Notas iniciais
Olá queridos! Gostaríamos de agradecer ao carinho recebido, pois cada vez que um de vocês comenta, favorita ou recomenda é uma demostração de que o que fazemos é legal e serve como bom entretenimento. Cada ideia, critica e elogios nos auxiliam para o melhor desenvolver está história que gostamos tanto.

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Capítulo 17

A temperatura era agradável. Ele estava sentado numa cadeira confortável, esperando os peixes morderem a isca. A cerveja mantinha-se gelada no isopor e nada podia ser mais relaxante.

– Dean?

A voz rouca e tão familiar o fez sorrir enquanto olhava em volta para procurar um Castiel adulto.

– Algo está errado! – A voz sem corpo continuou.

– Onde você está? O que está acontecendo? – Dean estava em pé ainda tentando encontrar o dono da voz.

– Seria sensato que você acordasse agora!

Dean sentou-se abruptamente na cama. Mesmo que os tempos estavam mais calmos uma faca ainda ficava embaixo de seu travesseiro e neste momento ela estava em sua mão.

– Hum – O pequeno gemido chegou aos seus ouvidos e foi o que bastou para ele olhar em direção a cama do pequeno anjo. – Dee. – Castiel gemia em seu conturbado sono.

– Xii- Dean guardou a faca e se abaixou ao lado da cama de criança. Castiel estava lavado em suor e sua temperatura era perceptivelmente alta mesmo sem um termômetro.

– Dee... Dói. – O anjo acrescentou entre os gemidos e foi só o que bastou para o mais velho levantar e ir atrás de um dos arcanjos. Ao passar às pressas pela porta aberta do quarto de Sam, ele lembrou que seu irmão e Gabe haviam saído antes do amanhecer o que só deixava Dean com uma opção de arcanjo disponível já que ele preferia arrancar um dedo a ter que pedir ajuda ao Diabo.

– Michael. – Ele bateu na porta do quarto em que Adam e Michael dividiam.

– Em que posso ajuda-lo Dean? – O Arcanjo perguntou.

– Você precisa chamar Raphael — Dean disse apressadamente. – Cas está com muita febre. – Ele completou já se virando e indo em direção a seu quarto.

O primogênito Winchester entrou apressadamente em seu quarto e sentou no chão ao lado de Castiel. O pequeno ainda se remexia na cama e chamava por seu nome enquanto delirava devido a febre.

– Tudo bem Cas, Raphael já deve estar chegando. – Ele falava enquanto acariciava os cabelos do pequeno.

– Quero Dee. – Castiel continuava a chorar.

– Estou aqui, tudo vai ficar bem! — Dean falou pegando Castiel em seu colo. O anjinho enrolou os dedos na camiseta dele enquanto levou o polegar esquerdo para a boca.

– Winchester – Raphael chamou, o Arcanjo estava parado na porta do quarto. – O que está acontecendo?

– Cas está ardendo em febre, não sei o que está acontecendo! – Dean estava frustrado.

– Coloque-o na cama para que eu possa examina-lo.

O Winchester colocou o anjo na cama e se encostou na parede para dar ao arcanjo espaço para trabalhar seu mojo.

– Eu preciso que você saia do quarto e chame Michael – Avisou o Arcanjo moreno.

Dean olhou contrariado mas fez o que foi pedido depois andou até a cozinha onde encontrou Adam, Amy e Charlie tomando café.

– Como está Cas? – Amy mal esperou seu pai entrar.

– Eu... Não sei — Dean sentou ao lado de sua filha – Os arcanjos estão cuidando dele.

– Vai ficar tudo bem Dean. – Disse Charlie colocando uma xícara de café na frente dele.

Depois de quase uma hora de espera Michael surgiu, e Dean praticamente pulou da cadeira sendo seguido por Amy.

– Como ele está? – Pai e filha perguntaram em uníssono.

– Ele precisa descansar, mas vocês já podem ir vê-lo.

Raphael estava na porta do quarto aguardando quando os Winchester chegaram.

– Castiel estava com a graça desestabilizada, precisei evoluir novamente seu navio.

– Como ele está agora? – Perguntou Dean.

– Ele está bem e consciente, fisicamente seu navio tem doze anos mas sua graça está bem estruturada – Disse o arcanjo. – As memorias iram começar a surgir e logo ele precisará de outra mudança.

– Entendo.

– Ele precisa de repouso e uma mudança em sua alimentação pois logo não será necessária nutrição para seu navio.

– Podemos vê-lo agora? – Perguntou Amy impacientemente.

– Claro, vou voltar amanhã mas se algo acontecer qualquer um dos meus irmãos podem me chamar.

Pai e filha passaram a manhã fazendo companhia para um sonolento anjo. Amy gostava de Castiel principalmente por saber que ele resgatou seu pai do inferno e por isso ela sempre seria grata ao anjo e faria por ele tudo o que fosse possível.

