Da Infância à Adolescência
19 Capítulo XIX. Adolescentes
Notas iniciais
Depois de fugir de Zero, porque ele era sim um pouco assustador e parecia que poderia continuar a stalkear ela, Elesis bateu a porta do dormitório e sentou em seu quarto, ficando contente por Lire estar fora. Ela ainda mandou mensagem para as amigas para ter certeza que elas ainda não voltariam e ao confirmar que estaria sozinha por um tempo, Elesis pegou o celular.
— Isso está acabando comigo. — murmurou, sentindo o rosto quente e o ventre cheio de borboletas. Ela fechou a porta do quarto, reclamando mentalmente por não ter tranca.
Elesis prendeu o cabelo em um rabo baixo e colocou os fones de ouvido, deitando-se de costas, jogando o cabelo por cima do ombro. Ainda encarou o teto por uns segundos, tentando sentir o próprio corpo por completo primeiro. Ela suspirou e deixou-se perder em um devaneio.
Sua mente nublou perdida por um momento, esperando a memória fazer seu trabalho.
“Você é atraente”.
A voz grossa pareceu ressoar diretamente em seu cérebro e ela estremeceu, sentindo o estômago embrulhando numa forma torturante.
— Hm...
A ruiva apertou as pálpebras, deslizando as mãos sem demora pelo abdômen e para dentro da camisa branca, amassando-a e levando-a para cima.
Ainda não era essa memória que ela queria, então ela parou um minuto para colocar uma música que ela considerava “sexy” e tentou jogar a imagem de Zero para longe.
Em sua memória ela visualizou aquele dia em que Ronan tinha soltado o cabelo e aberto as vestes depois do treino, bebendo água de um jeito digno de filme. Ele era simplesmente... gato.
Elesis apertou os dedos sobre sua própria pele, descendo a meia calça preta e sentindo sua intimidade respondendo aos estímulos mentais.
E ai de quem pense que a ruiva não tinha pensamentos eróticos e não achava pessoas atraentes. Como uma estudante de 16 anos comum, ela também sentia desejos. Infelizmente para ela, em sua casa em Canaban ela nunca teve muitas oportunidades de ficar à vontade, já que dormia junto com Elsword e estudava em período integral na Academia dos Cavaleiros Vermelhos.
— Mn.
Ela mordeu o lábio, imaginando os lábios dele no seu. E de repente ele a tocava nos seios e beijava seu pescoço.
“Elesis”.
Na imaginação ela segurava os cabelos longos e sedosos enquanto ele a abraçando forte e esfregava o peito másculo e claro no seu. Ela sentia o cheiro muito próximo e a visão quase se tornava real.
Ela procurou com uma mão o próprio seio, atravessando a barreira do sutiã e massageando delicadamente, enquanto a outra tocava a calcinha a qual ela mal lembrava a cor, e descia sem muita cerimônia até sua cavidade por cima do tecido e sentia a umidade revelando como ela estava excitada.
Elesis se massageou por alguns minutos esquecendo-se algumas vezes do devaneio, aumentando a intensidade da auto carícia. Ela pensou por um momento que fazia muito tempo que ela não fazia e nem sentia vontade de se masturbar. Além de tudo, ela nunca havia sentido tal necessidade tão forte antes de frequentar aquele colégio.
Podia ser sua idade e também podia ser a quantidade incrível de garotos bonitos que estudavam com ela.
Ela pensou irritada em Sieghart por um segundo e imediatamente o afastou, negando-se a fazer isso pensando nele.
Deslizou os dedos pela coxa e entrou a mão pela peça íntima até seu ponto mais delicioso. Elesis abafou sua voz sem timidez alguma, adornando seu clitóris e apertando-o, tratando-o com cuidado e então agressivamente, causando alguns tremores e sensações maravilhosas.
Tocando sua amiga, Elesis sentiu com dois dedos o fluído que a deixava ainda mais louca por uma penetração mental profunda.
