DRAMIONE || Compreendendo o inimigo
12 Discussões e acertando as coisas.
Notas iniciais
POV HERMIONE
– Gina, eu queria ter morrido, que vergonha. — eu disse me jogando na minha cama enquanto Gina ria da minha cara.
– Mione, para de fazer tempestade em copo d'água. Você só não prestou atenção em nada do que o professor falou e ele acabou batendo palmas na sua frente pra chamar sua atenção. — ela disse e caiu na gargalhada.
– Cala a boca, Gina. Não foi engraçado. — falei jogando um travesseiro nela do qual ela desviou-se facilmente e em seguida sentou-se em sua cama afastando as lágrimas do seus rosto provocadas pelo riso.
– Você é tão certinha que não se permite nem viajar um pouquinho durante as aulas? — perguntou minha amiga com uma expressão de incredulidade.
– Se eu viajar nas aulas perco minhas anotações, por Merlin, Gina, como vou fazer minhas provas? — disse à ela como se fosse algo completamente óbvio.
– Tava pensando no Malfoy?
– O-O QUE? — eu perguntei surpresa. — C-CLARO QUE NÃO.
– Okay, você gaguejou, o que significa que está mentindo pra mim. Tava pensando nele sim. Tava pensando no que aconteceu ontem? — Gina disse com aquele tom de praticidade.
Suspirei fundo. Talvez eu realmente tivesse sido rapidamente distraída por pensamentos sobre ontem.
– Sabe, eu ficaria feliz se me contasse. Porque você realmente está me deixando preocupada. — disse Gina.
– Ah okay... Eu só preciso tirar esse uniforme. — eu disse conformada.
– Tudo bem, também vou me trocar. Nada melhor do que saber que amanhã começa o final de semana, heim. Queria que pudéssemos passear.
– Por falar nisso — comecei — Quando vamos à Hogsmeade?
– Bom, em comparação com os outros anos, acho que ainda está cedo para pensar nisso, mas como as coisas estão meio diferentes em Hogwarts talvez possamos ir mais cedo. — ela concluiu.
– Ou mais tarde. — completei.
– Eu gosto de pensar positivo. — ela disse com um sorriso.
– Pode ser uma boa prática. — respondi dando de ombros.
– Vou te esperar lá em baixo no Salão Principal, já estão servindo o jantar. Estou morrendo de fome.
– Tudo bem, já estou indo.
Gina saiu do quarto e me deixou sozinha. Troquei de roupa e pus um casaco vermelho que achei. Estava meio frio e a noite estava caindo. Prendi o cabelo em um coque pra ser mais prática, mas alguns fios cacheados se desprenderam e ficaram em meu rosto.
Desci as escadas até chegar ao Salão Comunal. Estava vazia excerto por...
– Oi, Mione. — Rony me cumprimentou.
– Olá, Rony. — respondi — Vai jantar agora? Estou descendo pro Salão.
– Eu já comi alguma coisa. — ela disse meio travado. Achei Rony entranho.
– Ah... Tudo bem, então. — eu comecei a fazer o caminho para a saída mas Rony me chamou.
– Mione!
– Sim? — virei-me pra ele.
– Será que poderíamos conversar? — ele perguntou. Bom, aí estava o motivo para ele parecer no mínimo nervoso. E isso me deixou nervosa também, eu imaginava o que Rony queria conversar comigo. Oh, Merlin, não.
– Agora? — perguntei e em seguida me senti idiota. Obviamente era agora, Hermione.
– Sim...
– Eu... — se eu pensasse em algHERMIONE O QUE ESTÁ FAZENDO? Ele é seu amigo, não há porque fugir ou temer uma conversa, que bobagem. — Eu posso, claro. — respondi tentando aparentar tranquilidade.
Nós nos sentamos nas poltronas nas quais eu e Gina estávamos sentadas de madrugada. Rony parecia com dificuldade de falar o que tinha pra me dizer e, por um instante, um silêncio constrangedor se instalou entre nós.
