DDUGQP - As máscaras caem.

3 Um segredo por um segredo.


Notas iniciais
Nós as pessoas lutamos por nossa sobrevivência Nós não buscamos ser perfeitos Mas somos livres Nós temos nossos próprios sonhos Sem resistência Enfraquecemos como as estrelas que desejamos ser Você sabe que eu não quis dizer O que eu disse há pouco Mas meu Deus acordou Do lado errado da sua cama E isso não importa agora Porque pouco a pouco Nós lhe demos tudo Que você sempre sonhou Pouco a pouco O controle da sua vida Tem diminuído lentamente Pouco a pouco Você tem que dar tudo em toda sua vida E todo o tempo eu me pergunto por que Você esta aqui A verdadeira perfeição tem que ser imperfeita Eu sei que soa tolo mas é verdade O dia chegou E agora você tem de aceitar'' EU SEI QUE DEMOREI, MAS EU SIMPLESMENTE PASSEI POR UM BLOQUEIO. Sabem como é... desculpem.

Anteriormente em diário de uma garota quase perfeita....

Ela caiu no riso zombateiro.

– Queen C, eu sei que você é. Sei quem é você de verdade e é exatamente por isso que não faz sentido você ter arriscado tudo só para ficar perto dela. – Falou.

Ódio. Magoas. Mentiras. Segredos. Destruição. Nada mudou e nem vai mudar. Desfile sem cantar vitória. Opps! Acho que não deu para sair de cena sem ser punida dessa vez Anna. Isso vale para todas nós.

– Chega! – Uma voz arfou no fim do corredor. Aquele timbre me soava familiar eu rezei para que quando eu me virasse, não me lembrasse de que nada acabou, na verdade, só estava começando.

– Senhorita Monteiro, Senhorita King’s, Senhorita Gallardo, NA MINHA SALA, AGORA MESMO!

***

Prédio Company Empire Monteiro’s.

432 Park Avenue;

Por volta Março de 2008.

Sala da Presidência.

'Eu odeio o mundo hoje

Eu sei, mas eu não posso mudar

Tentei te dizer, mas você olhava para mim como se eu fosse

Um anjo por baixo inocente e doce,

Ontem eu chorei

Você deve ter ficado aliviada ao ver o meu lado mais suave

Eu posso entender como você estaria tão confusa

Eu não tenho inveja, mas eu sou um pouco de tudo

Então me aceite como eu sou''.

Lá estava eu. Sentada no grande sofá que ficava na grandiosa sala da presidencia da empresa do meu pai. Um coelho de pelúcia se encontrava em um dos cantos. Em cima da mesa, um copo de suco de laranja me acompanhava. De repente, meu pai surgiu rindo de forma calorosa juntamente a um homem que aparentava ter pouco mais de 35 anos. Contrariando meus proginósticos da época, tal homem não estava sozinho. De trás dele, surgiu uma garota de longos cabelos castanhos e olhos de mesma cor. Naquele momento, aquela primeira impressão, me deixou um tanto quanto aterrorizada. A menina em minha frente, era a copia perfeita da protagonista Holly Golightly, do clássico filme ''Bonequinha de Luxo’’. O olhar, a sombancelha levantada, o jeito com que tirou suas luvas e cuidadosamente as deixou ao meu lado, fez-me querer sumir dali e não voltar até que ela estivesse ido embora. Posso dizer, que ao mesmo tempo que senti a necessidade de conhece-lá, algo em mim gritava dizendo que ela seria o meu próximo problema. É eu dificílmente estou errada, e daquela vez, não foi diferente. Não sei por que, não sei por onde, mas, qualquer um é capaz de perceber ao longe o quanto aquela garota era especial, e eu, no meu papel, deveria ser o mais educada o possível. Eu ao menos tentei, diferente dela, que tudo o que fez, foi apenas me esnoobar desde o minuto em ficamos cara a cara.

– Anna , eu e o Mr. Monteiro precisamos tratar de negócios, comporte-se e sem travessuras. Caso contrário... – O homem foi incapaz de completar, pois a garota assentiu com a cabeça fazendo um barulho irritante, parecido com o de um móvel sendo arranhado.

Dadas as devidas ordens, os dois sumiram na sala e tudo o quê escutei depois, foi o bater da porta, seguido de um silêncio absoluto entre mim e a tal Anna. Ela sentou-se um tanto quanto longe de mim, tirando com pressa um lenço de papel, enfiando-o no bolso de sua jaqueta e indo em direção ao toalete. Revirei os olhos com indignação, entendendo assim, o quê estava acontecendo ali.

– Você é bulímica? Sério? Por quê uma garota como você precisa disso? – Questionei, deixando as palavras caírem no ar, soando, como se fossem amigáveis, porém não foi minha intenção em nem um momento pegar leve.

Anna suspirou e apertou a mão com força, como se não quizesse falar a respeito daquele assunto.

– N..ão! E mesmo se eu fosse acredite, não é da sua conta! – Respondeu zangada.

