Da Penitência Ao Amor
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Capítulo 13
Dean havia dormido pouco, estava muito preocupado com a viajem de Sam e Adam, era difícil para ele não ter seu irmão por perto e mesmo com pouco tempo de convivência também não era fácil que Adam estivesse junto. Embora Dean soubesse que Michael protegeria o mais novo e Gabe cuidaria de Sam, não era o mesmo que se ele próprio estivesse lá para olhar pelos Winchester. A verdade é que a ideia de outro alguém cuidar de seus irmãos era inconcebível, ele tinha essa responsabilidade, sua vida era de Sam e isso estava arraigado em seu ser apesar de todos esses anos. Se bem que pensar em responsabilidades o fez ir direto para Amy e Castiel que agora eram sua vida tanto quanto seus irmãos mais novos.
O primogênito Winchester olhou para o relógio, eram quatro horas da manhã e ele sentiu-se aliviado por saber que seus irmãos estavam chegando a qualquer momento. Dean levantou da cama e mais uma vez olhou o pequeno anjo que dormia em seu quarto. Castiel já entrava nas quarenta e oito horas seguidas de sono e mesmo que soubesse que isso seria necessário para o corpo do anjinho, ainda era uma de suas preocupações. Dean saiu de seu quarto e olhou para o de Amy em frente. Sua filha dormia profundamente o fazendo parar por um momento enquanto apreciava o qual bom era saber que era um pai. Um sorriso tomou seu rosto e ele teve mais disposição para aceitar o que a vida estava oferecendo.
– Pajeando a cria? – Bobby perguntou quando apareceu no fim do corredor.
– Só conferindo, antes de ir para a entrada esperar. – Ele respondeu sem jeito por ser pego tão desprevenido.
– Sem problemas garoto, eu mesmo nem sei quantas vezes me vi fazendo o mesmo por você e seu irmão.
– Obrigado Bobby. – Dean disse pondo a mão no ombro do mais velho. – Às vezes não sei o que seria de mim e Sam sem você.
– A paternidade está te deixando sentimental demais. – Bobby debochou fazendo Dean rir e continuar andando para a sala do Burke.
Em menos de dez minutos de espera Sam enviou uma mensagem avisado que já haviam chegado. Assim que Dean abriu a porta, Lúcifer se materializou ao lado de Michael e o primogênito Winchester quase riu ao ver que não era o único preocupado com seu irmão.
– Dean – Chamou Sam. – Preciso que me ajude com as malas.
– Que diabos! – Dean não sabia o que era pior; o modelo ou a cor do carro. – Serio que vocês viajaram nesta abominação?
– Cara eu nunca senti tanta falta do Impala. – Exclamou Sam enquanto abria o porta malas do New Bettle de Gabe.
– Por aqui Lizzie – Adam ajudava a tia a sair do carro e Dean ficou surpreso com qual nova a moça era. – Pronto, agora temos que descer alguns degraus!
Enquanto eles entravam no Burke, Dean ficou observando seu irmão bebê e sua tia, era interessante ver a relação de duas pessoas que estiveram pouco tempo juntas mas ainda pareciam tão cômodos um com o outro.
– É um pintinho bonito! – Dean disse.
– Dean!- Reclamou Sam.
– O que? Eu só constatei um fato!
– Sei!!!
– E falando em pintinhos, onde está Gabe? – Dean perguntou enquanto olhava ao redor.
– Sumiu assim que chegamos. – Sam respondeu enquanto passava a última mala para Dean.
Os irmãos entraram na sala onde estavam os demais e encontraram uma cena bem peculiar. Adam estava sentado no sofá junto a Elisabeth e Michael, já Lúcifer estava sentado quase em cima de seu irmão mais velho.
– Lizzie querida, quero que você conheça os demais moradores de nossa casa. — Assim que viu o Winchester mais velho entrar Adam falou com a tia. Ele a ajudou a levantar e caminhar para perto de Bobby. – Este é Bobby Singer, ele ajudou a criar meus irmãos.
– Olá garota, é bom tê-la conosco. – Bobby disse ao segurar a mão que Elisabeth havia estendido.
– Eu que agradeço por estar sendo aceita em sua casa senhor.
– A casa é de todos nós e eu gostaria que me chama-se apenas Bobby.