– Como andam as aulas? — perguntei tentando fazê-lo começar a falar comigo.
– Difíceis. Como sempre. — ele resmungou.
– Fala sério, Rony, estamos praticamente no inicio ainda, os professores nem começaram a pegar pesado conosco.
– Não? — ele me perguntou fazendo-me rir. — E suas aulas? Vocês estuda mais matérias que eu e o Harry...
– Nem tanto, — disse modestamente — mas os meus horários não estão apertados. Consigo apreciar todas as aulas. Não é como no terceiro ano. — eu disse e dessa vez foi a vez de Rony sorrir com a lembrança.
– Você se sente melhor aqui em Hogwarts...? Do que estava antes... Na sua casa? — ele perguntou com cuidado.
Respirei fundo pensativamente.
– Sim... Eu ainda penso muito neles, — eu falava de meus pais — mas aqui eu tenho vocês e ocupo minha mente. Sabe... Muito trabalhos.
– Nós... Eu me preocupo com você. — ele disse sem olhar diretamente pra mim pra mim. — Você parece meio distante. Fico preocupado.
– E eu agradeço sua preocupação, Ron. — eu disse segurando sua mão — Você e Harry são os melhores amigos que eu poderia ter. Sei que se não fosse por mim vocês nem estariam aqui, temos consciência de que, com ou sem o último ano em Hogwarts, você e Harry teriam, e terão, um brilhante futuro no ministério. — eu disse e apertei sua mão.
Rony me olhou e sorriu concordando com a cabeça. Sorri também e me coloquei de pé pronta pra sair para o jantar, mas quando dei um passo em direção a porta senti Rony segurar meu braço. Eu virei-me novamente para ele e que aproximou-se muito de mim. Eu sentia sua respiração em meu rosto e ele levou a mão a minha bochecha.
– Mione... — ele disse enquanto soltava o ar dos pulmões.
– Ron, o que tá faz... — minha pergunta foi interrompida por sua fala.
– Você sabe que eu não quero ser só seu amigo, não sabe? — ele perguntou olhando fundo nos meus olhos.
– Rony, já conversamos sobre isso. Por favor...
– Eu sei, eu lembro. Mas eu sei que você tá frágil, esse momento e tudo o que aconteceu com a sua família mexeu com você, mas deixa eu te ajudar. Você sabe o quando eu gosto de você. — ele disse afastando os fios de cabelo no meu rosto.
– Ron, você sabe também o quanto é importante pra mim. E sabe que preciso de você nesse momento, mas como meu amigo. Eu te peço por favor que não se afaste só porque não namoramos mais. — eu comecei a falar rápido e percebi que minha voz estava ficando embargada — Por favor, eu já perdi muita gente. Sua família sempre me tratou como uma filha, e vocês são como minha família. — grossas lágrimas agora começavam a brotar em meu olhos e a escorrer por meu rosto — Vocês, Harry, nossos amigos aqui, agora são tudo o que tenho. Eu amo você. Por favor diga que não se importa de ser apenas meu amigo. Por favor, por favor. — eu pedi.
Rony me abraçou forte. Senti que ele respirava fundo.
– Tudo bem. Eu nunca vou deixar de ser seu amigo, guarde isso. Nós matamos um trasgo montanhês juntos, o que pode acabar com nossa amizade? — ele disse me fazendo rir e me tirando um grande peso da consciência.
– Obrigada, Ron. — eu agradecia enquanto ele afastava as lágrimas do meu rosto.
– Pode contar comigo sempre. — ele disse e eu assenti agradecida novamente — Agora acho melhor você ir jantar, se não não vai haver mais nada lá quando você chegar.
– Okay. Até mais tarde, Ron. — despedi-me.
– Até mais tarde. — ele respondeu enquanto eu saía do Salão Comunal e ia em direção as escadas.