Já Dean estava preocupado com o que essas mudanças repentinas poderiam causar a Castiel, claro que sabia que estava sendo teimoso afinal o próprio arcanjo da cura está sendo responsável pelo pequeno, mas ele talvez nunca vai esquecer que Raphael assim como tantos outros já machucou seu anjo.

– Droga. – Ele exclamou assim que percebeu a volta da mania de chamar Castiel de seu anjo.

– O que foi pai? – Amy perguntou com o cenho franzido.

– Nada. – Dean desconversou tentando não pensar no assunto.

No outro lado do Burke Adam e Lizzie estavam conversando.

– Passei os últimos anos em companhia de boas pessoas e aprendi muito. – Elisabeth dizia.

– Fico feliz por você – Adam disse com sinceridade. — Mas quero que saiba que nada a impede de estudar, fazer faculdade ou mesmo trabalhar.

– Eu queria conviver mais um pouco com vocês antes de pensar em fazer qualquer coisa. – Ela disse com timidez. – Perdi muito de nossa família e queria poder conviver com a sua.

– Você não irá conviver com a minha mas sim com a nossa.

– Obrigada Adam, fico muito feliz em ouvir isso. – Lizzie emocionada abraçou seu sobrinho.

– Agora que já acabaram com esse assunto melodramático eu posso voltar a assistir minha serie ou é pedir muito? – Resmungou Lúcifer.

– Sobre o que diabos você está reclamando agora garoto? – Perguntou Bobby entrando na sala.

– Estou tentando assistir a maldita serie sobre zumbis mas está impossível. – Reclamou o caído.

– Desculpe Lúcifer irei parar de incomoda-lo. – Disse Lizzie tristemente enquanto se levantava desdobrando sua bengala.

– Não se preocupe com este idijit rabugento querida. – Bobby lançou um olhar repressor em Lúcifer. – Ele age assim quando se sente esquecido, é uma espécie de complexo do filho mais velho.

– Mas eu sou mais novo que Michael. – O arcanjo falou indignado.

– Como queira. — Bobby respondeu enquanto ajudava Lizzie. – Agora que tal vocês levantarem daí para que possamos almoçar?

– Obrigada Bobby – Disse Lizzie enquanto estendia a mão na direção da voz de Bobby sendo prontamente aceita pelo mais velho. Os dois Milligan seguido de Bobby deixaram a sala e um arcanjo mal humorado para trás.

Charlie estava em seu quarto arrumando sua mochila, ela havia ficado no Burke por tempo suficiente e por mais que amasse os Winchester como irmãos, ainda não queria exceder seu tempo na companhia deles já que buscava um meio de ajudar Dean a se livrar da maldita marca de Caim, pensando nisso a ruiva lembrou de um pequeno detalhe que parecia ter sido esquecido por todos na casa.

Seu voo estava marcado para as próximas três horas por isso ela andou sorrateiramente para a sala esperando que mais ninguém além de seu alvo estivesse lá, pois se sua recém descoberta teoria estivesse correta hoje mesmo Dean seria livre.

A ruiva andou sorrateiramente, ela sabia que o assunto era delicado e preferia não dar falsas esperanças por isso escolheu abordar Lúcifer antes de dizer o que pensava aos demais.

– Como se tira aquela coisa do braço de Dean? – Charlie perguntou assim que se colocou na frente da tv.

– Já havia me perguntado quando os idiotas iriam juntar os pontos que me ligavam a maldição. – Disse Lúcifer com indiferença. – E fico impressionada que foi você cabeça de fogo que chegou a brilhante conclusão.

– Agora que você já mostrou sua superioridade que tal levantar daí e ir se livrar daquela coisa repugnante.

– Eu até faria mas Pai me tirou os poderes que adquiri depois da queda. – Lúcifer se explicou. – Eu não tenho como tirar a Marca.

– Mas você sabe um jeito não sabe? – Charlie estava realmente desesperada afinal se o próprio Diabo não poderia dar fim aquilo as chances de outro alguém eram nulas.

– Não de um jeito que os Winchester aceitaram. – Vendo a pergunta se formar ele logo tratou de dizer. – Sangue de seu próprio sangue foi adicionada para cria-la e o mesmo tem que ser feito para removê-la.

Charlie realmente não queria ouvir aquilo, seu peito apertou somente com a perspectiva de tal coisa.

– Eu agradeço sua ajuda. – A ruiva disse. – Espero que se Sam perceber você nunca conte a ele a forma de se livrar da Marca, os meninos já se sacrificaram muito para ter mais isso em sua lista.

– Eu não iria dizer de qualquer maneira. – Respondeu Lúcifer com um dar de ombros.

– Obrigada! – Ela disse e foi em direção aos quartos.

Notas finais
O que acharam???