Só que por algum motivo ela não conseguia se concentrar em uma pessoa só, ainda que Ronan fosse seu atual crush.
Para piorar a situação, Elesis deu um salto para fora da cama ao ouvir três batidas em sua porta, acabando com todo o divertimento. Nisso ela se arruma em um perfeito minuto e abre a porta para dar de cara, surpreendente, com Mari.
— Você está bem? Seu rosto está vermelho. — a garota perguntou, sem muita emoção e arrumando os óculos.
Elesis desviou os olhos um segundo e sorriu.
— A minha cara é assim mesmo. Você nunca está por aqui, Mari. Que surpresa!
A azulada empurrou um fio de cabelo para trás e assentiu com a cabeça levemente.
— Eu ouvi a porta e pensei que talvez alguém pudesse me ajudar.
— Ajuda com o quê? — Elesis indagou, levantando uma sobrancelha.
Mari cruzou os braços e com uma expressão de quem não estava resolvendo um problema muito simples disse:
— Eu ainda não consegui executar nenhum prato apesar de o ato culinário ser basicamente uma fórmula científica. Eu tentaria continuar sozinha, mas estou no meu limite e Lire não está aqui.
Nesse instante o estômago da azulada roncou alto. Elesis escondeu o riso depois que entendeu do que se tratava.
— Desde quando você está aqui no dormitório mesmo, Mari?
— Ontem à noite.
Elesis riu de novo, indo na frente e apontando para a veterana acompanhá-la.
— As pessoas da sua família parecem que sempre me dão problemas.
XXX
Na manhã seguinte, Arme, Amy e Elesis andavam juntas pelo pátio em direção à cantina pegar algo diferente para o café da manhã. Lire tinha se separado falando que sairia com outras amigas.
— Então você fez comida para a Mari? — Arme repetia rindo sem parar. — E queimou sem querer o arroz?
Elesis girou os olhos. A roxinha já estava repetindo isso pela terceira vez. Amy também continuava rindo sem parar.
— Nunca vou deixar você cozinhar para mim. — a rosada riu alto, fazendo um X com dedos indicadores.
— Nós duas não estamos namorando mais, então não vou precisar. — Elesis brincou com um sorriso sarcástico.
— Ohhh! — Arme levantou os braços, apontando para Amy. — Não viu essa vindo né?!
Amy ficou vermelha, empurrando Arme de leve, mas riu também.
— Ai falando sério. Ainda bem que conseguimos tirar aquele artigo maluco de circulação. Acredita que a doida do jornal me fez contar tudo em detalhes? Mas jurei que se ela publicasse, eu metia meus advogados em cima dela.
— Você fez o melhor que pode, Amy. — Elesis tocou em seu ombro, lembrando-se de Jin e como ele estava para baixo ultimamente, mas indo com a vida e evitando o assunto.
— Eu espero. — a rosada respondeu, abaixando o olhar e suspirando.
Arme cotovelou Elesis e sussurrou:
— Olha só a mesa do Rei.
Como as três tinham acabado de chegar, demoraram um pouco para notar que os seguidores de Sieghart estavam todos presentes ali antes da aula. O grupo apresentava alguns membros extras também. Dio, o próprio Sieghart, Jin, Ryan, Zero e até mesmo Lass e Ronan.
Elesis sentiu leve um arrepio no estômago ao ver o amontoado de carne ambulante junta, quase expelindo feromônios no ar. Uma parte de si odiando ver tanto macho junto e outra mais instintiva um pouco feliz. Outra parte sua sentiu culpa.
Era inegável que todos os grupos no local estavam olhando para eles de vez em quando.
— Idiotas. — Elesis resmungou ao notar os olhos de absolutamente todos eles virem para o seu trio de amigas e se dirigiu para um lugar distante.
— Credo, Elesis. Cadê seu espírito jovial? Sério que não acha nenhum deles gostoso? — Arme perguntou baixo. — Claro que eu não quero te obrigar a dizer, mas dá pra notar como uns deles te olham. Tipo... o Lass.