Enquanto descia as escadas e me dirigia o mais rápido que podia ao Salão Principal afastava as lágrimas que ainda tinha em meu rosto. Eu tinha sorte de ter amigos como Harry e Rony. Mesmo. Nós nos conhecemos no trem, ainda lembro e agora, depois de todos esses anos, estamos aqui em Hogwarts fazendo nosso último ano, depois de termos ajudado a destruir o bruxo mais perigoso do qual já se obteve notícias, lidando com problemas emocionais, mas juntos. Na verdade o trio de ouro sempre será um trio de amigos inseparáveis. Eu lhes devo tanto... Estão aqui por mim e...
– Ai! Olha por onde anda, garota. — disse a pessoa na qual eu acabara de esbarrar e como confundir a inigualável voz irritantemente fina de Pansy Parkinson?
– Ah claro, eu desculpo sim, Srta. Parkinson, não foi nada. — eu disse sarcástica antes de perceber que ela não estava sozinha. A voz de gralha estava acompanhada de seu companheiro de casa, Malfoy, que escondeu, ou tentou, uma risada da situação.
– Que rosto inchado é esse, Granger? — ela perguntou com uma muito mal fingida voz de preocupação, realmente não ia me deixar em paz — O namoradinho te largou foi? — porque ele não a tira daqui? Parece que se diverte...
– Pra falar a verdade acho que eu tenho alergia ao seu cheiro. Sempre tive alergia a cheio de coisas sujas, e surgem as lágrimas. — a boca da Sonserina se abriu em um "O" surpreso. Na verdade eu quase sempre ignorava suas provocações, mas eu estava feliz por ter ajeitado as coisas com Rony e ela surgiu do nada pra estragar tudo. Foi impulsivo. Malfoy riu, tentando disfarçar com uma tosse, mas não cumpriu muito bem seu objetivo. Pansy o olhou indignada.
– Vai deixar ela falar assim? — ela disse sibilante como uma cobra.
Malfoy revirou os olhos e respondeu-a:
– Pans, quando vai entender que eu realmente não me importo com suas brigas? — ele disse e se foi deixando-a com um expressão ultrajada ainda de frente pra mim.
– Parece que mais alguém além de mim não dá a mínima pra você. Sinto muito. — eu disse e entrei no Salão Principal antes que meu bom senso fizesse com que eu me arrependesse do que havia feito.
(----)
– Você disse O QUE? — disse Gina.
Tínhamos terminado de jantar e fomos pegar um ar fresco nos jardins. Sentamos embaixo de uma árvore e eu contei pra ela tudo o que havia acontecido ontem e aproveitei e falei da conversa com Rony e da pequena discussão com Pansy Parkinson na entrada do Salão.
– Eu não acredito que você disse mesmo isso à ela! — ela exclamou.
– Eu sei, foi impensado e inconsequente, mas ela é insuportável. — me defendi.
– Por Merlin, Hermione, não estou criticando você! É totalmente o contrário! Eu daria tudo pra ter visto a cara dela quando você disse isso! Deve ter sido incrível! — ela disse e começamos a rir juntas.
– E parece que alguém não a defendeu, heim. O que achou disso? — perguntou Gina, falando, obviamente, a respeito de Malfoy.
– Ele está tentando não se meter em confusão, é normal. Minerva impôs isso a todos eles. — respondi.
– Tá, okay, pode até ser, — minha amiga disse impaciente — mas eu aposto que teve um empurrãozinho do fato dele ter gostado de ver você não deixando barato pra Parkinson.
– Eles são amigos, Gi. Não sei, talvez até mais. Eles andam muito juntos.
– Umm... — fez ela pensativamente — E isso te incomoda de alguma maneira? — ela perguntou daquele jeito de quem não quer nada, mas está analisando criticamente cada resposta minha.
– Não...
– Claro. — ela respondeu somente.
– O que é, Gina? Fala logo!
– Nada.
– Nada? Eu te contei tudo isso e você não tem nenhuma concepção, um pensamento, um conselho, alguma coisa? Você sempre tem algo a dizer, Gina Weasley. — eu falei.
