Notas iniciais
Olá queridos! Sinto pela ausência de postagem na quinta-feira mas estive novamente sem conexão com a internet durante a semana.

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Capítulo 23

O homem não aparentava ter mais de 30 anos; era alto, loiro e estava completamente bêbado. Andava pela rua assobiando uma música qualquer, parecia estar tão alegre que não percebeu a mudança repentina na temperatura. Quando virou na esquina de sua casa é que percebeu a diferença de ambiente, sentiu-se observado. Olhou para todos os lados, mas não via nada fora do comum, porém por precaução resolveu apertar o passo. Quando estava bem próximo a sua casa, ouviu barulhos, olhou para trás e viu um homem, em meio a bruma noturna, ele engoliu em seco.

– Joe. — O homem chamou e para sua surpresa a voz era mais do que conhecida.

– Não, você está morto! — Exclamou Joe em desespero, talvez estivesse ficando louco. — Isso é impossível!

– Você é quem não deveria estar aqui, não Joe? Deveria estar com seu filho doente e sua esposa dedicada, você me envergonha...

– Cala a boca! Você...

– Joe, está na hora de aprender....

– E o que vai fazer? — Perguntou, com toda a coragem que o fato de estar bêbado o permitia ter.

O homem sorriu para Joe, tirou o cinto e em menos de um piscar de olhos já estava em cima dele.

– Você vai aprender a ser um bom pai! — Os gritos de Joe foram ouvidos na sua casa.

Muito longe dali, no Bunker, Dean ouvia Castiel ainda falando sobre o filme. O anjo estava tão animado que o Winchester já estava pensando em levar ele e Amy ao cinema de novo, só para ver eles felizes assim.

– Quem sabe na semana que vem, nós vamos ao cinema de novo! — Dean propõe.

– Isso seria ótimo! — Disse o pequeno anjo.

– Dean, o Bobby tá chamando você! — Adam e Hel apareceram na porta do quarto para dar o recado e Dean logo levantou-se para ver o que o mais velho queria. Amy e Castiel que dividiam um pacote de Dóritos o seguiram curiosamente.

O loiro andou até a biblioteca e pela cara que Sam e Bobby dividiam, foi fácil saber do que se tratava o assunto.

– Temos um caso aqui perto! — Bobby falou.

– Que tipo? – Dean perguntou.

– Dean, talvez você deva ficar aqui com as crianças...

– Quem é criança aqui? Olha tio Sammy com a minha idade vocês já eram veteranos nessa coisa de caça, e eu sou uma Winchester e quero ir! — Amy falou, ela não deixaria o pai e o tio irem caçar sozinhos.

– Eu também vou com vocês! — Castiel falou.

– Nenhum dos dois vão e ponto final! — Dean falou de maneira autoritária mas continuou a conversa com Bobby. — Mas por que acha que temos um caso? -

– Sete homens de diferentes idades, diferentes classes sociais, foram parar no CTI de um hospital em Jackson, por que foram surrados até quase a morte. — Bobby explicou.

– Bem como o que nós lidamos, geralmente não tem sobreviventes. — Dean falou.

– Não custa nada darmos uma olhada é como eu disse Dean...

– Por favor Sammy, não vou deixar você caçar sozinho!

– Então vamos arrumar nossas coisas Cas! — Amy saiu puxando o anjo pela mão.

– Amy vocês não vão! – O Winchester mais velho disse enérgico fazendo a menina olhar para ele.

Amy entendeu que o pai só estava tentando protege-la da vida que ele teve e embora quisesse estar chateada, ela o entendia.

– Tudo bem! — Ela respondeu e saiu junto de Castiel.

– Amy é uma ótima garota! — Bobby falou.

– É sim! — Disse Dean olhando preocupado para sua filha.

Logo depois que arrumaram as malas e as colocaram no Impala. Sam se despediu de Gabriel com um beijo, o que fez Dean fazer cara de nojo e o casal revirar os olhos. O primogênito Winchester se despediu e fez várias recomendações a sua filha e ao pequeno anjo.

– Dean pode deixar que Michael e eu vamos ficar de olho nesses dois, então vai tranquilo filho! — Bobby falou e finalmente Dean entrou em seu carro e rumou a Jackson, Mississipi.

