Notas iniciais
Olá queridos!

Capítulo 43

Para quem não queria dormir, Bobby ainda cochilou por meia hora antes de acordar com um barulho qualquer, agora estava tomando um café e planejava voltar a suas pesquisas. Hella e Adam estavam pesquisando nas mesas enquanto Sam, Jörmundgander e Fenrir estavam no andar inferior procurando livros de estoque. Narfi, Vali, Claire e Amy ainda estavam assistindo televisão, mesmo que Amy não conseguisse prestar muita atenção em nada.

– Sabe eu não consigo ver a graça desse...

– Shii! Fica quieto Narfi! — Claire falou, a garota queria prender a atenção ali para esquecer os problemas que todos estavam passando.

– Ei! Não fala assim com meu irmão! — Vali reclamou.

– Gente só parem por favor! — Amy disse a garota que sempre era a alegria em pessoa estava arrasada.

– Desculpe Amy! — Disseram os gêmeos, conheciam todos ali a pouco tempo, mas era impossível não partilhar da dor que a menina vinha passando.

Ela assente e volta sua atenção para a tv, mal tinham voltado ao filme quando escutaram um estrondo vindo dos quartos.

– Ouviram isso? – A pergunta logo foi respondida quando um novo estrondo veio da direção dos quartos, quando correram para lá encontraram Bobby, Hel e Adam correndo da biblioteca.

– O que foi aquele barulho? — Perguntou Bobby.

– Não sabemos. — Amy respondeu, alguma coisa dentro dela dizia que aqueles estrondos tinham haver com seu pai e isso a deixava muito angustiada.

– Vamos. ...

Um grito de dor cortou o que Claire iria falar, esse grito foi logo seguido por um estrondo bem mais forte.

– Gente o que está acontecendo? — Perguntou Sam que só agora havia conseguido chegar no corredor.

– Não sabemos tio, mas sei que tem algo a ver com meu pai e eu vou...

– Você não vai a lugar nenhum! — Disse Gabriel, ele parecia um pouco atordoado.

– Olha é meu pai que está lá dentro....

Um tremor, corta as palavras de Amy.

– Não sabia que tinha terremoto no Kansas. — Disse Fenrir em uma brincadeira fora de hora.

Logo depois da fala do Lobo, uma Luz branca e ofuscante toma conta de cada pedacinho do Bunker fazendo até Gabriel tapar os olhos, a luz era quente, não a ponto de queimar, mas sim um quente reconfortante além de passar uma paz incrível.

Quando finalmente a claridade se foi, o Bunker foi tomada por uma total escuridão, como se a luz anterior houvesse roubado toda a claridade ao seu redor.

– Que diabos foi isso? — Claire perguntou.

Primeiro foi o calor, a sensação de fogo em brasa que atingiu sua mão quando tocou Dean, entretanto ao forçar o toque uma sensação calmante o dominou, uma bola de luz perolada saiu do primeiro envoltório de calor e Castiel transformou sua mão em concha para que assim pudesse acomoda-la.

Quando a luminescência encostou no serafim, todo quarto explodiu em luz e calor, os anjos presentes fecharam os olhos para não serem prejudicados. Uma sensação de amor e acolhimento envolveu a todos.

Castiel olhava atônito a bola de graça modificar e se solidificar em suas mãos. O que era pureza e poder começou a moldar-se em tronco, membros e uma pequena cabeça que brilhava intensamente. O que antes era resplandecência virou uma pele alva. Depois disso tudo parou e o anjo puxou para seus braços um pequeno bebê.

A sensação era inexplicável o que fez Castiel apenas olhar admirado para a criança. O corpo gordinho, as mãos pequeninas, os dedos dos pés todos certinhos, era perfeito. Apesar de tudo isso a atenção do anjo estava totalmente voltada para as pequenas sardas que enfeitavam o nariz do bebê.

Assim que as luzes estabilizaram e Castiel segurava nos braços um recém-nascido, Raphael correu para ajudar Dean. O caçador estava totalmente normal mas inconsciente fazendo com que a arcanjo tocasse em sua testa para desperta-lo.

