Da Morte para a Vida
20 Capítulo 19
“Como foi mesmo que ele disse?” ·
Já era meio-dia e Kagome ainda não havia acordado.O hayon começou a sentir o estômago reclamar, então decidiu aventura-se na cozinha. Lembrou-se das instruções de Mirok quando tentava lhe ensinar a preparar, ontem, um frango à jardineira.Temperou e colocou o frango no fogo. E pôs mais uma panela com água para preparar o arroz. Começou então a cortar os legumes para colocá-los mais tarde com o prato principal.Teve que pára no meio de cortá-los, pois a água do arroz começou a ferver, lavou os grãos, os colocou na panela, a tampou, mas quando ia retornar aos a fazeres acabou esbarrando no cabo da panela e derrubou o frango refogado no chão, criando uma tremenda sujeira no azulejo branco.Tentou limpar rapidamente o chão, mas este continuou gorduroso. Nisso o arroz branco ficou pronto e na pressa de encontrar o escorredor, ele acabou derrubando varias panelas no chão sujo.-O que aconteceu aqui?-Onde está o escorredor?-O quê?-Onde está o maldito escorredor?-Ora no escorredor de pratos.Ele caminhou em direção a pia, pegou o utensílio, tirou o arroz do fogo e derramou no mesmo.Só depois de excuta essa operação, Inu Yasha olhou para a garota que continuava na porta da cozinha olhando tudo estarrecida.O robê, colocado às pressas sobre a camisola, estava aberto evidenciando as formas de um corpo que a muito deixou de ser criança. Os cabelos emaranhados serpenteavam as costas dela.O hayon observava fascinado, mas foi retirado bruscamente de seus pensamentos.-Inu Yasha a terceira guerra mundial explodiu e eu não fui avisada?! – com raiva.-Terceira o quê?-Como você conseguiu deixar a minha cozinha nesse estado em poucas horas?-É que... – gaguejou tentando encontrar uma resposta satisfatória.-Deixa pra lá. Eu vou me trocar. Se quando eu voltar esta cozinha não estiver limpa se considere um hayon morto.-Com o quê?-Vá à lavanderia e pegue um pano idiota!Ele ia dar uma resposta grosseira, mas ela já havia saído. Foi a lavanderia e pegou um pano de chão que estava em cima da pia e começou a limpeza.Ayame e Sango estavam sentadas no restaurante e aguardavam seus pedidos. Sango estava um pouco melhor, pois cochilara durante o trajeto e agora as duas conversavam tranqüilamente.-Soube que o seu pessoal encontrou, recentemente, perto da gruta, uns manuscritos antigos que ninguém conseguiu traduzir.-A informação é correta até certo ponto. Tenho feito grandes progressos e pelo que pude apurar ele relata sobre a criação de uma jóia muito antiga e possuidora de poderes inimagináveis – animada.-Você está falando do... – incrédula.-Isso mesmo. A lenda é verdadeira. Os pergaminhos relatam sobre o shikon no tama.- Eu não acredito! E por acaso tem alguma pista de onde a jóia esta?-Calma! A escrita é complicada. Mas pelo que eu pude perceber a jóia carrega a essência da vida e se maculada pode corromper a alma de qualquer ser vivente por isso foi entregue a uma sacerdotisa de alma pura para que sempre pudesse purifica-la e protegê-la.Neste momento o garçom se aproximou.-Com licença e perdão pela interrupção, mas o cheff pediu para lhe entregar isso senhorita.-Para mim?-Sim senhorita.Sango pegou a rosa vermelha que se encontrava na bandeja e sentiu o delicado perfume da flor.-Anda logo, você não vai abrir o bilhete?A garota pegou o bilhete e o leu em silêncio. A cada linha que se passava mais vermelha Sango ficava.-E então quem mandou?- Leia e logo vai saber.Entregou o bilhete a Ayame, pegou um guardanapo onde rabiscou uma dúzia de palavras e o entregou ao garçom que rapidamente se afastou.-Bem... – corada – o bilhete não tem assinatura, mas não é difícil imaginar que o Mirok trocou de turno e escreveu todas aquelas safadezas. Diga-me uma coisa, como você suporta?-Eu não suporto, apenas amo. Mas se ele ousar dizer aquelas coisas para outra garota eu... – e fez um gesto com a mão passando o dedo pela garganta.Continua...
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