Notas iniciais
Olá! Esse é o primeiro capitulo de uma fic que eu ainda não sei como vai, por isso, eu sinto muito. Mas eu não posso me ajudar, realmente!

Capitulo Um

Derek não era um lobo feito, isso era uma habilidade para as fêmeas da espécie, para que elas possam fugir mais rápidas e se misturar nas matilhas de lobos normais. No entanto, quando são crianças, perto de suas primeiras transformações, eles são tão pequenos que se parecem realmente com lobos. Por isso, sua irmã mais velha, Laura quando se transformou veio trotando e pulando perto de Derek, abanando o rabo. Derek rosnou, virando-se para sua forma lobisomem. Tália, o alfa da matilha, observava de longe, ajudando Cora em sua primeira corrida sem supervisão. Laura iria ensina-la a caçar e Derek era uma precaução para as duas, uma vez que era noite de lua cheia.

Havia os limites básicos com os quais eles tinham que lidar. Não chegar perto do lago, a maré estava alto e Eric quase se afogou em uma corrida uma vez. Não sair do Preserve, atacar humanos estava fora de cogitação, apenas cervos e coelhos. Não ir perto do penhasco, a noiva do Tio Peter quase morreu lá em uma briga contra um alfa. E nunca, jamais, perseguir um caçador. Cora e Eric estavam recebendo o discurso há meia hora quando Laura uivou para a lua. Segundos depois, dois outros uivos foram escutados. Tália deixou um beijo em cada bochecha e Cora caiu, se transformando. Eric caiu também, de quatro, sentindo a comoção de se transformar.

A coisa sobre a Lua Cheia era que eles se tornavam mais raivosos, a transformação era em seu ápice, e o acordo entre os caçadores era de que, se algum lobo foi encontrado perto da estrada ou de qualquer humano, eles tinham o direito de matar. Com Laura para cuidar de Cora e Derek para cuidar de Eric, as coisas iriam bem. Tália tinha confiança em seus filhos, Laura e Derek eram velhos e bons em seu turno. Laura e Cora correram para dentro da mata, como Eric veio caminhando calmamente para perto de Derek. Eric tinha sete anos e era filho adotado de Tália, ele tinha a mesma idade de Cora, mas tinha que ir um pouco duro para controlar a transformação.

Derek deu um tapinha em suas costas e disse para ele perseguir as meninas que ele estaria logo atrás. Eric fechou os olhos e abriu, pegando o cheiro das lobas e rindo abertamente na medida em que seus olhos se tornaram completamente dourado. Derek reflete os próprios olhos dourados para a mãe e corre para a floresta, seguindo os mais novos e Laura. A corrida era uma coisa calmante, como quando ele era mais novo e simplesmente iria correr por toda a floresta e apenas para chegar a lado e nadar e relaxar. Laura e Cora avistaram um cervo, e como as duas se colocaram em posição de caça, Eric dançava na arvore do lado (mas ainda muito longe das meninas) brincando com um esquilo.

Derek conhecia a mata como sua própria mão. Ele podia pegar um único cheiro diferente, uma única arvore cortada, por isso, depois de quase toda a noite de correr entre as arvores e caçar coelhos e esquilos, eles chegaram a uma das fronteiras. Era o lago, e tanto quanto estavam todos mortos de sede, havia ali algo que eles jamais viram. Eric e Cora abaixaram-se na medida em que a figura estranha se arrastava para fora da água. Não era possível ver seu rosto com clareza, mas os dedos eram longos e finos. Quando parou de andar finalmente, Derek se aproximou sentindo o cheiro de água salgada e peixe. Derek se transformou de volta para ter um vislumbre do que era.

A criatura era deveras feia, seu corpo era esverdeado e tinham algumas escamas. Nadadeiras iam aos antebraços e as mãos eram repletas de garras de metal. Os olhos eram pequeninos e vermelhos, o nariz quase inexistente e a boca um pouco maior do que seria normal. Da cintura para baixo, havia o que seria uma calda longa e degrade, como ia do verde para o vermelho. A criatura guinchou, mostrando os dentes pontudos e pequeninos, como de tubarão. Ele continuava a se arrastar para fora quando finalmente parou e olhou diretamente para Derek.

A criatura estendeu os braços e Derek percebeu que o corpo dela não era bem maior que o seu como ia cada vez, o corpo da criatura, ficando fora d’agua. Quando ela finalmente estava fora e aos pés de Derek, que não tinha movido um musculo para ajudar ou se afastar, a besta caiu com a cabeça sobre a terra. Quando finalmente inconsciente, seus ossos começaram a mudar magicamente, a calda formando pés humanos e a medida em a transformação estava na cintura, do nada, começou a crescer um punhado de penas vermelhas como vinho formando uma manta sobre o corpo nu da criatura.

Derek não tinha percebido que Laura já tinha chamado toda a família por que, de repente, Tália estava com as mãos em seus ombros, seu pai segurando Cora e Eric longe e Peter transformado do outro lado. Quando o tio retirou a capa de penas do corpo da criatura, Derek viu um corpo completamente humano. Tália estava falando algo, mas Derek não pode entender. Laura abaixou junto de Peter, cheirando com o focinho o corpo do garoto. Tália agarrou a manta de volta, pegando o corpo do garoto em seus braços e cobrindo com a manta dele.

- Derek? – chamou a mãe, cobrindo o rosto da criança com a manta e finalmente Derek voltou para sua mãe.

