Notas iniciais
Olá queridos!

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Capítulo 25

Amy e Castiel estavam no sofá ao lado de Lúcifer que estava tendo que assistir um filme de líderes de torcida qualquer, entretanto o que o caído queria mesmo era assistir a maratona de "O Poderoso Chefão" mas com as crianças ali não ia dar.

– E aí começou? – Fenrir perguntou assim que chegou na sala carregando tantas guloseimas quanto possível.

– Ainda falta 15 minutos!

– Tio você vai adorar! — Falou Fenrir, ele amava o filme e sabia que o tio ia gostar também.

– O que ele vai adorar que ainda não começou? — Castiel perguntou.

– Nada que vocês vão assistir. – Lúcifer exclamou.

Amy ia responder, mas quando abriu a boca seu telefone tocou, era Dean avisando que chegaria em 15 minutos.

– Cas meu pai está vindo! — Ela falou, com um enorme sorriso.

– Vamos esperar eles na entrada! — Castiel propôs, sem entender o porquê esse afastamento de Dean o deixava incomodado.

De todos os lugares no mundo aquele era especial. Eles amavam estar ali, ninguém sabia daquele recanto de paz exceto pelos irmãos. Narfi e Vali estavam em um campo aberto, coberto de pequenas flores coloridas. O lugar tinha a melhor vista das estrelas de toda Asgard por isso desde crianças eles fugiam para ficarem sozinhos e poderem refletir. Hoje não havia sido diferente, pois já fazia algumas horas que estavam ali parados, um olhando para o outro, mas nada diziam, até que Narfi quebra o silêncio.

– Isso é ridículo! Vamos...

– Ficar um encarando o outro? Não irmão, estou confuso e não sei por onde começar. — Vali disse seu rosto era triste e cansado.

– Eu sinto o mesmo, mas as coisas são bem simples, ou vamos ver como é a vida ao lado de nosso pai ou ficamos com nossa mãe. ....

– Não deveríamos ter que escolher! — Vali diz e depois dá um longo suspiro.

– Como não? Você viu assim como eu tudo o que aconteceu! — Narfi diz um pouco mais alto do que gostaria.

– O que eu vi hoje... Foi nossa mãe matando um homem bem na nossa frente e que nosso pai nos deu direito de escolha. — Vali fala como se cada palavra doesse ao sair.

– Ele nos abandonou!

– Isso foi o que nos contaram Narfi, ele também não ficou com os...

– Irmãos? O único irmão que eu tenho é você! — Narfi praticamente gritou.

– Nós não conhecemos eles! — Vali levantou, o irmão ia interromper, ele fez um sinal para que Narfi se calasse. — Nós não conhecemos nem o nosso pai! Droga! me diz o que temos a perder aqui, onde todos veem a nós como filhos de um traidor, nossa mãe mesmo está nos usando, me diz você queria ter feito aquilo? -

– Eu estava pensando no que o...

– Dean. — Vali completou.

– Isso! Ele disse que não precisaríamos perdoar nosso pai, apenas dar uma chance! — Narfi fala de uma maneira mais leve.

– Sabe que se formos será um caminho sem volta?

– Eu sei. Então qual dos nossos irmãos iremos procurar para nos levar a morada de nosso pai? — Narfi diz sorrindo.

Vali segura na mão do irmão e estala os dedos, ele sabia que estava rumo a um novo caminho em suas vidas, eles só queriam estar fazendo o certo.

Jörmundgander estava em um restaurante, desfrutando de sua boa comida e calmaria, embora sentisse falta dos irmãos, estava feliz que ambos estivessem enamorados, mesmo que agora ele tinha que sair sozinho. Calmamente enquanto tomava um gole de vinho, ele vê a porta abrir e duas figuras inesperadas aparecerem. Narfi e Vali estavam entrando e olhando ao redor até que o encontraram. Eles pareciam desconfortáveis e deslocados mas mesmo assim se aproximaram.

– Irmão! — Disseram em uníssono, o que fez o mais velho rir.

– Sim?

– Queremos pedir um favor! — Vali disse.

– Leve-nos a morada de nosso pai? — Narfi pediu, e Jor travou ao tentar identificar uma nova armadilha da mãe dos garotos.

