Da morte para a vida
Uma triste realidade
Prólogo

Século XVI

Era uma noite muito escura e somente a lua cheia iluminava o céu.
Os pássaros estavam alvoroçados e os pequenos animais corriam para suas tocas.
Em meio às trevas, um meio-yokai cortava a floresta correndo o mais rápido que podia em direção a grande clareira.
Quanto mais se aproximava de seu objetivo, tornava-se então mais acentuado o cheiro de sangue.
“Por favor, agüente firme, por favor, Kikyou.”

É só me recompor
Mas eu não sei quem sou
Me falta um pedaço teu
Preciso me achar
Mas em qualquer lugar estou
Andando sem direção eu vou
Morcego sem radar
Voando a procurar
Quem sabe um indício seu


Mas era tarde demais.
Quando o meio-yokai entrou na clareira da floresta, tudo que encontrou foi o corpo sem vida da mulher que amava.
Ele se aproximou e a tomou nos braços. Sua dor era visível pelo rosto contraído que traduzia seu desespero. Lágrimas quentes caiam de seus olhos e suas mãos acariciavam a face pálida da mulher.
- Kikyou, por favor, não morra, não me abandone, por favor, não se vá!



Queimando toda a fé
Seja o que Deus quiser
Que amargo é o mundo sem você
Você me entorpeceu
E desapareceu
Vou ficando sem ar
Esperando você voltar



Neste momento uma presença sinistra se aproximou dos dois. O meio-yokai levantou-se lentamente e encarou o feiticeiro a sua frente.
- Naraku seu maldito! Como pode matar a mulher que dizia amar?!
- Vocês me forçaram a agir dessa maneira, Inu Yasha. Se ela não o tivesse escolhido nada disso seria necessário.
- Maldito! Vou fazê-lo pagar pelo que fez a Kikyou!
Dizendo isso Inu Yasha avançou para cima de Naraku, mas o feiticeiro desapareceu. Ao reapareceu trazia nas mãos um medalhão que Kikyou sempre trazia com ela. Naraku lançou um encantamento sobre a jóia e está começou a puxá-lo para dentro de si.
O meio-yokai agarrou-se ao solo para não ser sugado, mas seus esforços se tornaram inúteis e ele foi preso para sempre na jóia, pois somente a dona do medalhão poderia libertá-lo.
O feiticeiro então colocou a prisão de Inu Yasha numa caixa e a enterrou aos pés de uma grande árvore na floresta.


Continua...