- O que?! – disse Derek, exasperado, olhando entre sua família.

- Eu disse, vá chamar o Deaton. – ela disse com os olhos brilhando em vermelho – Nós vamos levar a criatura para casa.

- Uh, certo... – disse ele, logo se transformando, mas parou na metade do caminho de sair de perto da família. – Uh, o que ele é?

- É o que nós vamos descobrir... – disse Tália, Peter em seu encalço enquanto os outros continuavam a voltar para a casa.

Derek correu até a casa do veterinário Deaton e emissário de Beacon Hills. Derek disse que havia encontrado uma criatura na mata e que Tália queria vê-lo na casa Hale urgente. Derek foi correndo, uma vez que ele conseguiria chegar ao mesmo tempo, talvez mais rápido até. O carro de Deaton estava estacionando já e os dois finalmente entraram. Quando chegaram lá, a criança estava inconsciente, deitada no sofá. Deaton não pagava nenhuma atenção a ele, mas a capa vermelha de penas que estava agora em suas mãos.

Derek encontrou o corpo do menino em sua camisa e short de Eric. Levantou uma sobrancelha para a mãe, mas então a criança se remexeu no sofá, abrindo os olhos devagar. As sobrancelhas estavam franzidas como ele se sentou, a mão indo diretamente para a sua cabeça. Todos na sala ficaram em silencio, apenas o barulho do respirar desordenado da criança parecia presente. Olhando em volta, ele tinha os olhos arregalados e saltou de seu lugar, correndo para Deaton e arrancando da mão dele sua capa. Como um fugitivo, ele começou a ir para porta, mas o Peter foi rápido e segurou o menino pelo braço.

- Onde você pensa que vai, garoto?

- Lig dom dul! – ele gritou, se debatendo enquanto o lobisomem o arrastava para dentro da casa – Lig dom anois!

(Me deixe ir! / Me deixe ir agora!).

- O que ele está falando? – Derek disse, observando atentamente a briga.

- Stop! – Tália gritou, usando seus olhos vermelhos para a criança, que chiou, mas aquietou-se no braço do lobisomem. — Você entende inglês?

- An dtuigeann tú Béarla? – o garoto disse, imitando Tália com uma careta - Ní bheidh mé ag labhairt le kidnappers!

(Você entende Inglês? / Eu não vou falar com sequestradores!).

- Deaton, o que ele é? – Laura perguntou, olhando entre os dois.

- Eu diria que ele é uma sirena, se a capa é um sinal. Metade homem, metade passáro...

- Níl, Níl mé liom iad! – o garoto disse com os braços jogados para o alto, em claro aborrecimento — Tá mé i bhfad níos nua-aimseartha ná iad sirens, mé dinny-mara. – disse, apontando para si com orgulho.

(Não, eu não gosto deles! / Eu sou muito mais moderno do que as sirenes, eu sou “dinny-mara”.)

- Dinny-mara? – Peter disse, olhando para o garoto de lado. – É o seu nome?

- Ar ndóigh ní! – o menino disse, suspirando — Beidh mé ag labhairt i do theanga, sula insulting liom níos mó... – o menino sussurrou para si mesmo, balançando a cabeça de um lado para outro.

(Claro que não! / Eu vou falar na sua língua, antes de vocês me insultarem mais...).

- Como nós vamos conversar com ele se ele não entende inglês e nem nós o que ele está falando. – o pai de Derek disse.

- Eu compreendo sua língua. – disse a criança, agora no inglês perfeito e polido – Eu não sou uma sirene, eu sou um tritão. – disse o garoto, jogando a capa sobre os ombros.

- Tritão? Como as sereias? – Peter disse, em um sorriso – Oh, isso é fantástico!

- Eu pensei que todas as sereias estavam mortas há anos...? – Deaton comentou.

- É verdade, sim. Eu nunca encontrei outros de minha espécie, minha mãe sempre disse que os marinheiros nos caçaram até a morte, parece que eles conseguiram... — garoto disse, afastando-se de Peter. – Quem são vocês?

- Lobisomens. – disse Tália, sem rodeios, olhando diretamente para a criança – Qual o seu nome?

- Nome? – ele balançou a cabeça – Eu não possuo um nome. Isso é apenas na literatura... – o garoto riu, olhando para cada um na sala.

- De onde você é? – Deaton questionou.

- Eu não posso dizer. – disse ele, caminhando pelo circulo de pessoas que se formou ao seu redor – Um grupo de marinheiros estava me caçando, então eu fugi...

- Quando eu te encontrei... Você está machucado? – Derek disse e o menino sorriu.

- Então, foi você quem eu vi na margem. – o garoto colocou as mãos no queixo – Eu estava me perguntando por que eu me lembrava de você. Mas não se preocupe, eu estava apenas cansado...

- Você quer dormir? – Tália questionou, olhando mais condolente.

- Diga logo o que você deseja e me deixe em paz! – disse o garoto, as mãos esfregando uma contra as outras.

- Como assim? – o pai de Derek perguntou.

- O que vocês querem, é ouro? Pérolas? Navios? Morte? Tudo que você quer, eu posso conseguir em troca da minha liberdade...

- Nós não queremos nada de você, criança. – Tália disse, colocando as mãos nos ombros dele – Descansemos agora, amanhã nós vamos conversar...

Notas finais
E então, o que você está achando? Me deixe saber!
KISS