DDUGQP - As máscaras caem.

17 E se... eu fosse você?


Notas iniciais
''Eu estou aqui, está claro No momento, estou de volta com uma visão melhor Não é uma pista de onde eu vou Mas vai tudo para você Amanhã não é promessa O que o sábio costumava dizer Então, vamos aproveitar cada dia Sem laços, nós estamos apenas indo com a sorte Você não sopra a surpresa... É como acordar fresco sob o sol Como não ter nada a perder Como dançar a noite toda até as luzes irem embora, Você pode vir como quiser Sendo quem você quiser... Agora, facilmente poderíamos estar loucos na luxúria da vida Mas, querida, por que perguntar por quê?'' Gente, me desculpem pela demora! Tive um contratempo semana passada e não pude postar. Esse capítulo vai soar um pouco confuso, eu acredito, mas o começo dele explica tudo Musíca do flashback: https://www.youtube.com/watch?v=ojdbDYahiCQ. Capítulo faz algumas refêrencias ao decímo e ao nono desta temporada. Além dessa música, tem essa aqui também: https://www.youtube.com/watch?v=_7nD1T7mjp8

Anteriormente em Diário de uma garota quase perfeita...

– Ei...obrigada. Não só por me proteger, por tudo o que fez. Sei que quem deve estar brava comigo agora é você. Porém você ouviu Renny, a aposta pode ter sido o motivo pelo qual nos conhecemos, mas não é o motivo que nos mantem juntas – Afirmou.

***

Querido diário,

Quem sou eu? Quem somos nós? Onde estivemos, por onde passamos e que rastros deixamos? Quem são estes adolescentes que varem as ruas dessa cidade e a colocam de ponta cabeça, montados com suas melhores roupas e usando seus melhores carros? De junho a julho, escanda-lós, mídia, festas... bebedeira. Há dois meses, alguém lembra-se daquelas duas amigas que, mentiram uma para a outra? Sabe... aquelas estudantes insanas que apesar de tentarem, nunca foram tratadas e vistas igualmente a todos? Lembra-se de como elas acabaram aquela página? Sorrindo, brincando, chorando, berrando, se reconcilhando, e acima disto sobrevivendo a tudo, juntas?

Humm... você gosta de jogos? Normalmente, quando você decide começar um, quer somente vencer ou perder lutando. Certo, posso estar sendo cruel, porém se há algo que aprendi é que a verdade tem de ser falada por quem a obstriuiu, então, sinto informar, mas não há opções nessa fase, ou você é tudo, ou você é simplesmente, nada; você pode ter a saída de andar longe e dizer que não precisa disso, no entanto sempre haverá algo em seus olhos dizendo que precisa vencer tudo. Se conseguiu com tanto esforço erguer a muralha, por que você continua a querer faze-lá desabar? Oh...não sei se já te disse, mas a lição que deixei, foi que nada que já foi construído pode ser apagado ou esquecido, toda mentira tem uma verdade e toda a verdade é fruto de uma mentira mal feita. Diferentemente de quem usa máscaras para esconder quem realmente está por baixo de toda a maquiagem, um dia, quer queira ou não, as máscaras caem e você? Bem... você cai junto. Todiavia, é só aviso e não uma ameaça! A queda pode ser maior do que o esperado, e a sua dor não poderá ser curada por ninguém além de você próprio.

Pois bem, se você se lembra de tudo o que foi dito aqui, saiba que, uma dessas garotas que descrevi acima, no caso eu, declara aquela jornada acabada, dando a você somente uma questão restante, que ainda não conseguiu ser respondida por ninguém e nem sequer por nós mesmas deste que essa fase de nossas vidas se iniciou. Qual o caminho que deve ser seguido, já que, a estrada antiga teve seus buracos concertados e seu asfalto remexido a fim de recobri-lá novamente deixando assim, as marcas antigas para trás? Bem... isso você vai ter que me ajudar a descobrir. Embarque comigo, nessa viagem ao que já aconteceu e ao que ainda não aconteceu. Podem haver pontos que passaram batidos para você, sem que houvesse atenção, ou importância, mas aproposito, tudo em New York tem importância, inclusive, a minha história, então, pesso gentilmente que deixe de achar que isso aqui não passa de algo inventado, clichê, fútil e desagradável como você, que é um ser dotado de uma capacidade imensa de criticar sem a menos conseguir entender. Porém mantenha seus olhos bem abertos, parados nessa página com as letras em vermelho de uma canção batida e que você já cansou-se de ouvir que diz: ''Oh querida, um dia, você aprenderá a ser alguém melhor’’...

É! isto sem dúvidas é uma imagem triste. Você sabe que é tudo o mesmo, mas em outra hora e lugar, repetindo a história, e você está ficando enjoado disso, eu sei. Mas eu acredito em qualquer coisa que pode tornar isso mais interessante, e eu vou fazer qualquer coisa para superar meus limites, acredite.