– Sinceramente?
– Claro. Vá em frente. — respondi.
– Você tá gostando do Malfoy.
– O QUE? — eu disse eu me engasguei com a surpresa como uma idiota provocando risinhos de Gina — Eu realmente pensei que estava com conversando com alguém num estado de sanidade maior que o meu. — disse tentando me recompor.
– Você sabe que não precisa esconder isso de mim, eu não vou dizer que você é maluca por gostar de um sonserino. E de um sonserino Malfoy. Mas... Mas pelo que você me contou está meio evidente. Você não dá mais a mínima pro meu irmão, e pelo que parece ele aceitou isso. Fico feliz por ele, eu acho que você tinha uma coisinha de infância por ele da qual precisava se desapegar. — ela dizia completamente tranquila enquanto eu ainda olhava-a de boca aberta, incrédula — Bom, se vai te fazer se sentir melhor, eu acho que é recíproco.
– Ah Gina, isso é loucura.
– Bom, você não costuma mesmo fazer escolhas fáceis, não está acostumada?
– Gina, me ouça, Malfoy não se apaixona pelas garotas com as quais se... Relaciona. Ele tem uma coisa com o sentimento "amor".
– O que? — ela ficou confusa.
– Eu te contei, a mãe dele fazia tudo o que Lúcio Malfoy mandava por amá-lo. Isso quase destruiu a família deles na guerra.
– Okay. Mas isso é o que ele sente. Ou o que você acha que ele sente, mas e você? O que você sente?
Fiquei em silêncio por um instante. Eu queria ter a resposta dessa pergunta.
– Eu não sei, Gi. — respondi com um suspiro — Sei que gostar de alguém é normal, mas não o Malfoy. Não pra mim.
– Ai, ai, Hermione. — suspirou Gina — Você é complicada. Mas se você quer saber. Acho que você deveria ficar tranquila, não se preocupar tanto com isso. Talvez deixar as coisas correrem seja a melhor solução. — ela me aconselhou.
– Você pode ter razão...
– Eu tenho. Vai, fica mais animada. Pensa que agora a idiota da Parkinson ainda deve estar morrendo de raiva. — ela nos fez rir.
– Se ela resolver aprontar uma vingança eu vou estar ferrada. Ela joga baixo, nós sabemos. — eu disse.
– Se ela fizer isso, vai estar se metendo numa encrenca. Fique tranquila. — ela me assegurou.
– Okay. — respondi. — Ei, já é tarde? — perguntei — Eu ainda tenho que ir na biblioteca.
– Não. Ainda temos duas horas antes do toque de recolher.
– É melhor eu ir logo a biblioteca, assim posso pegar o livro que preciso pra terminar a tarefa da professora Hale. Quero ter o dia livre amanhã.
– Tem planos? — Gina perguntou-me .
– Quero visitar Hagrid.
POV DRACO
"Querido Draco,
recebi seu recado há um tempo atrás. Sinto muito por não tê-lo respondido prontamente, mas estava com alguns problemas.
Filho, quero que fique tranquilo e não se preocupe comigo, eu estou bem agora. Preocupe-se com você e já estará fazendo muito por mim.
Estou com saudades de você, mas acho que só nos veremos no Natal não é mesmo? Até lá, escreva-me sempre que achar necessário.
Um beijo.
Narcisa."
Eu estava agora jogado em uma cadeira na biblioteca, com uns livros entediantes de poções sobre a mesa e relendo o que minha mãe havia escrito para mim. Ela finalmente resolvera me responder depois de um tempo considerável. Na verdade eu estava pensando em mandar-lhe outra carta imediatamente para perguntá-la quais problemas citados em sua carta a impediram de me responder antes.
Eu não conseguia seguir seu conselho e me preocupara mais comigo do que com ela, ela é minha mãe, e agora ela está naquela casa com alguns elfos, mas nenhuma familiar. Com meu pai em Azkaban, desde de que vim pra cá, tive medo que ela fizesse alguma besteira. Ela o amava demais, quer dizer, ela o ama demais. Sinto que se ele planejasse usá-la para sair de lá, ela o ajudaria sem pestanejar.