Elesis arregalou os olhos e encolheu os ombros.
— Lass? Claro que não! Tá me zuando, Arme?
As duas amigas se entreolharam e encararam a ruiva com um olhar repreensivo bem claro dizendo “Amigaaaa!”.
— Como pode ser tão cega? É só olhar aqueles olhos azuis. Ele é frio como gelo, Elesis. Mas quando é você, ele vira um cãozinho. Um poodle. Olha, dá para ver o rabo dele. — Amy disse arqueando a sobrancelha.
— Eu nunca notei quão fofo ele era antes. — Arme afirmou balançando a cabeça. — Isso é impressionante.
— E o Zero então? Ele parece um ser humano agora. — Amy apontou, pegando um copo de suco do garçom que passava.
— Ele está olhando aqui de vez em quando. Ai-que-olhos! Não é à toa que ele usava óculos escuros antes. — Arme sorriu com um olhar lascivo. — Homem de cabelo longo está na moda, aliás. Quero.
— Calem a boca vocês. — Elesis respondeu com o rosto explodindo em vermelho e ignorando completamente a mesa de quem falavam.
As duas deram de ombros, sabendo que já tinham zombado a amiga o suficiente. Só que Elesis ainda estava com o assunto na cabeça e, pensando no que estava fazendo na noite anterior, ela não conseguia desviar o olhar tanto assim. Ronan e Sieghart estavam conversando. Os dois eram irmãos e pareciam próximos, mas não pareciam super íntimos como Sieghart era com Jin e Dio.
Ela notou os olhos azuis a pegarem no flagra e imediatamente suas bochechas inflamaram. Elesis se fingiu de louca bebendo do suco e mal percebendo o sabor de tomate.
Já na outra mesa do outro lado, Ronan sorria como se já tivesse ganhado na loteria. E Sieghart observava tudo isso, se tocando pela primeira vez do que estava rolando.
— Ei, Ronan. O que é tão interessante naquela mesa para ficar com essa cara de idiota? — perguntou fingido, garantindo que ninguém além dos dois ouvisse.
O azulado deu de ombros e manteve a pose.
— O nome disso é progresso, irmãozinho.
— Sei... Progresso.
Dio abraçou Jin de um lado e Ryan do outro, chamando a atenção dos dois irmãos.
— Não se preocupe, Jin. Estamos chegando perto de descobrir o autor do artigo. Você não vai precisar mais pensar nessa história depois disso. — anunciou Lass em seu canto. Aliás, o único motivo para estar ali era trocar informação com o grupo.
O ruivo não respondeu, olhando para seu celular com ar cabisbaixo. O albino ignorou essa atitude e se levantou.
— Eu vou indo.
Aproveitando a deixa, o líder se levantou e pegou o colega pelo ombro.
— Eu tenho uma coisa para resolver também então vou com você, Lass. — Sieghart avisou, acenando para os amigos enquanto saíam.
— Já sei o que ele vai resolver. — murmurou Dio para os amigos que riram. Sieghart ouviu de longe e mostrou o dedo do meio para eles.
O sério albino e o moreno com as mãos no bolso pararam na mesa das meninas, já recebendo olhares engraçados. Arme fez barulho com o canudo e deixou a conversa para as duas outras.
— Oi, meninas. — Lass cumprimentou com uma expressão leve já atraindo atenção de algumas meninas da mesa vizinha.
Sieghart girou os olhos.
— E aí ruivinha?
— Que rude. Não existe só a Elesis nessa mesa, Sieghart. — Amy resmungou.
O moreno a atravessou com um olhar perfurante.
— Não mais que você depois do que fez com meu amigo.
A rosada franziu o cenho para ele e ia continuar, mas Elesis a interrompeu:
— Deu para notar que você não consegue ouvir quando eu falo. Já esqueceu o que te disse ontem?