...................

ATUALMENTE....

Mansão da família Monteiro.

''Outro momento decisivo
Uma bifurcação cravada na estrada
O tempo agarra você pelos pulsos
Direciona você para o lugar certo
Então, tire o máximo proveito deste teste
E não pergunte por quê
Não é uma pergunta
Mas uma lição aprendida com o tempo
Espero que você tenha tido a melhor época da sua vida
Então pegue as fotografias
Valeu a pena durante todo o tempo’’

Dois meses inteiros trouxeram o agosto tão esperado. Dois meses estes, que passamos curtindo e sabendo, que brevemente, precisaríamos voltar a rotina.

Finalmente, posso dizer: Nós estamos de volta, de corpo, mente e alma. Metafóricamente falando, a Carina Monteiro e a Anna King’s que vocês conheceram no ínicio de tudo isso aqui, antes de irem para Londres, não voltaram para New York em fevereiro, e sim, agora. Você mal vai acreditar o quão foi bom passar esse tempo nos divertindo, o que a muito tempo não fazíamos, marcando essa nova era, esse novo mundo, talvez não tão paralelo ao antigo.

A qualquer hora. Em qualquer lugar, é onde eu quero estar. 60 dias, 60 noites. 60 orbitas diferentes com 60 grandes galáxias. 60 manhãs, mas essa não é somente mais uma entre as outras diversas. É revigorante começar o dia abrindo os olhos e percebendo que tudo está onde deveria estar. Há a mais perfeita harmonia. Há palavras que foram levadas pelo vento e verdades que, libertaram-nos do sofrimento e nos trouxe de volta, o sentido de se ser quem nós somos e de se estar nessa cidade. É, parece ser um tipo de misterio mágico, sinceramente tem de ser mentira!

– Acorda sua preguiçosa – Uma voz brincalhona surgiu meio a minha mente, enquanto alguém me chacoalhava repetitivamente – Quem diria que a grande e santa Carina Monteiro estaria de ressaca em pleno sábado da formatura. Hoje é o grande dia alteza! É o nosso dia! Temos muito o que fazer, anda! – Disse, jogando em cima de mim uma roupa que a mesma havia de ter escolhido e despentiando ainda mais meu cabelo para em seguida, tirar meu travesseiro, fazendo-me bater levemente na cabeceira da cama.

Levantei sentindo minha cabeça rodar e quase cai no meio do quarto, por sorte em cima do carpete fofo. Anna quase rolou no chão de rir da cena, como se gostasse de ver aquilo, o que era evidente, que gostava, afinal, normalmente eu é quem estaria no lugar dela, rindo e ela, bêbada. Contudo, foi divertido trocar de lugar com Anna, por pelo menos esses 60 dias. Costumeiramente, eu sou a que mais pensa na hora de encher a cara, ou seja, a mais precavida, protetora e... Anna é a insensata e alucinada, é a ordem natural das coisas, mas como ela disse inconvenientemente no bar pelo pouco que me lembro da noite passada ''quem disse que a ordem natural não pode ser modificada?’’

– Oh Anny, eu preciso urgentemente de uma grande quantidade de cafeína . Estou horrível. Como você pode me deixar ficar nesse estado? Céus, eu sabia que não dava para confiar nessa troca de papéis que você inventou – falei, ao assustar com minha aparência berante ao espelho da penteadera – Assumir sua identidade pode ter sido bom por uma noite, a única parte ruim foi ter que me vestir igual a você, vamos ser sinceras... rosa é uma droga! – debochei e continuei – mas você sabe que hoje nós temos que fingir que isso não rolou. – Falei e sorri para o reflexo de Anna no espelho, que retribiu o gesto.

– Relaxa Ca, eu sei quem sou, e você, nunca esqueceu quem é. Por isso, esse é nosso segredo, as férias não terminaram, muito pelo contrário. Você vai ter muito tempo para ser você mesma, tipo, o resto da vida! Concordamos em fazer isso, para entendermos como uma pensa em relação a outra, lembra? – Questionou, dando uma piscadela de lado.

Revirei os olhos e atirei o travesseiro que se encontrava no chão, na cara dela em sinal de chateação. Ela que não deixou barato, jogou de cara, duas almofadas da poltrona em mim, iniciando assim, uma guerrinha que acarretará provavélmente em uma única vencedora.

Pouco tempo depois...

Após um café da manhã entre gargalhadas por conta de nossa mera brincadeira que embora infantil é basicamente nossa tradição, acabamos por não nos darmos conta de que já eram quase dez horas da manhã e nós nem sequer tinhamos saído de casa para irmos atrás de nossos vestidos para a formatura. Com tais pensamentos, tratamos de imediatamente chamarmos um taxi e tomarmos o rumo da Madison, onde sempre acabamos por encontrar algo interessante e na maioria das vezes, looks perfeitos.