Me debrucei sobre a mesa. Eu tenho trabalhos pra fazer, mas meu pensamento ainda está em minha família. Minha mãe ajudou a quase destruir nossas vidas, mas eu não tenho qualquer raiva dela, mesmo. Mas não posso dizer o mesmo do meu pai. Ele era um capacho de Lord Voldemort, e colocava este e suas ordens acima de tudo, inclusive do filho e da esposa. Ele nunca ligou pra nós a vida inteira. Ele foi o pior exemplo que uma criança poderia ter e às vezes eu me pergunto se o que eu me tornei não é culpa dele. Em seguida eu mesmo me respondo negativamente. Eu podia ter tomado decisões diferentes, mas não tomei.
E quem sou eu pra falar dele afinal? Eu obedecia a ele tão cegamente quando ele obedecia ao Lorde das Trevas. Talvez não fôssemos tão diferentes.
– Está bem? — ouvi ao meu lado. Eu conhecia a voz, só não era um bom momento para ela estar aqui.
Levantei o rosto e vi a Granger com um pilha de livros e uma expressão preocupada.
– Um questionário enorme de poções, como alguém pode estar melhor? — perguntei irônico.
Ela virou meu pergaminho com as perguntas para que ela pudesse ler, olhou-as rapidamente e em seguida olhou os livros em minha mesa.
– Presente usar esse livros pra responder este questionário?
– Pretendia...
– São inúteis. — ela disse convicta.
– O que?
– Completamente inúteis, não tem nada sobre esse assunto aí. — ela completou.
– Como sabe?
– Ora, eu já li os dois, é claro. — ela disse com um tom orgulhoso.
– É claro. — eu disse revirando os olhos.
– Um minuto. — ela disse e colocou sua pilha de livros em cima da minha mesa e voltou as estantes. Passados por volta de três minutos elas voltou com dois livros grossos, um de capa azul e outro de capa preta.
– Esse são infinitamente melhores. Fiz o questionário usando apenas estes dois. — ela disse e colocou-os em cima da mesa. Tenho a impressão de que ela não resiste ao impulso que mostrar que sabe o certo a fazer.
Em seguida pegou sua pilha de livros e virou-se a fim de procurar um mesa, creio eu.
– Granger! — chamei.
– Sim. — ela virou-se para mim novamente.
– Por que não se senta comigo? — convidei. Vi um expressão de surpresa passar pelo seu rosto, mas também a vi disfarçá-la rapidamente.
– Eu...
– Eu quero te dizer uma coisa. — interrompi.
– Certo. — ela disse depois de hesitar por um momento. Puxou a cadeira e sentou-se de braços cruzados. — Pode falar.
Eu ri.
– Não ia fazer algo? — perguntei.
– Trabalho para a aula de transfiguração. Você não ia me dizer algo? — ela disse objetiva.
Sinceramente ela estava quase pedindo que eu a provocasse com aquela expressão seria de aluna aplicada que não tem tempo a perder. E ela me faz esquecer os problemas nos quais estava pensando.
– Talvez que você está particularmente atraente hoje. — eu disse com um sorriso.
Instantaneamente ela ficou mais vermelha e desviou o olhar.
– O que quer? — ela perguntou ainda sem olhar em meu olhos.
– É divertido ver você corar desse jeito. Nunca disseram isso a você?
– Bom, acho que já que não era nada relevante eu posso ir embora, não é? — ela disse e tentou se levantar, mas eu segurei sua mão.
– Vamos, Granger. Sente-se o que tenho pra falar é sério.
– Não parece.
– Você que não sabe receber um elogio.
– O que quer me dizer? — ela perguntou impaciente.
– É sobre sua discussãozinha com Pansy. — eu disse por fim.
Fale com o autor