DIGIMON R-C.A.S
2 Capítulo 2 – Reunião, os cinco escolhidos!
Começo a pensar das pequenas coisas e indo para as mais complicadas:
“Me chamo Trevol, tenho 16 anos. Fui refém de um assalto, atiraram em mim. Eu devo estar morto, provavelmente estou morto. Estou em um lugar desconhecido chamado DigiMundo, com seres digitais chamados Digimon. Eu devo estar ficando louco.” – penso.
Jijimon – o idoso – está me levando para um local do palácio do Angemon. Acho que para me encontrar com as pessoas que acabaram de ser enviadas para esse mundo. Os escolhidos.
“Você deve estar muito confuso” – Ele diz, rindo.
“Sim” – Respondo. – “Posso desistir e vocês me mandarem de volta pro meu lugar? Pra minha casa?”.
“Não é tão fácil assim.” – Ele para, e olha atentamente para mim – “Se você voltar agora, as duas balas que atiraram em você, lhe perfurarão e você estará morto.”.
Fico sem reação.
“Então... Minha vida agora depende do sucesso dessa Missão?” – Questiono.
“Sim. Se falharmos nessa missão, tanto esse mundo, como sua vida, estarão mortos.” – Ele diz seriamente.
Não há outra escolha. Terei que me esforçar, e ajudar seja lá o que for esta missão. Minha vida depende do sucesso dela.
“Chegamos” – Jijimon abre a grande porta que está em nossa frente.
E assim vejo: Quatro jovens, sendo eles duas mulheres e dois homens. Estão sentados, conversando em uma mesa grande que é composta por oito cadeiras. Há um anjo em forma de adulto, em pé. Todos param de conversar e olham para mim.
“O primeiro a chegar ao DigiMundo, o último a chegar na reunião” – Fala o anjo, que logo percebo que é o ‘Angemon’ que o idoso tanto falava – “Seja Bem-Vindo. Estávamos aguardando você para assim começar.”.

“O que vocês estavam falando?” – Pergunta Jijimon se sentando em uma das cadeiras vagas. Me junto a eles e me sento também.
“Sobre a vida deles.” – Angemon explica – “Todos vocês, cinco, estão prestes a morrer no mundo real.”.
Todos ficam calados.
“Amanda. Atropelamento. Tudo congelou após o carro quase bater nela na rua.” – Angemon fala, apontando para cada um – “Diego. Preso em casa, incêndio. O fogo estava tocando em suas mãos quando tudo congelou; Dayvson caiu do 5º andar, alguns centímetros perto de tocar ao chão, tudo congelou; Juliana. Suicídio. Após pular da cama, com a corda em seu pescoço. Tudo congelou.”.
Fico olhando pra cada um deles. Eles tiverem o mesmo destino que eu, só que de maneira diferente. E então, Angemon aponta para mim.
“Trevol. Assalto. Homens encapuzados atiraram. Antes das duas balas chegarem nele e o matar, tudo congelou”. – Conclui ele.
“Vocês não são os primeiros a vim para cá” – Jijimon apoia o seu bastão na mesa, e nos explica – “Vários outros DigiEscolhidos já vieram para cá. Não do jeito de vocês, de quase vir a morte; Agradeçam ao DigiMundo, este mundo que resgatou e escolheu vocês, para mais uma chance de vida.”.
“Agradecer?” – Levanta Juliana, a que cometeu suicídio. E começa a falar. – “Eu não queria viver. Eu não quero. Pode me mandar de volta para o meu mundo, AGORA!”.
Uma enorme explosão acontece no telhado do salão em que estamos. E somos jogados para longe, principalmente o anjo (Angemon) e o idoso (Jijimon).
A explosão foi tão forte que meus ouvidos estão em zumbido. Minha audição está fraca.
“O QUE ESTÁ ACONTECENDO?” – Grita uma voz masculina, é um dos dois jovens. Não consigo distinguir de quem seja.