Ao colocar meus pés para fora do taxi e sobre a calçada, um garoto um tanto destráido por conta de estar mechendo em seu celular e usando fones de ouvido, acabou por obviamente sem querer esbarrar em mim e derrubar minha bolsa. Antes mesmo que ele pudesse pedir desculpas, observei seu rosto e fui invadida por lembranças desconexas que não sabia se eram sonho, ou simplesmente fatos da noite passada, realmente, ele me era um pouco familiar e acredito eu, que não fui a única a perceber isso...

FlashBack On

Bar 55.

55 Christopher St.

NYC's Best Jazz Clubs

''Tudo o que posso ser para você
É a escuridão que já conhecemos
E com esse arrependimento tive que me acostumar
Era tudo ótimo
Quando estávamos no auge,
A responsabilidade é minha
Posso ser eu mesma de novo?
Ou eu deveria ser apenas a minha melhor amiga?''

– Garçom, me vê um drink Sand Storm e um Garden of Eden para minha amiga – Falou Anna, sentando-se ao meu lado e mechendo em suas madeixas ''loiras’’, ou melhor, sua peruca loira. Me forcei a não rir ao notar que ela havia pedido minha bebida favorita, o que me faz acreditar que Anna está realmente levando a sério esse nosso desafio, ou deveria chamar de... personalidade provisória?

Assim que meu copo chegou, virei-o de uma vez só, decidindo que faria isso até o fim desta noite, ou até ficar bêbada por completo e esquecer disso tudo. Anna logo percebendo que eu já dava sinais de que não precisava mais dela por perto, afastou-se e cumprindo como o combinado passou a fingir que não me conhecia.

– Senhorita? – Chamou um homem que aparentava ser um pouco mais velho do que eu, provavélmente estava no primeiro ano da faculdade. Ele tinha cabelo castanho escuro, barba rala e olhos azuis, não sei ao certo se a cor de sua blusa era marrom, preta, ou os dois – Posso lhe fazer companhia? Ou lhe pagar algo? Estou observando você desde que chegou e... bem você sabe... – concluiu

Suspirei e cruzei meus braços na frente do balcão enquanto entreolhava com Anna... talvez Carina, não importa no momento. Alias, tudo o que importava antes de entrarmos aqui pouco faz diferença agora. Aqui eu não tenho namorado, aqui eu não sou quem sou.

– É claro! – Exclamei com empolgação forçada e um meio sorriso – Então... você não se apresentou Sr. Desconhecido... – ironizei, sabendo exatamente que essa é uma das frases mais típicas de Anna, além de ser sua marca registrada em matéria de charme conversar com um desconhecido usando o sarcasmo.

– Prazer sou Thommas Mitchell, mas pode me chamar de Thomi, ou Tom – Disse, estendendo sua mão em minha direção em forma de cumprimento – E você é...?

Eis a questão que tanto gostaria de lembrar. Quem sou eu? Me apresento com qual dos meus nomes, ou, invento até mesmo um?

– Ah...meu nome é... Anna – Tentei passar confiança, mas não garanto que consegui – Anna King’s

Flashback off.

Tom me olhou de cima a baixo de forma confusa por frações de segundos, parando por fim no meu cabelo, que hoje diferentemente de ontem, está loiro naturalmente e não castanho. Agarrei minha bolsa de sua mão de forma ferroz e em seguida arquei minha sombrancelha, fechando a cara.

– Anna? – Finalmente questionou, fazendo a verdadeira Anna virar-se e responder – O que está acontecendo aqui? Por que você está loira e quem é essa? – em sua frase final, ele apontou para o projeto de Carina ao meu lado.

– Thommas, meu verdadeiro nome é Carina e essa... essa é minha melhor amiga, Anna King’s e antes que você estranhe, sim, o nome dela é o nome pelo qual você me conhece. É uma longa história... aceita um café?

Continua...

Notas finais
Ai ai ai. Algo me dizia que isso não ia acabar bem? Será que fui a única? A minha opinião? ESSAS DUAS FICARAM TOTALMENTE DOIDAS, SÓ PODE! Imagina só o que elas vão aprontar nessas férias! Se um dia antes de se formarem tudo já está fora de controle, imagina na faculdade? Eu só digo: Alguém vai surtar e não estou descartada pois quase fiquei doida de tão confusa quando escrevi o flashback... não sabia se chamava Carina de Carina, ou de Anna! SOCORRO. #FaloMesmo] E ai? O que acham do Tom? E o que acham que o Renny e especialmente o Pedro vão achar dele? Hahaha, se é que me entende. XX, Até semana que vem, - MRSC