Assim que chegaram. Foram a procura de um pequeno hotel. O único da cidade não era caro e era um pouquinho melhor dos que eles costumavam ficar. Após se registrar, Dean ligou para dar boa noite as crianças e Sam ficou trocando mensagens com Gabriel pelo celular.

No dia seguinte, decidiram passar por agentes do FBI e foram até a delegacia local para saberem os nomes das vítimas. Depois de horas de investigação, os irmãos tiveram certeza de que seu caso era mesmo sobrenatural, afinal depois de horas de pesquisa Sam descobriu que todas as vítimas além de serem homens eram pais negligentes, mas não somente isso, cada um desses homens alegou passar por situações no mínimo inusitadas, que levou os i9rmãos a crer no envolvimento de um deus pagão.

O Winchester mais alto tinha uma suspeita, mas se negava a acreditar nessa possibilidade, então eles forma para casa da última vítima. O homem chamava-se Joe Hacker, era casado a 8 anos com Susan Hacker e tem um filho que se chama Junior, o menino está doente, algum problema respiratório e a esposa de Joe vive para o filho, já o marido vive para a garrafa de cerveja.

No do relato da senhora Hacker, Dean queria que tivesse sido ele quem tivesse batido no homem, como alguém tem filhos e não ama, cuida e protege? O Winchester nunca conseguiria entender esses homens, ainda mais agora que é pai.

Eles se despediram da senhora Hacker e foram para o hospital para falar com a vítima, no hospital foram informados que o homem estava muito abalado e falar com ele não adiantaria muita coisa, mas mesmo assim seguiram com as perguntas até que o homem disse a frase.

– Vocês não acreditariam! — Ele baixou os olhos.

– Senhor Hacker estamos aqui para ouvir e o senhor pode confiar na gente. – Sam falou, com uma carinha que faz qualquer ser acreditar no que ele diz.

O homem engoliu seco, levantou o olhar, deu um longo suspiro e finalmente falou. — Era o meu pai, só que já morreu a muitos anos, ele disse que eu iria "aprender"... — O homem não conseguia mais falar chorava profusamente por isso com algumas palavras de consolo eles saíram.

Voltando frustrados para o hotel os Winchester sentaram-se para tentar novas pistas que os levassem ao culpado.

– Sammy por que essa cara? — Sam estava mexendo no computador, ele parecia agitado.

– Nada! — Sam respondeu colocou o computador na mesinha, ele tinha grandes suspeitas e sabia que Dean também estava desconfiado.

– Sam você e eu sabemos que isso tem uma assinatura muito similar à alguém que conhecemos. — Falou Dean indo para sua cama.

– O que você está dizendo? — Sam falou, ele não queria continuar a conversa.

– Você e eu sabemos que isto está muito parecido com as coisas que o Trickster puxava para os paus que ele punia.

– Gabe não esta mais fazendo este tipo de coisa, ele já não quer e nem pode. Você sabe bem disso. – Sam disse com raiva. – Fora que ele não é o único Trickster por aí ou você esquece de Anúbis e Krishina?

– tudo bem não está mais aqui quem falou. – Dean disse chateado.

Na manhã seguinte, os irmãos foram mais uma vez ao departamento de polícia. Não tiveram nenhuma informação útil. No entanto ao revisar os depoimentos perceberam que haviam deixado passar uma informação importante. Todas as vítimas haviam ido a mesma loja de produtos para crianças.

– O primeiro foi exatamente uma semana depois do dia que foram a tal loja. — Sam falou.

– Parece que temos o local. – Dean retrucou.

Ao chegarem na frente da loja em pleno horário comercial descobriram que a mesma estava fechada, o que deixava tudo mais estranho.

Como não tinham muito o que fazer e como esse caso estava virando um beco sem saída. Dean propôs beber um pouco, nada além de dois irmãos bebendo e conversando, como não faziam a um tempo, foi divertido até que Joe entrou no bar.

– Então galera voltei! — Ele gritou.