– Obrigada... Bobby.
–Lizzie este é meu irmão mais velho Dean. – Incentivou Adam.
– Olá Lizzie. – Saudou Dean.
– E este é Lúcifer irmão de Michael e Gabriel...Gabriele que você já conhece mas ainda tem Castiel, Balthazar e Raphael, que em breve você conhecerá. – Explicou Adam.
– Olá. – Elisabeth cumprimentou o caído, que não se importou em responder.
– Com eu disse ainda tem Castiel que deve estar dormindo e Amy que é filha do Dean. – Logo Adam acrescentou tentando amenizar o clima instalado pelo caído.
– E não esqueça Charlie que esta passando uns dias conosco. – Ajudou Sam.
– Rapazes, vai dar cinco da manhã. – Disse Bobby. – Que tal Adam levar a tia para o quarto dela e os demais irem descansar da viajem.
– Adam, reservamos para Lizzie o quarto ao lado do de Amy. – Disse Dean.
– Obrigada! – Agradeceu timidamente Elisabeth.
Depois das apresentações os moradores voltaram para seus quartos tentando descansar ou esperar pelo amanhecer.
Por volta das sete Dean ouviu os primeiros sons vindos de Castiel. O pequeno estava dormindo no berço modificável, que virou uma ótima cama para uma criança pequena, graças a Balthazar ser atencioso.
Dean se agachou perto do anjo, que agora era bem maior, do que seu eu de dois anos, parecia muito saudável também, com as bochechas coradas.
– Cas, Castiel acorda! — Dean falou com calma, ele não queria assustar o anjinho.
– Dean! — Disse de modo manhoso.
– Eu quero que levante para eu ver como você é um garoto grande agora, e também queria saber se quer ir comigo levar a Amy para a escola. — Dean falou e Cas foi se espreguiçando e saindo da cama, quando seus pequenos pés com meias tocaram o chão rapidamente ele correu para o espelho, Dean riu.
– Olha Dee.... desculpe-me. — Castiel disse esperando a bronca que não veio.
– Ei se você se sente melhor me chamando de Dee, tudo bem! — Dean falou e Castiel assentiu.
– Dee, eu tô grandão e forte! — Castiel falou e sumiu, reaparecendo em cima da cama. — É eu tô muito fortão! — Falou e abraçou Dean.
– Eu sei cara, agora vamos, temos que acordar a Amy! — Dean disse e Castiel fez uma cara de desgosto.
– Que foi Cas?
– Eu não sei... eu só. ... Dean você ama a mamãe da Amy? — Perguntou
– É uma pergunta difícil. Sabe há muito tempo sim, eu gostava, mas ela me magoou muito... E eu vivo para minha família agora! — Dean falou e mesmo que a cabecinha de Castiel não entendesse, ele não iria mais mentir pelo menos não para a família.
– Tá bom! — Disse o menino sorrindo, ele se lembrava de mais coisas do seu passado agora, por isso precisava saber esta resposta embora não entendesse bem por que, talvez fosse por que ver Dean triste doesse nele.
Dean arrumou o anjo, colocou uma calça jeans e uma camisa do Super Man, com um tênis azul e vermelho que tem luzes na parte de trás, Castiel olhou no espelho de novo e deu um "joinha" para Dean.
Depois seguiram para acordar Amy, a garota iria pegar na escola as nove, ainda eram sete, então daria bastante tempo para se arrumar, fazer essas coisas de menina e depois ir para escola. Amy estava toda coberta, apenas um pé a mostra.
– Amy é hora de acordar para seu primeiro dia de aula! — Ela nem ao menos se mexeu.
– Vamos lá Amy! — Dessa vez Dean falou mais auto.
– Podo Dean? — Um sorriso levado apareceu na face do anjo.
– Não é podo é posso e sim você pode! — Castiel subiu na cama, e fez como ele tinha visto em um filme, começou a pular, acredite ou não deu certo, se bem que quando se cai da cama qualquer um acorda.
– Caramba o mundo tá acabando? Por que tá tão escuro? — Amy perguntou, Castiel tirou o cobertor que estava na cabeça da menina e ela pode ver que o "fim do mundo" foi causado, por Castiel e também pode ver seu pai gargalhando de sua cara.
– Por que? — Ela perguntou.