O calor. Se lembrava perfeitamente do calor, sentia como se seu corpo estivesse sendo partido ao meio e a dor era mortal, seu peito estava sendo rasgado tinha certeza. Sua visão estava nublada pela dor intensa, mas podia ouvir, estava consciente, ouviu Castiel chamar seu nome mas não podia responder.

Sentiu o toque gentil em seu ombro que o fez deitar, enquanto se debatia sentiu alguém o estabilizar. Era Castiel? Sabia que sim, por algum motivo que não sabia exatamente explicar, ele sabia que era o anjo, seu anjo, que o estava salvando mais uma vez. Novamente foi tomado pela dor quando sentia algo afundar em seu peito.

A luz tomou conta de tudo e então veio a paz, não sentia mais dor, por um instante viu Castiel segurando algo e depois apagou.

Não demorou muito para ser acordado, ao seu redor estavam Castiel, Raphael, Michael e Balthazar todos o olhavam embora Castiel parecia mais interessando no que estava em seus braços.

– Ele parece bem! — Ouviu Raphael dizer.

– Obrigado irmã. — Castiel disse.

Os três saíram e Castiel se sentou ao lado de Dean, foi neste momento que o Winchester percebeu que o que estava em seu colo era um bebê, aquele era o pequeno ser que esteve dentro de si, sabia que era um ser sobrenatural, mas acima de tudo seu filho, seu e de Castiel. Olhando para cima reparou que o anjo encarava o pequeno com tanta ternura e amor.

Castiel o olhou ternamente e depois parecendo tenso estendeu o pequeno em sua direção. De início Dean hesitou mas logo estendeu os braços e pegou no colo. No começo foi estranho mas logo se pegou admirando o corpo rechonchudo, as mãos pequeninas, as bochechas rosadas, sardas e os cabelos negros como os de Castiel. Não pôde evitar sorrir quando percebeu o quanto a criança parecia o anjo.

O serafim acariciou a mão do recém-nascido e teve seu dedo segurado pelo bebê, seu sorriso bobo fez Dean sorrir também.

– É um menino e é perfeito! — Castiel diz quebrando o silêncio.

– Sim... — Dean responde, mas para de falar ao ver que seu pequeno vai pela primeira vez abrir os olhos, foi impressionante, primeiro ele os piscou rapidamente e logo em seguida os abriu totalmente e ambos ficaram extasiados ao ver que o olho esquerdo era de um verde floresta assim como Dean, já o direito era de um azul safira idêntico aos de Castiel.

– Dean...

– Ele é nosso Cas, nosso filho. – Ao falar isso Dean percebe as implicações de cuidar de outro ser. — Como vamos fazer isso Cas? — Dean diz olhando para os olhos do anjo.

– Como tudo que já enfrentamos. Juntos! — A expressão no rosto do caçador era chocada. — Eu percebi apenas agora que ele veio para nos unir, tudo o que aconteceu, só houve em minha clareza agora para perceber isso.

– Cas é um passo muito grande para mim! — Dean fala, não há mais o que negar no momento.

– Dean tudo a seu tempo, agora temos que cuidar do nosso filho. — Foi bom ouvir de Castiel que ele aceita o pequeno, por que Dean tinha medo do anjo temer a criança, afinal o bebê é uma espécie de Nefilim.

Castiel se levantou e foi até sua cômoda, pegou um cobertor de lã azul com alguns detalhes verdes e ajudou Dean a envolver o pequeno.

– Acho que Amy gostaria de vê-lo. — Dean diz.

– Vou chama-la.

Não demorou muito para Castiel aparecer com Amy, a garota parecia ter chorado mas respirando fundo anda até a cama.

– Pai você tá bem? — Ela precisava saber.

– Agora estou. — Dean falou.

Amy subiu na cama engatinhando até chegar bem perto do pai e do irmão.

– Esse é meu irmãozinho? — Amy perguntou, seus olhos estavam se enchendo de lágrimas.

– Sim. — Diz o serafim.

– Ele é lindo! — Fala enquanto alisa o gordo rostinho do irmão. — Tão pequeno... pai posso segurar? — Pede entusiasmada.