– Não minta pra mim, está na sua cara que você tem ressentimentos, mágoas e não consegue as resolver e por isso disconta em si própria, na minha testa não está escrito ótaria Anna!... se esse for seu nome, é claro. – Conclui, virando a página de uma revista Vouge, no qual a cantora Adele estampava a primeira página.

Foi ai que ela se tocou que eu havia ficado interessada em saber mais a respeito dela, ou melhor, de quem era ela. Uma das primeiras coisas que Anna notou em mim, foi que eu amava as músicas da Adele, por que me lembravam alguém.

– Me encontrei hoje cantando seu nome, você disse que eu sou louca. Se eu sou eu sou louca por você. – Cantarolou. Realmente, era uma das minhas mélodias preferidas e na voz doce e aguda que Anna tinha, ficava simplesmente perfeita. – Às vezes, sentada no escuro desejo que você estivesse aqui . É você, que me faz perder a cabeça. Toda vez que eu devo agir sensivélmente, você entra na minha cabeça e me transforma numa tola esfarelada. Me diga pra correr e eu correrei. Se você quer que eu pare, eu congelo. Só me segure mais perto, baby me faça ficar louca por você. – Sorriu me fitando. – Sou a Anna King’s. Poupe seu tempo dizendo como se chama, por quê eu já sei. Seu nome está estampado na New York Megazine ao lado do de sua família na coluna social, além disso, estudamos no mesmo colégio a mais ou menos um mês. Você pode me dizer por quem está apaixonada e eu direi a você meus motivos para fazer o que eu faço. Um segredo por um segredo, um tanto justo, não?

– Fechado Anny... – Ao perceber que eu havia a chamado por um apelido tapei a boca com as mãos, sinalizando vergonha, mas Anna só sorriu, indicando que gostou de ter sido chamada daquela maneira por mim. – Vamos lá, por onde devo começar?

{...}

...........................

AGORA.

O sinal para o segundo período de aulas acabava de bater. Seria pouco dizer que estávamos completamente ferradas. Anna e eu nos encontrávamos de braços dados, eu quase podia sentir o quanto ela assim como eu de fato, temia o momento em que entrássemos naquela sala. Acho que me lembro a primeira vez que a vi assim tão indefesa, desarmada frágil e perdida. Pode fazer anos, mas aquele dia já mais sairá da minha memória. Eu ainda estava um tanto quanto torduada por conta de ter literalmente quase caído dura no chão quando vi quem era a mais nova diretora do Hunter. Pelo visto, terei muito trabalho por aqui.

– Sentem-se garotas. – Falou a mulher, fazendo sinal para que Lissa, eu e Anna nos acomodassemos nas três únicas cadeiras restantes na sala.

O lugar era espaçoso, porém frio. Ao lado da mesa principal, havia uma estante cheia de anuários e livros antigos. A esquerda podia-se ver uma fileira de quadros com os nomes de todos os que já assumiram a direção do colégio. Logo mais a frente, um armário cheio de troféus tinha posterior destaque. Entre aqueles diversos prêmios, avistei uma medalha de ouro honra ao mérito com o meu nome e ano datado. Eu estive aqui inúmeras vezes, pois tinha acesso a todos os documentos possíveis. Definitivamente, as cores das paredes foram mudadas desde a última vez em que pisei nesta sala. Isso com toda certeza, era obra de Margareth, a mãe de Lissa. Só alguém tão cafona como ela poderia pintar uma sala desse porte de verde.

Sem mais delongas, a porta atrás de nós foi fechada e com tal ato, lancei um olhar mortal a Lissa, que retribuiu com um sorriso debochado. A diretora por sua vez, destrancou uma das primeiras gavetas de sua mesa e de lá tirou duas fichas, reconhecidas, por sendo a minha e de Anna. Abriu-as e passou a fita-lás e folha-lás atentamente. Virou a minha em minha direção e pediu para que eu lesse a primeira página:

Aluna: Carina Cavendish Monteiro. – 24 de março de 1997

Nacionalidade: Norte Americana.

Idiomas fluentes: Inglês, espanhol e Frânces.

Matricula: 1 de fevereiro de 2007.

Medalhista de ouro durante os anos de 2009 e 2010 no projeto internacional de literatura. No mesmo ano ( 2010) fez intercambio em Toronto/ Canadá, onde conheceu renomados escritores e geógrafos. Mantem notas acima da média desde em que iniciou os estudos. Ainda em 2009 recebeu propostas de outros cinco colégios particulares em New York, porém recusou-se a se transferir por motivos pessoais. É um dos alvos principais nos eventos importantes em que o colégio Hunter participa e é sempre citada como exemplo. Em 2011 lançou sua candidatura a presidente da Liga New York Of Wonders, que reúne os melhores da cidade, no qual venceu por uma vantagem de 58% dos votos contra seu adversário, tornando-se assim um dos nomes mais poderosos entre os adolescentes da época. Em 2013, participou do torneio Mundial de astronomia, levando o segundo lugar. Apesar de ter se involvido com fofoca e difamação, por ter entrado cedo de mais na elite, foi convidada no ano seguinte a representar o Hunter na Inglaterra na convenção House of the Américas, descidindo mas tarde permanecer na capital (Londres) na estádia de um ano estudando assim, no Couci Gold College. Neste tempo, recebeu propostas de seis das oito faculdades da Liga Ivy: Universidade de Yale, Universidade de Harvard, Brown, Columbia, Dartmouth College e Universidade Cornell.