Ela não queria começar uma discussão hoje com ele, principalmente porque ele tinha realmente um charme perigoso, mas lembrar de como ele havia sido imprudente na tarde anterior a deixava incomodada. Afinal, o que ele tinha a ver se ela estava com outro cara ou não?
O rapaz deu de ombros.
— Não é como se eu quisesse estar aqui. Temos que conversar sobre uma coisa importante.
— Aham. — ela torceu o nariz para ele e se dirigiu a Lass. — Tem alguma novidade, Lass?
— Acabei de rastrear o e-mail e localizei o computador do qual foi enviado. A nossa sorte é que o sistema de internet do colégio é todo conectado e a pessoa pensou que poderia enviar anonimamente de dentro sem ser descoberto.
— Genial! — Elesis sorriu, levantando-se. — Quer dizer que podemos ir atrás desse cretino agora?
O albino levantou as mãos para ela, indicando que a felicidade ainda não era permitida.
— Pelo que conferi, o e-mail foi enviado de um laboratório. Vamos ainda verificar o computador e descobrir o horário de envio. Só assim vamos chegar onde queremos. — murmurou o rapaz se inclinando para a ruiva, quase ao ouvido.
Sieghart franziu o lábio levemente com a cena e adicionou:
— Para o seu azar, ruivinha, Ronan te mandou um memorando. Ele disse que seu exame vai ser hoje depois da aula na enfermaria, ou seja, você não vai poder acompanhar a caçada.
— Droga... Eu acho que não vai demorar muito. Quando acabar eu alcanço vocês, certo?
Lass assentiu com a cabeça enquanto Sieghart respondia um baixo “Okay”.
Nesse momento foram abordados por Rey, que tinha surgido detrás de Arme e a abraçado.
— Olá, gatinhas! Sua rainha retornou!
— Rey, onde você estava?! — Amy sorriu largamente para ela. — Perdeu umas coisas quentes!
— Mais importante que isso, esqueceram que estamos em semana de provas? Não vão se atrasar para a aula!
No mesmo instante Elesis se levantou lembrando que tinha a prova de química, que tinha estudado com Zero. Ela olhou para trás e o viu. Se ela tirasse um azul, ela o agradeceria adequadamente.
XXX
Com o estudo do dia anterior, Elesis realmente conseguiu resolver todas as questões, ainda que não tivesse certeza da resposta. Ela se sentia cansada ao sair da sala, recebendo os suspiros de cansaço das amigas, principalmente Arme. No entanto, o que a pegou despreparada mesmo foi ver Sieghart encostado do lado de fora, sendo rodeado aos poucos por pessoas querendo trocar algumas palavras com ele ou tirar fotos. Isso devia acontecer porque o primeiro e segundo ano não tinham contato diário com ele.
Claro, era um mistério o motivo de ele estar ali para as pessoas e elas queriam saber. E não demorou muito para isso.
Assim que ele a encontrou com os olhos, ele acenou com a cabeça e abriu seu caminho até ela, mas a ruiva já tinha dado meia volta e começado a andar para longe, sentindo seu sangue esquentando. Se Zero era um perseguidor, então Sieghart era o quê?!
Ela não parou nem mesmo quando o Rei a tocou no ombro, aparentemente irritado pelo gelo.
— Poxa, ruivinha! Dá para parar, por favor? — ele pediu de forma alterada quando viraram o corredor principal e havia mais gente. Automaticamente os grupos próximos a olharam.
O rosto de Elesis esquentou um pouco, fazendo o que ele pedia e encostando perto dos armários, tentando ficar de costas para a massa de alunos.
— Que é? — perguntou com um tom nada simpático.
Ele respirou fundo a fitando. Não conseguiu não analisar toda a menina. Ela estava usando um rabo de cavalo baixo hoje, o que seria a primeira vez dele vendo, a franja repicada meio de lado sobre o olho esquerdo. Usava a camisa branca sem o paletó do uniforme, uma saia xadrez verde e sapatos sociais com meias brancas curtas.
— O que deu em você hoje? — ele indagou, falando só para ela ouvir.