– Primeiro dia de aula! — Falou Dean, a menina riu e se levantou. — Bom dia para vocês também.
Eles tomaram café todos juntos, quer dizer os que precisam comer e Dean foi levar Amy na escola e resolver algumas coisas.
Enquanto isso, Bobby e Jor pesquisavam, eles se davam muito bem, a teoria de Fenrir era que Jor tinha pensamento de velho e aí ele se dava bem com um velho, mas a verdade é que eles três se aproximaram de Bobby por que ele... É... paternal, por exemplo mesmo não gostando de Lúcifer pediu para instalar TV a cabo na casa, o que na verdade é bom para todo mundo e não é perigoso, por que a conta é enviada para uma caixa postal, no centro da cidade e a conta paga em dinheiro e fez tudo isso por que uma das pessoas na casa reclamou e é assim que Bobby é ele cuida das pessoas.
– O senhor nunca quis ter seus próprios filhos! — Jor perguntou e ele viu Bobby se mexer desconfortável.
– Me desculpa... o senhor não precisa...
– Tudo bem, minha esposa morreu antes que nós pudéssemos, mas isso já passou....
– Mas eu e Dean somos, filhos do Bobby, só que no coração! — Sam falou.
– Corta o melodrama! — Falou Bobby.
– O Gigantor é um docinho por dentro! — Gabriel brincou.
Quando Dean voltou, encontrou Balthazar do lado de fora, ele segurava um embrulho nas mãos. Eles entraram e viram Lúcifer, Miguel, Adam e Hella, os dois últimos conversavam com bastante animo, enquanto os outros dois não estavam tão animados assim.
– O que você tem aí? — Dean perguntou a Balthazar, depois que entraram.
– Isso aqui é para meu irmão favorito! — Disse Balth.
– Pensei que eu era seu irmão favorito! — Lúcifer falou de brincadeira, ele é Balthazar podiam até ser amigos, mas a ligação que Balthazar e Gabriel tem com Castiel era muito forte, no céu, Lúcifer era sem dúvida o irmão a quem os três recorriam, mas eles três sempre foram muito unidos, claro que Lúcifer e Gabriel eram como cola, mas talvez por Castiel ser uma espécie de caçula para todos, isso os deixava bastante Unidos.
– Você mora no meu coração Lúcy! – Falou Balthazar.
– Quem foi que te ensinou a usar o sarcasmo? — Lúcifer perguntou e Balthazar piscou para ele, isso lembrava outros tempos, tempos bons.
Enquanto isso Castiel estava abrindo seu presente, o que com certeza era o melhor presente que poderia ganhar, era um sobretudo bege como o que ele tinha antes.
– Olha Dee! – Falou pulando.
– Nossa Cas, você fica perfeito assim! — Dean falou e Castiel correu até Balthazar e abraçou o irmão mais velho.
– Obrigado! — Disse Cas, e vagarosamente Balthazar retribuiu, e Sam apareceu que apareceu na sala para falar com Hel, viu a cena e tirou uma foto, quer dizer mais uma.
Na hora do almoço, todos estavam a mesa, mesmo o que não precisam comer, mas a questão é eles gostavam dessa coisa de almoços em família, mesmo que eles nunca fossem admitir.
– Então Amy o que pensa para fazer para os seus catorze que estão chegando? — Charlie perguntou, Amy mão tinha pensado nisso, ela tinha esquecido que seu aniversário estava próximo.
– Eu não sei.... Acho que tinha esquecido. — Amy falou.
– Ao meu intender, esse tipo de festividades é muito importante para os humanos certo? — Miguel perguntou.
– É sim, mas eu estava pensando em tanta coisa que nem me lembrei do meu aniversário!
– Quer saber a gente poderia dar uma festa e eu podia trazer hidromel! — Fenrir falou.
– Nada de bebidas alcoólicas na festa da minha filha! — Dean disse e todos olharam para ele.
– Como a paternidade muda as pessoas! — Lúcifer brincou.
– Nem todas as pessoas! — Hel disse, sendo mais uma venenosa com o pai.
– Eu disse que chega disso Hella! — Jor falou entre os dentes.
– Então gente meu aniversário é na quinta o que vocês vão fazer por mim? — Perguntou Amy, mudando o rumo da prosa.
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