– Fique tranquilo não há segundas intenções em nossas ações! — Vali tenta transparecer toda sua sinceridade através de suas palavras.

– Só queremos conhecer melhor a vossa família! — Completou Narfi.

Jörmundgander observa severamente seus irmãos mais novos e decide que se isso é verdade, eles merecem conhecer melhor seu pai. A grande serpente termina sua bebida paga a conta e sai com os dois irmãos, levando eles em direção ao Bunker.

Dean estava preocupado com a situação de Castiel desde que Amy ligou para informar que o pequeno teve uma espécie de crise alérgica, embora ela já havia contado da intervenção de Raphael, o primogênito Winchester só se sentiria melhor quando visse com seus próprios olhos como o anjo estava. Estando tão estressado com este último caso que resolveram e com estar tão longe de Amy e Castiel, quase não percebeu a dupla os esperando na garagem, no entanto o enorme sorriso que ostentava vacilou quando ele enfim reparou nas mudanças em Castiel. O jovem que estava do lado de sua filha era tão parecido e ao mesmo tempo tão diferente de seu amigo que Dean por um momento não soube o que fazer quando desceu do carro junto de Sam, mas não precisou preocupar-se com isso quando Amy pulou em seu colo exigindo seu abraço e atenção e mesmo que sua garota não fosse leve, o Winchester não negava o fato de quão feliz ele ficava ao carregar sua filha.

– Então gente como foi a caçada? — Amy pergunta fazendo Sam e Dean se entre olharam, pelo visto Gabriel não havia contado nada a ninguém.

– Não foi fácil, mas agora está tudo bem! — Dean fala e Sam apenas passa por eles indo em busca de Gabriel.

– Então pai olha quem deu uma esticada! – Sua filha falou apontando para Castiel.

– Tô vendo, tá bonitão! — Dean falou sem maldade ou segundas intenções, mas Castiel corou violentamente, ele não entendia por que, mas quando o receptáculo dele era adulto, se sentia esquisito quando estava perto de Dean e agora essa sensação voltou só que mais forte, e Castiel não conseguia compreender o porquê disso.

– O — Obrigado! — Disse Castiel olhando para Dean com um sorriso meio bobo.

– Então gente vamos ficar aqui parados ou vamos descer! — Dean fala.

Mas tarde na sala, Lizzie estava com Lúcifer e Adam. A ideia de uma televisão com áudio descrição que Bobby teve foi ótima para interação dela com os demais.

– Sabe eu não entendo isso, ela gosta dele e ele dela, aí o idiota vai e casa com outra? — Lúcifer disse indignado e totalmente envolvido com o filme.

– Calma ainda tem muito filme pela frente! — Lizzie diz.

– Fiquem quietos! — Adam reclamou.

– Por isso que eu prefiro filmes de terror e de ação! — Resmungou o Caído.

Depois de alguns minutos alguém bate na porta mas nenhum dos três faz sequer menção de atender, quando as batidas tornam-se insistentes, Bobby vem da direção da biblioteca para abrir a porta.

– Se cara de pau e preguiça matassem teríamos três defuntos no sofá! — Disse o Caçador mais velho, fazendo os três rirem.

Bobby sobe as escadas e abre a porta, leva um susto a ver Jörmundgander acompanhado de dois rapazes gêmeos e Bobby logo entendeu quem eram os novos visitantes.

– Como você está garoto, não apareceu hoje por aqui! — Bobby disse a Jor, dando passagem para que os três entrassem.

– Eu saí para beber um pouco e depois encontrei meus irmãos, o senhor sabe onde meu pai está? — A grande Serpente diz ao mais velho. Narfi e Vali ficam abismados com tamanho respeito que o irmão tem ao homem.

– Seu pai está no quarto de Sam, junto com Hel e Fenrir. — Bobby responde.

Jörmundgander leva os irmãos em direção ao quarto, mas Lúcifer estava curioso sobre os recém chegados.

– Jor, quem são eles? — Pergunta.

– Tio Luci...

– Lúcifer deixa as perguntas para depois, agora os meninos têm que falar com o pai! — Bobby diz e Lúcifer resmunga alguma coisa, mas não responde ao caçador, ele cruza os braços e volta sua atenção para o filme.

Notas finais
O que acharam?