O som insistente da campainha tirou Sango da cama. Ela vestiu um robe e foi atender a porta. A garota passara a tarde descansando e agora já estava pronta para a próxima.

Quando finalmente atendeu a porta deu de cara com uma sorridente Kagome. Esta vestia uma bata salmão, uma calça jeans e um par de sandálias plataforma que combinava perfeitamente com a bata. Para finalizar, ela escova bastante os cabelos deixando-os luminosos e soltos.

-Onde é a festa?

-Aqui – sorrindo.

-Aqui? – confusa.

-Quer dizer não aqui, mas... – atravessou a sala e sentou-se no sofá – Agora me diga: você pretende mesmo passar o seu aniversario de camisola dentro de casa?

-Meu aniversario? – mais confusa ainda.

-Sim. Seu aniversario. Mas um ano de vida. Velinhas para assoprar. Entendeu ou quer que eu desenhe? – brincando.

-Ai é mesmo! Como eu pude esquecer? — deu um tapa na testa.

-Realmente como pode esquecer. Agora vá logo se trocar senão vamos chegar atrasados.

-Atrasados?

-Mirok esta ajudando o Inu Yasha. Como ver só falta você então vamos logo – empurrando a garota casa adentro.

-Ah! Kagome eu não estou com vontade de sair – dengosa.

-E se eu disser que nos vamos ao show dos “Wish to life”?

-Não brinca!

-Não estou brincando.

-Kagome você é maravilhosa! – e a abraça.

Elas entram na suíte. Começam a olhar as roupas do seu guarda-roupa, uma por uma, mas nenhuma as agrada.

-Não adianta! Não tem nada legal para eu vestir. É oficial eu completamente nua, droga!

-Quem esta completamente nua? – interessadíssimo.

-Mirok não sabe bater na porta? – vermelha.

-E perder a chance de ser contemplado com a mais bela das visões? Nem morto!

-Hentai – disse Sango super vermelha.

-Mirok o que esta fazendo aqui?

-Vim trazer essa sacola que você esqueceu no sofá K-chan.

-Obrigada – pegou a sacola da mão dele, mas ele continuou parado na soleira da porta – Ah Mirok? Você já pode ir.

-Tem certeza que eu tenho que ir? – com aquela cara cínica.

-Absoluta – empurrando ele para fora

-Isso é crueldade – choramingou.

-Só se for contra os pervertidos – bateu a porta e voltou-se para a amiga – Agora confesse que você está gostando – maliciosa.

-Eu? Ora Kagome que isso? – corada, mas com cara de que é verdade mais que nem sobre tortura vai confessar.

-Tudo bem. Você não quer dizer a verdade então deixa pra lá. Agora vá logo para o banho, pois se você não estiver pronta em... – olhou para o relógio de pulso – vinte minutos nós vamos chegar atrasados.

-Está bem, já vou, mas o que eu vou vestir? – disse entrando no banheiro da suíte e fechando a porta.

-Deixa que eu cuido disso — gritou.

Lá fora, oculto pela escuridão e escondido entre as árvores, olhos mistériosos aguardavam o melhor momento para atacar.

Continua...