Da Morte para a Vida
26 Capítulo 25
Kagome amou poder tomar um banho. Sentir a água limpando seu corpo. Retirando as cinzas e o odor de matéria queimada. Sentiu um arrepio ao pensar que poderia ter sido consumida pelo fogo. A água ajudava a relaxar. Queria esquecer a gritaria, o corre-corre, a fumaça, o fogo...
Afundou a cabeça na água perfumada e enxaguou os cabelos. Levantou-se da banheira, enrolou-se numa toalha felpuda e dirigiu-se ao quarto. Encontrou no fundo da caixa roupas intimas e as vestiu. Teve dificuldade de colocar o vestido, pois as alças deveriam ser passadas pelo ombro e depois amarradas na cintura e os braços doloridos em nada ajudavam.Encontrou tudo que precisa para fazer seu toalete em cima da penteadeira e depois de pronta testou a fechadura que agora já não estava trancada. Saiu do quarto, desceu as escadas de madeira e adentrou na sala de estar. Nesta se encontrava uma porta de vidro que dava acesso ao jardim.Ao abrir a porta de vidro, encontrou na varanda, uma mesa posta para dois, onde Kouga já tomara posse do seu lugar. Ao vê-la fechou o jornal e sorriu.-Dormiu bem?-Acho que devo lhe agradecer por ter salvado minha vida – sorrindo.-Sabe como é... Nas horas vagas costumo dar uma de super-yokai e salvar donzelas indefesas. Esta se sentindo bem?-Estou sim, obrigada.-Então sentisse e tome seu café.Ela se sentou numa cadeira próxima a dele e serviu-se de uma xícara de café.-Pensei que esse vestido fosse para sua prima.-Era a intenção, mas ficou muito mais bonito em você.Ela corou um pouco mais nada comentou. Comeram em silêncio. Kagome ficou inquieta com o olhar do yokai sobre si. Então perguntou sobre algo que a incomodava a tempo.-Kouga ontem à noite você disse que o Inu Yasha mentira e que tornara a fazê-lo quando disse que me amava. Por que acha isso?-Pensei que não iria perguntar. Se já terminou por que não me acompanha?Ele se levantou e a garota o seguiu. Retornaram a sala de estar e adentraram num largo corredor. No final desde se encontrava uma porta dupla de madeira. O yokai a abriu e deu passagem para que Kagome entra-se na biblioteca.O aposento possuía largas tábuas de carvalho e duas paredes forradas por estantes cheias de livros. Como o sol de junho estava quente, a imensa lareira não se encontrava acesa.Enquanto ela se sentava em uma das poltronas em brocado, Kouga abriu uma das gavetas da grande escrivaninha localizada próxima da janela.-Ele deve ter lhe dito que amava Kikyou.-Sim. Ele não pode tê-la matado.-Nunca ouviu que todos os dias milhões de pessoas matam e morrem por amor?-Isso não é amor. É obsessão.-Exato. E assim como ele sentia obsessão por ela, Inu Yasha também o sente por você.-E por ele sentiria obsessão por mim sabichão? – achando aquela teoria absurda.-Por que vocês duas são idênticas – sem altera-se.Kouga entregou um retrato à garota. Ela olhou estarrecida para a mulher da pinturaContinua...
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