Não reconheceu os rapazes, apenas sentou-se com os amigos, bebeu e traiu a mulher com uma ruiva bonita. Quando o viram, os irmãos largaram suas bebidas e prepararam-se para entrar em ação ao seguirem Joe para casa. O homem trocava as pernas e cambaleava todo o caminho, estava tão distraído que nem percebeu os Winchester o seguirem. Como esperado, a temperatura caiu, uma névoa fina começou a surgir fazendo com que os irmãos vissem apenas a silhueta do bêbado no entanto a poucos passos outra sombra surgiu e logo capturou e arrastou Joe para um que não dava para identificar. Dean e Sam esgueiraram-se para a entrada e assim que puderam visualizar o culpado, o mais alto Winchester decidiu chamar Gabe. Com uma oração rápida ele fez contato com seu namorado, e entrou junto Dean, na verdade Dean já tinha sacado tudo e ele temia que isso fosse uma armadilha. Joe estava deitado no chão, imóvel, mas parecia respirar, a ideia era agir sorrateiramente, mas não deu muito certo.

– Samuel Winchester! — Narfi falou, enquanto olhava na direção de onde o caçador se escondia.

– Acho melhor parar de brincar de esconde — esconde! — Vali Continuou.

Sam e Dean saíram de onde estavam, com bastante cautela.

– Não precisa ser assim.... — Sam tentou, mas Narfi o prendeu na parede com um movimento de mão.

– Sammy! — Dean gritou em desespero.

– Você deve ser o outro Winchester, o mais velho! — Vali disse, ele também prendeu Dean na parede oposta, No entanto as agressões não passaram disso

– Agora eu entendi, o lance dos pais babacas! — Dean falou enquanto se retorcia para escapar.

– Por que estão fazendo isso? — Sam perguntou.

– Por que Samuel? Bem acho que seu irmão explicou muito bem! — Narfi falou, não queria dizer que só estão fazendo isso por que a mãe mandou.

– Não, acho que não é isso! – Disse Sam.

– Quem é você para dizer o que se passa na cabeça de um Deus — Vali falou, ele só queria que isso acabasse.

– Posso não saber o que se passa na cabeça de Deuses, mas eu sei o que se passa na cabeça de irmãos, sei que um só tem o outro, olha vocês não estão sozinhos...

– Como pode dizer isso Samuel? Fomos abandonados! — Eles disseram.

– Seu pai também!

– O que quer dizer com isso? — Narfi falou.

– O que o Sammy tá querendo dizer é que todos nós sofremos com os nossos pais, eu não sou um fã do pai de vocês, mas ele está mudando. – O Winchester mais velho disse suavemente. — Deem uma chance a ele. Não tô dizendo para perdoar, eu só estou falando para darem uma chance pra alguém que tá tentando! – Narfi tirou a pressão que exercia sobre Dean, fazendo o caçador cair no chão.

– E você Samuel? — Vali disse, queria ouvir o que Sam acreditava.

– Eu amo seu pai, sei que ele cometeu erros, mas todos nós um dia ou outro cometemos erros! – Assim que terminou seu pequeno discurso o mais alto foi libertado.

De repente uma fumaça tomou conta do ambiente, as luzes começaram a piscar e bem no meio da fumaça apareceu Sigyn, bela e altiva como sempre. A primeira coisa que a deusa fez foi matar Joe, que ficou lá no chão, como um boneco de pano, com o pescoço em um ângulo estranho.

– É assim que lidamos com humanos! — Ela falou para os filhos, que agora pareciam um pouco nervosos.

– Que lindos ensinamentos você dá aos nossos filhos! — Gabriel apareceu do outro da sala, emanando poder e mostrando-se totalmente imponente enquanto olhava para Sigyn.

– Aos meus filhos, por que eles nunca tiveram um pai! — Ela disse com raiva.

– Esse era seu plano Sigyn? Transformar meus filhos em monstros como você? — O Arcanjo rangia os dentes ao falar.

– Monstro? Você foi um monstro por muitos anos! — Ela respondeu.

– Meninos, vocês têm uma escolha, podem ir com a mãe de vocês ou se quiserem podem vir comigo, a escolha é de vocês! — Gabriel falou ignorando completamente a ex esposa. — Eu só peço que não façam mais esse tipo de coisa!

– Meus filhos não vão com você meretriz!

– A escolha é deles! — Gabriel respondeu furiosamente.

Os gêmeos pareciam assustados, eles deram as mãos e logo sumiram, precisavam pensar, aquilo não estava ajudando, ver seu pai e sua mãe brigarem daquela maneira. Eles deveriam pensar e então tomar uma atitude.

– Viu o que fez! — Sigyn gritou.

– Acho bom ir embora. — Gabriel rosnou.

Do lado de fora, ele apenas verificou se Sam e Dean estavam bem antes de voltar para o Bunker.

Notas finais
O que acharam?