenrir, haviam tantos detalhes, para começar aqueles talheres, eram talheres demais para comer, ele se sentia perdido.
– Você está bonito! — Disse Balthazar.
– Você também, mas as minhas roupas foram escolhidas por Hella, Amy e Claire. — Disse tentando parecer o mais gentil possível.
– Eu tomei a liberdade de escolher os pratos, espero que não se importe! — Disse Balthazar percebendo a inquietação do namorado.
– Claro! — Sorriu Fenrir.
O lugar era estranho e muito desconfortável, ele só estava ali por que era muito importante para Balthazar, ama o anjo e por ele enfrentaria aquele lugar ridiculamente pomposo.
– Senhores. — Um homem de terno chamou, trazia uma espécie de carrinho onde estavam os pratos. — Meu nome é Luigi, e eu servirei vocês esta noite! — Disse o garçom, colocando a pré entrada na mesa era um Consomê de aspargos, para beber um vinho tinto Cabernet.
O Garçom se foi e Balthazar percebia o desgosto de Fenrir.
– Não está gostando? — Perguntou Balthazar.
– A companhia vale a pena...
– Em compensação o resto não lhe é agradável? — Balthazar fala.
– A questão é que isso não é para mim! — Disse o lobo apontando para o local.
– Ah então quando eu tenho de ir a uma barraquinha de cachorro quente tudo bem? — Balthazar diz bastante irritado e magoado.
– Pensei que tivesse gostado! – Defende-se o moreno.
– Eu me esforcei para gostar das coisas que você aprecia...
– Quer saber? Isso foi um erro! — Disse o deus se levantando e indo em direção ao saguão do hotel.
Claro que azar foi atrás dele, e logicamente atraíram o olhar de todos.
– O que você quis dizer com "Isso foi um erro?" — Disse o loiro mais alto do que pretendia bem no meio do saguão.
– Olha para a gente Balth, nós dois não temos nada a ver somos e fazemos coisas completamente diferente e esse negócio de opostos se atraem só funciona na tv, nunca daremos certo somos como água e vinho, já vivi muito Balth, não tenho que fingir ser quem não sou para agradar ninguém! — Respondeu o Grande lobo.
– Quem te pediu para fingir alguma coisa moleque? — Perguntou o anjo.
– Olha para esse lugar, olha para mim, não sou feito para essas coisas.
– Você acha que isso realmente importa?
– quer saber? Acho sim! — Disse o Deus a plenos pulmões.
– Quer saber eu não vou discutir com um... — Balthazar é puxado por Fenrir e eles ficam bem próximos.
– Com um o que? — Fenrir praticamente rosnou e Balthazar o encarava enquanto todos no saguão observavam a cena
– Me solta Fenrir, não quero te machucar! – O lobo riu e os olhos se encontraram, o motivo da briga foi esquecido, o saguão cheio por conta da época do ano foi ignorado, nada mais existia apenas eles dois. O deus aproximou lentamente seus lábios dos de Balthazar eles se beijaram, ali na frente de todos.
As reações foram as mais diversas possíveis, alguns viraram a cara, outros riram, algumas meninas suspiraram e eles dois alvos de tanta atenção nem se importavam.
– Sei que não gosta de luxo, mas eu reservei um quarto para nós.... – O Serafim disse no ouvido do outro.
Eles subiram para o quarto de número 822, era uma bela e luxuosa suíte, assim que trancam a porta o Lobo atacou a boca do amado dessa vez de maneira mais apaixonada, mas Balthazar interrompe o beijo.
– Não te trouxe aqui para isso, só queria sair lá de baixo e acabar com aquele show! — Disse sério, talvez Fenrir estivesse certo e tudo o que eles viveram foi um erro, de verdade Balthazar queria acreditar que não.
– Então para que?
– Você sabe muito bem... — Balthazar se afastou. — Talvez você tenha razão...
– Não olha! Eu fui um idiota que não deveria ter falado aquilo, você é muito importante para mim, mas as vezes parece que... que você quer que eu seja outra pessoa e isso me incomoda. Quero que entenda que sou só isso que você conhece, nada a mais, nada menos! — Disse o mais sincero que já foi em sua existência.
– Não quero que mude, gosto de você do jeito que é, eu só. ... pensei que fosse ser especial! — Disse o anjo e Fenrir se levantou indo até Balthazar e pondo a mão no rosto do anjo.
– Cada dia ao seu lado é especial, só pelo simples fato de estar junto a você, não preciso de comida cara para ver o quão especial para mim você é! — Em toda a existência de Balthazar ninguém havia sido assim com ele, ninguém nunca havia achado que ele era especial.
Dessa vez foi Balthazar quem tomou os lábios de Fenrir, que foi retribuíndo com toda a urgência que o Lobo sentia, ele segurou as pernas de Balthazar e fez com que o anjo envolvesse sua cintura com os membros.
O lobo andou até a cama, seus olhos já possuíam uma coloração vermelha pois seu lobo interior gritava para que ele tomasse Balthazar logo, entretanto queria fazer desta uma noite especial.
Deitou o anjo na cama sem muita delicadeza. Balthazar tirou o paletó porém sua camisa foi rasgada por Fenrir que começou a desferir, Beijos, chupões e leves mordidas, fazendo o outro se arrepiar. O Lobo parou e com mãos bastante habilidosas retirou o cinto do anjo.
Não demorou muito para ambos estarem despidos. Seus corpos nus se chocando em busca de mais contato, as mãos acariciavam todo o corpo um do outro deixando pequenas marcas vermelhas devido as unhas.
Balthazar desce a mão até o membro do moreno, segurando-o com firmeza, fazendo leves movimentos de vai e vem, deixando a respiração do lobo irregular.
– O que você quer que eu faça Fen? — Perguntou sua voz era pura malícia.
– Você sabe muito bem! — Ouviu o lobo dizer.
– Talvez. — Em um movimento rápido, Balthazar faz o mais Jovem se deitar e leva sua boca bem próxima ao membro rígido do grande lobo. — Você quer que eu faça isso!?- Perguntou passando lentamente os lábios na glande do outro.
Não demorou muito para que Balthazar engolisse o membro do amante, o que fez o moreno gemer alto e segurar com um pouco de força nos cabelos curtos de do outro. Logo o loiro sente que seu parceiro está perto do ápice e para, arrancando um gemido de frustração do mais alto, porém logo sorri ao ver que o namorado pega o lubrificante que estava em baixo do travesseiro e entrega a Fenrir.
O grande Lobo começa a preparação de Balthazar o penetrando com primeiro digito, assim que percebe que o loiro está mais confortável ele coloca o segundo digito e começa os movimentos de tesoura, assim que os gemidos do anjo tornam-se altos demais, ele o penetra.
Fenrir só começa a se movimentar quando percebe que o companheiro está pronto, então as estocadas ficam cada vez mais fortes e firmes, ele segurava nos quadris de Balthazar enquanto se move, ambos gemiam alto. Fenrir estava suado e possuía algo feral em seus olhos, o mais Jovem segura o membro de Balthazar e começa a masturbar o anjo no mesmo ritmo das estocadas, sendo o primeiro a vir e fazendo Balthazar chegar a seu ápice sujando a mão do deus.
– Eu te amo Balthazar! — Disse puxando o anjo para um beijo.
– Eu... eu também amo você! – Disse entre arquejos. Nenhum dos dois precisavam dormir, mas ficar ali juntos era tudo que precisavam.
Fale com o autor