DIGIMON R-C.A.S
4 Capítulo 4 – A asa negra do meteoro
Escola
Assalto
Tiro
DigiMundo
Palácio do Angemon
DigiEscolhidos
Ataque ao palacio
DigiVice
Gigimon... Guilmon!
São pequenas palavras-chaves que aparecem em minha mente para eu ter a plena noção de tudo que me fez chegar até aqui.
Minhas costas continuam em dor.
Alguns metros de distância de mim, o Guilmon está lutando contra o digimon que nos atacou.

"Seta Nitro"– Diz o digimon, que após dito, atira uma seta verde de seu peito em direção a Guilmon. — "sou Saberdramon, e meu caro, não serei derrotado por você.".
"Fireball"– Guilmon revida, e o seu ataque é uma grande bola de fogo.
A seta verde (Seta Nitro) do Saberdramon e a bola de fogo (Fireball) do Guilmon se encontram diretamente, e explodem.
Não posso fazer nada além de ficar em uma distância longe e assistindo tudo.
Olho pro Digivice, tentando procurar algum meio que possa ajudar o Guilmon nesta batalha, mas nada aparece.
Guilmon troca socos rápidos contra o Saberdramon. E logo após, quando ele vê uma oportunidade, ele segura na asa do digimon.
"Solte-me, tire suas patas daí" — fala Saberdramon com suas asas sendo seguradas.
E Guilmon concentra toda a sua força e joga ele em direção à árvore.
Saberdramon se debate contra a árvore.
"Isso é pelo Trevol" — ele diz. E me lembro de quando me debati com a árvore, minhas costas ainda doem da pancada. — "FIREBALL!"
Uma bola de fogo do Guilmon vai com toda velocidade em direção ao digimon que tenta se levantar após a batida contra a árvore.
A bola de fogo o atinge, novamente.
A vitória nunca está ganha. Ele se levanta rapidamente após a bola de fogo o atingir.
"O mesmo ataque duas vezes, e todos os dois me acertaram" — Fala o digimon se preparando pra voar, com faíscas de fogo em seus pelos. — "Saber Negro".
Sinto um mau pressentimento.
Uma asa em formato de meteoro aparece, em formato negro.
Olho para o Guilmon, ele está com uma cara séria.
Esse ataque do digimon, não é qualquer ataque, eu sinto com o movimento do vento ao seu favor.
Guilmon, meu digimon poderá estar morto em alguns segundos.
"Saia daí" — Falo, ele não consegue escutar. Ele tá um pouco longe. — "Guil... Guilmon... GUILMON, SAIA DAÍ!".
Ele vira a cabeça em minha direção.
A asa em formato de meteoro vai a sua direção, e uma explosão ocorre fazendo-me ser jogado para alguns metros dali.
Não consigo escutar nada, meus ouvidos estão em um maldito zumbido.
Tudo fica escuro, desmaio.
Tick, Tock, Tick, Tock. O relógio, algo criado por homens e aperfeiçoado para algo melhor. A tecnologia é algo tão imenso, e de várias possibilidades. E estou escutando a sua badalada ao passar dos minutos.
Tudo está em plena escuridão.
Tento abrir meus olhos que se forçam a se abrir com uma veste de sujeira — remela — presa a eles.
A primeira visão que tenho é de um metal e ferro em minha frente. Estou em uma casa feita de metal.
Estou em um sofá feito de uma ferrugem azulada, que é lisa e acaba não trazendo danos pra quem nele se deita.
Coloco minha mão esquerda em minhas costas, há um grande curativo nela.
Meu ouvido esquerdo tem um pequeno gel. Provavelmente por causa da explosão.
Quando penso em levantar, a porta se abre.
Um pequeno digimon, todo coberto de metal se espanta.
"Ele está acordado" — ele grita olhando para algo do lado de fora.
Continuo sentado.
E me surpreendo, quando quem aparece na porta é uma jovem, a digiescolhida. Que me encontrei no palácio do Angemon.
"Seu nome é Trevol?" — ela pergunta vindo em minha direção.
"Sim" — respondo — "onde está o Guilmon? Você está sozinha? E os outros escolhidos?".
"epa, calma. Tantas perguntas." — ela senta em uma pequena cadeira feita de ferrugem rosa — "primeiro fica em silêncio e deixa-me falar. O seu digimon está vivo, e está lá fora com o meu. Estamos em uma aldeia.".
Aldeia. Lembro-me quando o Digivice me enviou para uma aldeia que logo após foi destruída com bolas de fogo vindo do céu.
"Não sei onde estão os outros três humanos" — ela coloca sua mão em minha frente — "Prazer, me chamo Amanda. E acredite ou não, mas eu consegui descobrir muitas coisas que irá nos ajudar daqui pra frente.".
Aperto sua mão, lhe cumprimentando.
Amanda se levanta e me chama para vê como o Guilmon está.
Saio e vejo várias casas de metal. São muito diferentes umas das outras, seja em cores ou em sua forma esbelta.
Há muitos digimons, alguns nos olham atentamente com uma face surpresa.
"TREVOL"– Grita Guilmon pulando em minha direção, caímos no chão — "Ainda bem que você está inteiro".
"Você tá me machucando, seu desmiolado" — digo rindo, e então o abraço fortemente.
Levantamo-nos. Olho para o Guilmon, ele está sem ferimentos. E uma felicidade me consome. Conheci-o em tão pouco tempo e acabei me apegando tanto. É tipo um laço, que vai se aumentando aos poucos.
"O que houve após a explosão?" — Pergunto olhando para a Amanda.
Uma cadela aparece entre nós. E é a primeira vez que vejo um digimon tão parecido com um animal.
"Sou Labramon, o digimon da humilde Amanda" — diz a cadela, com pintadas rosas — "chegamos a tempo, e consegui impedir que a asa chegasse no Guilmon.".
"E o saberdramon?" — pergunto.
"Fugiu" — Amanda responde-me com um sorriso em seu rosto — "viu que estava em desvantagem e a primeira coisa que pensou foi correr daquele local, mesmo tendo tanto poder consigo.".
Elas nos salvaram, a Amanda e seu Digimon.
"Qual nosso próximo passo?" — pergunto, aguardando rapidamente uma resposta.
Amanda para, pensa, e então diz:
"Sair daqui. Aqueles malditos digimons vão saber que estamos aqui e irá atacar a aldeia. Não quero ver esses seres de metal que nos acolheram sendo mortos por nossa culpa.".
Eu também não quero. Acabará sendo um rodizio de mortes. Eu vi o que aconteceu naquela aldeia e o que pode acabar acontecendo nessa. As nossas cabeças estão valendo muito.
O que devemos fazer para parar isso tudo? Não podemos ficar fugindo de um lugar para o outro esperando que vilarejos, aldeias, digimons sejam destruidos.
"Não estamos podendo ser vistos aqui em cima, por enquanto." — É a primeira coisa que vêm em minha mente, e que digo.
"Sim, eu também pensei nisso!" — Amanda exclama, fazendo um movimento com o dedo apontado para baixo. — "Subsolo. Esgoto. Há uma única casa nesta aldeia que tem um galpão com uma porta para o esgoto, é a nossa única escolha.".
Guilmon e Labramon estão com uma cara séria. Amanda olha pra mim aguardando uma resposta.
É a única opção.
Nem a floresta conseguiu me esconder. Teremos que ir pelo caminho onde menos esperam.
"Vamos" — digo em afirmativa.
Continua no próximo capítulo.
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