Ao terminar de ler, escutei um ''Ual '' da parte de Anna, que revirou os olhos e cruzou os braços, como se estivesse surpresa com seis universidades disputando por mim. Sendo que ela apenas recebeu quatro propostas, Columbia, Yale, Cornell e Princeton

– Um pouco grandioso de mais para uma menina de 17 anos, não Carina? – Questionou a diretora. – Eu acho que você não está fazendo juz a seu currículo Senhorita Monteiro. Quero saber que ceninha foi essa no corredor da minha escola e com a minha filha. Se antes de você ir para Londres, deixavam você e sua amiguinha fazerem o quê querem aqui, fiquem cientes, de que o Hunter não é lugar para garotas desse tipo. Não mais. – Acrescentou, colocando suas mãos na mesa. – Quanto a você senhorita King’s, pode me explicar o que significa esse uniforme? Não me lembro de vermelho ou listrado ser permitido. Será que terei que incomodar seu pai para dizer que a filha dele deve voltar pra o internato? – Concluiu.

– Espere... ela disse internato? – Lissa e eu perguntamos espantadas na mesma hora.

Margareth riu debochadamente, abrindo a segunda pasta em suas mãos, dando-a para Anna ler. Neste momento a mesma arregalou os olhos com surpresa. Margareth por sua vez, mandou que ela lesse o que estava escrito ali em voz alta, da mesma maneira que anteriormente eu fiz. As duas se entreolharam. Anna parecia querer fuzilar a diretora com os olhos, mas nada fez para contrariar a ordem imposta.


— Aluna: Anna Kheterinne King’s. – 3 de julho de 1997.

Nacionalidade; Norte Americana.

Idiomas fluentes: Inglês, espanhol, francês e dinamarquês

Matricula: 10 de fevereiro de 2008.

Tem experiência com comunicações no exterior. Já esteve em várias partes do mundo, entre elas, Dinamârca , França e Inglaterra, onde morou até os três anos de idade. Mesmo sendo natural dos Estados Unidos, tem grandes indas e vindas entre Londres e New York, principalmente nos anos de 2010 , 2013 e 2014 . Passou uma estádia de um ano ( 2012 – 2013) em um internato na França, , por conta de problemas com excesso de ingestão de álcool. Com onze anos de idade foi diagnosticada com bulimia e anorexia, por ter recaídas quase sempre, precisou estender seu tratamento até os quinze anos. Apesar de sempre ter mantido notas altas, nunca já mais atingiu um currículo perfeito. Candidatou-se a presidência da Liga New York of Wonders, onde disputou com Carina Monteiro, perdendo por causa da grande comparação dos histórico.

Eu me perdi nesses sons. Eu ouço na minha mente, todas essas vozes. Eu ouço na minha mente todas essas palavras, mas pareço não entende-lás. É tão estranho você notar que assim como eu, Anna é capaz de esconder um grande segredo, enterrando-o até o pescoço. Por falar em enterrar, é um tanto quanto obvio que Anna já mais superou o fato de ter perdido o cargo na liga por minha causa e creio que Margareth, acaba de tocar em seu ponto fraco, cuja é ser comparada a mim. Ao completar esse pensamento, Anna levantou-se da poltrona caminhando em seus saltos com rapidez até a porta e a batendo com força, deixando-me a escolha de fazer a mesma coisa.

– Você pode livra-lá desse sofrimento Carina. Deixe-a ganhar pelo menos uma vez.– Disse Margareth assim que me aproximei da porta.

– FIQUE BEM LONGE DELA E DE MIM . É MELHOR PARA TODOS NÓS. ISSO É SÓ UM AVISO E VOCÊ SABE TANTO QUANTO EU DO QUE SOU CAPAZ. EU NÃO QUERO TER QUE VOLTAR AQUI NOVAMENTE MARGARETH! POR ISSO, ME DEIXE EM PAZ.

Nenhuma verdade me machuca. Nenhum motivo me corrói. Nenhuma resposta me satisfaz. Não importa se eu esteja certa ou errada, eu vou proteger você até o final querida. Farei isso sem ferir meu orgulho. Sim! Eu prometo.

CONTINUA...

Notas finais
''Vamos todos pensar no que nos trouxe aqui Este é o meu apego ao que é real Não me diga como me sinto Com tudo o que passou, que não posso me ligar Comigo mesmo dia após dia Porque tudo parece tão longe Para mim? Não há mais volta a partir daqui'' xx, - MRSC Até semana que vem.