Dean com cuidado, passa o pequeno para o colo de Amy, assim que esta acomodado em sua irmã o bebê sorri. — Ele sorriu para mim! — Amy diz com um enorme sorriso no rosto e uma teimosa lágrima rolando.

Sam estava fora do quarto de seu irmão esperando que sua sobrinha e Dean pudessem se ver e conversar, mas assim que passaram quinze minutos, ele praticamente derrubou a porta para entrar e vê-los. Sua expressão perplexa alertou Amy que sorriu e chamou seu nome.

– Tio Sammy? – A garota chamou, em seu colo um cobertor azul envolvia algo que ela segurava com total delicadeza. – Olha que lindo! – Ainda extasiado Samuel caminhou para a cama onde Dean e Amy estavam sentados com as pernas em cima. Seu irmão estava pálido e parecia cansado, assim como Castiel que estava sentado na cama ao lado.

– Ele é um? – Perguntou sem querer continuar a frase.

– Impossível saber. – Castiel respondeu.

– Como assim? – Insistiu.

– Samuel, o bebê foi extraído do peito de seu irmão, ele formou-se nas minhas mãos, não existe nada no mundo com a criação semelhante. – Castiel explicou estoicamente.

– Eu... Como você está Dean? – Perguntou voltando-se para o primogênito.

– Estou bem. – Sam acenou em concordância e olhou para o rostinho do bebê.

– Tem sardas. – Exclamou quando viu as manchinhas cobrindo todo o nariz empinado, mas sua maior surpresa foi quando o pequeno parecendo reconhecer que falavam dele abriu os olhos mostrando sua peculiaridade. – Heterocromia!

– O que? – Amy perguntou curiosa.

– É uma anomalia genética na qual o indivíduo possui um olho de cada cor. – Sam respondeu sem olha-la pois ainda estava admirado com a criança. – Ele é..

– A mistura perfeita de Cas e eu, já deu para reparar. – Dean cortou seu irmão antes que tivesse que ouvir a confirmação de seu pensamento.

– Eu ia perguntar se era um menino. – O mais alto tentou segurar o riso quando viu as bochechas de seu irmão se tingirem de vermelho.

– Sim, ele é um garoto. – Amy respondeu tentando salvar seu pai do constrangimento. – Quer segura-lo?

– Eu nunca peguei um bebê tão novo, não tenho certeza se consigo. – Batidas na porta fizeram os ocupantes olharem em sua direção, Bobby logo abriu-a e colocou a cabeça para dentro.

– Espaço para mais um? – Perguntou um pouco constrangido.

– Claro Bobby, você é sempre bem-vindo. – Dean respondeu.

– Os anjos não conseguem calar a boca, por isso vim ver o que estava acontecendo por aqui.

– Resumindo? – Amy perguntou solicita e assim que seu avô concordou ela logo acrescentou. – Tio Luci apareceu e tirou a Marca de Caim, assim que ele foi embora meu pai começou a brilhar e a luz que só os anjos viam começou a expulsar todos ele menos Cas, por isso ele puxou a bola e quando a tocou ela se transformou no meu irmão. Acho que é isso!

– Seu irmão? – Bobby olhou para o colo da garota.

– Sim meu irmão. – Ele levantou devagarinho e mostrou o bebê.

Ao contrário de todos no quarto que pareciam apreensivos, o Singer simplesmente pegou o pequeno nos braços e olhou para Dean e Castiel.

– Vocês já pensaram no nome? – O anjo e seu caçador se olharam por um tempo.

– Não tenho certeza. – Dean disse um pouco constrangido. – Tinha pensado em John Robert mas parece que ele vai precisar de um nome angélico. – Bobby olhou para o bebê e os pais e sorriu maroto.

– Talvez Daniel? – O mais velho perguntou.

– Sim é um nome com significado perfeito. – Castiel sorriu depois de pensar um pouco.

– O que significa? – Dean perguntou curioso.

– Algo próximo de “somente Deus pode julgar-me” – Bobby respondeu e tranquilamente devolveu o bebê para Amy. – Vou atrás dos anjos para que possam conseguir as coisas que esse rapazinho precisa.

Notas finais
O que acharam do capítulo? E é um prazer apresentarmos o pequeno Daniel nosso amorzinho!