Essa explosão não aconteceu porque a Juliana disse aquilo. Estamos sofrendo um ataque. Estão nos atacando. Tento me levantar e sair dali, outra explosão poderá acontecer a qualquer momento.
Olho para os lados. Os dois jovens homens estão em pé. A Juliana e a outra jovem garota estão sentadas encostadas na parede. Jijimon está deitado, provavelmente desmaiado. Ele morreu?
“CAJADO ANGELICAL” – Grita Angemon, que está voando. E um enorme escudo aparece acima de nós.
Olho para cima, e vejo uma criatura grande, caindo do telhado em direção a nós. Ele cai encima do escudo, fazendo tremer todo o local.

“SAIAM DAQUI” – Angemon olha para nós.
Levanto-me e saio do local pela porta ao qual entrei. Os quatro jovens também estão correndo. Eu estou tentando entender o que está acontecendo. Eu penso em tudo que acabou de acontecer: Uma criatura explodiu o telhado do salão, e nos atacou. Por quê?
Entro em uma pequena sala, e fecho rapidamente as portas. Vou para o fundo, e sento encostado na parede.
A sala está tremendo, todo o palácio está tremendo. Eles estão lutando.
Alguns minutos passam.
Tudo fica em pleno silêncio. Já acabou?
A porta se abre, e um dos jovens me chama:
“Acabou.” – Ele olha pra mim com espanto após todo o ocorrido.
Levanto-me e saio do local. E vamos ao salão ao qual estávamos, o qual a criatura atacou.
Abro a porta. E a criatura está caída. Pequenos pedaços do seu corpo estão desaparecendo.
Angemon está em pé, com poucos ferimentos.
“Ele é um dos grandes inimigos” – Fala Angemon. E percebo que os outros três jovens também estão na sala – “Eles sabem que vocês estão aqui. Temos que terminar isso logo, outro ataque chegará a alguns minutos”.
“Onde está Jijimon?” – Pergunto, com a voz fraca.
“Ele desapareceu. Igual a esta criatura que nos atacou está desaparecendo.” – Ele diz, com a cabeça baixa.
O velho que me trouxe até aqui, está morto.
“MÃO DO DESTINO” – Grita Angemon. E uma luz imensa preenche a sala, um poderoso raio de energia.
Olho para cima, e vejo cinco aparelhos flutuando no ar.
Cada aparelho voa rapidamente em direção a cada jovem. E um chega até mim. O pego com a mão, e o olho atentamente.
“São seus Digivices. Com eles, vocês despertarão o seu Digimon. E assim suas DigiEvoluções.”. – Explica Angemon. – “Vocês tem uma grande jornada pela frente, meus caros jovens.”.
Trevol
Amanda
Dayvson
Juliana
Diego
Os cinco Escolhidos.
“Saiam de perto deste palácio o mais rápido possível. Quando a noite chegar, uma mensagem será mostrada em seus Digivices, fiquem atentos para todas as instruções” – Angemon levanta o seu cajado e o gira rapidamente.
Tudo escurece diante de meus olhos.
Abro os olhos e estou deitado, em uma floresta. Ainda está de dia. Olho para o lado, e consigo enxergar o palácio do Angemon, no céu.
No meu bolso, está o meu Digivice. E os outros quatro jovens não estão perto de mim ou do meu lado. Estou sozinho.
Boto a mão na cabeça e tento raciocinar todo o ocorrido: Estávamos conversando, e nos atacaram. Agora estou com um pequeno aparelho chamado “Digivice”, onde instruções serão encaminhadas para mim por ele.
O Angemon disse para eu sair o mais rápido possível de perto do palácio, e é isso que irei fazer. Levanto-me, e dou uma última olhada no palácio de exuberante beleza. E então, vejo três pequenos pontos voando em direção ao palácio e, todo o palácio explode.
Continua no próximo capítulo.
Fale com o autor