— Hã? — ela arqueou a sobrancelha, defensiva.
— Essa roupa.
Ela pausou um instante e fechou a cara ainda mais.
— O que tem minha roupa agora? — ela cruzou os braços. — E esse seu cabelo de delinquente?
Ele pausou, sem saber o que dizer. Os olhos prata foram para um lado e para o outro, pensativo. O cabelo dele estava estilizado para trás naquele dia. Parecia até que tinham combinado.
— Esquece. Eu não tenho que justificar nada. — ela repeliu, tentando ficar na sua. — Você precisa de alguma coisa? Eu preciso ir para o exame agora, lembra?
Ele colocou as mãos nos bolsos, desviando um pouco o olhar.
— Sobre ontem.
— O quê?
— Sinto muito sobre ontem, Elsteiner.
Ela arregalou os olhos e sentiu o lábio repuxando levemente. Bem, talvez ele não fosse tão ruim já que sabia pedir desculpas direito. Além disso, Sieghart constrangido tinha uma expressão fofa.
— O Zero é meu amigo, então quando eu soube que ele estava atrás de você, mesmo ele nunca tendo dito uma palavra sobre o que sentia, eu e Jin fica-... eu fiquei com raiva e fui atrás de vocês sem nem saber da situação.
— Mesmo se soubesse da situação, você não teria nada a ver com isso. Por isso disse para ficar longe ontem já que você não tem noção de espaço.
— Mas você disse que esse admirador secreto continua te mandando mensagens não é? Esqueceu que ele não tem escrúpulos? Ele tem entrado nos vestiários e até tem fotos suas.
Elesis arregalou os olhos, não esperando que ele fosse tocar nesse assunto tão seriamente. Ainda assim, por que isso a deixava mais tão, tão zangada?!
— Escuta, Sieghart. Eu sei que quando lutamos contra o fã-clube nós fizemos um trato e você me ajudou. Também, naquela noite você viu um lado feio meu e provavelmente é isso que tem te preocupado. Só que o trato acabou. Não é da sua conta mais!
— Espera, não é isso que eu qu-,
— Olha! Eu sei que parece que não tenho mínimo de controle, que eu sou estourada e que posso ser perigosa para as pessoas! Mas eu mudei tá bem?! Eu não sou digna de confiança ao ponto de você ficar vindo ver como eu estou a cada dois segundos?! — ela exclamou, raiva crescente e a voz aumentando enquanto falava. Os cantos dos olhos da ruiva começando a brilhar levemente.
Ele olhava para os lados durante o bombardeio da menina, encolhendo os ombros e vendo todo mundo ver a cena.
Quem estava perto tinha claramente ficado excitado com o teor da briga. Um instante depois eles ouviram: “eles estão namorando?!”. Ao ouvir o cochicho, Elesis travou, colocando os olhos no chão e o corpo tremendo. Sieghart não estava muito diferente, sentindo seu rosto esquentar como nunca antes na vida.
Quando Elesis levantou o olhar ela se espantou como o rosto de Sieghart estava vermelho das maçãs do rosto ao nariz e às orelhas. Ela nunca esperou que alguém além dela mesma ficasse assim de vergonha.
— D-Desculpa, Ele-,
— Eu tenho que ir! — Elesis exclamou nervosa ao ouvir seu nome e saiu apressada e para o lado errado, se corrigindo logo. Ela precisava sair dali o mais rápido possível.
Ao pegar as escadas, ela sentiu um mal estar no estômago e uma vontade chata de chorar. Ela começou a subir correndo e se viu sozinha no outro andar. Chegando no topo ela tocou na parede e recuperou sua respiração, olhando para trás. Ela ouvia passos apressados subindo atrás dela. Elesis deduziu que ele estava vindo atrás dela.
“Que merda! Ele não me ouve!” Elesis pensou irritada e seguiu para a enfermaria, tentando se convencer de que mais boatos idiotas não se espalhariam por aí de novo.
Continua
Fale com o autor